Saúde da Mulher - EBSERH Enfermagem

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Questões e diretrizes de saúde da mulher para concursos de enfermagem da EBSERH e do Ministério da Saúde.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Enfermagem Publicado
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Cartões · 52

Faixa etária e periodicidade do rastreamento do câncer do colo do útero (MS)
Mulheres de 25 a 64 anos com atividade sexual prévia; exames anuais e, após dois resultados normais consecutivos, a cada três anos.
Rastreamento mamográfico para câncer de mama em mulheres sem risco aumentado
Mamografia bienal para a faixa etária de 50 a 69 anos de idade.
Critério de normalidade da amostra de citopatológico oncótico
Presença representativa de células do epitélio escamoso e do epitélio glandular e/ou metaplásico (zona de transformação).
Conduta de enfermagem para resultado citopatológico de LIEBG (baixo grau)
Repetir citologia em 6 meses se idade maior ou igual a 25 anos; se menor de 25 anos, manter conduta de rotina trienal.
Conduta de enfermagem para resultado citopatológico de LIEAG (alto grau)
Encaminhar imediatamente a paciente para avaliação colposcópica em serviço de média/alta complexidade.
Conduta diagnóstica para resultado ASC-US em mulheres de 25 a 29 anos
Repetir o exame citopatológico no intervalo de 12 meses na unidade básica de saúde.
Conduta diagnóstica para resultado ASC-US em mulheres com 30 anos ou mais
Repetir o exame citopatológico no intervalo de 6 meses.
Número mínimo de consultas de pré-natal preconizado pela Rede Cegonha / MS
Realização de no mínimo 6 consultas de pré-natal, sendo preferencialmente 1 no primeiro trimestre, 2 no segundo e 3 no terceiro.
Vacinas recomendadas no calendário da gestante pelo PNI
dTpa (a partir da 20ª semana a cada gestação), Hepatite B (três doses ou complemento) e Influenza (dose anual em qualquer idade gestacional).
Suplementação profilática de ácido fólico na gestação segundo o MS
Administrar 400 mcg ao dia, idealmente iniciada pelo menos 30 a 90 dias antes da concepção até o final do primeiro trimestre.
Suplementação de sulfato ferroso profilático na gestação
Prescrever 40 mg de ferro elementar por dia a partir da 20ª semana de gestação até o final do puerpério para mulheres não anêmicas.
Diagnóstico de anemia leve a moderada na gestação segundo hemoglobina
Hemoglobina entre 8 e 10,9 g/dL; iniciar tratamento com ferro medicamentoso em doses terapêuticas (120 a 200 mg de ferro elementar/dia).
Diagnóstico e conduta para anemia grave na gestação
Hemoglobina menor que 8 g/dL; requer encaminhamento imediato para o pré-natal de alto risco ou avaliação hospitalar.
Cálculo da Regra de Naegele para a Data Provável do Parto (DPP)
Soma-se 7 ao primeiro dia da DUM e adiciona-se 9 aos meses de janeiro a março, ou subtrai-se 3 aos meses de abril a dezembro.
Periodicidade padrão do acompanhamento pré-natal de baixo risco
Mensal até a 28ª semana; quinzenal da 28ª até a 36ª semana; semanal da 36ª semana até o parto.
Rastreamento do diabetes gestacional no primeiro trimestre
Glicemia de jejum: se menor que 92 mg/dL é normal; se entre 92 e 125 mg/dL fecha critério para diabetes mellitus gestacional (DMG).
Exame diagnóstico confirmatório de DMG entre 24 e 28 semanas de gestação
Teste Oral de Tolerância à Glicose com 75g (TOTG): jejum maior ou igual a 92; 1h maior ou igual a 180; 2h maior ou igual a 153 mg/dL.
Interpretação de VDRL positivo no pré-natal
Considerar sífilis ativa na gestante e iniciar tratamento imediato com Penicilina Benzatina, sem esperar teste confirmatório.
Tratamento de escolha para sífilis primária, secundária ou latente recente na gestação
Penicilina G Benzatina 2,4 milhões UI por via intramuscular dose única (1,2 milhão em cada glúteo).
Tratamento de sífilis terciária, latente tardia ou duração indeterminada na gravidez
Penicilina G Benzatina 7,2 milhões UI em 3 doses semanais de 2,4 milhões UI cada, com intervalo rigoroso de 7 dias.
Critério de cura sorológica materna da sífilis no acompanhamento de enfermagem
Monitoramento mensal do VDRL até o parto; queda dos títulos em pelo menos duas diluições em até seis meses após o tratamento.
Conduta profilática com Penicilina em casos de ruptura prematura de membranas ovulares
Profilaxia intraparto para Streptococcus do grupo B (EGB) se idade gestacional menor que 37 semanas ou bolsa rota há mais de 18 horas.
Definição de pré-eclâmpsia segundo as diretrizes obstétricas
Pressão arterial sistólica maior ou igual a 140 mmHg e/ou diastólica maior ou igual a 90 mmHg após 20 semanas associada a proteinúria significativa.
Medicamento de escolha para profilaxia e tratamento de convulsões na eclâmpsia
Sulfato de magnésio administrado via parenteral conforme os esquemas de Pritchard ou Zuspan.
Monitoramento da toxicidade materna por sulfato de magnésio pela enfermagem
Avaliar reflexo patelar (presente), frequência respiratória (acima de 16 irpm) e diurese horária (maior que 25-30 mL/h).
Antídoto imediato em caso de intoxicação por sulfato de magnésio
