Debate Filosófico: Ética

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Conceitos fundamentais de ética e filosofia prática para debates e estudos acadêmicos. Destinado a estudantes e interessados em filosofia.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Ética Publicado
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Cartões · 52

Diferença entre Ética e Filosofia
A filosofia é a reflexão crítica geral sobre a realidade e o saber; a ética é o ramo filosófico prático que investiga o agir e os valores morais.
Diferença entre Ética e Moral
A moral abrange costumes e normas culturais de um grupo; a ética é o exame racional, crítico e universal dessas normas.
Metaética
Ramo que estuda a natureza dos juízos morais, questionando se existem fatos morais objetivos ou se são apenas construções humanas.
Ética Normativa
Área que estabelece critérios e princípios fundamentais para determinar quais ações são moralmente corretas ou incorretas.
Ética Aplicada
Aplicação de teorias éticas a dilemas práticos concretos, como bioética, inteligência artificial e ética ambiental.
Deontologia (Kant)
Teoria focada no dever moral incondicional; a moralidade reside na intenção e na conformidade com regras racionais, não nas consequências.
Imperativo Categórico
Máxima de agir apenas segundo um princípio que você possa querer simultaneamente como lei universal, tratando pessoas sempre como fins.
Utilitarismo de Ação (Bentham)
Teoria consequencialista que julga cada ação individual pelo saldo líquido de prazer gerado versus dor provocada.
Utilitarismo de Regra (Mill)
Proposta de agir segundo regras gerais que, se amplamente seguidas, produzem o maior bem-estar para o maior número.
Ética das Virtudes (Aristóteles)
Abordagem centrada no caráter do agente moral e no cultivo de virtudes que levam à eudaimonia (florescimento humano).
Eudaimonia
Conceito aristotélico de vida boa ou realização plena, alcançada pela prática contínua da excelência racional e moral.
Justo Meio (Mesotés)
Critério aristotélico segundo o qual a virtude é o equilíbrio proporcional entre o excesso e a falta de uma paixão.
Relativismo Moral Cultural
Tese de que o certo e o errado dependem exclusivamente dos padrões aceitos pela cultura ou sociedade específica.
Objetivismo Moral
Posição de que certas verdades morais são independentes de opiniões, culturas ou convenções humanas individuais.
Niilismo Moral
Ceticismo radical que afirma a inexistência de fatos, deveres ou valores morais intrínsecos no universo.
Emotivismo (Ayer)
Teoria metaética não cognitivista que vê enunciados morais apenas como expressões de emoções e aprovações subjetivas.
Prescritivismo (Hare)
Visão de que juízos morais funcionam primariamente como ordens universais sobre como as pessoas devem agir.
Dilema do Bonde (Trolley Problem)
Experimento mental que contrasta o cálculo utilitarista de salvar mais vidas com a proibição deontológica de causar dano direto.
Princípio do Duplo Efeito
Regra que permite causar um mal indireto previsível desde que a intenção primária seja um bem proporcional.
Autonomia Moral
Capacidade racional do indivíduo de deliberar livremente e legislar sobre as suas próprias regras de conduta.
Heteronomia
Submissão da vontade moral a influências externas, como coerção social, dogmas religiosos ou desejos imediatos.
Contratualismo (Rawls)
Teoria segundo a qual princípios éticos e justos resultam de um acordo hipotético e imparcial entre agentes livres.
Véu da Ignorância
Dispositivo rawlsiano de deliberação onde os participantes desconhecem sua posição social para garantir regras equitativas.
Egoísmo Ético
Proposta de que o único dever fundamental de cada agente moral é maximizar o seu próprio interesse pessoal a longo prazo.
Altruísmo Ético
Princípio moral que prioriza o bem-estar e os direitos dos outros, mesmo com sacrifício do interesse próprio.
Falácia Naturalista (Moore)
Erro lógico de definir o termo 'bom' exclusivamente a partir de propriedades naturais empíricas, como prazer ou evolução.
Guilhotina de Hume
Impossibilidade lógica de derivar conclusões normativas (o que deve ser) unicamente a partir de premissas descritivas (o que é).
Responsabilidade Moral
Atribuição de mérito ou culpa a um agente consciente e livre por suas escolhas e pelas consequências de seus atos.
Compatibilismo
Tese de que o livre-arbítrio e a responsabilidade moral continuam válidos mesmo que o universo seja determinista.
Incompatibilismo
Posição de que o determinismo físico causal anula completamente a existência do livre-arbítrio e da culpa moral.
Ética do Cuidado (Gilligan)
Abordagem moral baseada em relações interpessoais, empatia e vulnerabilidade, contrapondo-se a regras puramente abstratas.
Dever Prima Facie (Ross)
Obrigações morais autoevidentes que se aplicam em condições normais, mas que podem ceder diante de deveres concorrentes mais urgentes.
Supererogação
Ação admirável que vai além da exigência estrita do dever moral, sendo elogiável realizá-la, mas não punível omiti-la.
Ética Discursiva (Habermas)
Normas morais são válidas apenas quando acordadas livremente por todos os afetados em um processo dialógico sem coerção.
Consequencialismo
Família de teorias que avalia a moralidade de uma escolha com base exclusivamente nos resultados que ela produz no mundo.
Justiça Distributiva
Critério ético e político voltado para a repartição justa de bens, direitos, oportunidades e encargos sociais.
Justiça Retributiva
Princípio ético punitivo que exige penalizar o infrator na exata medida do dano causado, restaurando a ordem moral violada.
Hedonismo Filosófico
Concepção ética de que o prazer e a ausência de sofrimento são o único bem intrínseco e fim último da conduta.
Estoicismo
Ética que busca a ataraxia pela racionalidade, controlando reações internas e aceitando o que não depende de nossa vontade.
Antropocentrismo Ético
Doutrina que reconhece valor moral intrínseco unicamente aos seres humanos, tratando a natureza como meio instrumental.
Biocentrismo
Perspectiva ética que estende consideração e valor moral intrínseco a todas as formas vivas do planeta.
Senciência
Capacidade biológica de experimentar sensações como dor e prazer, usada como critério central para relevância moral.
Amoralismo
Atitude de indiferença intencional ou rejeição prática à legitimidade de categorias morais para conduzir a própria vida.
Imoralismo (Nietzsche)
Crítica genealógica dos valores morais tradicionais, denunciando-os como mecanismos de repressão da vontade de potência.
Universalismo Moral
Concepção de que certos princípios éticos básicos são aplicáveis a todos os seres humanos, independentemente do contexto.
Parcialismo Ético
Postura que defende a legitimidade moral de favorecer pessoas próximas, como familiares e compatriotas, frente a estranhos.
Imparcialidade Ética
Princípio segundo o qual os interesses de cada indivíduo devem receber peso rigorosamente idêntico na deliberação moral.
Akrásia (Fraqueza da Vontade)
Condição psicológica de agir contra o melhor juízo moral racional, cedendo a paixões ou conveniências imediatas.
Paternalismo Ético
Intervenção coercitiva contra a vontade expressa de um agente, justificada exclusivamente para promover o seu próprio bem.
Dilema Ético Trágico
Cenário em que todas as opções disponíveis exigem violar um dever moral fundamental, tornando inevitável a culpa trágica.
Princípio da Precaução
Diretriz de ação ética exigindo medidas preventivas diante de riscos catastróficos, mesmo sem certeza científica absoluta.
Agência Moral
Qualidade do sujeito capaz de deliberar racionalmente, fazer escolhas conscientes e ser responsabilizado por elas.

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