Polaridade das Ligações Químicas

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Estudo da polaridade das ligações químicas, eletronegatividade e diferenciação entre compostos polares, apolares e iônicos para estudantes.

52 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Química geral Publicado
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Eletronegatividade
Capacidade que um átomo tem de atrair para si o par de elétrons compartilhado em uma ligação química.
Ligação covalente apolar (conceito)
Ocorre quando a diferença de eletronegatividade entre os átomos ligados é nula ou praticamente nula (ΔE igual a 0).
Ligação covalente polar (conceito)
Ocorre quando há diferença de eletronegatividade moderada a significativa entre os átomos (geralmente 0 menor que ΔE menor que 1,7).
Ligação iônica (relação com polaridade)
Ocorre quando a diferença de eletronegatividade é muito alta (geralmente ΔE maior ou igual a 1,7), havendo transferência efetiva de elétrons.
Momento dipolar da ligação
Grandeza vetorial que quantifica a polaridade de uma ligação específica, orientada do polo positivo para o polo negativo.
Carga parcial positiva (delta positivo)
Região da ligação ocupada pelo átomo de menor eletronegatividade, com menor densidade eletrônica.
Carga parcial negativa (delta negativo)
Região da ligação ocupada pelo átomo de maior eletronegatividade, com maior densidade eletrônica.
Ligação H-H (gás hidrogênio, H2)
Ligação apolar, pois os dois átomos são idênticos e a diferença de eletronegatividade é zero.
Ligação O=O (gás oxigênio, O2)
Ligação apolar, pois os átomos possuem a mesma eletronegatividade (ΔE = 0), compartilhando igualmente os elétrons.
Ligação N≡N (gás nitrogênio, N2)
Ligação apolar, formada por átomos idênticos com diferença nula de eletronegatividade.
Ligação Cl-Cl (gás cloro, Cl2)
Ligação apolar, pois não há diferença de atração sobre o par eletrônico entre os dois átomos de cloro.
Ligação F-F (gás flúor, F2)
Ligação apolar, visto que ambos os átomos de flúor possuem rigorosamente a mesma eletronegatividade.
Ligação Br-Br (bromo, Br2)
Ligação apolar, decorrente de eletronegatividades idênticas entre os dois átomos de bromo.
Ligação I-I (iodo, I2)
Ligação apolar, pois a diferença de eletronegatividade entre os átomos de iodo é igual a zero.
Ligação H-F (fluoreto de hidrogênio)
Ligação covalentemente muito polar, devido à grande diferença de eletronegatividade entre o flúor (4,0) e o hidrogênio (2,1).
Ligação H-Cl (cloreto de hidrogênio)
Ligação polar, pois o cloro é mais eletronegativo que o hidrogênio, atraindo a nuvem eletrônica para si.
Ligação H-Br (brometo de hidrogênio)
Ligação polar, com o polo negativo sobre o bromo e polo positivo sobre o hidrogênio por diferença de eletronegatividade.
Ligação H-I (iodeto de hidrogênio)
Ligação polar de baixa magnitude, pois o iodo é ligeiramente mais eletronegativo que o hidrogênio.
Ligação O-H (na molécula de água)
Ligação polar, já que o oxigênio é fortemente mais eletronegativo que o hidrogênio, gerando alta densidade negativa no oxigênio.
Ligação N-H (na molécula de amônia)
Ligação polar, pois o nitrogênio apresenta eletronegatividade superior à do hidrogênio.
Ligação C-H (em hidrocarbonetos)
Ligação praticamente apolar (ou fracamente polar), devido à mínima diferença de eletronegatividade entre carbono (2,5) e hidrogênio (2,1).
Ligação C-O (em álcoois e éteres)
Ligação polar, pois o oxigênio atrai o par eletrônico com muito mais intensidade que o carbono.
Ligação C=O (em aldeídos e cetonas)
Ligação polar, gerando forte dipolo elétrico voltado para o átomo de oxigênio mais eletronegativo.
Ligação C-Cl (em haletos orgânicos)
Ligação polar, com a densidade de elétrons deslocada em direção ao cloro.
Ligação C-F (em fluorocarbonetos)