Gluconato de cálcio a 10%, infundindo 1g (10 mL) por via endovenosa lenta durante cerca de 5 a 10 minutos.
Conduta imediata na hemorragia pós-parto por atonia uterina
Realizar massagem uterina bimanual (manobra de Hamilton) e administrar ocitocina 10 a 20 UI via endovenosa ou intramuscular.
Medida preventiva de rotina do terceiro período do parto para evitar atonia
Manejo ativo do terceiro estágio: administração profilática de 10 UI de ocitocina IM imediatamente após o nascimento do concepto.
Conduta na suspeita de infecção puerperal ou endometrite
Avaliar febre acima de 38°C persistente, dor abdominal à palpação, subinvolução uterina e lóquios fétidos; acionar médico assistente.
Orientações para mastite lactacional sem abscesso no puerpério
Manter amamentação na mama afetada, garantir esvaziamento completo, compressas frias locais e antibioticoterapia prescrita se indicada.
Manejo das fissuras mamilares durante a lactação
Correção da pega e do posicionamento do recém-nascido, banho de sol e aplicação do próprio leite materno nas aréolas.
Tempo ideal para contato pele a pele e início da amamentação na sala de parto
Na primeira hora de vida (hora dourada), com recém-nascido estável, promovendo vínculo e termo-regulação.
Acolhimento da mulher vítima de violência sexual segundo protocolo do SUS
Atendimento humanizado sem julgamentos, profilaxia para ISTs virais e não-virais, contracepção de emergência e apoio psicológico.
Janela de tempo prioritária para início de profilaxia pós-exposição (PEP) sexual
Preferencialmente nas primeiras 2 horas após a exposição, com limite máximo de até 72 horas.
Contracepção de emergência recomendada após violência sexual desprotegida
Levonorgestrel 1,5 mg via oral dose única até no máximo 120 horas (5 dias) após o coito desprotegido.
Indicação da profilaxia com Imunoglobulina Anti-D na gestante Rh negativo
Administração na 28ª semana e até 72 horas após o parto de RN Rh positivo, ou após eventos de sangramento ou abortamento.
Definição de abortamento segundo o Ministério da Saúde
Interrupção da gestação antes de 20 a 22 semanas de idade gestacional ou produto conceptual com peso inferior a 500 gramas.
Intervenção de enfermagem em abortamento incompleto com risco hemorrágico
Monitorar sinais vitais, garantir acesso venoso calibroso, colher tipagem sanguínea e preparar a paciente para AMIU ou curetagem.
Diagnóstico de bacteriúria assintomática na gestação
Urocultura com contagem de colônias maior ou igual a 100.000 UFC/mL em paciente assintomática; exige tratamento obrigatório.
Conduta no corrimento vaginal com prurido intenso e aspecto de nata de leite
Quadro sugestivo de candidíase vulvovaginal; orientar miconazol creme vaginal 2% ou nistatina tópica durante a gestação.
Quadro clínico e conduta na vaginose bacteriana
Corrimento branco-acinzentado, odor fétido pior pós-coito, teste das aminas (Whiff) positivo; tratar com metronidazol oral ou tópico.
Manobra de Leopold: objetivo do primeiro tempo do exame obstétrico
Determinar a situação fetal e identificar qual polo fetal (cefálico ou pélvico) ocupa o fundo uterino.
Manobra de Leopold: objetivo do segundo tempo do exame obstétrico
Identificar a posição fetal e a localização do dorso fetal, definindo o melhor ponto para ausculta dos batimentos cardiofetais.
Faixa fisiológica de referência dos Batimentos Cardiofetais (BCF)
Frequência cardíaca fetal basal normal varia entre 110 e 160 batimentos por minuto.
Critérios para início da fase ativa do trabalho de parto segundo a OMS
Contrações regulares dolorosas acompanhadas de apagamento e dilatação cervical a partir de 5 cm.
Medidas não farmacológicas para alívio da dor no trabalho de parto
Deambulação, banho morno de aspersão, massagem lombar, exercícios na bola suíça e respiração orientada.
Contraindicações absolutas ao uso de DIU de Cobre
Gestação confirmada ou suspeita, doença inflamatória pélvica ativa nos últimos 3 meses e câncer cervical ou endometrial ativo.
Conduta de enfermagem para dor em baixo ventre e febre após inserção de DIU
Avaliar sinais flogísticos e infecção pélvica aguda; encaminhar para remoção do dispositivo se indicada e iniciar antibioticoterapia.
Orientação para uso do método contraceptivo injetável trimestral de acetato de medroxiprogesterona
Administrar por via intramuscular profunda a cada 12 semanas (com margem de tolerância de até 2 semanas), alertando sobre amenorreia.
Estratégia de rastreamento de ISTs em consultas de planejamento reprodutivo
Oferta sistemática de testes rápidos para HIV, Sífilis, Hepatite B e Hepatite C acompanhados de aconselhamento pré e pós-teste.
Sinais de gravidade da síndrome HELLP em gestantes hipertensas
Hemólise (anemia hemolítica microangiopática), enzimas hepáticas elevadas (AST/ALT aumentadas) e plaquetopenia (plaquetas menores que 100.000/mm³).
Critérios de elegibilidade da OMS: Categoria 4 para contraceptivos orais combinados
Condição que representa risco de saúde inaceitável se o método for usado; ex.: histórico de TVP/TEP, tabagismo acima dos 35 anos e enxaqueca com aura.

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