Ligações Químicas

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Estudo dos conceitos e tipos de ligações químicas, abordando propriedades dos átomos, íons e intermoleculares para estudantes.

52 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Química geral Publicado
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Ligação química
União estável entre átomos ou íons através do compartilhamento, perda ou ganho de elétrons para atingir menor energia potencial.
Regra do octeto
Tendência dos átomos de adquirir estabilidade química ao completar oito elétrons na camada de valência, assemelhando-se aos gases nobres.
Exceções à regra do octeto
Átomos que se estabilizam com menos (como boro e berílio) ou mais de oito elétrons (expansão do octeto, como enxofre e fósforo).
Eletronegatividade
Capacidade relativa de um átomo em atrair o par eletrônico compartilhado em uma ligação química.
Eletropositividade
Tendência de um átomo de perder elétrons, formando cátions; característica marcante dos metais.
Elétrons de valência
Elétrons localizados na camada mais externa da eletrosfera, responsáveis pela formação das ligações químicas.
Ligação iônica
Atração eletrostática intensa entre íons de cargas opostas, formada pela transferência definitiva de elétrons de um metal para um não metal.
Cátion
Íon de carga positiva formado quando um átomo perde um ou mais elétrons.
Ânion
Íon de carga negativa formado quando um átomo ganha um ou mais elétrons.
Reticulado cristalino iônico
Arranjo geométrico tridimensional ordenado de cátions e ânions mantidos por forças eletrostáticas.
Propriedades dos compostos iônicos
Pontos de fusão e ebulição elevados, sólidos à temperatura ambiente, duros e quebradiços, conduzem eletricidade quando fundidos ou em solução aquosa.
Ligação covalente simples
Compartilhamento de um único par de elétrons entre dois átomos com eletronegatividades próximas, geralmente não metais.
Ligação covalente dupla
Compartilhamento de dois pares de elétrons entre dois átomos, resultando em maior força e menor comprimento de ligação.
Ligação covalente tripla
Compartilhamento de três pares de elétrons entre dois átomos, sendo mais curta e mais forte que ligações simples e duplas.
Ligação covalente coordenada (dativa)
Ligação covalente em que o par de elétrons compartilhado provém inteiramente de apenas um dos átomos participantes.
Ligação covalente polar
Ocorre entre átomos com diferença de eletronegatividade, gerando uma distribuição assimétrica de cargas com polos positivo e negativo.
Ligação covalente apolar
Ocorre entre átomos de eletronegatividades idênticas ou muito próximas, sem formação de polos elétricos permanentes.
Momento dipolar resultante
Vetor que indica a intensidade e o sentido da polaridade total de uma molécula, determinando se ela é polar ou apolar.
Ligação metálica
União de átomos metálicos mantidos por uma atração entre cátions fixos e uma nuvem deslocalizada de elétrons livres.
Modelo do mar de elétrons
Teoria que descreve metais como cátions imersos em um fluido de elétrons de valência altamente móveis e deslocalizados.
Propriedades dos metais
Alta condutividade térmica e elétrica, brilho metálico característico, ductilidade, maleabilidade e pontos de fusão geralmente altos.
Ductilidade
Propriedade mecânica que permite aos metais serem estirados em fios finos sem romper.
Maleabilidade
Capacidade dos metais de serem moldados ou conformados em lâminas finas sob compressão.
Ligação sigma (σ)
Ligação covalente formada pela sobreposição frontal direta de orbitais atômicos, possuindo alta estabilidade e simetria cilíndrica.
Ligação pi (π)
Ligação covalente formada pela sobreposição lateral de orbitais p paralelos, sendo mais fraca e menos estável que a ligação sigma.
Hibridização sp3
Mistura de um orbital s com três orbitais p, formando quatro orbitais híbridos orientados nos vértices de um tetraedro (ângulo de 109,5°).
