História do Brasil Colônia

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Estudo sobre os principais eventos, ciclos econômicos e conceitos do Brasil Colônia, voltado para estudantes do ensino médio e vestibulares.

52 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 52

Tratado de Tordesilhas (1494)
Acordo entre Portugal e Espanha que dividiu as terras recém-descobertas a 370 léguas a oeste de Cabo Verde, garantindo a posse portuguesa do litoral brasileiro.
Chegada de Cabral (1500)
Aporte da esquadra portuguesa em Porto Seguro em 22 de abril de 1500, marcando o início oficial do domínio luso na América do Sul.
Período Pré-Colonial (1500-1530)
Fase sem ocupação efetiva por Portugal, marcada pelo escambo de pau-brasil com indígenas e expedições de reconhecimento e patrulha costeira.
Escambo
Troca de trabalho indígena no corte do pau-brasil por objetos manufaturados europeus, como machados, espelhos e tecidos.
Feitorias
Postos comerciais costeiros fortificados usados temporariamente para armazenar pau-brasil e proteger a costa de contrabandistas.
Expedição de Martim Afonso de Sousa (1530)
Primeira grande expedição colonizadora, fundadora da vila de São Vicente em 1532, com a missão de patrulhar a costa e iniciar a lavoura de cana.
Capitanias Hereditárias (1534)
Divisão da costa brasileira em faixas de terra doadas pela Coroa a nobres (donatários) para transferir os custos da colonização à iniciativa privada.
Carta de Doação e Foral
Documentos reais que concediam a posse ao donatário e estabeleciam seus direitos, deveres, impostos e prerrogativas jurídicas.
Governo-Geral (1548)
Centralização administrativa criada por Tomé de Sousa para unificar o comando da colônia, apoiar donatários e defender o território.
Salvador (1549)
Primeira capital do Brasil, estrategicamente fundada na Baía de Todos os Santos para servir de sede ao Governo-Geral.
Câmaras Municipais
Órgãos de poder local controlados pelos 'homens-bons' (proprietários de terras e escravos), responsáveis pela administração urbana e abastecimento.
Homens-bons
Elite colonial agrária e proprietária de escravos, de origem lusa e sangue 'puro', com acesso exclusivo aos cargos públicos das câmaras.
Companhia de Jesus
Ordem católica jesuíta liderada por Manuel da Nóbrega, focada na catequização indígena e fundação de colégios, frequentemente em atrito com colonos.
Missões Jesuíticas (Aldeamentos)
Comunidades criadas por jesuítas para converter, proteger e aculturar indígenas aos costumes europeus, isolando-os da escravidão praticada por colonos.
Plantation açucareiro
Sistema produtivo agroexportador baseado no latifúndio monocultor, dependente do trabalho escravo e voltado ao mercado externo.
Engenho de açúcar
Unidade de produção que englobava o canavial, moenda, caldeira, casa-grande e senzala, funcionando como centro econômico e social da colônia.
Pacto Colonial (Exclusivo Comercial)
Diretriz mercantilista que proibia a colônia de comerciar com outras nações, obrigando-a a abastecer a metrópole com matérias-primas baratas.
Tráfico Negreiro Transatlântico
Comércio de africanos escravizados que gerava enorme lucro à burguesia metropolitana e formou a espinha dorsal da economia colonial.
Navio Negreiro (Tumbeiro)
Embarcação usada para transportar africanos escravizados sob condições desumanas, com altos índices de mortalidade por fome e doenças.
França Antártica (1555-1567)
Tentativa francesa liderada por Villegagnon de estabelecer uma colônia huguenote na Baía de Guanabara, expulsa pelos portugueses.
Confederação dos Tamoios (1554-1567)
Aliança de tribos Tupinambá que lutou contra a escravização portuguesa, apoiando os franceses no litoral fluminense.
União Ibérica (1580-1640)
Período de anexação da Coroa portuguesa por Filipe II da Espanha, tornando territórios e inimigos holandeses compartilhados.
França Equinocial (1612-1615)
Segunda tentativa de colonização francesa no Maranhão, culminando na fundação do Forte de São Luís e na posterior expulsão lusa.
Invasão Holandesa na Bahia (1624-1625)
Ataque da WIC a Salvador com objetivo de dominar o comércio de açúcar, frustrado pela resistência luso-espanhola no ano seguinte.
Invasão Holandesa em Pernambuco (1630-1654)
Ocupação da principal região produtora de açúcar pela WIC, consolidando o controle flamengo sobre grande parte do Nordeste.
Governo de Maurício de Nassau (1637-1644)
