Química Analítica Uniasselvi
Estudo dos conceitos fundamentais de química analítica qualitativa e quantitativa voltado para estudantes universitários.
Cartões · 50
- Análise Qualitativa vs. Análise Quantitativa
- A qualitativa identifica quais espécies químicas estão presentes na amostra; a quantitativa determina a quantidade ou proporção exata de cada componente.
- Erro sistemático vs. Erro aleatório
- Erros sistemáticos afetam a exatidão e têm causas determináveis; erros aleatórios afetam a precisão e decorrem de flutuações inevitáveis.
- Exatidão vs. Precisão
- Exatidão indica a proximidade do valor medido em relação ao valor real; precisão indica a reprodutibilidade entre medidas repetidas.
- Solução padrão primário
- Substância de alta pureza, estável ao ar e com massa molar elevada para minimizar erros de pesagem na padronização.
- Ponto de equivalência vs. Ponto final
- Ponto de equivalência é o momento teórico estequiométrico; ponto final é a mudança física observada experimentalmente (ex.: viragem de cor).
- Indicador ácido-base
- Ácido ou base fraca cuja forma ionizada possui cor diferente da forma não ionizada; a viragem deve coincidir com o pH do ponto de equivalência.
- Fenolftaleína
- Incolor em meio ácido e neutro; adquire coloração rosa a partir de pH aproximado de 8,2 a 10,0.
- Titulação de ácido forte com base forte
- O ponto de equivalência ocorre exatamente em pH 7,0 a 25 graus Celsius, com salto de pH bastante acentuado.
- Titulação de ácido fraco com base forte
- O ponto de equivalência ocorre em pH alcalino (maior que 7) devido à hidrólise do ânion conjugado gerado na reação.
- Titulação de base fraca com ácido forte
- O ponto de equivalência ocorre em pH ácido (menor que 7) devido à hidrólise do cátion conjugado formado.
- Solução-tampão
- Mistura que resiste a variações bruscas de pH; composta comumente por um ácido fraco e sua base conjugada ou vice-versa.
- Equação de Henderson-Hasselbalch
- Calcula o pH de um tampão usando a relação pH = pKa + log([base conjugada]/[ácido]); atenção para não inverter o numerador com o denominador.
- Produto de solubilidade (Kps)
- Constante de equilíbrio para a dissolução de um composto iônico pouco solúvel; quanto menor o Kps, geralmente menor a solubilidade molar.
- Efeito do íon comum
- A adição de um íon já presente no equilíbrio desloca a reação para a esquerda, diminuindo a solubilidade do precipitado.
- Efeito do íon diverso (efeito salino)
- A presença de eletrólitos inertes aumenta a força iônica do meio e tende a aumentar ligeiramente a solubilidade do precipitado.
- Gravimetria por precipitação
- Separa o analito como precipitado insolúvel de composição conhecida após dessecação ou calcinação até massa constante.
- Coprecipitação: oclusão e adsorção
- Adsorção ocorre na superfície do sólido; oclusão ocorre quando impurezas ficam presas no interior da rede cristalina em formação.
- Digestão do precipitado
- Aquecimento do precipitado em sua solução-mãe para aumentar o tamanho dos cristais e reduzir impurezas por recristalização.
- Filtração e queima de papel de filtro
- Usa-se papel faixa azul ou preta sem cinzas; a queima inadequada pode reduzir cátions metálicos por contato com resíduos de carbono.
- Argentimetria
- Titulação de precipitação que utiliza nitrato de prata (AgNO3) como titulante padrão para determinar haletos.
- Método de Mohr
- Titulação direta com íon cromato como indicador; deve ocorrer em pH neutro ou levemente básico (6,5 a 10) para evitar reações paralelas.
- Método de Volhard
- Titulação indireta em meio fortemente ácido com adição de excesso de prata e retrotitulação com tiocianato, usando ferro(III) como indicador.
- Método de Fajans
- Utiliza indicadores de adsorção (ex.: fluoresceína) que mudam de cor ao se fixarem na superfície das partículas carregadas do precipitado.
- Titulação complexométrica com EDTA
- O EDTA liga-se a cátions metálicos na proporção estequiométrica de 1:1, independentemente da carga do íon metálico.
- Influência do pH na titulação com EDTA
- Valores baixos de pH protonam o EDTA diminuindo a formação do complexo; exige tamponamento adequado para estabilizar o quelato.
- Indicador metalocrômico (ex.: Negro de Eriocromo T)
- Forma complexo colorido com o metal livre; na viragem, o EDTA desloca o indicador, liberando sua forma livre de cor distinta.
