Histologia: Tecidos Musculares e Sarcômero

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Estudo detalhado da histologia dos tecidos musculares e da estrutura do sarcômero para estudantes de medicina e biologia.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Anatomia Publicado
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Músculo estriado esquelético
Células cilíndricas longas, multinucleadas com núcleos periféricos, estriações transversais e contração voluntária e rápida.
Músculo estriado cardíaco
Células ramificadas com 1 a 2 núcleos centrais, estriações, discos intercalares e contração involuntária, rítmica e vigorosa.
Músculo liso
Células fusiformes com núcleo único e central, sem estriações transversais visíveis e com contração involuntária lenta.
Sarcolema
Membrana plasmática da fibra muscular, revestida externamente por uma lâmina basal delgada.
Sarcoplasma
Citoplasma da célula muscular, rico em mioglobina, grânulos de glicogênio, mitocôndrias e miofibrilas.
Retículo sarcoplasmático
Forma especializada de retículo endoplasmático liso que armazena e libera íons cálcio durante a contração.
Sarcômero
Unidade morfofuncional contrátil da miofibrila, delimitada por duas linhas Z sucessivas.
Linha Z
Região transversal escura que ancora os filamentos finos de actina através da proteína alfa-actinina.
Banda I
Banda clara e isotrópica composta exclusivamente por filamentos finos de actina; encurta na contração.
Banda A
Banda escura e anisotrópica ocupada pelo comprimento total dos filamentos grossos de miosina; não muda de tamanho.
Zona H
Região central mais clara da banda A contendo apenas filamentos grossos de miosina; desaparece na contração máxima.
Linha M
Linha escura no centro da zona H formada por proteínas que mantêm os filamentos de miosina alinhados.
Filamento fino
Composto primordialmente por dupla hélice de actina F, associada às proteínas reguladoras tropomiosina e troponina.
Filamento grosso
Feixe formado por centenas de moléculas de miosina II com caudas alinhadas e cabeças globulares voltadas para fora.
Troponina C (TnC)
Subunidade do complexo troponina que possui alta afinidade por íons cálcio, deflagrando a mudança conformacional.
Troponina T (TnT)
Subunidade que liga firmemente o complexo da troponina à molécula de tropomiosina.
Troponina I (TnI)
Subunidade inibidora que bloqueia o sítio de ligação da actina com a miosina durante o repouso muscular.
Tropomiosina
Proteína filamentosa que repousa sobre a fenda da actina, impedindo a interação com a miosina na ausência de cálcio.
Túbulos T (túbulos transversos)
Invaginações tubulares do sarcolema que conduzem a despolarização para o interior profundo da célula muscular.
Tríade sarcoplasmática
Estrutura do músculo esquelético formada por um túbulo T ladeado por duas cisternas terminais do retículo sarcoplasmático.
Díade sarcoplasmática
Estrutura do músculo cardíaco formada por um túbulo T associado a apenas uma expansão do retículo sarcoplasmático.
Discos intercalares
Complexos juncionais transversais no músculo cardíaco que contêm fáscias de adesão, desmossomos e junções comunicantes.
Fáscia de adesão (músculo cardíaco)
Junção de ancoragem nos discos intercalares onde filamentos finos de actina do sarcômero terminal se fixam.
Junções comunicantes cardíacas
Canais intercelulares que permitem a passagem rápida de íons, garantindo o sincício funcional e a contração coordenada.
Epimísio
Bainha de tecido conjuntivo denso não modelado que envolve externamente o músculo esquelético como um todo.
Perimísio
Septos de tecido conjuntivo que agrupam fibras musculares em feixes chamados fascículos.
Endomísio
Camada delicada de fibras reticulares e lâmina basal que envolve individualmente cada fibra muscular.
Células satélite
Células-tronco quiescentes do músculo esquelético situadas sob a lâmina basal, essenciais para a regeneração tecidual.
Titina
Proteína elástica gigante que ancora a miosina à linha Z, prevenindo o estiramento excessivo do sarcômero.
Nebulina
Proteína inelástica associada à actina que atua como régua molecular determinando o comprimento do filamento fino.
Corpos densos (músculo liso)
Estruturas citoplasmáticas ricas em alfa-actinina que ancoram filamentos finos e intermediários, equivalentes às linhas Z.
Calmodulina
Proteína ligadora de cálcio no músculo liso que ativa a cinase da cadeia leve de miosina (MLCK).
MLCK (Cinase da cadeia leve da miosina)
Enzima ativada pelo complexo cálcio-calmodulina que fosforila as cabeças de miosina, iniciando a contração no músculo liso.
Cavéolas
Invaginações da membrana plasmática do músculo liso funcionais análogas aos túbulos T para entrada de cálcio.
Fibras do tipo I (vermelhas/lentas)
Fibras oxidativas ricas em mioglobina e mitocôndrias, resistentes à fadiga e típicas de músculos posturais.
Fibras do tipo IIb/IIx (brancas/rápidas)
Fibras glicolíticas pobres em mioglobina, especializadas em contrações rápidas, potentes e de curta duração.
Junção neuromuscular (placa motora)
Sinapse química especializada entre o terminal axonal de um motoneurônio e o sarcolema da fibra muscular.
Acetilcolina (ACh)
Neurotransmissor liberado na fenda sináptica que abre canais catiônicos no sarcolema e deflagra o potencial de ação.
Receptor de di-hidropiridina (DHPR)
Canal de cálcio sensível à voltagem situado nos túbulos T que aciona mecanicamente o receptor de rianodina.
Receptor de rianodina (RyR)
Canal de liberação de cálcio situado na membrana do retículo sarcoplasmático para o citosol.
SERCA
Bomba de cálcio ATPase que recapta ativamente íons Ca2+ do sarcoplasma para a luz do retículo sarcoplasmático.
Golpe de força da miosina
Mudança angular da cabeça da miosina tracionando a actina em direção ao centro do sarcômero após liberação de fosfato inorgânico.
Papel do ATP no relaxamento
Ligação de uma nova molécula de ATP à cabeça da miosina permite que ela se solte da molécula de actina.
Rigor mortis
Rigidez cadavérica causada pela ausência de ATP, deixando as pontes cruzadas entre actina e miosina travadas.
Músculo liso unitário (visceral)
Massa de células acopladas eletricamente por junções comunicantes que se contraem simultaneamente como uma unidade.
Músculo liso multiunitário
Células independentes, cada uma inervada separadamente por terminais nervosos, permitindo controle fino da contração.
Fibras de Purkinje
Cardiócitos modificados especializados na condução rápida de impulsos elétricos no sistema condutor cardíaco.
Câmaras atriais e grânulos secretores
Cardiócitos atriais contêm grânulos com peptídeo natriurético atrial (ANP), hormônio regulador da pressão arterial.
Inervação do músculo liso por varicosidades
Axons autonômicos liberam neurotransmissores em dilatações (sinapses em trânsito) difusamente no tecido.
Regeneração do músculo cardíaco
Praticamente nula em adultos devido à ausência de células satélite; lesões cicatrizam por proliferação de tecido conjuntivo.

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