História Medieval e Feudalismo
Estudo sobre a Idade Média, o feudalismo, a sociedade feudal e o período medieval para estudantes.
Cartões · 50
- Queda do Império Romano do Ocidente
- Causa: invasões germânicas e crise interna. Consequência: fragmentação política e início da Idade Média.
- Ruralização da Europa Ocidental
- Causa: insegurança urbana e colapso comercial. Consequência: migração em massa para os campos e formação de vilas autossuficientes.
- Colonáto romano
- Causa: escassez de mão de obra escrava no Baixo Império. Consequência: origem direta das relações de servidão feudal.
- Invasões germânicas
- Causa: pressão dos hunos e terras férteis. Consequência: destruição das estruturas centralizadas de Roma e fusão cultural.
- Feudalismo
- Causa: descentralização do poder e necessidade de defesa. Consequência: economia agrária fechada e laços de vassalagem.
- Clóvis I
- Causa: necessidade de consolidar o Reino Franco. Consequência: unificação das tribos francas e fundação da dinastia Merovíngia.
- Conversão de Clóvis ao cristianismo
- Causa: aliança estratégica com a nobreza galo-romana. Consequência: apoio decisivo da Igreja Católica ao Reino Franco.
- Dinastia Merovíngia
- Causa: expansão e liderança militar de Clóvis. Consequência: fortalecimento do modelo político dos francos na Europa ocidental.
- Reis indolentes
- Causa: perda de autoridade dos sucessores merovíngios. Consequência: transferência do poder efetivo para os prefeitos do palácio.
- Major Domus (Mordomo do Paço)
- Causa: fraqueza dos monarcas merovíngios. Consequência: governantes de fato assumiram o controle militar e administrativo franco.
- Carlos Martel e a Batalha de Poitiers (732)
- Causa: expansão muçulmana na Europa. Consequência: contenção do avanço islâmico e prestígio da família carolíngia.
- Golpe de Pepino, o Breve
- Causa: apoio papal e domínio militar carolíngio. Consequência: fundação da Dinastia Carolíngia e criação dos Estados Pontifícios.
- Coroação de Carlos Magno (800)
- Causa: aliança militar com a Igreja de Roma. Consequência: restauração simbólica do Império Romano do Ocidente.
- Renascimento Carolíngio
- Causa: incentivo de Carlos Magno à educação e administração. Consequência: preservação de textos clássicos e expansão de escolas monásticas.
- Tratado de Verdum (843)
- Causa: disputas territoriais entre os netos de Carlos Magno. Consequência: divisão do Império Carolíngio e enfraquecimento do poder central.
- Segunda onda de invasões (vikings, magiares e sarracenos)
- Causa: vulnerabilidade pós-Tratado de Verdum. Consequência: fortificação de castelos e ascensão definitiva dos senhores feudais.
- Descentralização política feudal
- Causa: incapacidade dos reis de proteger as fronteiras. Consequência: autonomia militar, jurídica e fiscal da nobreza local.
- Comitatus germânico
- Causa: tradição guerreira de fidelidade a um chefe militar. Consequência: origem dos laços feudo-vassálicos entre nobres.
- Beneficium romano
- Causa: concessão de terras em troca de serviços ou tributos. Consequência: base material da concessão de feudos na Idade Média.
- Homenagem e Investidura
- Causa: necessidade de formalizar alianças políticas. Consequência: estabelecimento do pacto de lealdade entre suserano e vassalo.
- Suserania e Vassalagem
- Causa: busca por apoio militar mútuo entre a nobreza. Consequência: cadeia complexa de lealdades e fragmentação das forças armadas.
- Sociedade estamental
- Causa: legitimação ideológica e ordem agrária rígida. Consequência: imobilidade social quase absoluta baseada no nascimento.
- Os Três Estados (Bellatores, Oratores, Laboratores)
- Causa: visão teológica de divisão de funções. Consequência: nobreza luta, clero reza e camponeses sustentam todos os estratos.
- Clero medieval (Oratores)
- Causa: monopólio cultural e alianças de poder. Consequência: controle ideológico, posse de vastos feudos e dízimos obrigatórios.
