Português - ISS Campina Grande
Regras gramaticais de língua portuguesa com foco no concurso do ISS Campina Grande.
Cartões · 52
- Crase antes de palavra masculina
- Regra geral: não ocorre crase antes de termos masculinos, salvo quando estiver subentendida a locução à moda de ou à maneira de.
- Crase antes de verbo
- Nunca ocorre crase antes de verbos, pois verbos não admitem artigo definido feminino.
- Crase antes de pronomes de tratamento
- Em regra não ocorre crase, com exceção de senhora, senhorita e dona, que aceitam artigo.
- Crase facultativa: pronomes possessivos
- O uso da crase é facultativo diante de pronomes possessivos femininos no singular (minha, tua, sua, nossa, vossa).
- Crase facultativa: nomes próprios femininos
- A crase é facultativa diante de nomes próprios femininos personativos (ex.: Entreguei o relatório à/a Maria).
- Crase facultativa: após a preposição 'até'
- Diante da preposição até seguida de substantivo feminino com artigo, o acento grave é opcional (ex.: Fui até à/a feira).
- Crase diante de palavras repetidas
- Não ocorre crase em expressões formadas por palavras repetidas, mesmo femininas (ex.: dia a dia, gota a gota).
- Concordância com 'fazer' indicando tempo
- O verbo fazer com sentido de tempo decorrido ou fenômeno natural é impessoal e fica na 3ª pessoa do singular (ex.: Faz cinco anos).
- Concordância com 'haver' existencial
- O verbo haver com sentido de existir ou ocorrer é impessoal e deve ficar na 3ª pessoa do singular (ex.: Havia muitos erros).
- Voz passiva sintética: partícula 'se'
- Com verbo transitivo direto acompanhado do pronome apassivador se, o verbo concorda com o sujeito paciente (ex.: Vendem-se casas).
- Índice de indeterminação do sujeito: partícula 'se'
- Com VTI, VI ou VL acompanhados de se, o verbo fica obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular (ex.: Precisa-se de fiscais).
- Concordância com sujeito partitivo
- Expressões como a maioria de ou parte de seguidas de plural admitem concordância no singular ou no plural (ex.: A maioria votou/votaram).
- Regência do verbo 'visar' (almejar)
- No sentido de ter por objetivo, é transitivo indireto e exige a preposição a (ex.: O auditor visa ao cargo público).
- Regência do verbo 'aspirar' (desejar)
- No sentido de almejar/pretender, é transitivo indireto regido pela preposição a, não admitindo pronome lhe/lhes como complemento.
- Regência do verbo 'assistir' (ver)
- No sentido de presenciar ou ver, é transitivo indireto regido pela preposição a (ex.: Assistimos ao debate eleitoral).
- Regência do verbo 'obedecer'
- É verbo transitivo indireto e exige a preposição a (ex.: Os cidadãos devem obedecer às leis tributárias).
- Regência de 'preferir'
- Exige preposição a e rejeita expressões intensificadoras como mais, mil vezes ou do que (ex.: Prefiro estudar a passear).
- Uso de 'onde' vs. 'aonde'
- Onde indica permanência ou estado em lugar fixo; aonde indica movimento e destino, associado a verbos que regem a preposição a.
- Uso de 'por que' (separado e sem acento)
- Usado no início ou meio de perguntas diretas/indiretas ou equivalente a pelo qual, pela qual, por qual razão.
- Uso de 'por quê' (separado e com acento)
- Usado no fim de frases interrogativas ou isolado, antes de pontuação forte.
- Uso de 'porque' (junto e sem acento)
- Conjunção explicativa ou causal, equivalente a pois, já que ou visto que.
- Uso de 'porquê' (junto e com acento)
- Substantivo masculino que significa motivo ou razão, sempre antecedido por artigo, pronome ou numeral.
- Uso de 'há' vs. 'a' para tempo
- Usa-se há (do verbo haver) para tempo decorrido no passado; usa-se a para tempo futuro ou distância.
- Uso de 'mal' vs. 'mau'
- Mal é advérbio ou conjunção temporal (oposto de bem); mau é adjetivo que qualifica um substantivo (oposto de bom).
- Próclise com palavras atrativas: negações
- Palavras de sentido negativo (não, nunca, jamais, nada) atraem obrigatoriamente o pronome oblíquo átono para antes do verbo.
