Idade Média: Bizâncio, Feudalismo e Cruzadas

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Estudo sobre a Idade Média cobrindo o Império Bizantino, o feudalismo, o islamismo e as Cruzadas.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História medieval Publicado
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Cartões · 50

Origem do Império Bizantino
Surgiu com a divisão do Império Romano em 395 d.C., correspondendo à sua porção oriental, com capital em Constantinopla.
Localização estratégica de Constantinopla
Situada no estreito de Bósforo, conectava as rotas comerciais marítimas e terrestres entre a Europa e a Ásia.
Governo de Justiniano (Império Bizantino)
Período de auge político e militar (527-565 d.C.), marcado pela tentativa de reconquistar o antigo território romano no Ocidente.
Corpus Juris Civilis
Compilação e atualização do direito romano promovida por Justiniano, base jurídica de muitos códigos civis modernos.
Cesaropapismo
Concentração do poder político e religioso nas mãos do imperador bizantino, que subordinava a Igreja ao Estado.
Revolta de Nika
Rebelião popular em Constantinopla contra os altos impostos e a opressão de Justiniano, reprimida violentamente no Hipódromo.
Cisma do Oriente (1054)
Divisão formal da cristandade entre a Igreja Católica Apostólica Romana (Roma) e a Igreja Católica Ortodoxa (Constantinopla).
Queda de Constantinopla (1453)
Tomada pelos turcos otomanos, marcando o fim do Império Bizantino e o encerramento simbólico da Idade Média.
Origem do Feudalismo
Surgiu da desintegração do Império Romano do Ocidente e das invasões bárbaras, causando ruralização e busca por proteção.
Sociedade Estamental Medieval
Estrutura social rígida dividida em três ordens funcionais: clero (os que rezam), nobreza (os que lutam) e servos (os que trabalham).
Senhorio ou Manso Feudal
Unidade produtiva agrária dividida em terra senhorial, manso servil e terras comunais (pastos e florestas).
Servidão feudal
Condição camponesa em que os indivíduos ficavam presos à terra, devendo tributos e trabalho em troca de proteção e lote produtivo.
Corveia
Obrigação servil que exigia trabalho compulsório gratuito nas terras exclusivas do senhor (manso senhorial) alguns dias por semana.
Talha
Tributo feudal consistente na entrega de parte da produção colhida pelo servo no manso servil ao senhorio.
Banalidades
Taxa cobrada pelo uso obrigatório dos equipamentos do feudo, como o moinho, o forno comunal e o lagar.
Relação de Suserania e Vassalagem
Aliança militar e política entre nobres selada por juramento de fidelidade e concessão de terras (feudo).
Homenagem e Investidura
Cerimônia solene em que o vassalo jurava lealdade ao suserano e recebia dele a posse simbólica do feudo.
Descentralização política feudal
Fragmentação do poder público em múltiplos senhores feudais, enfraquecendo a autoridade de reis na Idade Média Central.
Papel da Igreja Católica no Feudalismo
Principal proprietária de terras e autoridade ideológica, legitimava a ordem social dividida em ordens divinas.
Inovações agrícolas medievais
Adoção da charrua, do sistema de rotação trienal de culturas e do atrelamento peitoral de animais, elevando a produtividade.
Renascimento Comercial e Urbano
Reativação do comércio e expansão das cidades na Baixa Idade Média, estimuladas pelo excedente agrícola e pelas Cruzadas.
Crise do Feudalismo (Século XIV)
Eclosão conjunta da Grande Fome, da Peste Negra e de revoltas camponesas, que desarticulou o modelo econômico senhorial.
Arábia pré-islâmica
Território fragmentado em tribos nômades e sedentárias politeístas, tendo Meca como polo comercial e santuário religioso.
Maomé (Muhammad)
Profeta e fundador do Islã, pregou o monoteísmo em Meca a partir de revelações que afirmava receber do arcanjo Gabriel.
Hégira (622 d.C.)
Fuga de Maomé de Meca para Medina devido à oposição de líderes locais; marca o início do calendário muçulmano.