Hibridização sp2
Mistura de um orbital s com dois orbitais p, gerando três orbitais híbridos em geometria trigonal plana (ângulo de 120°).
Hibridização sp
Mistura de um orbital s e um orbital p, formando dois orbitais híbridos com geometria linear (ângulo de 180°).
Geometria molecular linear
Arranjo onde os átomos estão alinhados a 180°, típico de moléculas diatômicas ou triatômicas sem pares de elétrons livres no átomo central.
Geometria molecular angular
Arranjo com ângulo menor que 180° causado pela repulsão exercida por pares de elétrons não ligantes no átomo central (ex: H2O).
Geometria molecular trigonal plana
Arranjo plano com ângulos de 120° entre três ligantes ligados a um átomo central sem pares de elétrons isolados (ex: BF3).
Geometria molecular piramidal
Geometria com três ligantes e um par de elétrons livre no átomo central, gerando formato de pirâmide trigonal (ex: NH3).
Geometria molecular tetraédrica
Arranjo espacial simétrico com quatro ligantes ao redor de um átomo central com ângulos de aproximadamente 109,5° (ex: CH4).
Teoria RPECV (VSEPR)
Modelo que prevê a geometria molecular com base na repulsão máxima entre pares eletrônicos da camada de valência do átomo central.
Forças intermoleculares
Interações atrativas ou repulsivas que atuam entre moléculas vizinhas, determinando propriedades físicas macroscópicas.
Ligação de hidrogênio
Interação intermolecular forte que ocorre quando o hidrogênio ligado a flúor, oxigênio ou nitrogênio atrai o par eletrônico de outro átomo similar.
Dipolo-dipolo (dipolo permanente)
Atração intermolecular eletrostática entre os polos opostos de moléculas polares permanentes.
Forças de London (dipolo induzido)
Interações intermoleculares fracas e temporárias geradas por flutuações momentâneas na distribuição de elétrons em moléculas apolares.
Ponto de fusão
Temperatura na qual uma substância passa do estado sólido para o líquido, rompendo interações ou ligações químicas do retículo.
Ponto de ebulição
Temperatura na qual a pressão de vapor de um líquido iguala a pressão externa, rompendo forças atrativas entre partículas.
Solubilidade do tipo semelhante dissolve semelhante
Princípio que indica que substâncias polares tendem a se dissolver em solventes polares, e apolares em solventes apolares.
Compostos moleculares
Substâncias formadas exclusivamente por ligações covalentes que existem como unidades moleculares discretas.
Sólidos covalentes reticulares
Estruturas gigantes mantidas por redes contínuas de ligações covalentes com pontos de fusão altíssimos (ex: diamante e quartzo).
Energia de ligação
Quantidade de energia necessária para romper um mol de ligações covalentes específicas no estado gasoso a 25 °C e 1 atm.
Comprimento de ligação
Distância média entre os núcleos de dois átomos unidos por uma ligação química em equilíbrio.
Ressonância química
Condição em que uma molécula pode ser representada por duas ou mais estruturas de Lewis equivalentes pela deslocalização de elétrons pi.
Carga formal
Carga atribuída a um átomo em uma fórmula de Lewis calculada pela diferença entre elétrons de valência livres e compartilhados.
Estrutura de Lewis
Representação bidimensional de moléculas que mostra os átomos, ligações covalentes e pares de elétrons não ligantes.
Caráter iônico de uma ligação
Grau percentual de separação de carga em uma ligação determinado pela magnitude da diferença de eletronegatividade entre os átomos.
Gás nobre
Elemento do grupo 18 que possui camada de valência completa e baixíssima reatividade química.
Condutividade elétrica em metais
Fluxo ordenado de elétrons livres através da rede de cátions sob a influência de um campo elétrico aplicado.
Condutividade elétrica em eletrólitos
Transporte de corrente elétrica mediado pela migração de cátions e ânions livres em estado líquido ou dissolvidos.

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