Sensação e Percepção na Psicologia

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Estudo dos conceitos fundamentais de sensação e percepção na psicologia, cobrindo processos sensoriais e organização perceptual. Desenvolvido para estudantes de psicologia.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Psicologia Publicado
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Sensação
Processo passivo inicial de detecção de estímulos físicos ambientais através dos órgãos receptores dos sentidos e conversão em impulsos neurais.
Percepção
Processo ativo de organizar, interpretar e dar significado aos dados sensoriais brutos com base em experiências prévias e expectativas.
Transdução
Conversão de sinais físicos ou químicos do ambiente (luz, som, moléculas) em sinais elétricos neuronais compreensíveis pelo cérebro.
Limiar absoluto
Intensidade mínima de estimulação física necessária para que um estímulo seja detectado com precisão em pelo menos 50% das vezes.
Limiar diferencial (DDP)
Menor diferença física perceptível entre dois estímulos para que o indivíduo reconheça que eles são distintos.
Lei de Weber
Princípio psicofísico que estabelece que o limiar diferencial é uma fração constante da intensidade do estímulo original.
Adaptação sensorial
Diminuição temporária da sensibilidade neural e perceptual a um estímulo contínuo e invariável ao longo do tempo.
Processamento ascendente (Bottom-up)
Análise perceptiva guiada diretamente pelos dados sensoriais brutos que entram pelos receptores, sem influência inicial de crenças prévias.
Processamento descendente (Top-down)
Interpretação da informação sensorial influenciada por expectativas, conhecimentos anteriores, contexto, motivação e memória.
Teoria da detecção de sinal
Abordagem que explica como tomamos decisões sensoriais em meio a ruídos, considerando sensibilidade individual e viés de resposta.
Fotorreceptores
Células especializadas na retina (bastonetes e cones) responsáveis pela transdução das ondas eletromagnéticas da luz visível.
Bastonetes
Fotorreceptores altamente sensíveis à luz fraca, essenciais para a visão noturna periférica e detecção de movimento, sem cor.
Cones
Fotorreceptores concentrados na fóvea responsáveis pela acuidade visual fina e pela percepção de cores em ambientes bem iluminados.
Fóvea
Pequena área central da retina com altíssima densidade de cones, onde a visão de detalhes é mais nítida.
Ponto cego
Região da retina sem fotorreceptores, localizada onde os axônios das células ganglionares se unem para formar o nervo óptico.
Teoria tricromática (Young-Helmholtz)
Modelo que propõe que a retina possui três tipos de cones receptores, sensíveis prioritariamente ao vermelho, verde ou azul.
Teoria do processo oponente (Hering)
Proposta de que a percepção de cor depende de pares neuronais antagônicos na via visual: vermelho-verde, azul-amarelo e preto-branco.
Acomodação visual
Processo muscular pelo qual o cristalino altera sua curvatura para focar objetos a distâncias variáveis sobre a retina.
Constância perceptiva
Capacidade de perceber objetos como invariáveis em tamanho, forma, cor e brilho, mesmo com alterações na imagem projetada na retina.
Constância de tamanho
Tendência de perceber um objeto familiar como mantendo suas dimensões físicas reais, independentemente de sua distância física.
Constância de forma
Manutenção da percepção da forma original de um objeto mesmo quando o ângulo de visão modifica a projeção na retina.
Figura-fundo (Gestalt)
Organização do campo visual em estímulos principais focais (figura) destacados contra o contexto difuso restante (fundo).
Lei da proximidade
Tendência perceptual de agrupar elementos visuais que estão fisicamente próximos uns dos outros como uma única unidade.
Lei da semelhança
Princípio gestáltico em que estímulos que compartilham propriedades visuais similares (cor, forma, tamanho) são agrupados mentalmente.
Lei do fechamento
Tendência perceptiva de preencher lacunas e descontinuidades visuais para enxergar objetos inteiros e completos.
