Sistema Reprodutor Masculino

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Estudo detalhado da anatomia e da fisiologia dos órgãos do sistema reprodutor masculino. Desenvolvido para estudantes de medicina e biologia.

55 cartões Português Nível: Ensino superior Anatomia Publicado
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Testículos
Produzem espermatozoides através da espermatogênese e secretam hormônios sexuais masculinos, principalmente a testosterona.
Túbulos seminíferos
Locais específicos dentro dos testículos onde ocorre a divisão celular e o desenvolvimento dos espermatozoides.
Células de Leydig (intersticiais)
Secretam andrógenos, com destaque para a testosterona, sob o estímulo do hormônio luteinizante (LH).
Células de Sertoli
Nutrem, protegem e sustentam os espermatozoides em desenvolvimento, além de formarem a barreira hematotesticular.
Barreira hematotesticular
Impede que proteínas e células do sistema imunitário entrem em contato com espermatozoides em desenvolvimento, evitando reações autoimunes.
Escroto (saco escrotal)
Aloja e sustenta os testículos fora da cavidade pélvica, mantendo-os a uma temperatura de 2 a 3 °C abaixo da corpórea para viabilizar a espermatogênese.
Músculo dartos
Contrai ou relaxa a pele do escroto para ajustar a superfície de contato e regular a perda ou retenção de calor nos testículos.
Músculo cremáster
Eleva ou abaixa os testículos em direção ao abdômen em resposta a mudanças de temperatura ou estímulos táteis e emocionais.
Epidídimo
Armazena temporariamente os espermatozoides recém-formados, onde completam sua maturação funcional e ganham motilidade.
Ducto deferente
Conduz os espermatozoides do epidídimo até o ducto ejaculatório por meio de contrações peristálticas durante a emissão.
Ampola do ducto deferente
Porção dilatada terminal do ducto deferente que armazena espermatozoides antes de sua fusão com o ducto da vesícula seminal.
Ducto ejaculatório
Formado pela união do ducto deferente com o ducto seminal, conduz o esperma e os fluidos seminais para o interior da uretra prostática.
Uretra masculina
Canal compartilhado que conduz tanto a urina a partir da bexiga quanto o sêmen durante a ejaculação até o meio externo.
Uretra prostática
Segmento da uretra que atravessa a próstata e recebe os conteúdos dos ductos ejaculatórios e as secreções prostáticas.
Uretra membranosa
Segmento curto da uretra que atravessa o assoalho pélvico e contém o esfíncter uretral externo de controle voluntário.
Uretra esponjosa (peniana)
Segmento mais longo da uretra que percorre o corpo esponjoso do pênis até o meato uretral externo.
Vesículas seminais
Secretam fluido alcalino rico em frutose, prostaglandinas e proteínas de coagulação que compõe cerca de 60% do volume do sêmen.
Frutose no líquido seminal
Serve como a principal fonte de energia metabólica para a motilidade dos espermatozoides no trato reprodutor feminino.
Prostaglandinas no líquido seminal
Estimulam contrações da musculatura lisa do trato genital feminino para facilitar o transporte do esperma rumo ao ovócito.
Próstata
Secreta um líquido leitoso e ligeiramente ácido ou neutro que contém ácido cítrico e enzimas que aumentam a motilidade e liquefação seminal.
Antígeno prostático específico (PSA)
Enzima secretada pela próstata responsável por liquefazer o coágulo de sêmen após a ejaculação, liberando os espermatozoides.
Glândulas bulbouretrais (de Cowper)
Secretam um muco alcalino límpido antes da ejaculação para lubrificar a uretra e neutralizar resíduos ácidos de urina.
Pênis
Órgão copulador masculino que introduz os espermatozoides no trato reprodutivo feminino e conduz a eliminação da urina.
Corpos cavernosos
Colunas de tecido erétil que se enchem de sangue sob pressão arterial para proporcionar a rigidez do pênis durante a ereção.
Corpo esponjoso
Massa cilíndrica de tecido erétil que envolve a uretra e previne seu fechamento durante a ereção, permitindo a saída do ejaculado.
Glande do pênis
Extremidade distal dilatada do corpo esponjoso rica em terminações nervosas sensoriais que medeiam o prazer e os reflexos sexuais.
Prepúcio
Dobra de pele móvel que recobre e protege a glande de atritos e ressecamento quando o pênis está flácido.
