Introdução à Ciência de Dados
Conceitos fundamentais de ciência de dados, abrangendo definições, origens e tipos de análise. Destinado a estudantes e profissionais de tecnologia.
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- Ciência de dados
- Estudo multidisciplinar de dados para extrair insights significativos para os negócios, unindo matemática, estatística, IA e computação.
- Objetivo central da ciência de dados
- Analisar grandes volumes de dados para responder o que aconteceu, por que aconteceu, o que acontecerá e o que fazer a respeito.
- Importância da ciência de dados
- Combina ferramentas, métodos e tecnologia para gerar significado a partir do fluxo massivo de dados coletados pelas organizações.
- Origem do termo na década de 1960
- Surgiu inicialmente como um nome alternativo para a área de estatísticas.
- Formalização na década de 1990
- Profissionais de computação definiram o campo com três aspectos centrais: design de dados, coleta e análise.
- Fatores de crescimento da ciência de dados
- Inovações em inteligência artificial e machine learning, que aceleraram e tornaram o processamento de dados mais eficiente.
- Análise descritiva
- Examina dados históricos ou atuais para identificar o que aconteceu ou o que está acontecendo no ambiente de dados.
- Técnicas da análise descritiva
- Visualizações de dados como gráficos de pizza, barras, linhas, tabelas e narrativas geradas.
- Exemplo de análise descritiva
- Mapear o histórico diário de bilhetes aéreos para identificar picos, quedas e meses de alta demanda.
- Análise diagnóstica
- Avaliação aprofundada de dados voltada a entender por que determinado evento ocorreu.
- Técnicas da análise diagnóstica
- Uso de drill-down, descoberta de dados, mineração de dados e análise de correlações.
- Drill-down
- Técnica de detalhamento analítico que desagrega os dados para investigar causas raízes de um comportamento específico.
- Exemplo de análise diagnóstica
- Investigar um mês de pico em reservas aéreas e descobrir correlação com um evento esportivo na cidade de destino.
- Análise preditiva
- Utiliza dados históricos para estimar padrões futuros e probabilidades de ocorrência.
- Técnicas da análise preditiva
- Machine learning, modelos preditivos, previsão estatística e correspondência de padrões.
- Engenharia reversa de causalidade
- Treinamento de computadores para identificar conexões de causa e efeito ocultas no histórico de dados.
- Exemplo de análise preditiva
- Prever picos de viagens com meses de antecedência para antecipar campanhas de marketing direcionadas.
- Análise prescritiva
- Sugere a melhor tomada de decisão e plano de ação ideal com base nas previsões calculadas.
- Técnicas da análise prescritiva
- Análise de gráficos, simulação, processamento de eventos complexos, redes neurais e sistemas de recomendação.
- Exemplo de análise prescritiva
- Simular e projetar a alocação exata de orçamento em múltiplos canais de marketing para maximizar conversões.
- Padrões transformadores desconhecidos
- Benefício de revelar correlações invisíveis que geram grandes impactos nas margens e na operação a baixo custo.
- Inovação de produtos e soluções
- Benefício de identificar falhas operacionais e feedbacks ocultos para aperfeiçoar sistemas e elevar a satisfação do cliente.
- Otimização em tempo real
- Capacidade de prever alterações no ambiente de negócios e reagir instantaneamente para evitar perdas e interrupções.
- Início do processo de ciência de dados
- Começa com a identificação e delimitação de um problema de negócios junto às partes interessadas.
- Modelo OSEMN
- Framework de cinco etapas do ciclo de vida da ciência de dados: Obter, Suprimir, Explorar, Modelar e Interpretar.
- OSEMN: Letra O
- Obter dados (Obtain data), etapa de coleta de fontes internas, externas, APIs ou repositórios.
- Fontes para obtenção de dados
- Bancos de dados, sistemas de CRM, logs de servidores web, mídias sociais e provedores terceirizados.
- OSEMN: Letra S
- Suprimir dados (Scrub data), processo de limpeza, tratamento e padronização das informações.
- Limpeza e supressão de dados
- Tratamento de valores ausentes, correção de erros de digitação e remoção de outliers.
- Padronização na supressão
- Homogeneização de formatos de data, pontuação de números grandes e eliminação de inconsistências.
- OSEMN: Letra E
- Explorar dados (Explore data), análise preliminar para descobrir tendências e planejar a modelagem.
- Técnicas da exploração de dados
- Estatísticas descritivas básicas e gráficos exploratórios para entender distribuições e anomalias.
- OSEMN: Letra M
- Modelar dados (Model data), aplicação de algoritmos e inteligência artificial para treinar e avaliar predições.
- Técnicas de modelagem de dados
- Algoritmos de classificação, regressão, agrupamento (clustering) e regras de associação.
- Validação de modelos
- Comparação dos resultados do modelo frente a dados de teste predeterminados para calibrar precisão.
- OSEMN: Letra N
- Interpretar resultados (iNterpret results), tradução técnica dos insights em ações práticas para os negócios.
- Sumarização de dados
- Uso de narrativas, painéis e relatórios visuais para apoiar partes interessadas na implementação de decisões.
- Mineração de dados (Data Mining)
- Processo de exploração de grandes conjuntos de dados para descobrir padrões, anomalias e correlações.
- Machine Learning na ciência de dados
- Subcampo da IA que ensina computadores a aprender padrões a partir de dados históricos sem programação direta de regras.
- Clustering (Agrupamento)
- Técnica de machine learning que divide conjuntos de dados em grupos com características e perfis similares.
- Outlier (Dado atípico)
- Ponto de dado que destoa substancialmente do restante da amostra, tratado durante a etapa de supressão.
- Dados não estruturados
- Formatos sem esquema rígido que enriquecem análises modernas, como textos, áudios, imagens e vídeos.
- Mecanismos de recomendação
- Sistemas analíticos prescritivos que sugerem ações personalizadas ou produtos a usuários com base no comportamento prévio.
- Processamento de eventos complexos
- Tecnologia prescritiva usada para detectar padrões em fluxos múltiplos de eventos e disparar respostas automáticas.
- Simulação em análise de dados
- Modelagem computacional de cenários futuros para testar o impacto de diferentes decisões estratégicas.
- Papel do cientista de dados com stakeholders
- Alinhar necessidades estratégicas, definir métricas do problema e converter achados analíticos em valor operacional.
- Conjunto de dados de teste
- Subconjunto de dados preservado para testar e validar o desempenho de um algoritmo treinado.
- Classificação (Machine Learning)
- Técnica que categoriza dados em classes discretas a partir de exemplos previamente rotulados.
- Redes neurais artificiais
- Modelos computacionais inspirados no cérebro humano, fundamentais para análises preditivas e prescritivas avançadas.
- Diferença: Preditiva vs. Prescritiva
- A análise preditiva prevê o que tende a acontecer; a prescritiva define e aconselha qual ação tomar diante dessa previsão.