Português

Compartilhado por um usuário do Flashcards.gg · gerado com IA · Denunciar este conjunto

Regras essenciais da gramática e ortografia da língua portuguesa com dicas práticas e mnemônicos.

79 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Gramática Publicado
Uma versão maior deste conjunto: Língua Portuguesa (60 cartões)
Toque no cartão para virar

Cartões · 79

Por que (separado e sem acento)
Substitua por 'por qual razão' ou 'pelo qual'. Usado em perguntas diretas ou indiretas no início ou meio da frase.
Porque (junto e sem acento)
Substitua por 'pois', 'já que' ou 'visto que'. Usado em respostas e justificativas explicativas.
Por quê (separado e com acento)
Fica no fim da frase ou isolado: o acento circunflexo funciona como um 'chapéu' empurrado pelo ponto final.
Porquê (junto e com acento)
É substantivo: vem precedido de artigo ou pronome ('o porquê') e aceita troca por 'o motivo' ou 'a razão'.
Mas vs. Mais
Substitua por 'porém' (oposição: mas) ou pelo sinal de soma '+' / 'menos' (quantidade: mais).
Mal vs. Mau
Mnemônica clássica: 'Mal' é o oposto de 'Bem' (L vira B com traço); 'Mau' é o oposto de 'Bom' (U lembra a curva do O).
Há vs. A (tempo)
Substitua por 'faz' (passado: 'há dois anos'). Se indicar tempo futuro ou distância, use apenas a preposição 'a'.
Crase antes de palavra feminina
Troque a palavra feminina por uma masculina correspondente: se virar 'ao', use crase ('vou à feira' -> 'vou ao mercado').
Crase antes de verbo
Regra rápida: crase antes de verbo passa fome. Verbo não tem gênero, portanto nunca recebe crase ('a partir', 'a cantar').
Crase com pronomes de tratamento
Nunca use crase, exceto com 'senhora', 'senhorita' e 'dona'. Dica: 'A você' ou 'a Vossa Excelência' não levam crase.
Crase e nomes de lugares
Rima clássica: 'Vou a, volto da, crase no A. Vou a, volto de, crase pra quê?' (Exemplo: Vou à Bahia / Vou a Roma).
Crase antes de palavra masculina
Em regra geral não ocorre crase, a menos que esteja subentendida a expressão 'à moda de' ('gol à Pelé').
Crase com pronomes possessivos femininos
Com 'minha', 'tua', 'sua' no singular a crase é facultativa: tanto 'entreguei à minha mãe' quanto 'a minha mãe' estão corretos.
Crase antes de 'que' e 'quem'
Geralmente proibida. Antes de 'quem' nunca há crase; antes de 'que' só ocorre se equivaler a 'àquela' ('refiro-me à que saiu').
Crase entre palavras repetidas
Palavras idênticas lado a lado não recebem crase: 'dia a dia', 'gota a gota', 'frente a frente'.
Sessão vs. Seção vs. Cessão
Sessão (com SS) é tempo/reunião (cinema); Seção (com Ç) é corte/divisão (departamento); Cessão (inicia com C) vem de ceder.
Houve ou Houveram?
O verbo 'haver' no sentido de existir ou ocorrer é impessoal: fica sempre no singular ('houve problemas', nunca 'houveram').
Fazem ou Faz (tempo decorrido)?
Indicando tempo, 'fazer' é impessoal e não vai para o plural: diga sempre 'faz três anos' e nunca 'fazem três anos'.
Obrigado vs. Obrigada
Quem fala concorda com o próprio gênero: homens dizem 'obrigado', mulheres dizem 'obrigada'.
Meio vs. Meia
'Meia' só se for metade de algo ('meia xícara') ou roupa. No sentido de 'um pouco', é advérbio invariável: 'ela está meio cansada'.
Menos ou Menas?
A palavra 'menas' não existe em português padrão. Use sempre 'menos', mesmo acompanhando substantivos femininos.
Alerta e pseudônimo
A palavra 'alerta' como advérbio é invariável: 'eles ficaram alerta' (em estado de prontidão).
Em vez de vs. Ao invés de
'Ao invés de' exige oposição total (subir ao invés de descer); 'em vez de' serve para qualquer substituição ou troca simples.
Ao encontro de vs. De encontro a
'Ao encontro de' expressa harmonia e aproximação ('vai ao meu agrado'); 'de encontro a' indica choque ou oposição.
A par vs. Ao par
Estar ciente de algo é estar 'a par' da situação. 'Ao par' é termo cambial para moedas de mesmo valor.
Afim vs. A fim de
