Romantismo e Realismo: Brasil e Portugal

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Estudo sobre as características, autores e obras dos movimentos literários Romantismo e Realismo no Brasil e em Portugal. Indicado para estudantes do ensino médio e vestibulandos.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Movimentos literários Publicado
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Romantismo: características gerais
Subjetivismo, sentimentalismo exacerbado, nacionalismo, idealização do amor e da mulher, escapismo e culto à natureza.
Realismo: características gerais
Objetividade, crítica social, análise psicológica profunda, verossimilhança, racionalismo e antirromantismo.
Início do Romantismo no Brasil (1836)
Marcado pela publicação de 'Suspiros Poéticos e Saudades', de Gonçalves de Magalhães.
Início do Romantismo em Portugal (1825)
Iniciado com a publicação do poema narrativo 'Camões', escrito por Almeida Garrett durante o exílio.
Início do Realismo no Brasil (1881)
Marcado pela publicação de 'Memórias Póstumas de Brás Cubas', obra-prima de Machado de Assis.
Início do Realismo em Portugal (1865-1871)
Desencadeado pela Questão Coimbrã (1865) e consolidado com as Conferências Democráticas do Cassino Lisbonense (1871).
Primeira Geração Romântica no Brasil: temas
Nacionalismo ufanista, exaltação da natureza tropical, religiosidade e indianismo (figura do herói indígena).
Gonçalves Dias (Romantismo brasileiro)
Principal poeta da 1ª geração romântica; autor de 'Canção do Exílio', 'I-Juca Pirama' e 'Os Timbiras'.
Segunda Geração Romântica no Brasil: características
Ultrarromantismo, mal do século, pessimismo, atração pela morte, tédio, boemia e forte influência de Lord Byron.
Álvares de Azevedo (Romantismo brasileiro)
Maior expoente da 2ª geração poética; autor de 'Lira dos Vinte Anos' e da prosa macabra 'Noite na Taverna'.
Casimiro de Abreu (Romantismo brasileiro)
Poeta da 2ª geração com tom nostálgico e ingênuo; célebre pelo poema 'Meus Oito Anos' e pelo livro 'As Primaveras'.
Fagundes Varella (Romantismo brasileiro)
Autor da transição entre a 2ª e a 3ª geração romântica; famoso pelo comovente 'Cântico do Calvário'.
Terceira Geração Romântica no Brasil: foco
Geração condoreira ou hugoana; poesia social, abolicionista, republicana e marcada pelo tom oratório grandioso.
Castro Alves (Romantismo brasileiro)
O 'Poeta dos Escravos'; autor de clássicos abolicionistas e líricos como 'O Navio Negreiro' e 'Espumas Flutuantes'.
Sousândrade (Romantismo brasileiro)
Voz singular da 3ª geração romântica, inovador formal e precursor do modernismo com 'O Guesa'.
José de Alencar: romance indianista
Criou o mito fundador brasileiro com heróis indígenas idealizados em 'O Guarani', 'Iracema' e 'Ubirajara'.
José de Alencar: romance urbano
Retratou os costumes da elite carioca e dilemas morais em obras como 'Senhora' e 'Lucíola'.
José de Alencar: romance regionalista
Pioneiro no retrato dos sertões e tradições locais brasileiras em 'O Gaúcho', 'O Sertanejo' e 'Til'.
Manuel Antônio de Almeida (Romantismo brasileiro)
Autor de 'Memórias de um Sargento de Milícias', romance precursor do realismo com o anti-herói malandro Leonardo.
Bernardo Guimarães (Romantismo brasileiro)
Autor romântico regionalista e abolicionista; célebre pelos romances 'A Escrava Isaura' e 'O Seminarista'.
Visconde de Taunay (Romantismo brasileiro)
Autor do romance regionalista 'Inocência', marcado pelo drama amoroso e descrições do sertão do Mato Grosso.
Primeira Geração Romântica em Portugal
Fase nacionalista e liberal, voltada ao resgate do passado medieval português e afirmação patriótica.
Almeida Garrett (Romantismo português)
Introdutor do Romantismo português e renovador do teatro; autor de 'Frei Luís de Sousa' e 'Viagens na Minha Terra'.
Alexandre Herculano (Romantismo português)
Criador do romance histórico em Portugal com 'Eurico, o Presbítero'; historiador defensor do liberalismo.