Período de modernização urbana no Recife, liberdade religiosa, financiamento a senhores de engenho e florescimento artístico-científico.
Insurreição Pernambucana (1645-1654)
Movimento de expulsão dos holandeses, liderado por luso-brasileiros endividados com a WIC e marcado pelas Batalhas dos Guararapes.
Crise da Economia Açucareira
Queda no preço do açúcar no mercado internacional após os holandeses iniciarem a concorrência produtiva nas Antilhas.
Bandeirantismo de Préaçon
Expedições paulistas ao interior com o objetivo de capturar indígenas nas missões para vendê-los como escravos.
Bandeirantismo de Prospecção
Incursões paulistas para o sertão que culminaram na descoberta de ouro em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso no fim do século XVII.
Sertanismo de Contrato
Contratação de bandeirantes por proprietários de terra e autoridades coloniais para destruir quilombos e combater índios rebeldes.
Quilombo dos Palmares
Maior refúgio de escravizados fugidos do Brasil colonial, localizado na Serra da Barriga (Alagoas), ativo durante quase todo o século XVII.
Zumbi dos Palmares
Último grande líder militar de Palmares, morto em 20 de novembro de 1695 após a invasão liderada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho.
Tratado de Methuen (1703)
Acordo entre Portugal e Inglaterra (panos e vinhos) que subordinou a balança comercial portuguesa, drenando o ouro brasileiro para Londres.
Ciclo do Ouro
Século XVIII marcado pela mineração no interior do país, provocando intenso fluxo migratório, urbanização e deslocamento do eixo econômico para o Sudeste.
Intendência das Minas (1702)
Órgão máximo criado pela Coroa portuguesa para administrar, distribuir terras (datas) e arrecadar tributos nas áreas de mineração.
O Quinto
Imposto régio correspondente a 20% de todo o metal precioso extraído no território colonial.
Casas de Fundição
Instituições régias onde o ouro em pó era derretido, quintado e transformado em barras seladas, visando combater o contrabando.
Derrama
Cobrança forçada e coletiva dos impostos atrasados caso a cota anual de 100 arrobas de ouro não fosse atingida pela capitania.
Revolta de Beckman (1684)
Rebelião no Maranhão motivada pelo descontentamento dos colonos contra o monopólio da Companhia de Comércio e a atuação dos jesuítas.
Guerra dos Emboabas (1707-1709)
Conflito pelo controle das minas de ouro entre paulistas (descobridores) e forasteiros ('emboabas'), vencido pelos últimos.
Guerra dos Mascates (1710-1711)
Disputa em Pernambuco entre os aristocratas rurais de Olinda e os comerciantes portugueses de Recife pelo controle político local.
Revolta de Filipe dos Santos (1720)
Sedição em Vila Rica contra a criação das Casas de Fundição e os pesados impostos, reprimida com a execução de seu líder.
Mudança da Capital para o Rio de Janeiro (1763)
Transferência da sede administrativa colonial decidida pelo Marquês de Pombal para fiscalizar melhor o ouro e defender o sul do país.
Reformas Pombalinas
Medidas modernizadoras do Marquês de Pombal, incluindo a expulsão dos jesuítas (1759) e o fortalecimento do exclusivo metropolitano.
Barroco Mineiro
Expressão artística e religiosa do século XVIII financiada pelo ouro, com destaque para a escultura de Aleijadinho e a pintura de Mestre Ataíde.
Tratado de Madri (1750)
Acordo baseado no princípio do 'uti possidetis', que redefiniu as fronteiras coloniais anulando Tordesilhas e ampliando os limites do Brasil.
Guerras Guaraníticas (1753-1756)
Resistência armada dos indígenas guaranis e jesuítas dos Sete Povos das Missões contra a entrega da região aos portugueses.
Inconfidência Mineira (1789)
Movimento separatista de elite em Vila Rica, influenciado pelo Iluminismo e pela independência dos EUA, deflagrado pela ameaça da derrama.
Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier)
Alferes e único condenado à morte por enforcamento na Inconfidência Mineira, posteriormente transformado em mártir cívico.
Conjuração Baiana / Revolta dos Alfaiates (1798)
Levante popular e antiesclavagista em Salvador, influenciado pela Revolução Francesa e pelo Haiti, defendendo a república e o fim da escravidão.
Abertura dos Portos às Nações Amigas (1808)
Decreto de D. João VI que rompeu na prática o pacto colonial, encerrando o exclusivismo metropolitano e abrindo caminho para a independência.

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