'Afim' junto indica afinidade ou parentesco; 'a fim de' separado indica objetivo, finalidade ou vontade ('estou a fim').
Onde vs. Aonde
'Onde' indica lugar fixo ('onde você mora?'); 'aonde' exige verbos de movimento com a preposição 'a' ('aonde você vai?').
Tachar vs. Taxar
'Tachar' com CH é rotular com defeito ou manchar a reputação; 'taxar' com X é cobrar imposto ou fixar preço.
Viagem vs. Viajem
'Viagem' com G é o substantivo ('boa viagem'); 'viajem' com J é conjugação do verbo viajar ('espero que eles viajem').
A cerca de vs. Acerca de vs. Há cerca de
'Acerca de' = sobre; 'há cerca de' = tempo decorrido ou quantidade existente; 'a cerca de' = distância aproximada.
Hífen com prefixos (regra geral)
Letras iguais se separam com hífen; letras diferentes se juntam: 'micro-ondas' (o-o), mas 'autoescola' (o-e).
Hífen com a letra H
Sempre use hífen se o segundo elemento começar com a letra H: 'anti-higiênico', 'super-homem', 'pré-história'.
Hífen com prefixos e consoantes R e S
Se o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa com R ou S, dobre a letra sem hífen: 'antirreflexo', 'minissaia'.
Hífen com 'auto', 'contra', 'extra', 'semi'
Seguem a regra dos opostos: junte com vogal diferente ('contraindicação') e separe com vogal idêntica ('contra-ataque').
Hífen com 'sub'
Usa hífen antes de palavras iniciadas por B, R ou H: 'sub-base', 'sub-região', 'sub-humano'. Antes de outras, junta: 'subchefe'.
Plural de palavras terminadas em -ão
Geralmente testar no singular ajuda: palavras que derivam de particípios ou aumentativos costumam ir para -ões ('balões', 'ações').
Plural de substantivos compostos (dois substantivos)
Se o segundo especifica o primeiro, flexione apenas o primeiro: 'navios-escola', 'peixes-espada'.
Plural de palavras repetidas no composto
Em compostos formados por palavras idênticas ou onomatopeias, flexione apenas o segundo elemento: 'tique-taques', 'reco-recos'.
Plural de verbos terminados em -eem
Pelo Novo Acordo, perdem o acento circunflexo as terceiras pessoas do plural de crer, dar, ler e ver: creem, deem, leem, veem.
Tem vs. Têm (e Vem vs. Vêm)
No singular não há acento ('ele tem', 'ele vem'); no plural usa-se acento circunflexo diferencial ('eles têm', 'eles vêm').
Intervir no presente e pretérito
Derivado de 'vir', conjuga-se como ele: 'ele intervém' (presente), 'ele interveio' (e nunca 'interviu').
Manter no presente do indicativo
Derivado de 'ter': singular leva acento agudo ('ele mantém') e plural leva acento circunflexo ('eles mantêm').
Verbo no infinitivo pessoal com preposição
Após preposição ('para', 'de', 'sem'), se houver sujeito explícito, flexione o verbo: 'para eles saberem a verdade'.
Concordância com 'a maioria de' / 'parte de'
Expressões partitivas seguidas de plural aceitam singular ou plural: 'a maioria dos alunos passou' ou 'passaram'.
Concordância com 'um dos que'
Aceita verbo no plural ou no singular, mas o plural é preferido pela norma culta: 'ele foi um dos que mais falaram'.
Pronome oblíquo no início de frase
A norma padrão condena próclise no início: use 'Diga-me a verdade' e nunca 'Me diga a verdade'.
Próclise com palavras negativas
Palavras negativas atraem o pronome para antes do verbo: 'Não me diga isso', 'Nunca te vi'.
Próclise com pronomes relativos
O pronome relativo 'que', 'quem' ou 'onde' sempre atrai o pronome oblíquo: 'a mulher que me chamou'.
Mesóclise: quando usar
Ocorre apenas com verbos no futuro do presente ou do pretérito, sem palavra atrativa de próclise: 'Dir-lhe-ei', 'Fá-lo-ia'.
Para mim vs. Para eu
'Mim' não conjuga verbo porque é pronome oblíquo. Se houver uma ação a seguir, use 'para eu fazer' ou 'para eu comprar'.
Entre mim e ti vs. Entre eu e tu
Após preposição ('entre'), usam-se formas oblíquas: o correto é 'entre mim e ti' ou 'entre mim e você', jamais 'entre eu'.
Consigo: uso correto
'Consigo' é reflexivo de terceira pessoa; só use quando o sujeito praticar a ação em si mesmo ('ele levou consigo o casaco').
