Português para PRF
Este conjunto aborda regras gramaticais cobradas em exames da Polícia Rodoviária Federal pela banca Cebraspe, sendo ideal para concurseiros.
Cartões · 54
- Crase antes de palavras masculinas
- Regra geral: não ocorre crase. Exceção típica do Cebraspe: quando subentende a locução à moda de ou ao estilo de.
- Crase diante de pronomes de tratamento
- Em regra não ocorre crase, exceto com senhora, senhorita e dona, que aceitam artigo feminino.
- Crase diante de pronomes possessivos femininos singulares
- É facultativa antes de possessivos femininos no singular (minha, sua, tua) seguidos de substantivo explícito.
- Crase diante da palavra terra
- Não ocorre se significar terra firme em oposição a bordo; ocorre se for o planeta Terra ou terra natal especificada.
- Crase diante da palavra casa
- Sem modificador ou especificação, não leva crase; se estiver especificada (casa de amigos), a crase é obrigatória.
- Crase antes de verbos no infinitivo
- Nunca ocorre crase antes de verbos, pois verbos não admitem artigo definido feminino.
- Crase em locuções prepositivas e conjuntivas femininas
- Ocorre obrigatoriamente em locuções como à medida que, à proporção que, à força de e à espera de.
- Crase com a palavra distância
- Apenas recebe acento grave se a distância estiver determinada numericamente ou qualificada no texto.
- Conjunção conquanto
- Conjunção subordinativa concessiva (equivale a embora, ainda que); Cebraspe costuma propor troca por portanto para induzir erro.
- Conjunção porquanto
- Conjunção causal ou explicativa (equivale a porque, já que); não confunda com portanto (conclusiva) nem com conquanto.
- Conjunção contudo e todavia
- Conjunções coordenativas adversativas; expressam oposição ou contraste, substituíveis por porém ou no entanto.
- Conjunção logo e por conseguinte
- Conjunções coordenativas conclusivas; indicam dedução lógica ou conclusão do fato anterior.
- Conjunção posto que
- Classicamente concessiva (equivale a embora); Cebraspe cobra seu valor concessivo e não causal.
- Conjunção à medida que vs na medida em que
- À medida que indica proporção (conforme); na medida em que indica causa (já que, visto que). Não existe à medida em que.
- Pronome relativo cujo
- Indica posse, liga dois substantivos, concorda com o termo posterior e nunca admite artigo posposto (cujo o é proibido).
- Pronome relativo onde vs aonde
- Onde indica permanência ou lugar fixo (em que); aonde exige verbo de movimento com preposição a (para onde).
- Pronome se como partícula apassivadora
- Ocorre com VTD ou VTDI mais sujeito paciente; o verbo concorda obrigatoriamente com esse sujeito em número e pessoa.
- Pronome se como índice de indeterminação do sujeito
- Ocorre com VTI, VI ou verbo de ligação sem sujeito explícito; o verbo fica fixo na 3ª pessoa do singular.
- Pronome se como partícula de realce ou expletiva
- Pode ser retirado da oração sem prejuízo sintático ou semântico, servindo apenas para enfatizar a ação verbal.
- Regência do verbo visar
- No sentido de almejar/objetivar exige preposição a (VTI); no sentido de mirar ou pôr visto é direto (VTD).
- Regência do verbo assistir
- No sentido de ver/presenciar é VTI com preposição a; no sentido de prestar socorro é preferencialmente VTD.
- Regência do verbo aspirar
- No sentido de respirar/sugar é direto (VTD); no sentido de pretender/almejar exige a preposição a (VTI).
- Regência do verbo implicar
- No sentido de acarretar ou ter como consequência é direto (VTD), rejeitando a preposição em.
- Regência dos verbos lembrar e esquecer
- Se forem pronominais (lembrar-se, esquecer-se), exigem preposição de; sem pronome, são transitivos diretos.
- Regência do verbo obedecer
- É transitivo indireto e rege a preposição a, tanto para pessoas quanto para leis, regras e sinais de trânsito.
- Regência do verbo preferir
- Exige a estrutura preferir X a Y; o Cebraspe condena o uso de do que, mais que ou expressões intensificadoras.
- Verbo haver no sentido de existir
- É impessoal, não possui sujeito e deve permanecer na 3ª pessoa do singular em qualquer tempo verbal.
- Verbo existir quanto à concordância
- É verbo pessoal pleno, possui sujeito sintático e flexiona obrigatoriamente em número e pessoa com ele.
