Língua Portuguesa 2

Compartilhado por um usuário do Flashcards.gg · gerado com IA · Denunciar este conjunto

Regras gramaticais e de uso da língua portuguesa para estudantes e concurseiros.

65 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Gramática Publicado
Toque no cartão para virar

Cartões · 65

Uso de "por que"
Emprega-se no início ou meio de perguntas diretas ou indiretas, equivalendo a "por qual razão" ou "pelo qual".
Uso de "por quê"
Emprega-se no final de frases interrogativas ou isolado, logo antes de ponto final, de interrogação ou exclamação.
Uso de "porque"
Conjunção explicativa ou causal usada em respostas e justificativas, equivalendo a "pois", "já que" ou "visto que".
Uso de "porquê"
Substantivo masculino que significa "motivo" ou "razão"; vem sempre acompanhado de artigo, pronome ou numeral.
Crase: regra geral
Ocorre na fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a(s)", exigida por termo regente e aceita por termo feminino regido.
Crase antes de palavras masculinas
Não ocorre crase antes de substantivos masculinos, exceto quando subentendida a expressão "à moda de".
Crase antes de verbos
Nunca ocorre crase antes de verbos no infinitivo, pois verbos não admitem artigo feminino.
Crase antes de pronomes de tratamento
Não leva crase na maioria dos casos; as exceções são apenas "senhora", "senhorita" e "dona".
Crase facultativa: pronomes possessivos femininos
O uso da crase é facultativo antes de pronomes possessivos femininos no singular (minha, tua, sua, nossa, vossa).
Crase facultativa: nomes próprios femininos
O uso do acento grave é opcional diante de nomes próprios femininos que denotam familiaridade.
Crase facultativa: após a preposição "até"
Ocorre facultativamente quando a preposição "até" precede uma palavra feminina que aceita o artigo definido "a".
Diferença entre "a" e "há" (tempo)
"Há" indica tempo decorrido no passado ou existência; "a" indica tempo futuro ou distância espacial.
Diferença entre "onde" e "aonde"
"Onde" indica lugar fixo ou permanência; "aonde" indica movimento ou destino, regido por verbos que pedem a preposição "a".
Diferença entre "mal" e "mau"
"Mal" opõe-se a "bem" (advérbio ou conjunção); "mau" opõe-se a "bom" (adjetivo que qualifica substantivos).
Diferença entre "mas" e "mais"
"Mas" é conjunção adversativa sinônima de "porém"; "mais" é advérbio de intensidade ou pronome que indica quantidade.
Diferença entre "a fim de" e "afim"
"A fim de" é locução que exprime finalidade ou interesse; "afim" é adjetivo que significa semelhante ou com afinidade.
Diferença entre "ao encontro de" e "de encontro a"
"Ao encontro de" expressa concordância, favorabilidade ou aproximação; "de encontro a" expressa oposição, choque ou divergência.
Diferença entre "sob" e "sobre"
"Sob" significa embaixo de ou sob a influência de; "sobre" indica em cima de, acima ou a respeito de algo.
Diferença entre "cessão", "sessão" e "seção"
"Cessão" é ato de ceder; "sessão" é intervalo de tempo ou reunião; "seção" (ou secção) é parte, divisão ou setor.
Diferença entre "senão" e "se não"
"Senão" significa "a não ser", "do contrário" ou "defeito"; "se não" introduz condição negativa ("caso não").
Concordância verbal: sujeito composto anteposto
Quando o sujeito composto aparece antes do verbo, a concordância do verbo deve ser feita obrigatoriamente no plural.
Concordância verbal: sujeito composto posposto
O verbo pode concordar no plural com todos os núcleos ou concordar no singular com o núcleo mais próximo.
Concordância verbal: sujeito coletivo no singular
O verbo fica no singular; se o coletivo vier especificado no plural, admite-se pluralizar por atração.
Concordância com "a maioria de" ou "grande parte de"
Com expressões partitivas seguidas de substantivo no plural, o verbo pode ficar no singular ou ir para o plural.
Concordância verbal: verbo "haver" (sentido existencial)
É verbo impessoal quando significa existir, ocorrer ou indicar tempo transcorrido; permanece sempre na 3ª pessoa do singular.
Concordância verbal: verbo "fazer" (tempo e clima)
Com sentido de tempo decorrido ou fenômeno meteorológico, atua como verbo impessoal e fica na 3ª pessoa do singular.
Voz passiva sintética com partícula apassivadora "se"
O verbo transitivo direto concorda em número com o sujeito paciente (ex.: vendem-se casas; aluga-se sala).
Índice de indeterminação do sujeito com "se"
Com verbos transitivos indiretos, intransitivos ou de ligação acompanhados de "se", o verbo fica fixo na 3ª pessoa do singular.
Concordância nominal: adjetivo anteposto a vários substantivos
O adjetivo geralmente concorda em gênero e número apenas com o substantivo mais próximo dele.
Concordância nominal: adjetivo posposto a vários substantivos
Pode concordar com o mais próximo ou assumir a forma masculina plural se os gêneros dos núcleos forem distintos.
Concordância de "mesmo" e "próprio"
Funcionam como pronomes adjetivos reforçativos e concordam em gênero e número com o termo a que se referem.
Concordância de "bastante"
Variável no plural quando funciona como pronome indefinido (equivale a "muitos"); invariável quando atua como advérbio.
