Uso da Crase
Conjunto de regras e casos práticos sobre o uso da crase na língua portuguesa, ideal para estudantes e concurseiros.
Cartões · 55
- Vou a praia nos finais de semana.
- Obrigatória (à praia). O verbo ir rege a preposição a e praia aceita o artigo feminino a.
- Crase antes de palavras masculinas (ex.: Andou a cavalo).
- Proibida. Não ocorre crase antes de substantivos masculinos por ausência de artigo feminino a.
- Crase antes de verbos (ex.: Começou a chorar).
- Proibida. Verbos não admitem artigo definido, impedindo a contração.
- Entreguei o relatório a/à diretora.
- Obrigatória (à diretora). O verbo entregar exige preposição a (a quem) e diretora admite o artigo feminino.
- Crase antes de pronomes possessivos femininos singulares (ex.: Entregou a/à sua mãe).
- Facultativa. O artigo antes de pronome possessivo feminino singular é de uso facultativo.
- Crase diante de nomes próprios femininos (ex.: Entreguei o presente a/à Mariana).
- Facultativa. O artigo definido diante de antropônimos femininos é opcional.
- Crase após a preposição até (ex.: Fui até a/à esquina).
- Facultativa. A preposição até aceita a combinação direta com artigo definido ou com a preposição a.
- Expressões adverbiais femininas de modo/tempo (ex.: Saiu as pressas).
- Obrigatória (às pressas). Locuções adverbiais femininas recebem acento grave indicativo de crase.
- Referiu-se a todas as candidatas.
- Proibida. Todas é pronome indefinido e não aceita artigo feminino.
- Crase diante de pronomes de tratamento gerais (ex.: Dirigi-me a Vossa Excelência).
- Proibida. Pronomes de tratamento não aceitam artigo, exceto senhora, senhorita e dona.
- Escreveu uma carta a/à senhora.
- Obrigatória (à senhora). É exceção entre os pronomes de tratamento e aceita artigo definido feminino.
- Crase diante de Dona e Senhorita (ex.: Fiz referência a/à Dona Clara).
- Facultativa ou obrigatória dependendo do contexto; em geral aceitam artigo feminino quando há familiaridade.
- Fez um gol a/à Pelé.
- Obrigatória (à Pelé). Implica a elipse da locução à moda de ou à maneira de antes de nome masculino.
- Crase entre palavras repetidas (ex.: Ficamos cara a cara).
- Proibida. Expressões com palavras idênticas repetidas não levam crase.
- Chegamos as dez horas.
- Obrigatória (às dez horas). Horas determinadas recebem acento indicativo de crase.
- O evento ocorrerá das 14h as 16h.
- Obrigatória (às 16h). Há o paralelismo com a contração das (de + as), exigindo a + as.
- O evento ocorrerá de 14h a 16h.
- Proibida (a 16h). Sem a contração prévia com artigo (usou apenas de), usa-se apenas a preposição a.
- Crase antes de palavras femininas no plural antecedidas por 'a' singular (ex.: Falei a pessoas).
- Proibida. Se a preposição a estiver no singular diante de plural, não houve fusão com artigo as.
- Falei as pessoas presentes sobre o caso.
- Obrigatória (às pessoas). O verbo rege a e pessoas aceita o artigo definido feminino plural as.
- Vou a Roma antiga dos imperadores.
- Obrigatória (à Roma antiga). Nomes de lugar que não aceitam artigo passam a aceitar se forem qualificados.
- Vou a Roma passar as férias.
- Proibida. Quem vai a Roma volta de Roma (não há presença de artigo na origem).
- Fui a Bahia no carnaval.
- Obrigatória (à Bahia). Quem vai à Bahia volta da Bahia (há fusão de preposição e artigo).
- Crase diante de substantivo feminino usado em sentido genérico (ex.: Cheirava a rosa).
- Proibida. Substantivos indeterminados ou genéricos não recebem artigo definido.
- Retornei a casa dos meus avós.
- Obrigatória (à casa). A palavra casa só recebe crase se vier acompanhada de modificador ou especificador.
- Voltou a casa cedo para dormir.
- Proibida. A palavra casa no sentido de próprio lar, sem especificação, não aceita artigo.
- Os marinheiros desceram a terra firme.
