Brasil Colônia

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Estudo sobre os principais periodos, eventos e ciclos economicos do Brasil colonial para estudantes.

62 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 62

Período Pré-Colonial (1500–1530)
Fase inicial sem colonização efetiva, caracterizada pela extração de pau-brasil e feitorias no litoral.
Pau-brasil
Primeira grande riqueza explorada pela Coroa portuguesa, usada na Europa para tingimento de tecidos.
Escambo
Sistema de troca de trabalho indígena pela madeira em troca de produtos manufaturados europeus.
Feitorias
Postos fortificados costeiros que serviam para estocar pau-brasil e defender a costa contra invasores.
Expedição de Martim Afonso de Sousa (1530)
Iniciou a colonização efetiva, fundou a vila de São Vicente e introduziu a cana-de-açúcar.
Capitanias Hereditárias (1534)
Divisão do território brasileiro em 15 faixas de terra doadas a fidalgos portugueses com recursos próprios.
Capitão Donatário
Nobre que recebia a posse de uma capitania com direitos de exploração, justiça e tributação.
Carta de Doação e Carta Foral
Documentos jurídicos que concediam a terra ao donatário e estabeleciam seus direitos e deveres tributários.
Fracasso das Capitanias Hereditárias
Causado pela falta de recursos, isolamento, ataques indígenas e ausência de apoio da Coroa.
Capitanias Prósperas
Pernambuco e São Vicente, que tiveram sucesso econômico com o cultivo intensivo da cana-de-açúcar.
Governo-Geral (1548)
Centralização político-administrativa da colônia criada por D. João III para apoiar as capitanias.
Tomé de Sousa
Primeiro governador-geral do Brasil; fundou Salvador como a primeira capital colonial em 1549.
Jesuítas
Membros da Companhia de Jesus enviados para catequizar os indígenas e educar os colonos.
Padre Manuel da Nóbrega
Jesuíta líder que participou da fundação de Salvador e do Colégio de São Paulo.
Padre José de Anchieta
Jesuíta pioneiro na gramática tupi, na pacificação de conflitos e na fundação de São Paulo.
Duarte da Costa
Segundo governador-geral; seu mandato foi marcado por conflitos com colonos e invasão francesa no Rio.
França Antártica (1555–1567)
Colônia francesa calvinista fundada na Baía de Guanabara, expulsa sob o governo de Mem de Sá.
Mem de Sá
Terceiro governador-geral; consolidou a administração colonial e expulsou os franceses do Rio de Janeiro.
Fundação do Rio de Janeiro (1565)
Fundado por Estácio de Sá como base militar para combater e expulsar os invasores franceses.
Ciclo do Açúcar
Principal atividade econômica do litoral nordestino entre os séculos XVI e XVII, voltada à exportação.
Plantation
Sistema de produção agrícola baseado no latifúndio, na monocultura e na mão de obra escravizada voltado à exportação.
Engenho
Complexo produtivo açucareiro que reunia a moenda, caldeiras, casa-grande, senzala e capela.
Escravidão Indígena
Primeira forma de trabalho compulsório empregada na colônia, gradualmente substituída pelo tráfico africano.
Tráfico Negreiro
Comércio transatlântico de escravizados africanos que gerava altos lucros para os mercadores da metrópole.
Casa-Grande e Senzala
Símbolos da estrutura social patriarcal colonial: residência do senhor de engenho e moradia dos escravizados.
Quilombos
Comunidades formadas por escravizados fugitivos que resistiam ao sistema escravocrata colonial.
Quilombo dos Palmares
Maior quilombo do Brasil, localizado na serra da Barriga, liderado por Ganga Zumba e Zumbi.
Zumbi dos Palmares
Último líder de Palmares, morto em 1695; transformou-se no maior símbolo da resistência negra no país.
Pacto Colonial (Exclusivo Metropolitano)
Obrigação legal da colônia de comerciar unicamente com a sua metrópole (Portugal).
União Ibérica (1580–1640)
Fusão das coroas de Portugal e Espanha sob Filipe II após a crise de sucessão portuguesa.
Invasão Holandesa na Bahia (1624–1625)
Tentativa fracassada da Companhia das Índias Ocidentais de controlar o principal porto açucareiro.
Invasão Holandesa em Pernambuco (1630–1654)