- Nobreza feudal (Bellatores)
- Causa: exclusividade do treino bélico e porte de armas. Consequência: domínio político e controle da terra e das leis locais.
- Servos da gleba (Laboratores)
- Causa: necessidade de sustento sob proteção militar senhorial. Consequência: presos à terra, sem liberdade civil plena, mas não escravos.
- Castelos feudais
- Causa: constantes ameaças e ataques militares. Consequência: serviam de abrigo populacional e símbolo do poder senhorial.
- Manso Senhorial
- Causa: controle direto da terra pelo senhor feudal. Consequência: toda a produção dessa área destinava-se exclusivamente à nobreza.
- Manso Servil
- Causa: necessidade de garantir a subsistência dos servos. Consequência: terras arrendadas às famílias camponesas sob obrigações fiscais.
- Manso Comunal
- Causa: uso compartilhado de pastos, rios e florestas. Consequência: coleta de madeira e pastoreio sob pagamento de taxas senhoriais.
- Corveia
- Causa: falta de mão de obra assalariada no feudo. Consequência: trabalho gratuito obrigatório dos servos nas terras do senhor.
- Talha
- Causa: tributo pelo uso do manso servil. Consequência: entrega de parte substancial da produção camponesa ao senhor.
- Banalidades
- Causa: monopólio senhorial sobre as ferramentas e instalações. Consequência: taxa paga pelo servo para usar o moinho, forno e lagar.
- Tostão de Pedro (Dízimo)
- Causa: manutenção da estrutura eclesiástica católica. Consequência: entrega de 10% de toda a produção rural à Igreja.
- Mão-morta
- Causa: transferência de posse da terra para os herdeiros do servo. Consequência: tributo pago pela família para continuar cultivando o lote.
- Capitação
- Causa: recenseamento e controle da população servil. Consequência: imposto anual individual pago por cada servo ao senhor feudal.
- Economia de subsistência
- Causa: escassez de moeda e colapso das rotas de longo curso. Consequência: feudos produziam quase tudo o que consumiam internamente.
- Escambo feudal
- Causa: retração monetária severa na Alta Idade Média. Consequência: trocas diretas de mercadorias entre produtores locais.
- Monopólio cultural da Igreja
- Causa: alfabetização restrita quase unicamente aos clérigos. Consequência: teocentrismo dominante e controle do pensamento filosófico.
- Teocentrismo
- Causa: hegemonia doutrinária da Igreja Católica. Consequência: Deus no centro do universo regendo as leis, costumes e a moral.
- Trégua de Deus
- Causa: guerras endêmicas frequentes entre nobres cavaleiros. Consequência: intervenção eclesiástica para proibir combates em dias sagrados.
- Inovações agrícolas medievais
- Causa: pressão demográfica no século XI. Consequência: surgimento da charrua, do peitoral para cavalos e dos moinhos d'água.
- Rotação trienal de culturas
- Causa: exaustão dos solos no sistema bienal. Consequência: aumento da produtividade agrícola e recuperação da fertilidade da terra.
- Crescimento demográfico da Baixa Idade Média
- Causa: melhoria na oferta de alimentos e redução de guerras locais. Consequência: superpopulação e expulsão de excedentes dos feudos.
- As Cruzadas
- Causa: canalizar violência da nobreza e retomar Jerusalém. Consequência: reabertura do comércio no Mar Mediterrâneo e choque cultural.
- Renascimento comercial e urbano
- Causa: reabertura de rotas e excedentes agrícolas. Consequência: surgimento de burgos, feiras medievais e circulação de moeda.
- Corporações de ofício
- Causa: crescimento das profissões urbanas artesanais. Consequência: controle de preços, qualidade e monopólio das oficinas citadinas.
- Peste Negra (1347-1351)
- Causa: circulação de rotas marítimas e más condições de higiene. Consequência: morte de um terço da Europa e colapso da servidão.
- Revoltas camponesas (Jacqueries)
- Causa: aumento da exploração senhorial após a peste. Consequência: crises violentas no campo e desestabilização da ordem feudal.
- Declínio do feudalismo
- Causa: ascensão da burguesia, comércio e revoltas servis. Consequência: centralização régia e surgimento dos Estados Modernos.