Bioquímica Clínica
Este conjunto aborda os principais testes de bioquímica clínica e suas aplicações diagnósticas. É ideal para estudantes e profissionais da área da saúde.
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- Glicemia de jejum
- Avalia o nível de glicose sanguínea após jejum. Valores de 100 a 125 mg/dL indicam pré-diabetes e maior ou igual a 126 mg/dL sugerem diabetes mellitus.
- Hemoglobina Glicada (HbA1c)
- Mede a média da glicemia nos últimos 2 a 3 meses. Essencial para monitoramento e diagnóstico de diabetes (HbA1c maior ou igual a 6,5%).
- Ureia
- Avalia a função renal e o catabolismo proteico. Elevada na insuficiência renal, desidratação ou sangramento gastrointestinal.
- Creatinina
- Marcador mais específico da função renal do que a ureia. Níveis elevados indicam diminuição da taxa de filtração glomerular.
- ALT (TGP)
- Enzima predominantemente hepática. Aumento expressivo indica lesão hepatocelular, como nas hepatites virais e tóxicas.
- AST (TGO)
- Enzima encontrada no fígado, coração e músculos. Útil no diagnóstico de hepatopatias e infarto agudo do miocárdio.
- Bilirrubina Total e Frações
- Diferencia icterícia pré-hepática (indireta elevada), hepática ou pós-hepática (direta elevada por obstrução biliar).
- Fosfatase Alcalina (FA)
- Marcador de colestase (obstrução biliar) e de remodelamento ósseo. Elevada em doenças hepatobiliares e patologias ósseas.
- Gama-Glutamiltransferase (GGT)
- Indicador sensível de doença hepatobiliar e consumo de álcool. Muito útil para confirmar se a elevação de FA é de origem hepática.
- Amilase
- Enzima pancreática que se eleva rapidamente na pancreatite aguda, atingindo o pico em 12 a 72 horas.
- Lipase
- Marcador mais específico e de maior duração que a amilase no diagnóstico de pancreatite aguda.
- Troponina I / T
- Marcador ouro de necrose miocárdica. Utilizado no diagnóstico rápido de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).
- CK-MB
- Isoenzima da creatina quinase específica do miocárdio. Utilizada para diagnosticar reinfarto recente.
- Proteína C-Reativa (PCR)
- Proteína de fase aguda sintetizada pelo fígado. Indica inflamação ou infecção sistêmica ativa.
- Sódio (Na+)
- Principal cátion extracelular. Avalia distúrbios de hidratação, alteração neurológica e equilíbrio osmótico.
- Potássio (K+)
- Principal Cátion intracelular. Alterações graves (hipo ou hipercalemia) causam arritmias cardíacas fatais.
- Cálcio Total e Iônico
- Fundamental para função neuromuscular e óssea. Alterado em hiperparatiroidismo, hipoparatiroidismo e patologias renais.
- Albuminemia
- Avalia capacidade de síntese hepática e estado nutricional. Hipoalbuminemia causa edema por redução da pressão oncótica.
- Ácido Úrico
- Produto do catabolismo das purinas. Níveis elevados associam-se à gota e risco de nefrolitíase.
- Colesterol Total
- Componente do perfil lipídico. Níveis elevados estão associados a maior risco de aterosclerose e doenças cardiovasculares.
- HDL-Colesterol
- Lipoproteína de alta densidade que faz o transporte reverso do colesterol. Funciona como fator protetor cardiovascular.
- LDL-Colesterol
- Lipoproteína de baixa densidade responsável pelo depósito de colesterol nas artérias. Principal alvo terapêutico na dislipidemia.
- Triglicérides
- Mede o excesso de gordura circulante. Níveis extremamente altos (>500 mg/dL) aumentam o risco de pancreatite aguda.
- TSH (Hormônio Tireoestimulante)
- Exame de triagem de primeira linha para disfunções tireoidianas (hipotireoidismo ou hipertireoidismo).
- T4 Livre
- Mede a fração ativa da tiroxina. Confirmador direto de hipo ou hipertireoidismo primário ou secundário.
- Gasometria Arterial - pH
- Avalia o equilíbrio acidobásico sistêmico. Valores abaixo de 7,35 indicam acidose e acima de 7,45 indicam alcalose.
- Gasometria Arterial - pCO2 e HCO3-
- Determina a origem dos distúrbios acidobásicos: pCO2 altera em causas respiratórias e HCO3- em causas metabólicas.
- Ferritina
- Reflete as reservas corporais de ferro. Baixa na anemia ferropriva e elevada em processos inflamatórios ou hemocromatose.
- Lactato Sanguíneo
- Indicador de hipóxia tecidual e hipoperfusão. Usado no protocolo de sepse e avaliação de choque.
- Desidrogenase Lática (DHL)
- Marcador não específico de lesão e lise celular. Elevado em hemólise, infartos, linfomas e lesão tecidual ostensiva.