Histologia do Sistema Nervoso

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Estudo das células, tecidos e estruturas microscópicas do sistema nervoso. Destinado a estudantes de medicina e biologia.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Anatomia Publicado
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Corpo celular neuronal (soma ou pericário)
Núcleo grande, esférico, eucromático e de aspecto vesiculoso, com nucléolo proeminente e citoplasma rico em organelas basófilas.
Corpúsculos de Nissl
Agregados de retículo endoplasmático rugoso e ribossomos livres que se coram fortemente por corantes básicos como azul de toluidina e cresil violeta.
Cone de implantação axônica
Região cônica do pericário de onde emerge o axônio, histologicamente identificada por ser desprovida de corpúsculos de Nissl e de complexo de Golgi.
Axônio
Prolongamento único, de calibre constante e superfície lisa, preenchido por axoplasma com microtúbulos e neurofilamentos, sem síntese proteica própria.
Dendritos
Prolongamentos ramificados e afilados que contêm corpúsculos de Nissl na porção proximal e exibem espinhas dendríticas para sinapses.
Espinhas dendríticas
Pequenas evaginações na membrana dos dendritos visíveis em impregnação argêntica de Golgi, sendo os principais sítios pós-sinápticos excitatórios.
Astrócitos protoplasmáticos
Células com múltiplos prolongamentos curtos e ramificados, ricas em GFAP, encontradas predominantemente na substância cinzenta do SNC.
Astrócitos fibrosos
Células com prolongamentos longos, finos e pouco ramificados, com abundante proteína GFAP, localizadas principalmente na substância branca.
Pés vasculares dos astrócitos
Expansões terminais dos prolongamentos astrocitários que envolvem as células endoteliais dos capilares contínuos, integrando a barreira hematoencefálica.
Oligodendrócitos
Células gliais com núcleo pequeno, redondo e escuro, citoplasma escasso e halo claro perinuclear artefatual em H&E; mielinizam múltiplos axônios no SNC.
Micróglia
Células mononucleares fagocíticas derivadas da mesoderme, com núcleos pequenos, alongados ou em bastão, cromatina condensada e prolongamentos espinhosos.
Células ependimárias
Células cuboides a colunares baixas que revestem os ventrículos cerebrais e o canal central da medula, providas de cílios e microvilosidades apicais.
Tanicitos
Células ependimárias especializadas no assoalho do terceiro ventrículo com prolongamentos basais longos que contatam capilares da eminência mediana.
Células de Schwann (neurolemócitos)
Células gliais do SNP com núcleos alongados e achatados justapostos ao axônio; cada uma produz a bainha de mielina de um único segmento internodal.
Nódulo de Ranvier
Interrupção na bainha de mielina entre duas células mielinizantes vizinhas, rica em canais de sódio voltagem-dependentes para condução saltatória.
Incisuras de Schmidt-Lanterman
Pequenas fendas citoplasmáticas não compactadas dentro das lamelas da bainha de mielina do SNP visíveis em cortes longitudinais com ósmio.
Células satélites ganglionares
Pequenas células cuboides de suporte que formam uma camada contínua ao redor dos pericários dos neurônios pseudounipolares nos gânglios sensitivos.
Substância cinzenta
Região rica em corpos de neurônios, dendritos, porções amielínicas de axônios, astrócitos protoplasmáticos, micróglia e abundantes capilares.
Substância branca
Tecido composto quase exclusivamente por axônios mielinizados dispostos em feixes, oligodendrócitos e astrócitos fibrosos, sem corpos neuronais.
Neurônios de Purkinje
Grandes neurônios piriformes da camada intermediária do córtex cerebelar com árvore dendrítica apical profusa orientada perpendicularmente às folhas.
Camada molecular do cerebelo
Camada externa pálida do córtex cerebelar, com baixa densidade nuclear, contendo células estreladas, células em cesto e fibras paralelas amielínicas.
Camada granulosa do cerebelo
Camada interna do córtex cerebelar densamente celular, composta por minúsculos neurônios granulares com núcleos intensamente basófilos e glomérulos cerebelares.
Glomérulo cerebelar
Complexo sináptico eosinofílico na camada granulosa do cerebelo formado pela terminação de fibras musgosas, dendritos granulares e axônios de Golgi.
Células piramidais do córtex cerebral
Neurônios com soma em formato triangular ou piramidal, dendrito apical longo voltado para a pial e axônio basal emergindo em direção à substância branca.
Células de Betz
Neurônios piramidais gigantes encontrados especificamente na camada V (ganglionar interna) do córtex motor primário humano.