Lei da boa continuidade
Preferência perceptual por seguir linhas e curvas contínuas e suaves em vez de caminhos abruptamente angulados ou desconectados.
Disparidade binocular
Pista binocular de profundidade baseada na leve diferença horizontal entre as duas imagens captadas por cada olho individual.
Convergência ocular
Pista binocular motora na qual a rotação interna dos olhos ao focalizar objetos próximos informa o cérebro sobre a distância.
Perspectiva linear
Pista monocular em que linhas paralelas aparentam convergir progressivamente à medida que se afastam rumo ao horizonte.
Paralaxe de movimento
Pista monocular pela qual objetos mais próximos parecem mover-se mais rapidamente em sentido oposto ao do observador em trânsito.
Células ciliadas
Mecanossensores auditivos situados no órgão de Corti, na cóclea, que realizam a transdução das vibrações acústicas em impulsos neurais.
Cóclea
Estrutura espiral cheia de fluido no ouvido interno que desempenha papel central na audição por meio da vibração da membrana basilar.
Altura (tonalidade) sonora
Dimensão psicológica da audição determinada pela frequência das ondas sonoras, distinguindo sons agudos de sons graves.
Volume (intensidade)
Percepção psicológica determinada pela amplitude das ondas acústicas, discernindo sons fortes de sons fracos.
Timbre
Qualidade acústica que permite diferenciar dois sons de mesma frequência e volume, determinada pela complexidade harmônica.
Teoria do lugar (audologia)
Hipótese de que frequências sonoras distintas estimulam áreas específicas ao longo do comprimento da membrana basilar coclear.
Teoria da frequência (audologia)
Hipótese segundo a qual o cérebro decodifica a frequência sonora pela taxa correspondente de impulsos nervosos disparados pelo nervo auditivo.
Sensação olfativa
Sentido químico ativado por moléculas voláteis que se ligam diretamente aos receptores na mucosa do epitélio olfativo nasal.
Bulbo olfativo
Estrutura cerebral frontal que processa odores sem passar previamente pelo tálamo, ligando-se fortemente ao sistema límbico.
Papilas gustativas
Estruturas orais contendo receptores químicos que identificam doce, salgado, azedo, amargo e umami.
Sensação somatossensorial
Sistema sensorial que capta sensações corporais externas e internas, englobando tato, temperatura, dor e propriocepção.
Nocicepção
Processamento neural sensorial de estímulos potencialmente nocivos ou danosos aos tecidos que sinaliza a experiência de dor.
Teoria do portão da dor
Modelo que propõe que mecanismos neurais na medula espinhal atuam como portas que abrem ou bloqueiam a transmissão de sinais dolorosos ao cérebro.
Propriocepção
Sensação interna da posição espacial relativa dos membros e do corpo, mediada por receptores em músculos, tendões e articulações.
Sentido vestibular
Sistema nos canais semicirculares do ouvido interno responsável pelo equilíbrio corporal, orientação espacial e detecção de movimento da cabeça.
Sinestesia
Condição neurológica na qual a estimulação de uma via sensorial desencadeia automaticamente experiências involuntárias em outro sentido.
Atenção seletiva
Processo cognitivo de focalizar a consciência em um estímulo específico relevante enquanto filtra ou ignora outros estímulos concorrentes.
Efeito coquetel
Capacidade de focar a atenção auditiva em uma única conversa no meio de um ambiente barulhento, captando nomes próprios inesperados.
Cegueira por desatenção
Incapacidade perceptiva de notar um estímulo visível e proeminente quando a atenção está inteiramente concentrada em outra tarefa.
Cegueira à mudança
Dificuldade em detectar alterações significativas introduzidas no cenário visual após uma breve interrupção visual ou piscar de olhos.
Agnosia visual
Distúrbio neurológico caracterizado pela incapacidade de reconhecer visualmente objetos familiares, apesar da visão básica intacta.
Prosopagnosia
Forma específica de agnosia caracterizada pela perda da capacidade de identificar rostos humanos familiares, associada ao giro fusiforme.

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