Português para a PRF
Este conjunto aborda regras gramaticais e normas de língua portuguesa focadas no edital do concurso da PRF.
Cartões · 50
- Crase antes de pronomes possessivos femininos singulares
- O uso da crase é facultativo antes de pronomes possessivos femininos no singular (minha, tua, sua), desde que acompanhados de substantivo.
- Crase diante de substantivos masculinos
- Em regra, não ocorre crase antes de palavras masculinas, exceto quando estiver subentendida a locução à moda de ou à maneira de.
- Crase antes de pronomes de tratamento
- Não ocorre crase diante da maioria dos pronomes de tratamento, com exceção de senhora, senhorita e dona.
- Crase na indicação de horas exatas
- A crase é obrigatória na indicação de horas exatas e determinadas, como em: Chegamos às 14h.
- Crase com a expressão 'à medida que' versus 'na medida em que'
- À medida que expressa proporção e tem crase. Na medida em que expressa causa e não leva crase.
- Regência do verbo 'aspirar' com sentido de almejar
- É transitivo indireto e exige a preposição 'a', não admitindo os pronomes lhe/lhes (usa-se a ele/a ela).
- Regência do verbo 'visar' com sentido de ter por objetivo
- É transitivo indireto e rege a preposição 'a'. Não admite o pronome oblíquo 'lhe'.
- Regência do verbo 'implicar' com sentido de acarretar
- É transitivo direto, não admitindo a preposição 'em' (ex.: A infração implica multa).
- Regência dos verbos 'preferir' e 'simpatizar'
- Preferir rege 'a' (e não 'do que'); simpatizar é transitivo indireto com 'com' e não é pronominal.
- Regência do verbo 'assistir' com sentido de presenciar
- É transitivo indireto e rege a preposição 'a' (ex.: Assistimos ao acidente).
- Concordância verbal com 'a maioria de' + substantivo plural
- A concordância é facultativa: o verbo pode concordar com o núcleo singular coletivo ou com o especificador no plural.
- Concordância verbal com a partícula apassivadora 'se'
- O verbo concorda em número com o sujeito paciente (ex.: Vende-se casa / Vendem-se casas).
- Concordância verbal com o índice de indeterminação do sujeito 'se'
- O verbo fica obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular (ex.: Precisa-se de policiais).
- Concordância do verbo 'haver' no sentido de existir ou ocorrer
- É verbo impessoal, não possui sujeito e deve permanecer sempre na 3ª pessoa do singular.
- Concordância do verbo 'fazer' indicando tempo decorrido
- É impessoal e deve ficar na 3ª pessoa do singular (ex.: Faz dez anos que ingressei na PRF).
- Concordância nominal de 'anexo', 'incluso' e 'apenso'
- Concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem. A locução 'em anexo' é invariável.
- Concordância nominal da palavra 'bastante'
- Varia como pronome adjetivo equivalendo a 'muitos/muitas'; fica invariável quando atua como advérbio de intensidade.
- Concordância nominal de 'é proibido' / 'é necessário'
- Ficam no masculino se o substantivo não tiver determinante; flexionam-se caso haja artigo ou pronome definidor.
- Colocação pronominal com palavras de sentido negativo
- Palavras negativas (não, nunca, jamais) são fatores atrativos obrigatórios de próclise.
- Colocação pronominal com pronomes relativos
- O pronome relativo (que, quem, cujo, onde) atrai obrigatoriamente o pronome oblíquo átono (próclise).
- Próclise em início de período
- A norma padrão proíbe expressamente iniciar frases ou orações com pronome oblíquo átono; exige-se a ênclise.
- Colocação pronominal com verbo no futuro
- Usa-se mesóclise caso não haja palavra atrativa. Havendo termo atrativo, a próclise prevalece.
- Uso de 'cujo' e concordância
- Estabelece posse, concorda em gênero e número com a coisa possuída e nunca admite artigo após si.
- Emprego do pronome relativo 'onde'
- Deve ser utilizado exclusivamente para indicar lugar físico ou espacial concreto, não para situações ou conceitos.
- Vírgula entre sujeito e predicado
- É terminantemente proibido separar por vírgula o sujeito e o seu respectivo predicado.
