Sentidos Humanos

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Estudo das estruturas anatômicas e do funcionamento dos sentidos humanos, cobrindo visão, audição, olfato, paladar e tato para estudantes de medicina e biologia.

54 cartões Português Nível: Ensino superior Anatomia Publicado
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Córnea
Refrata a luz incidente para focar a imagem sobre a retina através da pupila e do cristalino.
Cristalino
Altera sua curvatura por acomodação para focalizar raios luminosos com precisão na fóvea da retina.
Bastonetes
Fotorreceptores sensíveis à baixa luminosidade que convertem fótons em impulsos elétricos via rodopsina.
Cones
Fotorreceptores responsáveis pela acuidade visual e percepção de cores nas faixas vermelha, verde e azul.
Fóvea central
Área de maior nitidez da retina, densamente concentrada em cones para a visão detalhada de alta resolução.
Células bipolares da retina
Interneurônios que recebem sinais dos fotorreceptores e transmitem as sinapses para as células ganglionares.
Células ganglionares da retina
Neurônios cujos axônios agrupam-se para formar o nervo óptico e disparar potenciais de ação ao encéfalo.
Nervo óptico (NC II)
Conduz impulsos elétricos gerados na retina até o quiasma óptico e núcleos geniculados laterais do tálamo.
Quiasma óptico
Local onde fibras nasais de cada retina se cruzam para projetar campos visuais contralaterais ao cérebro.
Núcleo geniculado lateral
Estrutura talâmica que processa e retransmite informações visuais para o córtex estriado no lobo occipital.
Córtex visual primário (V1)
Localizado no lobo occipital, processa orientação, contraste e padrões básicos das imagens captadas.
Membrana timpânica
Vibra em resposta a ondas sonoras e transfere essa energia mecânica à cadeia de ossículos da orelha média.
Ossículos auditivos (martelo, bigorna, estribo)
Amplificam vibrações mecânicas da membrana timpânica e as transferem para a janela oval da cóclea.
Janela oval
Transmite vibrações do estribo para a perilinfa dentro da escala vestibular na orelha interna.
Cóclea
Estrutura em espiral preenchida por líquido que converte ondas mecânicas em ondas de pressão hidráulica.
Órgão de Corti
Estrutura mecanoceptiva na membrana basilar contendo células ciliadas que geram impulsos auditivos.
Células ciliadas internas da cóclea
Defletem estereocílios com o movimento endolinfático, abrindo canais de potássio e despolarizando o neurônio.
Nervo vestibulococlear (ramo coclear, NC VIII)
Transporta potenciais de ação auditivos do gânglio espiral aos núcleos cocleares no tronco encefálico.
Colículo inferior
Centro mesencefálico que integra dados auditivos e coordena respostas reflexas de orientação sonora.
Núcleo geniculado medial
Região talâmica que retransmite impulsos auditivos processados para o córtex auditivo primário.
Córtex auditivo primário (A1)
Localizado no lobo temporal, decodifica frequência, volume e ritmo dos sinais acústicos recebidos.
Canais semicirculares
Detectam aceleração angular e rotação da cabeça pelo deslocamento da endolinfa contra a cúpula.
Utrículo e sáculo
Detectam aceleração linear e gravidade através do deslocamento dos otólitos sobre as células ciliadas.
Nervo vestibular (ramo do NC VIII)
Conduz informações de equilíbrio e orientação espacial aos núcleos vestibulares e ao cerebelo.
Epitélio olfatório
Camada tecidual na cavidade nasal superior rica em neurônios bipolares quimiorreceptores.
Receptores olfatórios
Proteínas acopladas à proteína G que se ligam a odorantes voláteis para gerar despolarização por AMPc.
Lâmina cribriforme do etmoide
Placa óssea perfurada por onde os axônios dos neurônios olfatórios passam em direção ao bulbo olfatório.
Glomérulos olfatórios
Sinapses onde axônios receptores convergem com dendritos de células mitrais no bulbo olfatório.
Células mitrais e em tufo
Neurônios de segunda ordem que refinam impulsos químicos e formam o trato olfatório em direção ao cérebro.
Trato olfatório
Conduz impulsos diretamente ao córtex olfatório e sistema límbico, contornando inicialmente o tálamo.
Córtex piriforme
Córtex olfatório primário que interpreta a identidade e a intensidade das substâncias inaladas.
Papilas gustatórias
Elevações linguais (fungiformes, circunvaladas, foliáceas) que abrigam múltiplos botões gustativos.
Botões gustativos
Conjuntos de células receptoras que detectam substâncias doces, salgadas, ácidas, amargas e umami.
Receptores de sabor salgado e ácido
Canais iônicos que despolarizam a célula diretamente pela entrada de íons sódio (Na+) ou prótons (H+).
Receptores de doce, amargo e umami
Receptores acoplados à proteína G que ativam segundos mensageiros e induzem a liberação de neurotransmissores.
Nervo facial (NC VII)
Inerva e conduz impulsos gustativos dos dois terços anteriores da língua via corda do tímpano.
Nervo glossofaringeo (NC IX)
Conduz informações de paladar e sensibilidade geral do terço posterior da língua ao tronco encefálico.
Nervo vago (NC X)
Transporta sensações gustatórias originadas na epiglote e na faringe posterior até o bulbo.
Núcleo do trato solitário
Estrutura bulbar que recebe todas as fibras gustativas primárias antes de enviar sinapses ao tálamo.
Córtex gustativo primário
Localizado na ínsula e opérculo frontal, responsável pela percepção consciente e discriminação de sabores.
Corpúsculos de Meissner
Mecanomembranas de adaptação rápida na derme papilar sensíveis ao toque leve, fricção e vibrações lentas.
Discos de Merkel
Mecanorreceptores de adaptação lenta que respondem à pressão sustentada, texturas finas e bordas.
Corpúsculos de Pacini
Mecanorreceptores profundos e encapsulados altamente sensíveis a vibrações de alta frequência e pressão rápida.
Corpúsculos de Ruffini
Receptores dérmicos de adaptação lenta que respondem ao estiramento da pele e à conformação articular.
Terminações nervosas livres
Dendritos não encapsulados que detectam variações térmicas, lesões teciduais e estímulos nocivos.
Nociceptores
Receptores ativados por estímulos mecânicos, térmicos ou químicos extremos causadores de dor potencial ou real.
Termorreceptores
Canais da família TRP que disparam impulsos em resposta a aumentos ou reduções de temperatura cutânea.
Fibras A-delta
Axônios mielinizados de condução rápida responsáveis por transmitir a dor aguda, localizada e inicial.
Fibras C
Axônios amielínicos de condução lenta que conduzem a dor difusa, queimação contínua e prurido.
Via coluna dorsal-lemnisco medial
Trato ascendente que transmite propriocepção, vibração e tato discriminativo diretamente ao tálamo.
Trato espinotalâmico lateral
Conduz impulsos térmicos e dolorosos da medula espinhal até o núcleo ventral posterolateral do tálamo.
Córtex somatossensorial primário (S1)
Localizado no giro pós-central do lobo parietal, mapeia espacialmente as sensações táteis do corpo.
Fusos neuromusculares
Proprioceptores intramusculares que detectam mudanças no comprimento e velocidade de estiramento do músculo.
Órgãos tendinosos de Golgi
Proprioceptores situados nas junções miotendíneas que medem a tensão e força geradas na contração muscular.

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