Técnicas de Reescrita Textual 2

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Este conjunto aborda figuras de retórica e técnicas de reescrita textual para estudantes e redatores.

50 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Figuras de linguagem Publicado
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Paráfrase
Diferença: recria a mensagem original com novas palavras sem alterar o sentido. Uso: esclarecer textos complexos, evitar plágio acadêmico e adaptar a linguagem para outro público-alvo.
Metáfrase
Diferença: tradução ou reescrita estrita palavra por palavra, oposta à paráfrase interpretativa. Uso: análises filológicas, cotejo linguístico literal e estudos gramaticais contrastivos.
Amplificação
Diferença: expande e detalha uma ideia básica com exemplos e justificativas. Uso: enriquecer redações argumentativas, detalhar teses rasas e dar ênfase persuasiva ao discurso oral ou escrito.
Condensação (Resumo)
Diferença: reduz o texto aos tópicos centrais eliminando digressões e exemplos. Uso: criar sínteses acadêmicas, relatórios executivos e revisões rápidas sem adicionar juízo de valor.
Metáfora
Diferença: transfere o significado de um termo para outro por analogia implícita sem conectivo. Uso: criar expressividade poética e explicar conceitos abstratos aproximando-os do concreto.
Símile (Comparação explícita)
Diferença: aproxima dois termos utilizando conectivos expressos (como, tal qual). Uso: tornar a analogia didática e evidente sem a fusão semântica radical da metáfora direta.
Metonímia
Diferença: substitui um termo por outro por contiguidade material ou conceitual. Uso: dar fluidez estilística (ler Machado, beber um copo) e evitar repetições desnecessárias.
Sinédoque
Diferença: tipo específico de metonímia focado na relação parte pelo todo ou gênero pela espécie. Uso: criar imagens visuais sintéticas e fortes (ex.: muitos braços na lavoura).
Antítese
Diferença: aproxima termos com sentidos opostos sem gerar contradição lógica. Uso: contrastar ideias em dissertações, destacar polaridades e marcar dualidades conceituais.
Paradoxo (Oxímoro)
Diferença: une conceitos inconciliáveis que desafiam a lógica racional direta. Uso: provocar reflexão filosófica profunda e expressar sentimentos ambivalentes e complexos.
Hipérbole
Diferença: exagero intencional e desmedido da realidade objetiva. Uso: dramatizar um fato, conferir tom humorístico ou marcar exasperação emocional na narrativa.
Eufemismo
Diferença: suaviza termos rudes, desagradáveis ou socialmente tabus. Uso: redações formais sobre temas sensíveis (morte, demissão) para manter o decoro e tato comunicativo.
Gradação (Clímax e Anticlímax)
Diferença: organiza ideias em progressão ascendente ou descendente de intensidade. Uso: guiar a expectativa do leitor e intensificar o clímax emocional em textos narrativos.
Ironia
Diferença: afirma o contrário do que se quer transmitir, guiado pelo contexto. Uso: formular críticas veladas, criar humor reflexivo e expor contradições no discurso alheio.
Perífrase (Circunlóquio)
Diferença: substitui um nome próprio ou conceito por uma expressão descritiva. Uso: evitar a repetição de nomes de entidades, países ou personalidades em textos jornalísticos.
Antonomásia
Diferença: perífrase específica aplicada a nomes de pessoas ou personalidades. Uso: referir-se a autores e figuras históricas com elegância (o Poeta dos Escravos, o Pai da Aviação).
Elipse
Diferença: omite termos facilmente identificáveis pela situação ou contexto. Uso: tornar a frase ágil, dinâmica e livre de redundâncias óbvias.
Zeugma
Diferença: elipse pontual de um termo já expressado previamente na frase. Uso: enxugar períodos coordenados paralelos evitando repetições enfadonhas de verbos.
Pleonasmo literário (Estilístico)
Diferença: repetição intencional da mesma ideia para reforço emotivo, não vício. Uso: enfatizar sentimentos em textos líricos ou narrativos (ex.: vi claramente com meus olhos).
Polissíndeto
Diferença: reitera conjunções aditivas sistematicamente entre orações. Uso: transmitir ideia de lentidão, acúmulo contínuo de tarefas ou sucessão cansativa de eventos.
Assíndeto
Diferença: suprime conectivos conjuntivos entre palavras ou orações coordenadas. Uso: imprimir ritmo acelerado, urgência e sensação de simultaneidade às ações descritas.
Anáfora
Diferença: repetição deliberada de palavras no início de frases consecutivas. Uso: conferir cadência musical, efeito mnemônico e força persuasiva em discursos e poesias.
Epístrofe (Epífora)
Diferença: repetição de uma ou mais palavras no final de membros sucessivos. Uso: reforçar a ideia conclusiva de múltiplos períodos e criar ritmo de eco argumentativo.
Aliteração
Diferença: repetição estética de fonemas consonantais idênticos ou parecidos. Uso: sugerir sensorialmente sons reais (como o vento ou sussurro) na poesia e publicidade.
Assonância