- Próclise com pronomes relativos
- Pronomes relativos (que, quem, cujo, onde) exercem atração pronominal obrigatória sobre os pronomes oblíquos átonos.
- Ênclise em início de período
- Nunca se inicia período ou oração por pronome oblíquo átono na norma culta (ex.: Disseram-me a verdade, e não Me disseram).
- Mesóclise: quando empregar
- Emprega-se mesóclise com verbos no futuro do presente ou futuro do pretérito, desde que não haja termo atrativo para a próclise.
- Conjunção 'conquanto'
- Conjunção subordinativa concessiva, com sentido equivalente a embora, posto que ou ainda que; exige verbo no subjuntivo.
- Conjunção 'porquanto'
- Conjunção coordenativa explicativa ou subordinativa causal, sinônima de porque, visto que ou já que.
- Conjunção 'contanto que'
- Conjunção subordinativa condicional, equivalente a desde que ou caso, exigindo o verbo no modo subjuntivo.
- Conjunção 'posto que'
- Classificada como conjunção concessiva pela gramática normativa, equivalente a embora e ainda que.
- Pontuação: separação de sujeito e predicado
- Nunca se separa o sujeito de seu respectivo predicado por vírgula direta, independentemente da extensão do sujeito.
- Pontuação: oração adjetiva explicativa
- As orações subordinadas adjetivas explicativas vêm obrigatoriamente isoladas por vírgulas, parênteses ou travessões.
- Pontuação: oração adjetiva restritiva
- As orações adjetivas restritivas limitam o sentido do antecedente e nunca devem ser separadas por vírgula.
- Pontuação: adjunto adverbial deslocado
- O adjunto adverbial de grande extensão colocado no início ou meio da oração deve ser isolado por vírgulas.
- Pontuação: vocativo
- O vocativo é termo independente e deve ser sempre isolado por vírgula, qualquer que seja sua posição na oração.
- Pontuação: aposto explicativo
- O aposto de natureza explicativa deve sempre vir separado por vírgulas, travessões ou parênteses.
- Acentuação: proparoxítonas
- Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas graficamente na língua portuguesa (ex.: pública, déficit, tributo).
- Acentuação: oxítonas
- Acentuam-se as oxítonas terminadas em -a, -e, -o (seguidas ou não de -s), -em e -ens.
- Acentuação: paroxítonas terminadas em ditongo
- Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de -s (ex.: relatório).
- Novo Acordo: ditongos abertos 'ei' e 'oi'
- Perderam o acento gráfico os ditongos abertos tônicos -ei e -oi nas palavras paroxítonas (ex.: ideia, jiboia, assembleia).
- Acentuação de hiatos 'i' e 'u'
- Acentuam-se i e u tônicos em hiato quando formam sílaba sozinhos ou com -s, sem serem seguidos de nh nem precedidos por ditongo em paroxítona.
- Função sintática de 'cujo'
- O pronome relativo cujo estabelece posse, concorda em gênero e número com a coisa possuída e nunca admite artigo posposto.
- Complemento nominal vs. Adjunto adnominal
- Complemento nominal completa substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio com sentido passivo; adjunto adnominal tem valor ativo de posse/origem.
- Voz reflexiva e pronome recíproco
- Na voz reflexiva a ação recai sobre o próprio sujeito; na recíproca dois ou mais sujeitos praticam a ação mutuamente.
- Hífen com prefixos: regra do 'h'
- Usa-se hífen sempre que o segundo elemento começar pela letra h (ex.: sobre-humano, anti-higiênico, super-homem).
- Hífen: letras iguais vs. diferentes
- Usa-se hífen quando o prefixo termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento (anti-inflamatório); vogais diferentes unem-se (autoescola).
- Regência do verbo 'implicar'
- No sentido de acarretar ou ter como consequência, é transitivo direto e não aceita a preposição em (ex.: Isso implica demissão).
- Uso de 'se não' vs. 'senão'
- Senão equivale a caso contrário, a não ser ou mas sim; se não introduz oração condicional negativa (equivalente a caso não).
- Concordância com 'anexo' e 'incluso'
- São adjetivos e concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem (ex.: Seguem anexas as notas; 'em anexo' é invariável).
- Concordância com 'é proibido' / 'é necessário'
- Ficam invariáveis no masculino se o substantivo vier sem determinante; flexionam-se se houver artigo ou pronome determinante.