Política Monetária

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Conceitos fundamentais de política monetária explicados em português para estudantes de economia e finanças.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Finanças e investimentos Publicado
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Política monetária expansionista
Estimular a atividade econômica e o emprego; reduz juros, amplia o crédito, tende a depreciar a moeda e pode elevar a inflação.
Política monetária contracionista
Conter o superaquecimento econômico e ancorar a inflação; eleva as taxas de juros, encarece o crédito e tende a apreciar a moeda nacional.
Taxa básica de juros
Servir como referência para o custo do dinheiro na economia; baliza empréstimos bancários, atrai capital externo e regula a inflação de demanda.
Taxa Selic
Controlar a liquidez interbancária no Brasil; orienta o rendimento de títulos públicos e dita o custo do crédito para famílias e empresas.
Regime de metas para a inflação
Ancorar expectativas dos agentes econômicos; guia a calibragem da taxa de juros básica para manter o IPCA dentro de um intervalo pré-fixado.
Operações de mercado aberto (Open Market)
Regular a liquidez diária do sistema bancário; a compra de títulos injeta moeda e reduz juros, enquanto a venda retira moeda e eleva juros.
Taxa de compulsório
Limitar o poder multiplicador do crédito bancário; reter mais depósitos diminui a oferta de moeda e esfria o consumo e a inflação.
Redesconto bancário
Fornecer liquidez emergencial a instituições financeiras; juros mais altos desestimulam empréstimos arriscados e diminuem a oferta de moeda.
Orientação prospectiva (Forward Guidance)
Comunicar a trajetória futura esperada dos juros; reduz incertezas no mercado financeiro e influencia taxas de juros de longo prazo.
Afrouxamento quantitativo (Quantitative Easing)
Injetar liquidez maciça comprando títulos de longo prazo; reduz juros longos, estimula o crédito e combate o risco de deflação.
Aperto quantitativo (Quantitative Tightening)
Reduzir o balanço do banco central vendendo ativos; enxuga liquidez do sistema financeiro, elevando juros longos para conter a inflação.
Taxa de juros neutra
Equilibrar a economia sem estimular nem contrair a atividade; mantém a inflação estável em pleno emprego sem gerar pressões cambiais.
Taxa de juros real
Medir o ganho ou custo efetivo do capital descontando a inflação; orienta decisões reais de investimento produtivo e atratividade cambial.
Taxa de juros nominal
Expressar o custo corrente do dinheiro acordado em contratos; serve de base para o cálculo dos rendimentos e das correções inflacionárias.
Canal da taxa de juros
Transmitir decisões de política monetária ao custo de financiamento; juros altos desestimulam consumo durável e investimentos corporativos.
Canal do crédito
Alterar a oferta e a demanda de empréstimos na rede bancária; critérios de concessão mais rígidos contêm o consumo e a pressão inflacionária.
Canal do câmbio
Influenciar a cotação da moeda através do diferencial de juros; atrai fluxo financeiro, valoriza a moeda e barateia insumos importados.
Canal dos preços dos ativos
Afetar o patrimônio em ações e imóveis via oscilações nos juros; a perda de riqueza patrimonial retrai gastos e desaquecem a economia.
Canal das expectativas
Moldar previsões futuras de preços de trabalhadores e empresas; a credibilidade do banco central evita remarcações preventivas de preços.
Intervenção cambial direta
Suavizar oscilações bruscas no câmbio vendendo ou comprando moeda estrangeira; protege a economia do repasse inflacionário desordenado.
Swap cambial tradicional
Oferecer proteção contra a alta da moeda estrangeira sem usar reservas; evita a depreciação cambial excessiva e mitiga inflação importada.
Swap cambial reverso
Conter a valorização excessiva da moeda local; atua vendendo dólar a termo para evitar prejuízos à competitividade das exportações.
Reservas internacionais
Garantir solvência externa e capacidade de defesa cambial; absorvem choques externos, reduzem o prêmio de risco e estabilizam a moeda.
Repasse cambial (Pass-through)
Transmitir variações cambiais aos preços internos; a depreciação da moeda encarece importações e impulsiona a inflação ao consumidor.
