Sistema Respiratório

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Estudo das estruturas anatômicas e funções fisiológicas do sistema respiratório humano.

55 cartões Português Nível: Ensino superior Anatomia Publicado
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Cavidade nasal
Espaço interno do nariz que filtra, aquece e umidifica o ar inspirado através de pelos, muco e rica vascularização.
Conchas nasais
Projeções ósseas nas paredes laterais da cavidade nasal que criam turbulência no fluxo de ar para melhorar o aquecimento e a filtração.
Faringe
Tubo muscular que serve como via de passagem comum tanto para o ar quanto para o alimento, conectando nariz e boca à laringe e esôfago.
Nasofaringe
Porção superior da faringe, exclusivamente respiratória, localizada atrás da cavidade nasal e que abriga as tonsilas faríngeas.
Orofaringe
Segmento médio da faringe, localizado atrás da boca, servindo de via compartilhada para ar, líquidos e alimentos sólidos.
Laringofaringe
Região inferior da faringe que se bifurca anteriormente na laringe e posteriormente no esôfago.
Laringe
Estrutura cartilaginosa que conecta a faringe à traqueia, atua como via aérea, impede a aspiração de alimentos e abriga as pregas vocais.
Epiglote
Lâmina de cartilagem elástica que se dobra para trás durante a deglutição, fechando a laringe para evitar a entrada de alimento na via aérea.
Cartilagem tireoide
A maior cartilagem da laringe, forma a proeminência laríngea (pomo de Adão) e protege as cordas vocais anteriormente.
Cartilagem cricoide
Anel completo de cartilagem hialina localizado na base da laringe, fornecendo suporte estrutural essencial para a via aérea.
Pregas vocais verdadeiras
Estruturas mucosas elásticas na laringe que vibram com o fluxo expiratório de ar para produzir sons vocais.
Glote
Abertura anatômica estreita delimitada pelas pregas vocais que controla a passagem de ar para a traqueia.
Traqueia
Tubo condutor de ar reforçado por anéis cartilaginosos em forma de C que conduz o ar da laringe aos brônquios principais.
Carina traqueal
Crista cartilaginosa na bifurcação inferior da traqueia que desencadeia fortes reflexos de tosse se irritada por corpos estranhos.
Brônquios principais
Primeiras ramificações da traqueia que entram nos pulmões direito e esquerdo, conduzindo o ar para o interior do parênquima.
Brônquios lobares e segmentares
Ramificações brônquicas menores que distribuem o ar para lobos e segmentos específicos de cada pulmão.
Bronquíolos
Vias aéreas estreitas e ramificadas desprovidas de cartilagem, cuja parede rica em músculo liso controla a resistência ao fluxo aéreo.
Bronquíolos terminais
As últimas ramificações da zona de condução, responsáveis por transportar o ar até os bronquíolos respiratórios.
Bronquíolos respiratórios
Início da zona respiratória, onde pequenos alvéolos começam a surgir na parede para iniciar as trocas gasosas.
Ductos alveolares
Canais alongados e tubulares revestidos por múltiplos alvéolos que conduzem o fluxo aéreo aos sacos alveolares.
Alvéolos pulmonares
Pequenas bolsas microscópicas de paredes delgadas onde ocorre a difusão de oxigênio e gás carbônico com o sangue capilar.
Pneumócitos tipo I
Células epiteliais escamosas muito finas que cobrem a maior parte da área de superfície alveolar facilitando a difusão gasosa.
Pneumócitos tipo II
Células alveolares cuboides que sintetizam e secretam o surfactante pulmonar para reduzir a tensão superficial.
Surfactante pulmonar
Mistura lipoproteica que reduz a tensão superficial da interface ar-líquido alveolar, evitando o colapso dos alvéolos ao expirar.
Macrófagos alveolares
Células fagocíticas nos alvéolos que removem poeira, detritos particulados e agentes infecciosos que alcançam a via aérea profunda.
Membrana respiratória
Barreira delgada formada pelo epitélio alveolar, membranas basais fundidas e endotélio capilar através da qual os gases se difundem.
Pleura visceral
Membrana serosa fina aderida intimamente à superfície externa de cada pulmão e que mergulha em suas fissuras.