Ocupação bem-sucedida da maior região produtora de açúcar do mundo por holandeses.
Maurício de Nassau
Governador holandês no Nordeste que promoveu reformas urbanas no Recife, tolerância religiosa e apoio científico.
Insurreição Pernambucana (1645–1654)
Rebelião de luso-brasileiros que resultou na expulsão definitiva dos holandeses do Brasil.
Batalhas dos Guararapes (1648–1649)
Confrontos decisivos em Pernambuco que marcaram a derrota militar holandesa e a união de etnias locais.
Crise do Açúcar
Queda nos lucros luso-brasileiros decorrente da concorrência do açúcar produzido pelos holandeses nas Antilhas.
Entradas
Expedições oficiais ao interior do território organizadas pela Coroa portuguesa para mapeamento e defesa.
Bandeiras
Expedições privadas paulistas que penetravam os sertões para capturar indígenas e buscar metais preciosos.
Monções
Expedições fluviais paulistas que abasteciam as regiões mineradoras no interior de Mato Grosso e Goiás.
Drogas do Sertão
Produtos florestais nativos da Amazônia (como cacau, baunilha e guaraná) explorados e exportados.
Pecuária Colonial
Atividade responsável por interiorizar o povoamento do Nordeste e do Sul, fornecendo carne e couro.
Tropeirismo
Transporte de mercadorias no lombo de mulas que conectava o Sul às regiões mineradoras do Sudeste.
Tratado de Madri (1750)
Acordo que substituiu Tordesilhas, adotando o princípio do Uti Possidetis para definir as fronteiras coloniais.
Guerra Guaranítica (1753–1756)
Conflito armado de indígenas e jesuítas no Sul contra as forças luso-espanholas após o Tratado de Madri.
Ciclo do Ouro (século XVIII)
Fase econômica marcada pela mineração em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, deslocando o eixo colonial.
Guerra dos Emboabas (1707–1709)
Disputa pelo controle das minas de ouro entre os descobridores paulistas e forasteiros (emboabas).
Intendência das Minas (1702)
Órgão português criado para administrar, distribuir lavras e fiscalizar a cobrança de impostos do ouro.
Quinto
Tributo de 20% cobrado pela Coroa portuguesa sobre todo o ouro extraído na colônia.
Casas de Fundição
Postos onde o ouro era fundido em barras, selado com as armas reais e deduzido o quinto para evitar contrabando.
Derrama
Cobrança forçada de tributos em atraso aplicada caso a meta anual de 100 arrobas de ouro não fosse atingida.
Barroco Mineiro
Estilo artístico e arquitetônico florescido no apogeu do ouro, tendo Aleijadinho e Mestre Ataíde como ícones.
Mudança da Capital para o Rio de Janeiro (1763)
Transferência da sede da colônia para aproximar a administração dos portos de escoamento do ouro.
Revolta de Beckman (1684)
Rebelião no Maranhão motivada pelo descontentamento com o monopólio da Companhia de Comércio e com os jesuítas.
Guerra dos Mascates (1710–1711)
Conflito em Pernambuco entre os senhores de terras de Olinda e os comerciantes portugueses de Recife.
Revolta de Filipe dos Santos (1720)
Protesto em Vila Rica contra a criação das Casas de Fundição e a pesada tributação do ouro.
Era Pombalina (1750–1777)
Período do Marquês de Pombal caracterizado pela expulsão dos jesuítas e centralização fiscal da colônia.
Inconfidência Mineira (1789)
Movimento separatista de elite em Minas Gerais contra a opressão fiscal portuguesa e a ameaça de derrama.
Tiradentes
Alferes Joaquim José da Silva Xavier, único condenado à morte e enforcado pela Inconfidência Mineira.
Conjuração Baiana (1798)
Movimento separatista popular e abolicionista em Salvador com ampla participação de negros e artesãos.
Vinda da Família Real (1808)
Fuga da corte portuguesa para o Rio de Janeiro após a invasão das tropas de Napoleão em Portugal.
Abertura dos Portos às Nações Amigas (1808)
Decreto de D. João VI que rompeu o Pacto Colonial e permitiu o livre comércio internacional.
Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815)
Elevação jurídica do Brasil que extinguiu seu status oficial de colônia submissa a Lisboa.

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