Arritmias Cardíacas
Este conjunto aborda as principais arritmias cardíacas, suas definições e características clínicas, sendo voltado para estudantes de medicina e profissionais da saúde.
Cartões · 52
- Arritmia cardíaca
- Qualquer alteração na frequência, regularidade ou condução do ritmo cardíaco normal gerado pelo nó sinoatrial.
- Ritmo sinusal normal
- Ritmo cardíaco fisiológico de 60 a 100 bpm, com ondas P positivas em DII e seguidas de QRS estreito regular.
- Bradicardia sinusal
- Frequência sinusal abaixo de 60 bpm; frequentemente benigna em atletas, mas patológica na doença do nó sinusal.
- Taquicardia sinusal
- Frequência sinusal acima de 100 bpm; resposta fisiológica a esforço, estresse, febre, dor, anemia ou hipovolemia.
- Arritmia sinusal respiratória
- Variação fisiológica do intervalo P-P com a respiração; acelera na inspiração e desacelera na expiração.
- Pausa sinusal
- Falha temporária do nó sinusal em gerar estímulo elétrico, resultando em ausência súbita de onda P e QRS.
- Doença do nó sinusal
- Disfunção crônica que causa bradicardia sinusal persistente, pausas sinusais ou síndrome taqui-bradi.
- Extrassístole atrial (ESA)
- Batimento precoce originado nos átrios fora do nó sinusal, com onda P de morfologia diferente e QRS estreito.
- Taquicardia atrial focal
- Ritmo atrial rápido e regular originado de um único foco ectópico fora do nó sinusal; ondas P anormais.
- Taquicardia atrial multifocal
- Ritmo atrial irregular com ao menos três morfologias distintas de onda P; muito comum em exacerbações de DPOC.
- Fibrilação atrial (FA)
- Arritmia supraventricular comum, caótica e desorganizada, sem ondas P visíveis e com ritmo ventricular irregular.
- Fibrilação atrial paroxística
- Episódio de fibrilação atrial autolimitado ou revertido em até 7 dias após o início dos sintomas.
- Fibrilação atrial persistente
- Episódio contínuo de fibrilação atrial mantido por mais de 7 dias, exigindo intervenção médica para reversão.
- Fibrilação atrial permanente
- Condição crônica onde a presença da fibrilação atrial é aceita sem novas tentativas de restauração do ritmo.
- Flutter atrial
- Macrorreentrada atrial organizada com frequência atrial típica de 300 bpm e ondas F em dente de serra no ECG.
- Taquicardia por reentrada nodal (TRN)
- Taquicardia paroxística supraventricular comum provocada por circuito de dupla via rápida/lenta no nó AV.
- Taquicardia por reentrada atrioventricular (TRAV)
- Taquicardia paroxística mediada por uma via acessória congênita extranodal ligando átrio e ventrículo.
- Síndrome de Wolff-Parkinson-White
- Pré-excitação ventricular por feixe acessório (Kent), gerando intervalo PR curto, onda delta e risco de taquiarritmias.
- Extrassístole juncional
- Batimento prematuro originado na junção atrioventricular, geralmente com QRS estreito e ausência de onda P prévia.
- Ritmo de escape juncional
- Ritmo de resgate entre 40 e 60 bpm disparado pelo nó AV na ausência de comando do nó sinusal.
- Bloqueio atrioventricular de 1º grau
- Atraso fixo na condução nodal com intervalo PR prolongado (> 200 ms), onde todas as ondas P conduzem ao QRS.
- Bloqueio atrioventricular de 2º grau Mobitz I
- Atraso progressivo do intervalo PR até que uma onda P é bloqueada (fenômeno de Wenckebach); geralmente benigno.
- Bloqueio atrioventricular de 2º grau Mobitz II
- Bloqueio intermitente e súbito de ondas P sem alargamento prévio do PR; alto risco de evolução para BAV total.
- Bloqueio atrioventricular 2:1
- Forma de BAV onde apenas metade das ondas P geradas atinge os ventrículos; exige avaliação eletrofisiológica.
- Bloqueio atrioventricular avançado
- Falha de condução de duas ou mais ondas P consecutivas com preservação ocasional de condução AV.
- Bloqueio atrioventricular de 3º grau (BAVT)
- Dissociação atrioventricular completa com ativadores atriais e ventriculares independentes; requer marcapasso.
