Português
Este conjunto aborda regras fundamentais de gramática, ortografia e uso da língua portuguesa, ideal para estudantes e concurseiros.
Cartões · 61
- Por que (separado e sem acento)
- Usado no início ou meio de perguntas diretas e indiretas, ou com sentido de 'por qual razão' ou 'pelo qual'.
- Por quê (separado e com acento)
- Usado no fim de frases interrogativas ou isolado, logo antes de um ponto.
- Porque (junto e sem acento)
- Conjunção explicativa ou causal, equivalente a 'pois', 'já que' ou 'visto que'.
- Porquê (junto e com acento)
- Substantivo que significa 'o motivo' ou 'a razão', geralmente precedido por artigo ou pronome.
- Mas vs. Mais
- 'Mas' é conjunção adversativa (oposição, equivale a 'porém'); 'mais' indica quantidade, intensidade ou acréscimo.
- Mal vs. Mau
- 'Mal' é o oposto de 'bem' (advérbio ou conjunção); 'mau' é o oposto de 'bom' (adjetivo).
- Há vs. A (tempo)
- 'Há' (do verbo haver) indica tempo transcorrido no passado; 'a' indica distância ou tempo futuro.
- Onde vs. Aonde
- 'Onde' indica lugar fixo (estar em); 'aonde' indica movimento ou destino, exigido por verbos que pedem a preposição 'a'.
- Ao encontro de vs. De encontro a
- 'Ao encontro de' exprime concordância ou harmonia; 'de encontro a' indica oposição, choque ou divergência.
- Acerca de vs. Há cerca de vs. A cerca de
- 'Acerca de' significa 'sobre'; 'há cerca de' expressa tempo decorrido aproximado; 'a cerca de' denota distância futura ou aproximada.
- A fim de vs. Afim
- 'A fim de' é locução que indica finalidade ou intenção; 'afim' é adjetivo que significa semelhante ou que tem afinidade.
- Sessão vs. Seção vs. Cessão
- 'Sessão' é intervalo de tempo ou reunião; 'seção' (ou secção) é subdivisão ou setor; 'cessão' é o ato de ceder.
- Acento nas palavras oxítonas
- Acentuam-se as oxítonas terminadas em -a, -e, -o (seguidas ou não de -s), -em e -ens.
- Acento nas palavras paroxítonas
- Acentuam-se as paroxítonas terminadas em -r, -x, -n, -l, -s, -i(s), -u(s), -um, -uns, -ã(s), -ão(s), ditongos e ps.
- Acento nas palavras proparoxítonas
- Todas as palavras proparoxítonas são obrigatoriamente acentuadas na língua portuguesa.
- Ditongos abertos 'ei' e 'oi' (Novo Acordo)
- Perderam o acento gráfico nas palavras paroxítonas (ex.: 'ideia', 'jiboia'), mas continuam acentuados nas oxítonas (ex.: 'herói', 'anéis').
- Hiatos 'oo' e 'ee' (Novo Acordo)
- Não são mais acentuados graficamente (ex.: 'voo', 'enjoo', 'creem', 'leem', 'veem').
- Acentuação de 'i' e 'u' tônicos em hiatos
- Acentuam-se quando sozinhos na sílaba ou com 's', sem estarem seguidos de 'nh' e sem formarem paroxítona antecedida de ditongo.
- Acento diferencial restante
- Mantido em pares como 'pôde' (passado) / 'pode' (presente) e 'pôr' (verbo) / 'por' (preposição).
- Concordância do verbo 'haver' existencial
- No sentido de existir ou ocorrer, é impessoal: fica sempre na 3ª pessoa do singular.
- Concordância do verbo 'fazer' temporal/climático
- Quando indica tempo decorrido ou fenômeno climático, é impessoal e fica na 3ª pessoa do singular.
- Concordância verbal com 'a maioria de' + plural
- O verbo pode concordar tanto no singular (com 'a maioria') quanto no plural (com o substantivo especificador).
- Concordância com voz passiva pronominal (partícula 'se')
- O verbo concorda em número com o sujeito paciente (ex.: 'Vende-se casa' / 'Vendem-se casas').
- Concordância com índice de indeterminação do sujeito ('se')
- Com verbos transitivos indiretos ou intransitivos, o verbo permanece obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular.
- Concordância com a expressão 'um dos que'
- O verbo que sucede a locução aceita tanto o plural (preferencial) quanto o singular.
- Concordância de 'anexo', 'incluso' e 'obrigado'
- São adjetivos e concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem ('em anexo' é invariável).
- Concordância de 'bastante' (adjetivo vs. advérbio)
- Varia para 'bastantes' quando equivale a 'muitos' (adjetivo); permanece invariável quando equivale a 'muito' (advérbio).
- Concordância de 'meio' (numeral vs. advérbio)
- Concorda com o substantivo quando equivale a 'metade' (numeral); é invariável quando equivale a 'um pouco' (advérbio).
- Concordância de 'é proibido' / 'é necessário'
- Ficam no masculino singular se o sujeito não tiver artigo; concordam com o artigo quando este estiver presente.