- Locução verbal com verbo impessoal haver
- O verbo auxiliar assume a impessoalidade e também fica congelado na 3ª pessoa do singular (deve haver problemas).
- Verbo fazer indicando tempo decorrido
- É impessoal e fica na 3ª pessoa do singular, tanto sozinho quanto como verbo principal em locução verbal.
- Concordância com a maioria de, grande parte de
- Seguido de substantivo plural, admite dupla concordância: com o núcleo singular ou com o especificador plural.
- Concordância com a expressão um dos que
- Admite o verbo tanto na 3ª pessoa do plural quanto na 3ª pessoa do singular, segundo a norma padrão aceita pelo Cebraspe.
- Concordância de adjetivos com termos coordenados
- Anteposto ao substantivo, concorda em gênero e número com o mais próximo; posposto, vai para o plural ou com o mais próximo.
- Concordância de anexo, incluso e obrigado
- São adjetivos e concordam em gênero e número com o termo a que se referem; em anexo é locução invariável.
- Concordância de é proibido, é necessário e é bom
- Ficam invariáveis no masculino singular sem artigo determinante; havendo artigo feminino, concordam no feminino.
- Próclise com palavras de sentido negativo
- Termos como não, nunca, jamais e ninguém são fatores atrativos obrigatórios que puxam o pronome para antes do verbo.
- Próclise com pronomes relativos e conjunções subordinativas
- Que, quem, onde, se, embora e demais conectivos subordinativos atraem compulsoriamente o pronome oblíquo átono.
- Próclise com advérbios sem pausa
- Advérbios curtos sem vírgula atraem o pronome; havendo pausa marcada por vírgula, a ênclise torna-se legítima.
- Início de frase com pronome oblíquo átono
- A norma culta condena iniciar oração com pronome oblíquo átono (Me disseram é errado; Disseram-me é o correto).
- Colocação pronominal com verbo no particípio
- Nunca se coloca pronome enclítico a verbo no particípio; o pronome liga-se ao auxiliar ou fica próclito.
- Colocação pronominal no futuro do presente e do pretérito
- Sem palavra atrativa, usa-se obrigatoriamente a mesóclise; a ênclise com formas verbais de futuro é proibida.
- Vírgula entre sujeito e predicado
- É erro gramatical grave separar o sujeito de seu predicado por vírgula simples, independentemente da extensão do termo.
- Vírgula entre verbo e complemento
- Nunca se separa por vírgula simples o verbo transitivo de seu objeto direto ou indireto na ordem direta.
- Vírgula com adjunto adverbial deslocado
- Se for longo (3 ou mais palavras), a vírgula é obrigatória; se for de curta extensão, o uso da vírgula é facultativo.
- Vírgula isolando orações subordinadas adjetivas explicativas
- Com vírgula, a adjetiva é explicativa e abrange a totalidade; sem vírgula, é restritiva e delimita o grupo.
- Vírgula antes da conjunção e
- Ocorre obrigatoriamente quando as orações coordenadas tiverem sujeitos diferentes ou quando o e tiver valor adversativo.
- Vírgula com oração subordinada adverbial anteposta
- Quando a oração adverbial vier antes da oração principal, o isolamento por vírgula é estritamente obrigatório.
- Acentuação de paroxítonas terminadas em ditongo oral
- Palavras como rodoviária e polícia são acentuadas como paroxítonas terminadas em ditongo crescente ou proparoxítonas aparentes.
- Acentuação dos hiatos tônicos I e U
- Leva acento se o I ou U for tônico, formar hiato sozinho na sílaba (ou com s), sem nh depois e não precedido de ditongo decrescente.
- Acentuação diferencial de tem/têm e vem/vêm
- O acento circunflexo diferencia a 3ª pessoa do plural (têm, vêm) da 3ª pessoa do singular (tem, vem).
- Coesão anafórica vs catafórica
- Anafórica resgata uma ideia ou termo já apresentado no texto; catafórica antecipa um termo que ainda será dito.
- Sentido literal (denotação) vs figurado (conotação)
- Cebraspe cobra identificar se o termo é usado no sentido denotativo (real, dicionarizado) ou conotativo (metafórico).
- Voz passiva sintética vs analítica
- Sintética usa verbo na 3ª pessoa mais pronome apassivador se; analítica usa verbo auxiliar (ser/estar) mais particípio.
- Função da linguagem referencial em textos da PRF
- Predomina nos textos de prova por focar na informação objetiva, nos fatos e na clareza informativa sem marcas pessoais.