Logística Transpetro

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Conceitos fundamentais de logística, transporte e armazenamento aplicados à Transpetro. Destinado a estudantes e candidatos a concursos do setor.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Logística e operações Publicado
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Transpetro
Subsidiária da Petrobras responsável pelo transporte e armazenamento de petróleo, derivados, biocombustíveis e gás natural no Brasil.
Cabotagem
Navegação comercial realizada ao longo da costa de um mesmo país ou entre portos nacionais sem perder a costa de vista.
Longo Curso
Navegação marítima internacional entre portos de diferentes países, usada para importação e exportação de petróleo e derivados.
Oleoduto
Tubulação projetada para transportar petróleo cru e derivados líquidos por longas distâncias entre campos, refinarias e terminais.
Gasoduto
Tubulação destinada ao transporte contínuo de gás natural sob pressão, conectando unidades de processamento aos centros de consumo.
Poliduto
Duto versátil capaz de transportar diferentes tipos de derivados de petróleo em bateladas sequenciais no mesmo fluxo.
Terminal Aquaviário
Instalação portuária dotada de píeres e tanques para atracação de navios-tanque, carga e descarga de hidrocarbonetos.
Terminal Terrestre
Instalação no interior conectada à malha de dutos para estocagem intermediária e transferência de combustíveis para distribuidoras.
Navio Aliviador (Shuttle Tanker)
Embarcação equipada com posicionamento dinâmico que recolhe petróleo cru diretamente das plataformas marítimas (FPSO).
FPSO
Unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás utilizada na exploração offshore.
Operação Ship-to-Ship (STS)
Transferência de óleo bruto ou derivados realizada diretamente entre dois navios emparelhados em mar aberto ou áreas abrigadas.
PIG (Pipeline Inspection Gauge)
Dispositivo inserido no duto que se move com o fluxo para limpar, raspar ou inspecionar a integridade física da tubulação.
Lançador e Recebedor de PIG
Vaso de pressão pressurizável posicionado nas extremidades dos dutos para introduzir e retirar ferramentas de inspeção e limpeza.
Batelada (Batching)
Método logístico de bombear volumes sequenciais de diferentes derivados de petróleo através de um único duto compartilhado.
Zona de Mistura (Interface)
Volume formado pelo contato direto de dois produtos distintos bombeados consecutivamente dentro de um mesmo duto.
Transbordo
Operação logística de transferir carga de um modal de transporte para outro, ou entre veículos do mesmo modal.
Tancagem
Capacidade estática total de armazenamento de líquidos em tanques de terminais operados pela companhia.
Tanque de Teto Flutuante
Tanque de armazenamento cujo teto sobe e desce com o nível do líquido, minimizando a evaporação de produtos voláteis.
Tanque de Teto Fixo
Reservatório com teto rígido indicado para estocar produtos pouco voláteis como óleo combustível, asfalto ou diesel pesado.
Lastro (Ballast)
Água captada em tanques específicos do navio quando descarregado para manter estabilidade, calado e navegabilidade seguras.
Deslastro
Descarga de água de lastro nos terminais sob rígido controle ambiental para evitar a introdução de espécies exóticas.
Calado Máximo
Profundidade vertical entre a linha de flutuação e a quilha do navio, determinante para acesso seguro a canais e portos.
Amarração e Atracação
Manobras de aproximar e prender o navio ao cais ou píer utilizando cabos de amarração e o apoio de rebocadores.
Monobóia
Estrutura marítima ancorada offshore que funciona como ponto de amarração e bombeamento de óleo sem necessidade de cais fixo.
Quadro de Boias
Sistema de ancoragem marítima com várias boias que estabilizam o navio-tanque enquanto dutos submarinos transferem a carga.
Braço de Carregamento Marítimo
Dispositivo articulado metálico instalado no píer para conectar a linha do terminal aos manifolds do navio com segurança.
Manifold
Conjunto de tubos e válvulas convergentes que direciona a distribuição de fluidos entre tanques, bombas e tubulações.
