Desenvolvimento Infantil
Este conjunto aborda as principais características físicas, cognitivas e emocionais do desenvolvimento infantil em várias faixas etárias. É voltado para estudantes e profissionais da saúde e educação.
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- Primeira infância (0 a 3 anos)
- Fase de crescimento físico acelerado, aquisição da marcha, início da linguagem verbal e desenvolvimento do apego seguro.
- Segunda infância (3 a 6 anos)
- Aprimoramento motor fino, expansão rápida do vocabulário, pensamento mágico e início do brincar cooperativo.
- Terceira infância (6 a 12 anos)
- Crescimento físico constante, pensamento lógico-concreto, maior regulação emocional e valorização do grupo de pares.
- Período neonatal (0 a 28 dias): físico
- Presença de reflexos primitivos (sucção, preensão e Moro), dependência motora total e sono polifásico.
- Período neonatal (0 a 28 dias): emocional
- Comunicação inicial baseada no choro e início da regulação do estresse pelo contato pele a pele.
- Lactente (1 a 12 meses): físico
- Sustentação da cabeça, rolar, sentar sem apoio e primeiros passos com ou sem auxílio.
- Lactente (1 a 12 meses): cognitivo
- Exploração sensório-motora e compreensão gradual da permanência do objeto por volta dos 8 meses.
- Lactente (1 a 12 meses): emocional
- Surgimento do sorriso social aos 2 meses e ansiedade de separação a partir do segundo semestre.
- 1 a 2 anos: físico
- Marcha independente, corrida inicial, manipulação ativa de objetos e início do desfralde gradual.
- 1 a 2 anos: cognitivo
- Transição do balbucio para palavras isoladas e frases simples de duas palavras, além do uso de imitação.
- 1 a 2 anos: emocional
- Construção de autonomia inicial, manifestação frequente de birras pela dificuldade de autocontrole.
- 2 a 3 anos: físico
- Equilíbrio aprimorado para subir escadas, pular com os dois pés e controle esfincteriano diurno frequente.
- 2 a 3 anos: cognitivo
- Uso de perguntas constantes ('por quê?'), explosão de vocabulário e início do jogo simbólico.
- 2 a 3 anos: emocional
- Afirmação do 'eu' e do 'não', início da empatia rudimentar e forte apego a objetos de transição.
- 3 a 4 anos: físico
- Capacidade de pedalar triciclo, vestir peças simples de roupa e segurar o lápis com preensão trípode inicial.
- 3 a 4 anos: cognitivo
- Pensamento egocêntrico, animismo (atribuir vida a objetos) e compreensão de noções básicas de tempo.
- 3 a 4 anos: emocional
- Identificação de emoções básicas em si e nos outros, além do surgimento de medos imaginários como monstros.
- 4 a 5 anos: físico
- Pular em um pé só, recortar com tesoura sem ponta e maior precisão em traçados e desenhos figurativos.
- 4 a 5 anos: cognitivo
- Compreensão de regras simples em brincadeiras, narrativa coerente de histórias e contagem numérica básica.
- 4 a 5 anos: emocional
- Desenvolvimento do autocontrole emocional guiado por adultos e consolidação de preferências por amigos.
- 5 a 6 anos: físico
- Coordenação motora ampla madura, salto corda, amarrar cadarços e dominância manual bem definida.
- 5 a 6 anos: cognitivo
- Reconhecimento de letras e fonemas, início da alfabetização e distinção clara entre fantasia e realidade.
- 5 a 6 anos: emocional
- Sentimento de orgulho e vergonha mais elaborado, além de aceitação de regras sociais em grupo.
- 6 a 8 anos: físico
- Perda dos dentes de leite, ganho gradual de força muscular e refinamento da caligrafia e do desenho.
- 6 a 8 anos: cognitivo
- Alfabetização consolidada, raciocínio lógico focado em situações concretas e operações matemáticas básicas.