- Crase diante de substantivos masculinos
- Regra geral: não ocorre crase antes de palavras masculinas, exceto quando subentendida a locução 'à moda de'.
- Crase diante de verbos
- Nunca ocorre crase antes de verbos no infinitivo.
- Crase com palavras repetidas
- Não ocorre crase em expressões formadas por palavras idênticas repetidas (ex.: 'cara a cara', 'dia a dia').
- Crase diante de pronomes de tratamento
- Não ocorre crase, exceto diante de 'senhora', 'senhorita' e 'dona'.
- Crase diante de pronomes possessivos femininos
- É facultativa diante de pronomes possessivos femininos singulares que acompanham substantivo (ex.: 'à minha' ou 'a minha').
- Crase diante de nomes próprios femininos
- É facultativa antes de nomes próprios femininos de pessoas, dependendo do uso de artigo com o nome.
- Crase após a preposição 'até'
- O uso da crase é facultativo antes de substantivos femininos regidos pela preposição 'até'.
- Crase em locuções adverbiais femininas
- Ocorre obrigatoriamente em locuções com núcleo feminino que expressam tempo, modo ou lugar (ex.: 'à noite', 'às pressas').
- Regência do verbo 'assistir'
- Significa ver/presenciar com preposição 'a' (transitivo indireto); significa ajudar/socorrer sem preposição (transitivo direto).
- Regência do verbo 'aspirar'
- Significa desejar/almejar exigindo preposição 'a' (transitivo indireto); significa sugar/inalar sem preposição (transitivo direto).
- Regência do verbo 'visar'
- Significa ter em vista/objetivar com preposição 'a'; significa mirar ou assinar sem preposição.
- Regência dos verbos 'lembrar' e 'esquecer'
- Se forem pronominais ('lembrar-se', 'esquecer-se'), regem 'de'; se forem não pronominais, dispensam preposição.
- Regência do verbo 'preferir'
- Exige dois complementos com a estrutura 'preferir algo a outro' (rejeita 'do que' ou 'mais que').
- Regência do verbo 'obedecer'
- É transitivo indireto e exige a preposição 'a' para introduzir seu complemento.
- Próclise com palavras de sentido negativo
- Palavras como 'não', 'nunca', 'jamais' atraem obrigatoriamente o pronome oblíquo átono para antes do verbo.
- Próclise com advérbios
- Advérbios sem pausa marcada por vírgula atuam como palavras atrativas e exigem próclise.
- Próclise com pronomes relativos e indefinidos
- Pronomes relativos (ex.: 'que', 'quem') e indefinidos (ex.: 'alguém', 'tudo') atraem o pronome oblíquo átono.
- Início de frase e colocação pronominal
- Nunca se deve iniciar uma frase com pronome oblíquo átono na norma-padrão; emprega-se a ênclise.
- Colocação pronominal com futuro do presente ou do pretérito
- Não ocorrendo próclise por palavra atrativa, emprega-se obrigatoriamente a mesóclise (nunca ênclise).
- Uso da vírgula entre sujeito e predicado
- É proibido separar o sujeito do seu predicado imediato por vírgula.
- Uso da vírgula entre verbo e complemento
- É proibido colocar vírgula entre o verbo e seus complementos diretos ou indiretos imediatos.
- Vírgula com adjunto adverbial deslocado
- Usa-se vírgula para isolar adjuntos adverbiais longos que iniciam a oração ou vêm intercalados.
- Vírgula antes do vocativo
- O vocativo deve ser sempre isolado por vírgula(s), esteja ele no início, meio ou final da frase.
- Vírgula com orações explicativas vs. restritivas
- As orações subordinadas adjetivas explicativas vêm sempre isoladas por vírgulas; as restritivas não levam vírgula.
- Uso do hífen com prefixos e letras iguais
- Usa-se hífen quando o prefixo termina na mesma letra com que se inicia o segundo elemento (ex.: 'micro-ondas').
- Uso do hífen com o segundo termo iniciado por 'h'
- Emprega-se o hífen sempre que o segundo elemento começa com a letra 'h' (ex.: 'super-homem', 'anti-higiênico').
- Uso do hífen e duplicação de 'r' e 's'
- Se o prefixo termina em vogal e a segunda palavra inicia por 'r' ou 's', elimina-se o hífen e dobra-se a consoante (ex.: 'antirracismo').
- Período simples vs. Período composto
- O período simples é formado por apenas uma oração (oração absoluta); o período composto contém duas ou mais orações ligadas por coordenação ou subordinação.
- Verbo transitivo direto vs. Verbo transitivo indireto
- O transitivo direto exige objeto direto sem preposição obrigatória; o transitivo indireto exige objeto indireto introduzido por preposição exigida pelo verbo.
- Verbo de ligação
- Não expressa ação própria; serve para conectar o sujeito a um predicativo do sujeito (estado, condição ou característica transitória/permanente).
- Verbo intransitivo
- Apresenta sentido completo em si mesmo, não exigindo objeto direto nem indireto para completar sua significação essencial.
- Predicado nominal vs. Predicado verbal
- O predicado verbal tem como núcleo significativo um verbo nocional (ação); o predicado nominal é formado por verbo de ligação e tem como núcleo o predicativo do sujeito.