Pleura parietal
Membrana serosa que reveste a parede interna da cavidade torácica, a face superior do diafragma e o mediastino.
Cavidade pleural
Espaço virtual entre as pleuras visceral e parietal contendo fluido lubrificante e pressão subatmosférica mantenedora da expansão pulmonar.
Diafragma
Principal músculo inspiratório; sua contração e descida aumentam o diâmetro vertical da caixa torácica, gerando pressão negativa.
Músculos intercostais externos
Músculos que elevam as costelas durante a inspiração, aumentando os diâmetros ântero-posterior e transversal do tórax.
Músculos intercostais internos
Músculos que deprimem as costelas ativamente durante a expiração forçada, reduzindo o volume da caixa torácica.
Inspiração em repouso
Processo ativo no qual a contração muscular aumenta o volume torácico, reduz a pressão intrapulmonar e faz o ar entrar.
Expiração em repouso
Processo passivo impulsionado pelo recuo elástico dos pulmões e relaxamento muscular, elevando a pressão e expelindo o ar.
Pressão intrapleural
Pressão no interior da cavidade pleural, tipicamente negativa em relação à pressão atmosférica, impedindo o colapso pulmonar.
Complacência pulmonar
Capacidade dos pulmões de se distenderem e expandirem sob uma dada variação de pressão transpulmonar.
Elastância pulmonar
Tendência natural do parênquima pulmonar de retornar ao seu formato de repouso inicial após ser estendido.
Volume corrente (VC)
Volume de ar inspirado ou expirado em cada ciclo respiratório normal durante o repouso (cerca de 500 mL).
Volume de reserva inspiratório (VRI)
Quantidade máxima de ar adicional que pode ser inspirada forçadamente após uma inspiração corrente normal.
Volume de reserva expiratório (VRE)
Quantidade adicional de ar que pode ser expirada forçadamente após uma expiração corrente passiva.
Volume residual (VR)
Volume de ar que permanece obrigatoriamente dentro dos pulmões mesmo após a mais vigorosa das expirações.
Capacidade vital (CV)
Volume máximo total de ar expelido dos pulmões após uma inspiração máxima (soma do VC, VRI e VRE).
Capacidade pulmonar total (CPT)
Quantidade máxima absoluta de ar contida nos pulmões ao término de uma inspiração máxima forçada.
Espaço morto anatômico
Volume das vias aéreas condutoras onde o ar entra mas não realiza trocas gasosas com a circulação.
Ventilação alveolar
Volume de ar atmosférico fresco que efetivamente atinge a zona de troca gasosa por minuto.
Hematose
Processo de troca gasosa nos alvéolos no qual o sangue venoso capta oxigênio e elimina dióxido de carbono tornando-se arterial.
Lei de Fick na difusão
Princípio que dita que a taxa de difusão de um gás é proporcional à área de contato e ao gradiente de pressão e inversamente proporcional à espessura da membrana.
Hemoglobina
Proteína globular tetramérica contendo ferro nos eritrócitos, responsável pelo transporte da quase totalidade do oxigênio sanguíneo.
Efeito Bohr
Fenômeno em que o aumento de CO2 ou a redução do pH sanguíneo diminui a afinidade da hemoglobina pelo oxigênio, facilitando sua liberação tecidual.
Efeito Haldane
Propriedade segundo a qual a oxigenação do sangue reduz a capacidade da hemoglobina de carregar dióxido de carbono.
Transporte de CO2 como bicarbonato
Principal forma de transporte de gás carbônico no plasma, convertido pela enzima anidrase carbônica nos glóbulos vermelhos.
Quimiorreceptores centrais
Neurônios sensoriais no bulbo que monitoram a concentração de íons hidrogênio derivados do CO2 no líquido cefalorraquidiano.
Quimiorreceptores periféricos
Sensores nos corpos carotídeos e aórticos que detectam grandes quedas de oxigênio arterial, além de elevações de CO2 e H+.
Centro respiratório bulbar
Rede neural no tronco encefálico composta por grupos dorsais e ventrais que geram e coordenam o ritmo automático basal da respiração.
Reflexo de Hering-Breuer
Mecanismo protetor mediado por barorreceptores pulmonares que inibe a inspiração exagerada prevenindo a hiperinsuflação.

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