- 6 a 8 anos: emocional
- Autoimagem fortemente influenciada pelo rendimento escolar e maior capacidade de expressar frustrações com palavras.
- 8 a 10 anos: físico
- Aumento da resistência física, aceleração de habilidades esportivas específicas e boa coordenação visomotora.
- 8 a 10 anos: cognitivo
- Capacidade de reversibilidade de pensamento, planejamento de metas curtas e compreensão de causas e efeitos complexos.
- 8 a 10 anos: emocional
- Senso aprofundado de justiça e lealdade a amizades, com surgimento de grupos de pares exclusivos.
- 10 a 12 anos: físico
- Início do estirão pré-puberal, primeiras alterações hormonais secundárias e variações rápidas de estatura.
- 10 a 12 anos: cognitivo
- Transição para o raciocínio hipotético-dedutivo, pensamento abstrato emergente e autocrítica afiada.
- 10 a 12 anos: emocional
- Oscilações de humor ligadas a hormônios, busca de identidade pessoal e distanciamento inicial das figuras parentais.
- Estágio Sensório-Motor (Piaget, 0 a 2 anos)
- A criança conhece o mundo pelos sentidos e ações motoras; culmina com a permanência do objeto.
- Estágio Pré-Operatório (Piaget, 2 a 7 anos)
- Desenvolvimento da função simbólica e da linguagem, marcado por egocentrismo e ausência de reversibilidade.
- Estágio Operatório Concreto (Piaget, 7 a 11 anos)
- Compreensão da conservação da matéria, classificação, seriação e lógica aplicada a situações físicas reais.
- Confiança vs. Desconfiança (Erikson, 0 a 1 ano)
- A consistência nos cuidados parentais desenvolve a esperança e a segurança básica no ambiente externo.
- Autonomia vs. Vergonha e Dúvida (Erikson, 1 a 3 anos)
- O estímulo ao autocuidado e à exploração desenvolve a determinação pessoal e a autoconfiança básica.
- Iniciativa vs. Culpa (Erikson, 3 a 6 anos)
- A criança planeja tarefas e jogos imaginativos; a repressão excessiva pode gerar sentimento de culpa.
- Diligência vs. Inferioridade (Erikson, 6 a 12 anos)
- O foco está no domínio de competências escolares e sociais; fracassos não acolhidos geram sentimento de incapacidade.
- Permanência do objeto
- Capacidade cognitiva de entender que pessoas e objetos continuam existindo mesmo fora do campo de visão.
- Teoria da Mente
- Habilidade que se consolida entre 4 e 5 anos de compreender que os outros têm crenças e desejos distintos dos seus.
- Egocentrismo cognitivo
- Dificuldade da criança pré-escolar de assumir o ponto de vista visual ou mental de outra pessoa.
- Conservação piagetiana
- Entendimento de que a quantidade de uma substância permanece inalterada mesmo quando sua forma ou aparência muda.
- Apego seguro (Bowlby)
- Vínculo em que a criança confia no cuidador como base segura para exploração e busca conforto nele quando aflita.
- Apego inseguro-evitativo
- Padrão em que a criança parece indiferente à presença ou ausência da mãe, reprimindo o sofrimento visível.
- Apego inseguro-ambivalente
- Padrão em que a criança demonstra intensa angústia na separação e rejeição com raiva no momento do reencontro.
- Brincar solitário
- Comum até os 2 anos: a criança foca em seus próprios brinquedos sem se interessar pelas atividades das outras ao redor.
- Brincar paralelo
- Comum entre 2 e 3 anos: crianças brincam lado a lado com materiais semelhantes, mas sem interação direta real.
- Brincar associativo
- Comum dos 3 aos 4 anos: crianças compartilham materiais e conversam, mas sem regras ou objetivo comum unificado.
- Brincar cooperativo
- A partir dos 4 a 5 anos: brincadeira organizada em grupo com divisão de papéis, objetivo comum e regras explícitas.