Inflação de demanda
Sinalizar excesso de procura sobre a capacidade produtiva; o banco central responde elevando os juros para contrair o consumo.
Inflação de custos
Refletir choques de oferta que encarecem insumos essenciais; desafia a política monetária ao gerar recessão combinada com preços em alta.
Hiato do produto
Medir a diferença entre o PIB real e o potencial; valores positivos indicam capacidade ociosa esgotada e risco iminente de inflação.
Armadilha da liquidez
Indicar ineficácia da redução de juros em níveis próximos a zero; os agentes retêm caixa por pessimismo, exigindo estímulos fiscais.
Limite inferior zero (Zero Lower Bound)
Restringir o corte da taxa nominal abaixo de zero; força o banco central a adotar medidas não convencionais como QE para combater a deflação.
Autonomia do Banco Central
Blindar a autoridade monetária de pressões político-eleitorais; melhora a credibilidade institucional e ancora expectativas inflacionárias.
Regra de Taylor
Fornecer uma diretriz matemática para calibrar a taxa de juros básica; ajusta os juros conforme os desvios de inflação e de produto.
Curva de Phillips
Ilustrar o dilema de curto prazo entre desemprego e inflação; orienta a calibragem dos juros para não desaquecer o emprego excessivamente.
Dominância fiscal
Descrever cenário em que o desequilíbrio das contas públicas anula a política monetária; subir juros piora a dívida e desvaloriza a moeda.
Trilema de Mankiw (Trindade Impossível)
Demonstrar a impossibilidade de manter livre fluxo de capitais, câmbio fixo e política monetária independente simultaneamente.
Desancoragem das expectativas
Alertar para o descrédito do mercado nas metas oficiais; obriga o banco central a elevar os juros acima do previsto para restabelecer a fé.
Inércia inflacionária
Perpetuar inflação passada via indexação automática de contratos e salários; exige juros elevados por período prolongado para ser quebrada.
Deflação
Queda generalizada e persistente de preços; adia decisões de consumo, aumenta o peso real das dívidas e provoca paralisia econômica.
Operações compromissadas
Ajustar o saldo diário de reservas dos bancos; absorvem o excesso de liquidez e mantêm a taxa interbancária alinhada à meta oficial.
Prêmio de risco
Remunerar investidores pela incerteza fiscal ou cambial; quando elevado, força a manutenção de juros mais altos para atrair capitais.
Estrutura a termo da taxa de juros
Refletir a relação entre prazos e rendimentos dos títulos; curvas inclinadas projetam inflação e juros em alta nos anos futuros.
Alvo de núcleo de inflação (Core Inflation)
Excluir componentes voláteis como alimentos e energia; foca a resposta monetária na inflação puramente estrutural e de demanda.
Depósito voluntário remunerado
Enxugar liquidez bancária excedente sem transferir títulos públicos da carteira; auxilia na gestão da taxa básica com menor custo operacional.
Emissão de papel-moeda
Atender à demanda por dinheiro físico na economia; a emissão sem respaldo produtivo gera desvalorização cambial e surtos inflacionários.
Diferencial de juros
Medir a distância entre juros locais e estrangeiros; atrai investidores globais, sustentando o valor da moeda frente a divisas externas.
Carry trade
Tomar empréstimo em moeda de juros baixos para aplicar em país de juros altos; aprecia a moeda receptora mas amplia o risco cambial.
Taxa de juros negativa
Cobrar bancos por manterem reservas ociosas; força a concessão de crédito a empresas e combate tendências deflacionárias crônicas.
Estagflação
Coexistência de estagnação econômica, alto desemprego e inflação elevada; restringe o corte de juros sob risco de inflamar ainda mais os preços.
Multiplicador bancário
Expressar a expansão da base monetária por empréstimos sucessivos; é regulado pelo compulsório para evitar excesso de liquidez.
Base monetária
Compor o total de papel-moeda emitido e reservas bancárias no banco central; serve de fundamento primário para a oferta de moeda agregada.
Comitê de Política Monetária (Copom)
Definir periodicamente a meta da taxa Selic no Brasil; calibra o custo do dinheiro com o objetivo de cumprir as metas de inflação.