- Obrigatória (à terra firme). Terra no sentido de chão firme admite crase apenas quando estiver especificada.
- Os tripulantes voltaram a terra após meses no mar.
- Proibida. A palavra terra em oposição a bordo não admite artigo feminino.
- O astronauta retornou a Terra.
- Obrigatória (à Terra). Terra como planeta astronômico é substantivo próprio e exige artigo feminino.
- Crase diante do pronome relativo 'que' (ex.: Esta é a lei a que me referi).
- Proibida. O pronome relativo que não aceita artigo definido prévio nessa posição.
- Esta foi a proposta a que fiz referência / à que fiz menção.
- Facultativa ou obrigatória com demonstrativo. Se a equivaler a aquela (a + aquela), usa-se à que.
- Refiro-me a/àquele rapaz.
- Obrigatória (àquele). Há fusão da preposição a com a vogal inicial do pronome demonstrativo aquele.
- Entregou a chave a/àquela mulher.
- Obrigatória (àquela). Fusão da preposição a com a vogal inicial do pronome aquela.
- Não dei atenção a/àquilo que disseram.
- Obrigatória (àquilo). Fusão da preposição a com a vogal inicial do pronome neutro aquilo.
- Esta blusa é semelhante a da vitrine.
- Obrigatória (à da vitrine). Ocorre fusão da preposição a com o pronome demonstrativo a (aquela).
- Fez alusão a alguma notícia de jornal.
- Proibida. Pronomes indefinidos como alguma não admitem artigo feminino.
- Não dou ouvidos a ninguém.
- Proibida. Ninguém é pronome indefinido e não aceita artigo.
- Ela se dirigiu a esta moça.
- Proibida. Os demonstrativos iniciados por e (esta, essa) não aceitam fusão com a preposição.
- Ela pagou a conta a vista.
- Obrigatória (à vista). Locução adverbial de modo feminina recebe acento grave.
- Comprei o carro a prazo.
- Proibida. A prazo é locução masculina, portanto sem artigo feminino.
- O barco estava a deriva no mar.
- Obrigatória (à deriva). Locução adverbial de modo com núcleo feminino recebe crase.
- Ficamos a espera de notícias boas.
- Obrigatória (à espera de). Locução prepositiva formada com substantivo feminino leva crase.
- Ele agiu a medida que as ordens chegavam.
- Obrigatória (à medida que). Locução conjuntiva proporcional feminina leva acento grave.
- Crase na locução conjuntiva 'na medida em que'.
- Proibida. A locução correta inicia com na e não com a preposição a com crase.
- Trabalhou de segunda a sexta-feira.
- Proibida. Não há artigo antes de segunda (apenas preposição de), logo não há crase antes de sexta.
- Trabalhou da segunda a/à sexta-feira.
- Obrigatória (à sexta-feira). Há simetria com a contração da (de + a), exigindo à (a + a).
- Chegamos perto da uma hora.
- Proibida. Perto de já contém preposição; uma não é antecedida da preposição a nesse caso.
- O trem chegará a uma hora da manhã.
- Obrigatória (à uma hora). Indicação de hora exata antecedida de preposição a leva crase.
- Fiz um pedido a uma atendente.
- Proibida. Uma é artigo indefinido; não ocorre crase antes de artigo indefinido.
- Assistimos a peca com atenção.
- Obrigatória (à peça). Assistir no sentido de presenciar exige preposição a somada ao artigo feminino a.
- Ele começou a rir sem parar.
- Proibida. Verbo no infinitivo não admite artigo feminino.
- Ele cheira a fumo o dia todo.
- Proibida. Fumo é substantivo masculino e o sentido é indeterminado.
- Ele se veste a Luís XV.
- Obrigatória (à Luís XV). Subentende-se a moda de diante de substantivo próprio masculino.
- Entregou a encomenda a Mariazinha, sua irmã.
- Facultativa (a/à Mariazinha). Nomes próprios femininos familiares admitem ou dispensam o artigo.
- Dirigiu elogios a Santa Tereza.
- Proibida. Nomes de santas, por regra geral de tradição, não são antecedidos de artigo.
- Ofereceu ajuda a dona de casa.
- Obrigatória (à dona de casa). Não se trata de título honorífico, mas de substantivo comum especificado.