Mudanças Climáticas e Impactos Ambientais 2
Estudo das causas e consequências biológicas e ambientais das mudanças climáticas e impactos ambientais. Destinado a estudantes do ensino médio e vestibulandos.
Cartões · 50
- Efeito estufa natural
- Retenção de calor por gases atmosféricos que mantém a Terra habitável; sem ele a temperatura média seria de -18 °C.
- Intensificação do efeito estufa
- Acúmulo excessivo de gases devido à queima de combustíveis fósseis e desmatamento, retendo calor além do equilíbrio natural.
- Dióxido de carbono (CO2)
- Principal gás emitido pela combustão fóssil e queimadas, persistindo séculos na atmosfera e elevando as temperaturas globais.
- Metano (CH4)
- Gás emitido pela pecuária entérica, decomposição em aterros e arrozais, com potencial de aquecimento 28 vezes maior que o CO2.
- Óxido nitroso (N2O)
- Gás liberado pelo uso excessivo de fertilizantes nitrogenados na agricultura e queima de biomassa, degradando a camada de ozônio.
- Gases fluorados (HFCs, PFCs, SF6)
- Gases sintéticos de uso industrial e refrigeração com alto potencial de aquecimento e longa permanência atmosférica.
- Desmatamento
- Reduz o sequestro de carbono pelas árvores e libera estoques de CO2, além de destruir habitats e fragmentar biomas.
- Queimadas antrópicas
- Liberam fumaça tóxica, material particulado e CO2, acelerando a perda de biomassa e reduzindo a fertilidade biológica do solo.
- Aquecimento dos oceanos
- Absorção de mais de 90% do excesso de calor global, desregulando correntes marítimas e expandindo termicamente o volume das águas.
- Branqueamento de corais
- Expulsão das microalgas zooxantelas pelos pólipos devido à água aquecida, levando à morte do coral e perda da biodiversidade.
- Acidificação dos oceanos
- O excesso de CO2 dissolvido forma ácido carbônico, reduzindo o pH e dificultando a calcificação de conchas e esqueletos marinhos.
- Derretimento das calotas polares
- Redução do gelo no Ártico e Antártica causada pelo calor, destruindo habitats de espécies polares como ursos e pinguins.
- Elevação do nível do mar
- Resultado do derretimento de geleiras continentais e expansão térmica da água, provocando erosão costeira e alagamentos.
- Intrusão salina
- Avanço da água do mar em aquíferos e estuários, salinizando a água potável e afetando plantas ribeirinhas sensíveis.
- Redução do albedo planetário
- O derretimento do gelo substitui superfícies reflexivas por água ou rocha escuras, aumentando a absorção solar e acelerando o calor.
- Degelo do permafrost
- Descongelamento do solo polar que libera metano e CO2 orgânicos milenares, gerando retroalimentação climática positiva.
- Perda de biodiversidade
- Extinção em massa de espécies incapazes de se adaptar ou migrar na mesma velocidade em que o clima e seus habitats mudam.
- Deslocamento da distribuição geográfica
- Migração de populações em direção aos polos ou altitudes mais elevadas em busca de temperaturas térmicas compatíveis.
- Dessincronização fenológica
- Descompasso temporal entre ciclos biológicos vitais, como a floração de plantas e a emergência de insetos polinizadores.
- Expansão de vetores de doenças
- O aumento da temperatura alarga a área de sobrevivência de mosquitos como o Aedes aegypti, espalhando dengue e malária.
- Desertificação
- Degradação da terra em áreas áridas e semiáridas pela combinação de secas severas, sobrepastoreio e manejo inadequado.
- Savanaização da Amazônia
- Risco de substituição da floresta tropical densa por uma vegetação aberta devido ao aumento de secas e redução da transpiração.
- Rios voadores
- Massas de vapor de água geradas pela evapotranspiração amazônica que sofrem redução devido à perda contínua de árvores.
- Eutrofização
- Aporte excessivo de nutrientes agrícolas em corpos hídricos que gera proliferação de algas, anoxia e morte de peixes.