Assistir: regência
No sentido de ver/presenciar exige preposição 'a' ('assisti ao filme'); no sentido de ajudar é direto ('assisti o paciente').
Aspirar: regência
No sentido de respirar/sugar é direto ('aspirou o pó'); no sentido de desejar/almejar pede 'a' ('aspirava ao cargo').
Visar: regência
No sentido de apontar ou assinar é direto ('visou o cheque'); com sentido de ter por objetivo, pede 'a' ('visava ao sucesso').
Obedecer e desobedecer
Exigem a preposição 'a': diga 'obedecer às regras' e 'desobedecer ao regulamento', nunca uso direto.
Preferir: regência correta
Construção padrão: preferir X 'a' Y ('prefiro café a chá'). É redundante usar 'do que' ou 'mais'.
Lembrar-se vs. Lembrar
Se for pronominal, pede 'de' ('lembrei-me do caso'); se não usar pronome, não use 'de' ('lembrei o caso').
Esquecer-se vs. Esquecer
Com pronome, exige a preposição 'de' ('esqueci-me das chaves'); sem pronome, vai direto ('esqueci as chaves').
Implicar: regência
No sentido de acarretar/resultar não aceita preposição 'em': 'a decisão implica mudanças' (e não 'implica em mudanças').
Agradecer: regência
Agradece-se algo (objeto direto) 'a' alguém (objeto indireto): 'agradeço o apoio aos amigos'.
Informar: dupla possibilidade
Informe alguém DE algo ('informei o cliente do erro') ou informe algo A alguém ('informei o erro ao cliente').
Namorar: regência
É verbo transitivo direto: diga 'ele namora Maria', e nunca 'namora com Maria'.
Chegar e ir: preposição correta
Verbos de movimento pedem a preposição 'a', não 'em': 'cheguei ao trabalho' (e não 'no trabalho'), 'fui à praia'.
Simpatizar e antipatizar
Não são pronominais: diga 'simpatizo com ele' e nunca 'me simpatizo com ele'.
Custar no sentido de ser difícil
A coisa é o sujeito e a pessoa leva preposição 'a': 'custou-me entender a matéria' (e não 'eu custei para entender').
Chamar: regência com predicativo
Admite objeto direto ou indireto com predicativo com ou sem 'de': 'chamei-o (de) herói' ou 'chamei-lhe (de) herói'.
Pagar e perdoar
Paga-se a coisa (sem preposição) 'a' uma pessoa: 'paguei a conta ao garçom', 'perdoei a ofensa ao amigo'.
Vírgula entre sujeito e predicado
Regra de ouro: nunca separe o sujeito de seu predicado com vírgula simples, por mais longo que seja o sujeito.
Vírgula entre verbo e complemento
Nunca separe por vírgula o verbo de seu objeto direto ou indireto, exceto se houver um termo intercalado entre duas vírgulas.
Vírgula com oração explicativa
Orações subordinadas adjetivas explicativas vêm sempre entre vírgulas ('O sol, que é uma estrela, brilha').
Vírgula com vocativo
O vocativo (chamamento) deve ser sempre isolado por vírgula: 'Boa tarde, pessoal!' ou 'Venha cá, João'.
Vírgula com adjunto adverbial deslocado
Quando longo e no início da frase, a vírgula é obrigatória: 'Naquela tarde ensolarada de verão, fomos ao parque'.
Vírgula antes do 'e'
Usa-se quando as orações coordenadas tiverem sujeitos diferentes: 'O vento soprava forte, e as folhas caíam'.
Acento nas paroxítonas terminadas em ditongo
Palavras paroxítonas terminadas em ditongo oral levam acento: 'história', 'relógio', 'série', 'mágoa'.
Fim do acento nos ditongos abertos 'ei' e 'oi'
Pelo Acordo Ortográfico, perderam o acento nas paroxítonas ('ideia', 'jiboia'), mas continuam nas oxítonas ('herói', 'papéis').
Acento no hiato com 'i' e 'u' tônicos
Acentuam-se o 'i' e 'u' tônicos sozinhos na sílaba ou com 's' ('sa-ú-de', 'pa-ís'), exceto se seguidos de 'nh' ('ra-i-nha').
Perda do trema na língua portuguesa
O trema foi abolido da escrita de palavras portuguesas ('linguística', 'tranquilo'), mantendo-se apenas em nomes próprios estrangeiros.
Fim do acento diferencial (regra geral)
Palavras homógrafas perderam o acento ('para' verbo e 'para' preposição), exceto 'pôr' (verbo) e 'pôde' (passado).

Outras versões deste tópico

Conjuntos relacionados

Mais em Gramática →