Epineuro
Bainha externa mais espessa de tecido conjuntivo denso não modelado que envolve o nervo periférico inteiro e preenche o espaço entre fascículos.
Perineuro
Camada de células epitelioides unidas por zônulas de oclusão e lâmina basal circundando cada fascículo nervoso, formando a barreira hematonervosa.
Endoneuro
Tecido conjuntivo frouxo delicado com fibrilas reticulares delgadas que circunda individualmente cada fibra nervosa periférica e célula de Schwann.
Neurônio pseudounipolar
Neurônio com soma esférico volumoso e prolongamento único que se bifurca em T, característico dos gânglios das raízes dorsais espinais.
Neurônio multipolar
Morfologia mais comum no SNC, com pericário poligonal, múltiplos dendritos ramificados e um axônio único, como os motoneurônios da medula espinal.
Neurônio bipolar
Apresenta corpo fusiforme com um dendrito de um polo e um axônio do polo oposto, típico da retina, epitélio olfatório e gânglio espiral coclear.
Plexo coroide
Dobras de pia-máter vascularizada recobertas por epitélio cúbico simples com junções oclusivas e microvilosidades, responsável por produzir líquor.
Vilosidades aracnóideas
Projeções digitiformes avasculares da membrana aracnóidea que penetram nos seios venosos durais para reabsorver o líquido cefalorraquidiano.
Dura-máter
Paquimeninge espessa e resistente de tecido conjuntivo denso modelado a não modelado, rica em fibras colágenas e vasos sanguíneos meníngeos.
Aracnóide-máter
Membrana delgada de tecido conjuntivo avascular que emite trabéculas conjuntivas semelhantes a teias através do espaço subaracnóideo.
Pia-máter
Camada leptomeníngea mais interna e delgada, aderida intimamente à superfície do parênquima cerebral e medular, acompanhando os sulcos.
Espaço de Virchow-Robin
Espaço perivascular que acompanha a penetração de arteríolas e vênulas no parênquima encefálico, delimitado pela pia-máter e pés astrocitários.
Neuropilo
Trama densa e fibrilar eosinofílica na substância cinzenta entre os somas, formada por axônios amielínicos, dendritos e processos gliais.
Corpúsculo de Pacini
Mecanorreceptor esferoide ou ovoide formado por lamelas concêntricas concêntricas de células de Schwann modificadas em corte transversal tipo cebola.
Corpúsculo de Meissner
Receptor tátil em formato de cone ou cilindro situado nas papilas dérmicas, com lamelas de células gliais horizontais empilhadas em zigue-zague.
Fuso neuromuscular
Receptor proprioceptivo encapsulado dentro do músculo estriado contendo fibras intrafusais em saco nuclear e em cadeia nuclear inervadas.
Órgão tendinoso de Golgi
Terminação nervosa proprioceptiva encapsulada na junção musculotendínea sensível ao aumento de tensão mecânica durante contração muscular.
Gânglio sensitivo (espinhal)
Massa nodular no SNP com grandes corpos neuronais arredondados em grupos compactos, ausência de sinapses e células satélites completas.
Gânglio autônomo (simpático/parassimpático)
Agregado com neurônios multipolares dispersos assimetricamente, núcleos excêntricos, lipofuscina abundante e células satélites descontínuas.
Tetróxido de ósmio
Fixador e corante lipofílico que reage com ácidos graxos insaturados, tingindo a bainha de mielina intensamente de preto.
Impregnação argêntica de Golgi
Método histológico baseado em bicromato de potássio e nitrato de prata que cora apenas cerca de 1% a 5% dos neurônios inteiramente em negro.
Método de Luxol Fast Blue
Coloração histoquímica específica para mielina que se liga a lipoproteínas basófilas, tingindo feixes mielinizados de azul-turquesa vívido.
Lipofuscina neuronal
Pigmento insolúvel de desgaste celular formado por resíduos lipídicos em vacúolos lisossômicos, castanho-dourado em lâminas não coradas.
Cromatólise retrógrada
Reação ao dano axônico com dissolução e dispersão periférica dos corpúsculos de Nissl, intumescimento celular e deslocamento nuclear excêntrico.
GFAP (Proteína Glial Fibrilar Ácida)
Filamento intermediário tipo III específico de astrócitos, amplamente utilizado como marcador imuno-histoquímico diagnóstico de gliócitos e astrocitomas.
Terminações nervosas livres
Fibras axônicas amielínicas desprovidas de cápsula que perpassam a epiderme, agindo como nociceptores e termorreceptores primários.
Barreira hematoencefálica (estrutura)
Complexo formado por endotélio vascular contínuo com zônulas de oclusão bem vedadas, membrana basal contínua e pedicelos de astrócitos.

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