Segunda Geração Romântica em Portugal
Ultrarromantismo português focado no sentimentalismo dramático, paixões trágicas e excessos emotivos.
Camilo Castelo Branco (Romantismo português)
Mestre da novela passional; autor do drama 'Amor de Perdição', focado em conflitos familiares e amor trágico.
Soares de Passos (Romantismo português)
Poeta ultrarromântico sepulcral, famoso pelo poema fúnebre 'O Noivado do Sepulcro'.
Terceira Geração Romântica em Portugal
Fase pré-realista com declínio do sentimentalismo; representada pelo lirismo intimista de Júlio Dinis.
Júlio Dinis (Romantismo português)
Ponte entre romantismo e realismo rural; autor de 'As Pupilas do Senhor Reitor' e 'Uma Família Inglesa'.
Questão Coimbrã (1865)
Polêmica literária entre o tradicionalismo de Castilho e os jovens inovadores de Coimbra (Antero de Quental).
Antero de Quental (Realismo português)
Líder da Geração de 70; destacou-se com sonetos filosóficos angustiados e ensaios críticos de intervenção social.
Eça de Queirós: fase realista
Maior romancista realista português; satirizou a burguesia e o clero em 'O Crime do Padre Amaro' e 'O Primo Basílio'.
Eça de Queirós: 'Os Maias' (1888)
Obra-prima que combina tragédia amorosa (incesto) e um painel crítico impiedoso da sociedade lisboeta decadente.
Cesário Verde (Realismo/Parnasianismo português)
Poeta inovador que retratou o cotidiano urbano de Lisboa com olhar objetivo e descritivo em 'O Livro de Cesário Verde'.
Guerra Junqueiro (Realismo português)
Poeta satírico e panfletário de tom anticlerical e republicano; autor de 'A Velhice do Padre Eterno'.
Machado de Assis: fase realista
Marcada pelo pessimismo, ironia fina, metalinguagem, digressões narrativas e profunda análise psicológica humana.
'Memórias Póstumas de Brás Cubas' (1881)
Inaugura o Realismo brasileiro narrado por um 'defunto autor' cínico que zomba da própria existência e dos vivos.
'Dom Casmurro' (1899)
Romance machadiano centrado no ciúme obsessivo de Bentinho e na dúvida perpétua sobre a traição de Capitu.
'Quincas Borba' (1891)
Romance de Machado de Assis que explora a loucura e a filosofia do Humanitismo através da decadência de Rubião.
Raul Pompeia (Realismo/Naturalismo brasileiro)
Autor de 'O Ateneu', romance de formação que critica a hipocrisia social e pedagógica num internato masculino.
Diferença: Realismo vs. Naturalismo
O Realismo foca na psicologia e na crítica social burguesa; o Naturalismo aplica determinismo biológico e cientificismo.
Aluísio Azevedo (Naturalismo brasileiro)
Principal nome naturalista do país; autor de 'O Cortiço' e 'O Mulato', abordando determinismo e preconceito de raça.
'O Cortiço' (1890)
Obra magna do Naturalismo brasileiro onde a habitação coletiva ganha vida e o meio degrada o comportamento humano.
Idealização da mulher: Romantismo vs. Realismo
No Romantismo a mulher é pura, inalcançável e angelical; no Realismo ela é humana, falível, adúltera e carnal.
O Amor: Romantismo vs. Realismo
No Romantismo o amor é sentimento supremo, sublime e redentor; no Realismo é movido por interesses, aparências e pulsões.
Crítica à Igreja no Realismo
Denúncia da hipocrisia moral do clero, ilustrada em obras como 'O Crime do Padre Amaro' e 'O Seminarista'.
Foco temporal: Romantismo vs. Realismo
Romantismo foge para o passado histórico ou medieval; Realismo analisa o presente contemporâneo e seus vícios.
Metalinguagem machadiana
Recurso em que o narrador conversa diretamente com o leitor, comentando a estrutura e os truques da própria narrativa.
Determinismo social e biológico
Conceito científico de Taine presente no Naturalismo: o ser humano é fruto imperativo da raça, do meio e do momento.
Conferências do Cassino Lisbonense (1871)
Série de palestras em Lisboa que buscava atualizar o pensamento luso com ideias modernas, socialistas e realistas.