Diferença: repetição harmônica de sons vocálicos na mesma sequência discursiva. Uso: reforçar a sonoridade e o tom lírico melancólico ou suave de textos versados.
Onomatopeia
Diferença: cria termos que mimetizam acusticamente ruídos da natureza e objetos. Uso: dar expressividade direta a cenas cômicas, histórias em quadrinhos e literatura infantil.
Quiasmo
Diferença: inversão cruzada de termos paralelos segundo o esquema sintático AB/BA. Uso: contrastar ideias com sofisticação formal e equilibrar aforismos memoráveis.
Hipérbato
Diferença: inversão abrupta da ordem sintática padrão (sujeito-verbo-objeto). Uso: elevar o registro estilístico e valorizar o ritmo métrico e poético em textos clássicos.
Anacoluto
Diferença: quebra da sequência sintática lógica inicial, deixando um termo solto. Uso: reproduzir a espontaneidade caótica da fala coloquial em diálogos de ficção.
Silepse de gênero
Diferença: concordância ideológica e mental de gênero em vez da puramente gramatical. Uso: conferir ênfase ao gênero real do referente oculto (ex.: Vossa Excelência é generoso).
Silepse de número
Diferença: concordância com o sentido plural implícito em um sujeito coletivo singular. Uso: destacar a multiplicidade de agentes na prosa poética ou crônica expressiva.
Silepse de pessoa
Diferença: concordância que inclui o emissor num sujeito formal de terceira pessoa. Uso: manifestar engajamento e pertencimento direto à causa discutida (ex.: os brasileiros somos).
Sinestesia
Diferença: cruzamento deliberado de sensações físicas de sentidos corporais distintos. Uso: criar imagens sensoriais ricas e poéticas (ex.: voz aveludada, cheiro áspero).
Prosopopeia (Personificação)
Diferença: atribui traços e atitudes humanas a animais, coisas ou conceitos abstratos. Uso: humanizar fábulas, dar vida cênica a cenários e dramatizar ensaios filosóficos.
Apóstrofe
Diferença: invocação ou interpelação direta a uma entidade real ou fictícia. Uso: dramatizar petições públicas, orações solenes e expressar desabafo emocionado.
Catacrese
Diferença: metáfora cristalizada e usual usada pela ausência de termo próprio específico. Uso: suprir lacunas lexicais cotidianas consolidadas na língua (ex.: pé da mesa, dente de alho).
Litote
Diferença: nega o oposto de algo para afirmar a ideia com discrição e polidez. Uso: emitir opiniões comedidas ou atenuar críticas duras sem confronto direto.
Preterição (Paralepse)
Diferença: declaração fingida de que não se falará de algo enquanto já se fala. Uso: introduzir argumentos polêmicos e insinuações com aparente modéstia no debate.
Apostilação explicativa
Diferença: inserção de apostos e orações adjetivas explicativas para elucidar termos. Uso: garantir clareza pedagógica em textos dissertativos conceituais densos.
Nominalização
Diferença: conversão de verbos ou adjetivos em substantivos abstratos. Uso: elevar a densidade conceitual, formalizar relatórios e despersonalizar argumentos.
Transposição para voz passiva
Diferença: desloca o foco do agente da ação para o paciente que recebe o processo. Uso: relatar fatos jornalísticos ou científicos quando o autor é irrelevante ou desconhecido.
Topicalização
Diferença: deslocamento de um constituinte para o início da oração como foco temático. Uso: organizar a progressão textual e evidenciar o tópico sob debate imediato.
Inversão sintática leve
Diferença: reorganiza a ordem direta básica sem ferir a clareza nem soar arcaico. Uso: evitar monotonia rítmica e valorizar circunstâncias de tempo e espaço.
Concatenação (Anadiplose)
Diferença: encadeia ideias repetindo no início do período a última palavra do anterior. Uso: construir raciocínios lógicos dedutivos e progressões narrativas rigorosas.
Chapa e clichê (Ruptura)
Diferença: substituição consciente de chavões por metáforas autorais e autênticas. Uso: desautomatizar a leitura, rejuvenescer textos opinativos e valorizar o estilo pessoal.
Hipálage
Diferença: atribui a um substantivo a qualidade que pertence logicamente a outro vizinho. Uso: imprimir efeito estético altamente poético à prosa modernista e lírica.
Substituição hiperonímica
Diferença: troca termos específicos por palavras de sentido mais amplo e abrangente. Uso: coesão anafórica para retomar substantivos prévios sem repetir palavras exatas.
Substituição hiponímica
Diferença: substitui termos genéricos por vocábulos mais precisos e específicos. Uso: eliminar vagueza vocabular em dissertações e descrever fatos com exatidão técnica.
Atenuação modalizadora
Diferença: uso de verbos auxiliares e advérbios de dúvida para mitigar certezas absolutas. Uso: dar tom científico e cauteloso a conclusões de artigos acadêmicos.
Raciocínio antitético na reescrita
Diferença: reescreve uma proposição positiva pelo confronto explícito com o seu oposto. Uso: esclarecer conceitos definindo primeiro o que eles não são perante o leitor.

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