- Bloqueio de ramo direito (BRD)
- Atraso de condução no feixe direito gerando QRS alargado (≥ 120 ms) com padrão rsR' em V1-V2 e S empastada em V6.
- Bloqueio de ramo esquerdo (BRE)
- Atraso no ramo esquerdo com QRS alargado (≥ 120 ms), onda R entalhada em V5-V6 e ausência de ondas Q septais.
- Extrassístole ventricular (EV)
- Despolarização prematura com origem no miocárdio ventricular, caracterizada por QRS largo (> 120 ms) e bizarro.
- Extrassístoles ventriculares monomórficas
- Batimentos prematuros ventriculares de formato idêntico no ECG, sugerindo origem estável em um mesmo foco.
- Extrassístoles ventriculares polimórficas
- Batimentos prematuros ventriculares de múltiplos formatos e eixos elétricos, sugerindo instabilidade miocárdica.
- Bigeminismo ventricular
- Padrão alternante em que cada batimento sinusal normal é seguido imediatamente por uma extrassístole ventricular.
- Trigeminismo ventricular
- Padrão repetitivo onde cada dois batimentos sinusais normais são seguidos por uma extrassístole ventricular.
- Ritmo idioventricular acelerado (RIVA)
- Ritmo ventricular espontâneo entre 50 e 110 bpm; frequente marcador benigno de reperfusão coronariana no infarto.
- Taquicardia ventricular não sustentada (TVNS)
- Série de 3 ou mais batimentos ventriculares consecutivos a mais de 100 bpm, terminando espontaneamente em < 30 s.
- Taquicardia ventricular sustentada (TVS)
- Taquicardia de complexo QRS largo com duração superior a 30 segundos ou exigindo cardioversão por instabilidade.
- Taquicardia ventricular monomórfica
- Taquicardia ventricular com complexos QRS uniformes batimento a batimento; comum em cicatriz de infarto prévio.
- Taquicardia ventricular polimórfica
- Taquicardia ventricular com alteração contínua na morfologia do QRS, associada a isquemia miocárdica aguda.
- Torsades de Pointes
- Forma grave de TV polimórfica associada a intervalo QT longo, com QRS torcendo ciclicamente ao redor da linha de base.
- Fibrilação ventricular (FV)
- Atividade elétrica ventricular caótica e desorganizada, sem contração mecânica eficaz; causa direta de parada cardíaca.
- Assistolia
- Ausência completa de qualquer atividade elétrica cardíaca visível (linha reta no ECG); parada cardiorrespiratória.
- Atividade elétrica sem pulso (AESP)
- Presença de ritmo elétrico organizado no monitor cardíaco acompanhado de ausência palpável de pulso periférico.
- Síndrome de Brugada
- Canalopatia genética com supradesnivelamento em sela ou cúpula do segmento ST em V1-V3 e risco de morte súbita.
- Síndrome do QT longo congênito
- Transtorno de canais iônicos caracterizado por repolarização ventricular prolongada e síncopes por Torsades de Pointes.
- Síndrome do QT curto
- Canalopatia rara com intervalo QTc inferior a 340 ms e alta suscetibilidade a fibrilação atrial e ventricular.
- Displasia arritmogênica do ventrículo direito
- Cardiopatia fibro-adiposa genética com inversão de T em precordiais direitas, onda epsilon e taquicardias ventriculares.
- Taquicardia ventricular catecolaminérgica
- Canalopatia caracterizada por TV polimórfica bidirecional induzida exclusivamente por esforço físico ou emoção forte.
- Fenômeno R sobre T
- Extrassístole ventricular caindo durante o período refratário relativo (onda T precedente), capaz de disparar FV.
- Dissociação atrioventricular
- Condição onde átrios e ventrículos batem independentemente em ritmos distintos, sem que o átrio comande o ventrículo.
- Batimento de fusão
- Complexo híbrido formado pela despolarização ventricular simultânea a partir de um foco ectópico e da condução sinusal.
- Batimento de captura
- Batimento ventricular normal e precoce durante taquicardia ventricular, comprovando origem sinusal preservada.
- Condução aberrante ventricular
- Condução intraventricular alterada e alargada de um estímulo supraventricular devido a refratariedade de um dos ramos.