Português FGV - Concurso Professor
Estudo de tópicos avançados de língua portuguesa focados no estilo de cobrança da banca FGV em concursos públicos. Destinado a candidatos a cargos de professor e concursos em geral.
Cartões · 20
- Interpretação textual: Foco na literalidade vs. dedução
- A FGV exige apego estrito à lógica interna do texto, penalizando extrapolações que pareçam verdadeiras no senso comum mas não estejam ditas.
- Polifonia e discurso indireto livre
- A banca frequentemente explora a mistura de vozes entre narrador e personagem sem marcas explícitas de pontuação como aspas ou travessão.
- Diferença semântica entre 'porque' e 'pois'
- Em questões da FGV, 'pois' posposto ao verbo tem valor conclusivo, enquanto anteposto possui valor explicativo ou causal estrito.
- Adjetivo antes vs. adjetivo depois do substantivo
- A banca explora a mudança de sentido: 'velho amigo' denota tempo de amizade subjetivo, já 'amigo velho' indica idade biológica objetiva.
- Paráfrase textual e sinonímia contextual
- A FGV cobra reescrituras onde sinônimos de dicionário falham caso alterem sutilezas de tom, registro formal ou ênfase semântica.
- Papel dos conectivos adversativos e concessivos
- A banca foca na força argumentativa: na adversidade o foco está na segunda oração; na concessão, a oração principal prevalece.
- Ambiguidade estrutural em orações reduzidas
- A FGV adora frases como 'Vi o menino correndo', cobrando a duplicidade sobre quem executa a ação descrita pelo gerúndio.
- Valor estilístico e temporal do pretérito imperfeito
- Pode indicar cortesia ('queria pedir algo') ou substituir o futuro do pretérito na linguagem coloquial e literária.
- Coesão anafórica vs. dêixis situacional
- A banca costuma testar se pronomes demonstrativos retomam algo já dito no texto ou apontam para objetos do contexto comunicativo real.
- Regência do verbo 'implicar'
- No sentido de acarretar ou ter como consequência, a norma padrão e a FGV exigem objeto direto, rejeitando 'implicar em'.
- Crase diante de pronomes demonstrativos
- Ocorre crase com 'aquele' quando o termo regente exige preposição 'a', fundindo-a com a vogal inicial do pronome.
- Concordância ideológica ou silepse
- A banca cobra a concordância feita com a ideia subentendida e não com a palavra escrita, como em 'A turma aplaudiram'.
- Sentido de termos modalizadores (ex: 'talvez', 'certamente')
- A FGV avalia como advérbios e locuções revelam o grau de engajamento e a postura crítica do enunciador perante o enunciado.
- Conjunção 'como' com valor comparativo vs. conformativo
- Identifica-se pelo contexto: comparação estabelece analogia ('como fera'); conformidade equivale a 'segundo' ou 'conforme'.
- Acentuação gráfica: regra dos hiatos com 'i' e 'u'
- Leva acento se formar sílaba sozinho ou com 's', exceto se seguido por 'nh' ou se antecedido por ditongo decrescente em paroxítonas.
- Função sintática do pronome relativo 'cujo'
- Nunca aceita artigo após si e sempre desempenha função de adjunto adnominal, indicando posse entre substantivos.
- Valor argumentativo das orações adjetivas explicativas
- Diferente da restritiva, a explicativa generaliza o termo antecedente ou adiciona uma justificativa discursiva relevante.
- Voz passiva sintética e a partícula apassivadora 'se'
- Com verbos transitivos diretos, o sujeito paciente determina a concordância do verbo, como em 'Vendem-se casas'.
- Uso de hiperônimos e hipônimos na coesão lexical
- A FGV usa substituição de termos específicos por genéricos para avaliar a capacidade de progressão textual sem repetições.
- Pontuação com orações adverbiais deslocadas
- A vírgula é obrigatória para separar orações subordinadas adverbiais quando antepostas ou intercaladas na oração principal.