Português para Concursos
Este conjunto aborda regras gramaticais essenciais da língua portuguesa e questões frequentes cobradas em concursos públicos.
Cartões · 35
- Crase antes de palavras masculinas
- Regra geral: não ocorre crase antes de termos masculinos. Exceção: quando subentende-se à moda de ou à maneira de (ex: bife à milanesa).
- Crase diante de pronomes possessivos femininos
- O uso da crase é facultativo antes de pronomes possessivos femininos no singular (minha, tua, sua, nossa, vossa) acompanhados de substantivo.
- Crase antes de pronomes de tratamento
- Não se usa crase antes da maioria dos pronomes de tratamento. Exceções: senhora, senhorita e dona admitem crase.
- Crase com horas exatas
- Usa-se crase diante de indicação de horas exatas e determinadas (ex: A aula começará às 8h). Se houver preposição antes (desde, para, após), não há crase.
- Crase antes de verbos
- Nunca ocorre crase antes de verbos, pois verbos não admitem artigo feminino (ex: Começou a chorar).
- Uso de 'há' vs 'a' para tempo
- 'Há' (verbo haver) indica tempo decorrido, passado (Há dez anos). 'A' (preposição) indica tempo futuro ou distância (Daqui a dez anos / Mora a 2 km).
- Por que (separado e sem acento)
- Usado em perguntas diretas/indiretas no início ou meio da frase, ou equivalendo a 'pelo qual/pela qual' e 'por qual razão'.
- Por quê (separado e com acento)
- Usado no final de frases ou isolado antes de pontuação, pois a tonicidade recai sobre o 'quê'.
- Porque (junto e sem acento)
- Conjunção explicativa ou causal; equivale a 'pois', 'já que', 'visto que' ou 'para que'.
- Porquê (junto e com acento)
- Substantivo que significa 'motivo' ou 'razão'. Sempre vem acompanhado de determinante (artigo, pronome, numeral).
- Concordância do verbo 'haver' no sentido de existir
- É impessoal e deve permanecer sempre na 3ª pessoa do singular (ex: Havia muitos candidatos na sala, e não haviam).
- Concordância do verbo 'existir'
- É pessoal e flexiona normalmente com o sujeito (ex: Existiam muitos candidatos na sala).
- Concordância do verbo 'fazer' indicando tempo ou clima
- É impessoal e fica na 3ª pessoa do singular (ex: Faz dez anos que me formei; Faz dias muito frios aqui).
- Concordância com 'a maioria de', 'grande parte de' + plural
- Concordância facultativa: o verbo pode concordar no singular com o núcleo coletivo ou no plural com o especificador (ex: A maioria dos alunos saiu/saíram).
- Concordância da palavra 'bastante'
- Como advérbio (intensidade), é invariável (Eles estudaram bastante). Como pronome/adjetivo (muitos), varia no plural (Havia bastantes dúvidas).
- Concordância de 'anexo', 'incluso' e 'obrigado'
- Concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem (ex: Seguem anexas as cartas; A carta está inclusa; 'Obrigada', disse ela).
- Locução 'em anexo'
- A locução prepositiva 'em anexo' é considerada invariável pela norma padrão (ex: Seguem em anexo as faturas).
- Regência de 'assistir'
- No sentido de 'ver/presenciar' exige preposição 'a' (VTI). No sentido de 'ajudar/socorrer' é transitivo direto (VTD).
- Regência de 'aspirar'
- No sentido de 'pretender/desejar' exige preposição 'a' (VTI). No sentido de 'sugar/inalar' é transitivo direto (VTD).
- Regência de 'visar'
- No sentido de 'ter como objetivo' exige preposição 'a' (VTI). No sentido de 'mirar' ou 'dar visto' é transitivo direto (VTD).
- Regência de 'obedecer' e 'desobedecer'
- São verbos transitivos indiretos e sempre regem a preposição 'a' (ex: Obedeça aos pais; Desobedeceu às leis).
- Regência de 'preferir'
- Exige preposição 'a' e rejeita termos intensificadores (ex: Prefiro café a chá; incorreto: prefiro café do que chá / mais café).
- Próclise com palavras negativas
- Palavras de sentido negativo (não, nunca, jamais, nada, ninguém) são fatores atrativos que exigem próclise (ex: Não me disseram a verdade).
- Próclise com pronomes relativos
- Pronomes relativos (que, quem, cujo, onde, etc.) atraem obrigatoriamente o pronome oblíquo átono (ex: A pessoa que me ajudou).
- Início de frase com pronome oblíquo
- Pela norma culta, nunca se inicia oração com pronome oblíquo átono. Usa-se ênclise (ex: Dê-me o livro, e não Me dê o livro).
- Colocação pronominal com verbo no futuro
- Com verbos no futuro do presente ou futuro do pretérito, sem fator de próclise, usa-se mesóclise (ex: Realizar-se-á a prova; Dir-lhe-ia a verdade).
- Acentuação de paroxítonas terminadas em ditongo
- São acentuadas todas as palavras paroxítonas terminadas em ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de s (ex: história, água, fáceis).
- Regra dos hiatos tônicos 'I' e 'U'
- Acentuam-se 'i' e 'u' tônicos quando formam hiato sozinhos na sílaba ou com 's', sem 'nh' seguinte nem ditongo anterior em paroxítona (sa-ú-de, pa-ís).
- Acento diferencial restante (pôde vs pode)
- 'Pôde' com acento circunflexo marca o pretérito perfeito do indicativo; 'pode' sem acento marca o presente do indicativo.
- Função da partícula 'SE' apassivadora
- Ocorre com verbo transitivo direto (VTD) e sujeito paciente; o verbo concorda com o sujeito (ex: Vendem-se casas = Casas são vendidas).
- Função da partícula 'SE' índice de indeterminação
- Ocorre com VTI, VI ou VL acompanhado de preposição; o verbo fica obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular (ex: Precisa-se de operários).
- Vírgula entre sujeito e predicado
- Nunca se separa o sujeito do seu predicado por vírgula simples, mesmo que o sujeito seja longo ou complexo.
- Vírgula com oração subordinada adjetiva
- Com vírgula(s), a oração é explicativa (generaliza/explica). Sem vírgula, a oração é restritiva (limita/restringe o sentido do termo).
- Uso de 'ao encontro de' vs 'de encontro a'
- 'Ao encontro de' indica acordo, concordância ou aproximação. 'De encontro a' indica oposição, colisão ou divergência.
- Uso de 'onde' vs 'aonde'
- 'Onde' indica lugar estático/fixo (permanência). 'Aonde' indica movimento/direção e acompanha verbos que exigem preposição 'a' (ir, chegar).