- Determinação de dureza da água
- Mede a concentração total de íons cálcio e magnésio usando titulação com EDTA tamponada em pH 10.
- Diferença entre dureza temporária e permanente
- Dureza temporária é causada por bicarbonatos precipitáveis por fervura; permanente é causada por cloretos e sulfatos de cálcio e magnésio.
- Permanganometria
- Usa KMnO4 como titulante e autoindicador em meio fortemente ácido (com H2SO4); nunca usar HCl para evitar oxidação a cloro gasoso.
- Dicromatometria
- Utiliza K2Cr2O7 como oxidante primário estável; permite titulação em meio contendo HCl, diferentemente da permanganometria.
- Iodimetria vs. Iodometria
- Iodimetria é titulação direta com iodo padrão (I2); iodometria é método indireto onde o analito libera I2 que é titulado com tiossulfato.
- Amido como indicador redox
- Forma complexo azul intenso na presença de triiodeto; deve ser adicionado próximo ao ponto final na iodometria para evitar aprisionamento irreversível.
- Equação de Nernst
- Determina o potencial de eletrodo sob condições não padrão; sensível à variação na razão entre concentrações de oxidante e redutor.
- Grupo I de cátions analíticos (insolúveis em HCl)
- Compreende prata (Ag+), chumbo (Pb2+) e mercúrio(I) (Hg2^2+), que formam cloretos insolúveis precipitados por HCl diluído.
- Separação do Pb2+ do Grupo I
- O cloreto de chumbo (PbCl2) é solúvel em água quente, separando-se de AgCl e Hg2Cl2 por simples aquecimento e filtração a quente.
- Confirmação de Ag+ no Grupo I
- O precipitado de AgCl dissolve-se em hidróxido de amônio aquoso formando o complexo diaminprata [Ag(NH3)2]+ e reprecipita com ácido nítrico.
- Grupo II de cátions analíticos
- Precipitados como sulfetos em meio ácido (ex.: Cu2+, Cd2+, Bi3+, Hg2+); a baixa concentração de sulfeto evita a precipitação do Grupo III.
- Grupo III de cátions analíticos
- Precipitados como sulfetos ou hidróxidos em meio amoniacal/básico (ex.: Fe3+, Al3+, Cr3+, Ni2+, Zn2+).
- Grupo IV de cátions analíticos
- Cátions que precipitam como carbonatos insolúveis em meio amoniacal neutro ou alcalino: cálcio (Ca2+), bário (Ba2+) e estrôncio (Sr2+).
- Grupo V de cátions analíticos (solúveis)
- Compreende cátions que não precipitam com os reagentes anteriores: magnésio (Mg2+), sódio (Na+), potássio (K+) e amônio (NH4+).
- Ensaio de chama
- Identificação rápida qualitativa por emissão atômica: sódio emite amarelo intenso, potássio violeta e cálcio vermelho-tijolo.
- Identificação do íon sulfato (SO4^2-)
- Adição de cloreto de bário (BaCl2) em meio acidificado com HCl forma precipitado branco espesso de BaSO4, insolúvel em ácidos.
- Identificação do íon cloreto (Cl-)
- Reação com AgNO3 em meio nítrico produz precipitado branco caseoso de AgCl que escurece à luz e solubiliza em NH4OH concentrado.
- Identificação do íon carbonato (CO3^2-)
- Tratamento com ácido forte libera efervescência de CO2, que turva uma solução límpida de água de cal (hidróxido de cálcio).
- Curva de calibração instrumental
- Gráfico de resposta instrumental em função da concentração conhecida; a linearidade é avaliada pelo coeficiente de correlação (R2 próximo de 1).
- Branco de reagentes
- Solução contendo todos os solventes e reagentes exceto o analito; serve para descontar sinais espúrios e calibrar o zero analítico.
- Limite de Detecção (LOD)
- Menor concentração do analito distinguível confiavelmente do ruído de fundo (habitualmente três vezes o desvio padrão do branco).
- Limite de Quantificação (LOQ)
- Menor concentração que pode ser quantificada com precisão e exatidão aceitáveis (habitualmente dez vezes o desvio padrão do branco).
- Preparo de solução por diluição (C1V1 = C2V2)
- A quantidade de matéria do soluto permanece constante; atenção para manter as mesmas unidades de concentração e volume em ambos os lados.
- Fator de correção (fc)
- Razão entre a concentração real obtida por padronização e a concentração nominal teórica; usado para corrigir os cálculos volumétricos.