Estação de Compressão de Gás (ECOMP)
Instalação ao longo de um gasoduto que eleva a pressão do gás natural para mantê-lo em movimento contínuo até o destino.
Estação de Bombeamento
Instalação intermediária ao longo do oleoduto que repõe a energia de pressão perdida pelo fluido durante o transporte.
GNL (Gás Natural Liquefeito)
Gás natural resfriado a cerca de -162°C para atingir o estado líquido, reduzindo seu volume em 600 vezes para transporte marítimo.
FSRU (Unidade Flutuante de Regaseificação)
Navio terminal ancorado capaz de receber GNL líquido de cargueiros, regaseificá-lo e injetá-lo diretamente na malha dutoviária.
Gás Liquefeito de Petróleo (GLP)
Mistura de hidrocarbonetos (propano e butano) transportada sob pressão moderada por navios gaseiros e dutos específicos.
Navio Panamax
Classe de navios com dimensões projetadas exatamente no limite de passagem pelas eclusas originais do Canal do Panamá.
Navio Aframax
Navio petroleiro de porte médio (80 a 120 mil TPB) amplamente empregado na bacia atlântica e em operações de cabotagem.
Navio Suezmax
Petroleiro de porte médio-grande (120 a 200 mil TPB) capaz de transitar carregado pelo Canal de Suez.
VLCC (Very Large Crude Carrier)
Supertanqueiro com capacidade entre 200 e 320 mil TPB voltado prioritariamente para o transporte de petróleo cru a longas distâncias.
Tonelagem de Porte Bruto (TPB/DWT)
Capacidade máxima de peso que um navio pode transportar com segurança, incluindo carga, combustível, água e tripulação.
Posicionamento Dinâmico (DP)
Sistema automático computadorizado com propulsores que mantém a embarcação em posição exata sem necessidade de âncoras.
CNCL (Centro de Controle Logístico)
Centro integrado da Transpetro que monitora e comanda em tempo real os fluxos de dutos, navios e estoques de terminais.
SCADA na Logística Dutoviária
Sistema de controle e aquisição de dados que opera remotamente válvulas, bombas e sensores de pressão dos dutos.
Perda Evaporativa
Frações voláteis de hidrocarbonetos perdidas na atmosfera durante transferência ou estocagem, controladas por sistemas VRU.
Unidade de Recuperação de Vapores (VRU)
Equipamento instalado em terminais para capturar e condensar vapores emitidos durante o carregamento de hidrocarbonetos.
Dragagem de Portos
Remoção periódica de sedimentos do fundo de bacias e canais para garantir o calado mínimo seguro às manobras de navios.
Praticagem
Serviço especializado de assessoria náutica aos comandantes de navios durante manobras em canais e áreas portuárias restritas.
PEI (Plano de Emergência Individual)
Documento e protocolo operacional que define recursos e ações rápidas para conter eventuais vazamentos de óleo na água.
Barreira de Contenção
Estrutura flutuante usada emergencialmente para cercar, conter e impedir a dispersão de manchas de óleo em corpos d'água.
Skimmer (Recolhedor)
Equipamento mecânico que suga e separa o óleo sobrenadante na água durante operações de resposta a derramamentos.
Estoque Operacional
Volume mínimo indispensável mantido em tanques e dutos para assegurar a continuidade operacional sem paradas de fluxo.
Ullage (Vazio)
Distância vertical entre a superfície do líquido no tanque e o topo da escotilha de medição, usada para aferir o volume.
Custody Transfer (Transferência de Custódia)
Ponto de medição fiscal e contratual onde a posse ou responsabilidade pelo produto passa legalmente para outro agente.
Demurrage (Sobreestadia)
Penalidade financeira paga pelo afretador ao armador pelo tempo excedente de permanência do navio no porto além do acordado.
Laytime (Tempo de Prancha)
Período estipulado contratualmente para realizar as operações de carga ou descarga do navio sem incorrer em demurrage.