- Vírgula antes da conjunção aditiva 'e'
- É admitida quando as orações coordenadas possuírem sujeitos diferentes ou quando o 'e' tiver valor adversativo.
- Vírgula no adjunto adverbial deslocado
- Ocorre obrigatoriamente quando o adjunto adverbial for de grande extensão; se for de curta extensão, a vírgula é facultativa.
- Função das orações subordinadas adjetivas explicativas
- São isoladas por vírgulas e generalizam o sentido de todo o termo antecedente.
- Função das orações subordinadas adjetivas restritivas
- Não são separadas por vírgulas e limitam o sentido do termo antecedente a um grupo específico.
- Acentuação de oxítonas terminadas em A, E, O, EM, ENS
- Recebem acento gráfico as oxítonas terminadas em -a(s), -e(s), -o(s), -em e -ens.
- Acentuação das palavras paroxítonas
- Acentuam-se as paroxítonas terminadas em l, r, n, x, i(s), us, ps, ã(s), ão(s), um, uns e ditongo oral.
- Regra geral de acentuação das proparoxítonas
- Todas as palavras proparoxítonas são obrigatoriamente acentuadas na língua portuguesa.
- Regra do hiato tônico (I e U)
- Acentuam-se o 'i' e 'u' tônicos quando formam hiato sozinhos na sílaba ou com 's', sem estarem seguidos por 'nh'.
- Acentuação de ditongos abertos (éi, ói, éu) em paroxítonas
- Conforme o Acordo Ortográfico, paroxítonas com ditongos abertos perderam o acento (ex.: ideia, heroico).
- Acento diferencial no verbo 'pôde' versus 'pode'
- 'Pôde' com circunflexo marca o pretérito perfeito do indicativo; 'pode' marca o presente do indicativo.
- Diferença entre 'ao encontro de' e 'de encontro a'
- 'Ao encontro de' exprime concordância ou conformidade; 'de encontro a' indica oposição, choque ou conflito.
- Diferença entre 'a fim de' e 'afim'
- 'A fim de' é locução prepositiva com sentido de finalidade; 'afim' é adjetivo que significa semelhante ou com afinidade.
- Uso dos 'porquês': 'por que' separado e sem acento
- Empregado no início de frases interrogativas ou equivalente a 'pelo qual' / 'por qual razão'.
- Uso dos 'porquês': 'por quê' separado e com acento
- Usado no fim de frases interrogativas ou isolado, logo antes de ponto final ou pausa forte.
- Uso dos 'porquês': 'porque' junto e sem acento
- Conjunção explicativa ou causal, equivalendo a 'pois', 'já que' ou 'visto que'.
- Uso dos 'porquês': 'porquê' junto e com acento
- Substantivo masculino que significa motivo ou razão, antecedido por artigo, pronome ou numeral.
- Conjunção 'conquanto': classificação e sentido
- Conjunção subordinativa concessiva, com valor semântico idêntico a 'embora' e 'ainda que'.
- Conjunção 'porquanto': classificação e sentido
- Conjunção subordinativa causal ou coordenativa explicativa, equivalente a 'porque' ou 'visto que'.
- Conjunção 'senão' versus 'se não'
- 'Senão' equivale a 'a não ser' ou 'do contrário'; 'se não' introduz condição negativa ('caso não').
- Função sintática do complemento nominal
- Termo preposicionado que completa o sentido de substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio.
- Diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal com preposição
- O adjunto possui valor ativo ou de posse; o complemento nominal tem sempre valor passivo sobre o substantivo abstrato.
- Função sintática do aposto explicativo
- Termo de natureza substantiva que esclarece outro termo, vindo isolado por vírgulas, travessões ou parênteses.
- Emprego do hífen com prefixo terminado em vogal igual à seguinte
- Usa-se o hífen quando o prefixo termina com a mesma vogal com que se inicia a segunda palavra (ex.: micro-ondas).
- Emprego de consoantes duplicadas (RR/SS) com prefixos
- Se o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar com 'r' ou 's', dobram-se as letras (ex.: antirrábico).
- Hífen com os prefixos 'ex-', 'sem-', 'vice-' e 'além-'
- Exigem sempre o uso de hífen antes de qualquer palavra subsequente (ex.: ex-diretor, vice-presidente).