Concordância de "meio"
Invariável como advérbio de intensidade (significa "um pouco"); variável como numeral fracionário (metade de algo).
Concordância de "é proibido" / "é bom" / "é necessário"
Ficam no masculino singular se o sujeito não tiver artigo; se o sujeito vier precedido de determinante, flexionam-se.
Regência do verbo "assistir"
No sentido de ver ou presenciar, rege preposição "a"; no sentido de prestar assistência ou socorro, é transitivo direto.
Regência do verbo "aspirar"
No sentido de respirar/sugar, é transitivo direto; no sentido de almejar ou pretender, exige a preposição "a".
Regência do verbo "visar"
No sentido de mirar ou assinar, é transitivo direto; no sentido de ter como objetivo, exige a preposição "a".
Regência de "esquecer" e "lembrar" pronominais
Quando acompanhados de pronome oblíquo (esquecer-se, lembrar-se), exigem a preposição "de"; sem pronome, não levam preposição.
Regência do verbo "preferir"
Rege a preposição "a" entre os termos (preferir X a Y); rejeita locuções comparativas como "do que" ou "mais que".
Regência do verbo "obedecer"
É transitivo indireto e exige a preposição "a" diante do termo regido (obedecer a ordens, obedecer aos pais).
Regência do verbo "implicar"
No sentido de acarretar ou ter como consequência, é transitivo direto e não admite a preposição "em".
Próclise com palavras de sentido negativo
Palavras negativas (não, nunca, jamais, nada, ninguém) atraem o pronome oblíquo átono obrigatoriamente para antes do verbo.
Próclise com pronomes relativos
Pronomes relativos (que, quem, cujo, onde) exercem atração sobre o pronome oblíquo átono, exigindo próclise.
Próclise com conjunções subordinativas
Conjunções subordinativas (embora, caso, porque, quando, se) exigem a colocação do pronome antes do verbo.
Próclise com advérbios sem vírgula
Advérbios atraem o pronome para a posição proclítica, contanto que não haja vírgula separando o advérbio do verbo.
Ênclise no início de período
Na norma culta padrão, nunca se inicia uma oração com pronome oblíquo átono; o pronome deve vir após o verbo.
Mesóclise
Ocorre exclusivamente com verbos no futuro do presente ou futuro do pretérito, desde que não haja fator de próclise.
Uso de "mim" versus "eu" como sujeito
"Mim" é pronome oblíquo tônico e não pode exercer a função de sujeito de verbo no infinitivo; usa-se "eu".
Transformação de o/a após verbos terminados em r, s, z
Ao ligar os pronomes o, a, os, as a verbos terminados em r, s ou z, essas consoantes caem e o pronome vira lo, la, los, las.
Transformação de o/a após sons nasais (-m, -ão, -õe)
Quando o pronome o, a, os, as segue uma terminação verbal nasal, assume as formas no, na, nos, nas.
Acentuação de palavras proparoxítonas
Todas as palavras proparoxítonas recebem acento gráfico na antepenúltima sílaba, sem exceção na língua portuguesa.
Acentuação de paroxítonas terminadas em ditongo
Devem ser acentuadas graficamente todas as palavras paroxítonas que terminam em ditongo oral, crescente ou decrescente.
Novo Acordo Ortográfico: ditongos abertos "ei" e "oi"
Os ditongos abertos éi e ói perderam o acento gráfico em palavras paroxítonas (ex.: ideia, jiboia), mantendo-se nas oxítonas.
Novo Acordo Ortográfico: hiatos "oo" e "ee"
Não se acentuam mais as formas verbais com terminação em "eem" (leem, veem) nem substantivos em "oo" (voo, enjoo).
Acentuação das letras "i" e "u" em hiato
Acentuam-se o "i" e o "u" tônicos que formam hiato, quando sozinhos na sílaba ou com "s", sem "nh" na sílaba seguinte.
Acento diferencial remanescente em "pôde" / "pode"
"Pôde" recebe acento circunflexo para indicar pretérito perfeito, diferenciando-se da forma de presente "pode".
Acento diferencial no verbo "pôr"
O verbo "pôr" recebe acento circunflexo para distinguir-se da preposição monossilábica átona "por".
Uso do hífen: letras iguais na junção
Usa-se o hífen quando o prefixo terminar na mesma letra (vogal ou consoante) com que se inicia a segunda palavra.
Uso do hífen com o prefixo antes de "h"
Emprega-se sempre o hífen quando a segunda palavra começar com a letra h (ex.: anti-higiênico, sobre-humano).
Duplicação de "r" e "s" com prefixos
Se o prefixo terminar em vogal e a palavra seguinte começar com "r" ou "s", junta-se a palavra duplicando a letra (rr, ss).
Uso da vírgula entre sujeito e predicado
É estritamente proibido separar o sujeito do seu respectivo predicado por vírgula, mesmo em sujeitos extensos.
Uso da vírgula entre verbo e seus complementos
Não se coloca vírgula para separar o verbo de seus objetos diretos ou indiretos imediatos.
Uso da vírgula com adjuntos adverbiais deslocados
Quando o adjunto adverbial vier no início ou no meio da oração, a vírgula é obrigatória se for de longa extensão.
Uso da vírgula com vocativo
O vocativo (termo que evoca ou chama o interlocutor) deve ser sempre isolado por vírgula no período.
Uso da vírgula com aposto explicativo
O aposto explicativo deve vir obrigatoriamente isolado por vírgulas, travessões ou parênteses.

Outras versões deste tópico

Conjuntos relacionados

Mais em Gramática →