Ligação altamente polar, em virtude da eletronegatividade máxima do flúor em comparação ao carbono.
Ligação C-N (em aminas)
Ligação polar, já que o nitrogênio atrai com mais força o par compartilhado do que o carbono.
Ligação C-C (em etano ou grafite)
Ligação apolar, pois os elétrons são compartilhados igualmente entre átomos idênticos de carbono.
Ligação C=C (em alcenos)
Ligação apolar entre os núcleos de carbono idênticos, não havendo assimetria eletrônica intrínseca.
Ligação Na-Cl (cloreto de sódio)
Ligação iônica (extrema polaridade), devido à grande diferença de eletronegatividade entre metal (Na) e não-metal (Cl).
Ligação K-F (fluoreto de potássio)
Ligação essencialmente iônica, gerada pela diferença quase máxima de eletronegatividade entre potássio e flúor.
Ligação P-Cl (no tricloreto de fósforo)
Ligação polar, visto que o cloro é consideravelmente mais eletronegativo que o fósforo.
Ligação S-H (no sulfeto de hidrogênio)
Ligação ligeiramente polar, com pequena atração superior pelo átomo de enxofre em relação ao hidrogênio.
Ligação S-O (no dióxido de enxofre)
Ligação polar, pois o oxigênio possui maior eletronegatividade do que o enxofre.
Ligação B-F (no trifluoreto de boro)
Ligação fortemente polar, devido à expressiva disparidade de eletronegatividade entre flúor e boro.
Ligação Si-O (na sílica)
Ligação covalente polar de alto caráter iônico, pois o oxigênio atrai muito mais os elétrons que o silício.
Ligação Si-H (no silano)
Ligação fracamente polar, na qual o hidrogênio é ligeiramente mais eletronegativo que o silício.
Ligação I-Cl (monocloreto de iodo)
Ligação polar, com deslocamento eletrônico em direção ao átomo de cloro, que é mais eletronegativo que o iodo.
Ligação Br-Cl (monocloreto de bromo)
Ligação polar, com carga parcial negativa sobre o cloro e carga parcial positiva sobre o bromo.
Ligação P-H (na fosfina, PH3)
Ligação praticamente apolar, pois fósforo e hidrogênio possuem valores de eletronegatividade quase idênticos (2,1).
Ligação C≡N (em nitrilas)
Ligação polar com forte momento dipolar, orientada para o átomo de nitrogênio mais eletronegativo.
Ligação C-Br (em brometos orgânicos)
Ligação polar, sendo o bromo o polo negativo da interação.
Ligação C-I (em iodetos de alquila)
Ligação fracamente polar, em virtude da eletronegatividade do iodo ser próxima à do carbono.
Ligação Mg-O (óxido de magnésio)
Ligação iônica, decorrente da transferência de elétrons proporcionada pela alta diferença de eletronegatividade.
Ligação Al-Cl (cloreto de alumínio sólido)
Ligação covalente bastante polar com caráter iônico parcial, situando-se no limiar entre polar e iônica.
Diferença entre polaridade da ligação e da molécula
Uma molécula pode ter ligações polares e ser apolar no conjunto se a geometria fizer os vetores dipolo se anularem.
Ligação C=O no CO2 (polaridade da ligação)
A ligação C=O individual é polar, mesmo que a molécula linear de CO2 resulte em momento dipolo total nulo.
Ligação C-Cl no CCl4 (polaridade da ligação)
A ligação C-Cl individual é fortemente polar, embora a geometria tetraédrica anule os dipolos da molécula.
Escala de Pauling (definição)
Escala numérica empírica que atribui valores relativos de eletronegatividade aos elementos químicos.
Elemento mais eletronegativo da tabela
Flúor (valor 4,0 na escala de Pauling), gerador das ligações covalentes mais polares com não-metais.
Ligação C-S (em tioéteres)
Ligação praticamente apolar, pois carbono e enxofre têm valores de eletronegatividade equivalentes (cerca de 2,5).
Ligação N-O (em óxidos de nitrogênio)
Ligação polar, com a densidade de elétrons deslocada em direção ao oxigênio.
Ligação N-Cl (no tricloreto de nitrogênio)
Ligação praticamente apolar, pois nitrogênio e cloro possuem valores de eletronegatividade quase iguais (aprox. 3,0).

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