Radiologia

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Estudo dos conceitos fundamentais e princípios físicos da radiologia e técnicas de imagem, destinado a estudantes e profissionais da saúde.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Outras áreas da saúde Publicado
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Radiação ionizante
Radiação com energia suficiente para remover elétrons fortemente ligados aos átomos, criando íons e podendo causar danos ao DNA celular.
Raios X
Ondas eletromagnéticas de alta frequência e curto comprimento de onda geradas pela desaceleração súbita de elétrons contra um alvo metálico.
Efeito fotoelétrico
Interação onde um fóton incidente transfere toda a sua energia a um elétron orbital, ejetando-o; é crucial para o contraste em radiografia.
Efeito Compton
Espalhamento inelástico de um fóton de alta energia contra um elétron fracamente ligado, gerando radiação espalhada e degradando a imagem.
Atenuação
Redução gradual da intensidade de um feixe de raios X ao atravessar a matéria, devida à absorção e ao espalhamento.
Radiopacidade
Capacidade de uma estrutura de absorver grande parte dos raios X, aparecendo esbranquiçada ou clara na imagem radiográfica final.
Radiotransparência
Propriedade de tecidos que oferecem pouca resistência à passagem dos raios X, resultando em áreas escuras ou pretas na radiografia.
Densidade radiográfica do ar
Apresenta a menor atenuação aos raios X, resultando em uma imagem totalmente preta ou hipertransparente (ex.: pulmões).
Densidade radiográfica da gordura
Atenua fracamente os raios X, aparecendo em tons de cinza-escuro na radiografia convencional.
Densidade radiográfica de tecidos moles/água
Atenua moderadamente os raios X, gerando tons de cinza intermediários (ex.: músculos, sangue e órgãos sólidos).
Densidade radiográfica óssea
Apresenta alta atenuação por conter cálcio e fósforo, resultando em estruturas brancas ou muito radiopacas.
Densidade radiográfica de metal
Bloqueia quase totalmente o feixe de raios X, produzindo uma imagem de tom branco puro e brilhante.
Princípio ALARA
Regra de proteção que busca manter a exposição à radiação tão baixa quanto razoavelmente exequível (As Low As Reasonably Achievable).
Quilovoltagem (kVp)
Parâmetro elétrico que determina a energia máxima e o poder de penetração dos fótons de raios X produzidos no tubo.
Miliamperagem-segundo (mAs)
Produto da corrente do tubo pelo tempo de exposição, controlando a quantidade total de fótons emitidos.
Contraste radiográfico
Diferença perceptível entre as densidades ópticas ou tonalidades de cinza de áreas adjacentes na imagem.
Resolução espacial
Capacidade do sistema de imagem de distinguir dois pontos anatômicos muito próximos como entidades separadas.
Resolução de contraste
Capacidade de diferenciar estruturas anatômicas ou patológicas que possuem densidades ou atenuações muito semelhantes.
Efeito anódico
Variação na intensidade do feixe de raios X, sendo maior no lado do cátodo devido à autoatenuação no alvo do ânodo.
Grade antidifusora
Dispositivo composto por lâminas de chumbo colocado antes do detector para absorver a radiação secundária espalhada.
Tomografia Computadorizada (TC)
Técnica que combina raios X e processamento digital para produzir imagens seccionais anatômicas do corpo humano.
Unidade Hounsfield (HU)
Escala numérica quantitativa que mede o coeficiente de atenuação linear dos tecidos em TC, fixando a água em 0 e o ar em -1000.
Pitch (TC helicoidal)
Razão entre o deslocamento da mesa de exame por rotação do gantry e a espessura total do feixe de raios X colimado.
Janelamento (TC)
Processo de pós-processamento que ajusta a largura e o centro da janela de HU para otimizar o contraste de um tecido específico.
Artefato de endurecimento do feixe
Distorção em TC causada pela absorção preferencial de fótons de baixa energia, gerando faixas escuras entre ossos densos.
Artefato metálico
Linhas radiadas claras e escuras em TC que ocorrem por atenuação extrema e espalhamento causados por próteses ou clipes.
Ressonância Magnética (RM)
Método de imagem baseado no comportamento magnético dos prótons de hidrogênio sob um campo magnético externo e pulsos de RF.
Magnetização longitudinal (T1)
Tempo necessário para que os núcleos relaxem e recuperem 63% da sua magnetização ao longo do eixo do campo magnético principal.
Magnetização transversal (T2)
Tempo necessário para que a coerência de fase dos prótons decaia em 63% no plano perpendicular devido a interações spin-spin.
Sequência FLAIR
Sequência ponderada em T2 com atenuação do sinal de fluidos livres, permitindo identificar lesões cerebrais periventriculares.
Gadolíneo
Agente de contraste paramagnético usado em RM que encurta o tempo de relaxamento T1 dos tecidos adjacentes, tornando-os hiperintensos.
Hiperintenso vs. Hipointenso
Terminologia usada em RM para descrever áreas com sinal alto (brilhante) e sinal baixo (escuro), respectivamente.
Efeito piezoelétrico
Propriedade física de cristais que deformam e emitem ondas sonoras sob tensão elétrica e geram voltagem sob pressão acústica.
Ultrassonografia
Método diagnóstico que utiliza ecos de ondas sonoras de alta frequência refletidas nas interfaces dos tecidos para gerar imagens.
Impedância acústica
Resistência de um meio à propagação de ondas ultrassônicas, produto da densidade do tecido pela velocidade do som nele.
Hiperecogênico
Padrão ultrassonográfico que reflete muitas ondas sonoras, exibindo uma imagem branca brilhante (ex.: cálculos e ossos).
Anecogênico
Região que não produz ecos de retorno ao transdutor, aparecendo completamente preta (típico de fluidos puros como urina e bile).
Sombra acústica posterior
Banda escura atrás de uma estrutura que absorve ou reflete fortemente o som, impedindo que a onda penetre além dela.
Reforço acústico posterior
Área de ecogenicidade aumentada localizada atrás de uma estrutura líquida pouco atenuante, como um cisto simples.
Efeito Doppler
Variação na frequência percebida da onda sonora refletida por alvos em movimento, usado para avaliar fluxo sanguíneo.
Medicina Nuclear
Especialidade médica que utiliza radiofármacos administrados no paciente para obter imagens funcionais através da radiação emitida.
Cintilografia
Exame funcional que capta fótons gama emitidos por um radioisótopo no corpo usando uma câmara de cintilação (gama-câmara).
SPECT
Tomografia por Emissão de Fóton Único; técnica tomográfica nuclear que gera cortes tridimensionais a partir da radiação gama.
PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons)
Exame que detecta pares de fótons de aniquilação gerados após a emissão de pósitrons por radiofármacos como a 18F-FDG.
18F-FDG
Análogo da glicose marcado com Flúor-18 que se acumula em células com alto metabolismo glicolítico, muito usado na oncologia.
Meio de contraste iodado
Substância à base de iodo que aumenta a atenuação dos raios X em vasos e órgãos, destacando-os em radiografias e TC.
Nefropatia induzida por contraste
Dano renal agudo que pode ocorrer após administração intravenosa de contraste iodado, especialmente em doentes com disfunção prévia.
Dosimetria
Medição e cálculo da dose absorvida de radiação ionizante no corpo humano ou em órgãos específicos.
Sievert (Sv)
Unidade de medida que quantifica a dose equivalente ou efetiva de radiação, ponderando o dano biológico potencial aos tecidos.
Sistema PACS
Sistema de Arquivamento e Comunicação de Imagens projetado para armazenar, recuperar e distribuir exames radiológicos digitais.