Cinco Pilares do Islã
Profissão de fé (Shahada), oração diária (Salat), caridade (Zakat), jejum no Ramadã (Sawm) e peregrinação a Meca (Hajj).
Alcorão (Corão)
Livro sagrado do Islã contendo os preceitos e revelações transmitidos por Alá a Maomé.
Divisão entre Sunitas e Xiitas
Cisma sucessório inicial: xiitas defendiam liderança ligada à linhagem de Ali; sunitas aceitavam califas eleitos pela comunidade.
Califado Omíada
Dinastia que expandiu o domínio árabe do Oriente Médio ao norte da África e península Ibérica, sediada em Damasco.
Califado Abássida
Fase de florescimento cultural, filosófico e científico com capital em Bagdá, encerrando o privilégio exclusivo da aristocracia árabe.
Al-Andalus
Território da Península Ibérica sob domínio muçulmano, centro de convívio cultural, avanços científicos e desenvolvimento agrícola.
Preservação da Filosofia Clássica pelo Islã
Tradução e comentário de obras gregas como as de Aristóteles, mais tarde retransmitidas para a Europa ocidental.
Origem do movimento das Cruzadas
Expedições militares cristãs convocadas contra o domínio muçulmano na Terra Santa, aliando fé, política e interesses econômicos.
Concílio de Clermont (1095)
Encontro onde o Papa Urbano II convocou a cristandade para libertar Jerusalém, prometendo a remissão total dos pecados aos guerreiros.
Cruzada dos Populares ou dos Mendigos
Mobilização espontânea e desorganizada de camponeses liderada por Pedro, o Eremita, dizimada antes de alcançar o objetivo.
Primeira Cruzada (1096-1099)
Cruzada dos Nobres que conquistou Jerusalém e estabeleceu Estados Cruzados latinos no Oriente Médio.
Ordens Religiosas Militares
Grupos armados como Templários e Hospitalários, criados para proteger peregrinos cristãos e defender fortificações no Levante.
Reconquista de Jerusalém por Saladino (1187)
Vitória do líder muçulmano Saladino na Batalha de Hattin, retomando Jerusalém e motivando a Terceira Cruzada.
Terceira Cruzada (Cruzada dos Reis)
Liderada por Ricardo Coração de Leão e outros monarcas; fracassou em retomar Jerusalém, mas garantiu peregrinações seguras.
Quarta Cruzada (1202-1204)
Desviada por interesses comerciais de Veneza, saqueou a cidade cristã de Constantinopla em vez de marchar contra os muçulmanos.
Cruzada das Crianças (1212)
Movimento popular permeado pelo misticismo de que a pureza infantil conquistaria a Terra Santa, culminando em mortes e escravidão.
Queda de São João de Acre (1291)
Perda do último grande reduto cristão no Oriente Médio perante os mamelucos, encerrando as Cruzadas na Terra Santa.
Consequência econômica das Cruzadas
Reabertura do Mar Mediterrâneo ao comércio europeu, beneficiando cidades marítimas italianas como Veneza e Gênova.
Consequência social das Cruzadas
Enfraquecimento da nobreza feudal militar, devido a endividamento e perdas humanas nas expedições marítimas e terrestres.
Consequência política das Cruzadas
Fortalecimento do poder dos reis europeus frente ao declínio senhorial, impulsionando a centralização monárquica.
Consequência cultural das Cruzadas
Intercâmbio de conhecimentos medicinais, matemáticos, geográficos e botânicos entre o Oriente islâmico e a Europa ocidental.
Reconquista Ibérica
Movimento armado e militar dos reinos cristãos do norte para retomar terras da Península Ibérica ocupadas por governantes muçulmanos.
Fim da Reconquista Ibérica (1492)
Tomada do Reino de Granada pelos Reis Católicos, consolidando a unificação da Espanha e expulsando os últimos governantes mouros.
Relação: Feudalismo e Cruzadas
O excedente de filhos da nobreza sem herança de terras canalizou sua vocação bélica para a conquista de feudos fora da Europa.
Relação: Bizâncio e as Cruzadas
Os pedidos de auxílio do imperador bizantino contra os turcos motivaram o início das Cruzadas, mas os saques cruzados arruinaram Bizâncio.

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