Freio do prepúcio
Pequena prega de pele na face inferior da glande que limita o recuo excessivo do prepúcio sobre a haste peniana.
Cordão espermático
Estrutura fibrosa que suspende o testículo e transporta o ducto deferente, vasos sanguíneos, vasos linfáticos e nervos testiculares.
Plexo pampiniforme
Rede de veias testiculares que realiza troca de calor contracorrente com a artéria testicular para resfriar o sangue arterial.
Túnica albugínea do testículo
Cápsula de tecido conjuntivo fibroso denso que envolve e confere rigidez estrutural e proteção física aos testículos.
Túnica vaginal
Membrana serosa derivada do peritônio que recobre parcialmente o testículo e reduz o atrito com as paredes escrotais.
Rede testicular (rete testis)
Rede de canais interconectados no mediastino testicular que direciona os espermatozoides dos túbulos retos aos dúctulos eferentes.
Dúctulos eferentes
Pequenos ductos que transportam os espermatozoides e reabsorvem a maior parte do líquido testicular na transição para o epidídimo.
Acrossomo do espermatozoide
Vesícula na cabeça do espermatozoide contendo enzimas que dissolvem a zona pelúcida do ovócito durante a fertilização.
Flagelo do espermatozoide
Estrutura motora que produz batimentos ondulatórios impulsionados por microtúbulos e ATP para a locomoção celular.
Peça intermediária do espermatozoide
Contém mitocôndrias organizadas em espiral que produzem o ATP necessário para alimentar a movimentação flagelar.
Hormônio folículo-estimulante (FSH) no homem
Atua diretamente sobre as células de Sertoli para estimular e coordenar a produção de espermatozoides.
Hormônio luteinizante (LH) no homem
Estimula as células de Leydig no interstício testicular a sintetizarem e secretarem testosterona.
Testosterona
Promove o desenvolvimento dos órgãos genitais, caracteres sexuais secundários, maturação de gametas e estímulo da libido.
Di-hidrotestosterona (DHT)
Andrógeno potente derivado da testosterona responsável pela diferenciação da genitália externa e maturação prostática.
Inibina B
Hormônio produzido pelas células de Sertoli que exerce retroalimentação negativa na hipófise anterior para modular a liberação de FSH.
Hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH)
Secretado pelo hipotálamo em pulsos para estimular a hipófise anterior a liberar LH e FSH.
Proteína ligadora de andrógenos (ABP)
Sintetizada pelas células de Sertoli para manter altas concentrações locais de testosterona nos túbulos seminíferos.
Esfíncter interno da uretra
Músculo liso involuntário que se contrai durante a ejaculação para prevenir o refluxo de sêmen para o interior da bexiga urinária.
Músculo bulbospongioso
Contrai-se ritmicamente durante o reflexo ejaculatório para impulsionar o sêmen através da uretra peniana para fora do corpo.
Músculo isquiocavernoso
Comprime as bases dos corpos cavernosos para retardar o fluxo de retorno venoso e manter a rigidez durante a ereção.
Óxido nítrico (NO) na ereção
Neurotransmissor liberado por estímulo parassimpático que causa relaxamento do músculo liso vascular e dilatação das arteríolas penianas.
Fase de emissão seminal
Movimento de fluidos dos testículos e glândulas anexas para a uretra prostática, mediado pelo sistema nervoso simpático.
Fase de expulsão seminal
Contração rítmica dos músculos do assoalho pélvico e uretra peniana que ejeta o sêmen através do meato uretral externo.
Espermatogônias
Células-tronco diploides localizadas na periferia dos túbulos seminíferos que realizam mitose para sustentar a espermatogênese.
Espermatócitos primários
Células diploides que entram na meiose I para originar dois espermatócitos secundários haploides.
Espermatócitos secundários
Células haploides intermediárias de curta duração que realizam rapidamente a meiose II para gerar espermátides.
Espermátides
Células haploides esféricas e imóveis que passam pela espermiogênese para se diferenciarem morfologicamente em espermatozoides.
Espermiogênese
Fase final da espermatogênese onde as espermátides sofrem condensação nuclear, formação do acrossomo e alongamento do flagelo.

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