- Magnificação trófica (biomagnificação)
- Concentração progressiva de poluentes não biodegradáveis, como metais pesados, ao longo dos níveis da cadeia alimentar.
- Bioacumulação
- Acúmulo de toxinas persistentes no organismo de um único indivíduo ao longo de sua vida em taxa superior à excreção.
- Inversão térmica
- Fenômeno meteorológico em que o ar frio fica retido sob o ar quente, concentrando poluentes atmosféricos ao nível do solo.
- Chuva ácida
- Reação de óxidos de enxofre e nitrogênio com o vapor de água, acidificando solos e lagos e corroendo folhagens de plantas.
- Smog fotoquímico
- Mistura de poluentes com luz solar que gera ozônio troposférico tóxico, causando problemas respiratórios e fitotoxicidade.
- Ozônio troposférico (O3)
- Poluente secundário tóxico formado no solo que ataca o tecido pulmonar humano e reduz a capacidade fotossintética vegetal.
- Espécies exóticas invasoras
- Organismos introduzidos que superam predadores locais, proliferam sem controle e eliminam espécies nativas por competição.
- Fragmentação de habitats
- Divisão de áreas contínuas em manchas isoladas, provocando efeito de borda e limitando o fluxo gênico das populações.
- Efeito de borda
- Alteração física e biológica nas margens de fragmentos florestais, com mais vento, luz, ressecamento e invasões de espécies.
- Corredores ecológicos
- Faixas de vegetação nativa que interligam fragmentos isolados, permitindo fluxo gênico e movimentação da fauna sob risco.
- Ilhas de calor urbanas
- Elevação da temperatura em cidades pela substituição de vegetação por asfalto e concreto somada à emissão térmica veicular.
- Eventos climáticos extremos
- Aumento na frequência e intensidade de furacões, secas e tempestades devido à instabilidade energética da atmosfera.
- Poluição por microplásticos
- Fragmentos sintéticos que entram nas cadeias tróficas marinhas e terrestres, causando toxicidade celular e bloqueio digestivo.
- Perda de fertilidade do solo
- Lixiviação acelerada e perda de microbiota devido a monoculturas intensivas e chuvas torrenciais concentradas.
- Erosão e assoreamento
- Remoção do solo desprotegido pela chuva e deposição nos rios, diminuindo a profundidade e provocando enchentes.
- Matas ciliares
- Florestas marginais que retêm sedimentos, protegem cursos d'água contra o assoreamento e mantêm a umidade local.
- Vulnerabilidade de anfíbios
- Respiração cutânea e ovos sem casca tornam esses animais os primeiros bioindicadores afetados pelo calor e poluição.
- Quebra de dormência precoce
- Invernos amenos induzem sementes a germinarem antes do tempo ideal, expondo brotos a geadas tardias letais.
- Sobrepesca
- Captura em ritmo superior à regeneração biológica, colapsando populações marinhas e desestruturando teias tróficas.
- Destruição de manguezais
- Eliminação de berçários costeiros vitais pela expansão urbana e carcinicultura, reduzindo a fauna marinha e a proteção costeira.
- Desaceleração da circulação termoalina
- Aporte de água doce do degelo no Atlântico Norte reduz a densidade salina e desacelera o transporte global de calor.
- Estresse térmico vegetal
- Temperaturas que forçam o fechamento de estômatos, reduzindo a fotossíntese e limitando a produtividade agrícola mundial.
- Retroalimentação do carbono florestal
- Florestas aquecidas e secas sofrem alta mortalidade arbórea, passando de sumidouros a fontes líquidas de CO2.
- Colapso de polinizadores
- Declínio de abelhas por pesticidas, perda de flora nativa e calor extremo, ameaçando a reprodução vegetal e a alimentação.
- Hipóxia e zonas mortas marinhas
- Áreas oceânicas desprovidas de oxigênio pela decomposição massiva de matéria orgânica gerada pela poluição de efluentes.
- Sequestro de carbono biológico
- Captação de CO2 da atmosfera via fotossíntese e sua incorporação na biomassa de árvores, solos e algas.