Ditadura Militar no Brasil

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Estes cartões cobrem eventos, figuras e conceitos fundamentais da Ditadura Militar no Brasil, sendo indicados para estudantes e candidatos a exames.

54 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 54

Golpe de 1964
Deposição militar do presidente João Goulart entre 31 de março e 1 de abril, dando início a 21 anos de regime militar no Brasil sob pretexto de conter a ameaça comunista.
João Goulart (Jango)
Presidente brasileiro deposto em 1964, cujo plano de Reformas de Base gerou forte oposição de setores conservadores, empresariais e das Forças Armadas.
Comício da Central do Brasil (1964)
Grande manifestação liderada por João Goulart no Rio de Janeiro defendendo reformas de base como agrária e tributária, acelerando a reação golpista.
Marcha da Família com Deus pela Liberdade
Série de manifestações públicas organizadas por setores conservadores, Igreja Católica e classe média contra o governo Goulart e o comunismo.
Operação Brother Sam
Plano de apoio militar e logístico dos Estados Unidos ao golpe de 1964, caso houvesse resistência armada por partidários de Jango.
Atos Institucionais (AIs)
Normas e decretos emitidos pela junta militar e presidentes do regime para alterar leis e constituições acima de qualquer controle judicial.
Ato Institucional nº 1 (AI-1)
Decreto de abril de 1964 que suspendeu direitos políticos de opositores, cassou mandatos parlamentares e determinou eleições indiretas para presidente.
Humberto Castelo Branco
Primeiro presidente do regime militar (1964-1967), associado à ala moderada (castelista), implementou o PAEG e os primeiros Atos Institucionais.
Ato Institucional nº 2 (AI-2)
Decreto de 1965 que extinguiu todos os partidos políticos existentes e impôs o bipartidarismo no país com a ARENA e o MDB.
Bipartidarismo (ARENA e MDB)
Sistema partidário compulsório: a ARENA representava a base de apoio da ditadura, enquanto o MDB funcionava como oposição consentida.
Ato Institucional nº 3 (AI-3)
Decreto de 1966 que estabeleceu eleições indiretas para governadores dos estados e prefeitos das capitais e municípios estratégicos.
Ato Institucional nº 4 (AI-4)
Decreto de 1966 que convocou o Congresso Nacional para aprovar a Constituição de 1967, institucionalizando a ordem autoritária.
Constituição de 1967
Carta magna imposta pelo regime militar que centralizou poderes no Executivo e incorporou preceitos da Doutrina de Segurança Nacional.
Artur da Costa e Silva
Segundo presidente militar (1967-1969), representante da Linha-Dura; seu governo promulgou o AI-5 e enfrentou o ápice das manifestações estudantis.
Frente Ampla (1966-1968)
Movimento civil de oposição que uniu Carlos Lacerda, Juscelino Kubitschek e João Goulart para tentar restabelecer eleições diretas e a democracia.
Morte de Edson Luís (1968)
Estudante secundarista assassinado pela polícia no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro, gerando protestos massivos contra o regime.
Passeata dos Cem Mil (1968)
Grande manifestação popular no Rio de Janeiro reunindo estudantes, artistas, intelectuais e civis para protestar contra a repressão militar.
Ato Institucional nº 5 (AI-5)
Decreto de 13 de dezembro de 1968 que fechou o Congresso, suspendeu o habeas corpus para crimes políticos e iniciou o período mais repressivo da ditadura.
Márcio Moreira Alves
Deputado federal cujo discurso no Congresso, pedindo que o povo boicotasse o Exército no 7 de setembro, serviu de pretexto para a edição do AI-5.
Linha-Dura vs. Castelistas
Divergência interna militar entre os moderados (castelistas, favoráveis a transição mais rápida) e a linha-dura (defensores de repressão irrestrita e poder duradouro).
Doutrina de Segurança Nacional (DSN)
Ideologia militar formulada pela Escola Superior de Guerra (ESG) que definia o 'inimigo interno' comunista como principal ameaça à nação.
SNI (Serviço Nacional de Informações)
Órgão de inteligência criado em 1964 por Golbery do Couto e Silva para monitorar e espionar opositores políticos e controlar a sociedade.
OBAN (Operação Bandeirante)
Estrutura clandestina de repressão criada em São Paulo com financiamento de empresários civis para perseguir, torturar e matar opositores armados.
DOI-CODI
Rede oficial de inteligência e repressão do Exército encarregada da vigilância, interrogatório, tortura e eliminação física de dissidentes políticos.
Emílio Garrastazu Médici
Presidente militar (1969-1974) correspondente aos 'Anos de Chumbo', caracterizado por intensa repressão, propaganda patriótica e crescimento econômico.
Anos de Chumbo
Fase mais violenta da ditadura (1968-1974) marcada por censura severa, sequestros, torturas em massa e desarticulação da luta armada.
Milagre Econômico
Período (1968-1973) de rápido crescimento do PIB, inflação controlada e grandes obras, porém acompanhado por brutal concentração de renda.
Obras Faraônicas
Megaprojetos de infraestrutura erguidos pela ditadura com altos custos e endividamento externo, como a Rodovia Transamazônica e a Usina de Itaipu.
Delfim Netto
Ministro da Fazenda e do Planejamento nos governos Médici e Figueiredo, arquiteto econômico do 'Milagre' sob o lema de 'fazer o bolo crescer para depois dividir'.
Ação Libertadora Nacional (ALN)
Organização guerrilheira de esquerda fundada por Carlos Marighella para combater a ditadura por meio de ações urbanas e foco guerrilheiro.
Carlos Marighella
Líder comunista e guerrilheiro, autor do 'Minimanual do Guerrilheiro Urbano', emboscado e executado por agentes do DOPS em São Paulo em 1969.
Carlos Lamarca
Capitão do Exército que desertou levando armamento para fundar a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR); foi morto na Bahia em 1971.
Sequestro do Embaixador Charles Elbrick (1969)
Ação conjunta da ALN e MR-8 para libertar 15 presos políticos em troca do diplomata norte-americano, transmitindo manifestos em rede nacional.
MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro)
Grupo de esquerda armada fundado por estudantes universitários que atuou contra a ditadura, batizado em homenagem à morte de Che Guevara.
Guerrilha do Araguaia
Movimento armado rural do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) na região do Rio Araguaia, duramente aniquilado pelo Exército entre 1972 e 1974.
Censura Prévia
Vetava antecipadamente reportagens, músicas, novelas, livros e peças de teatro consideradas subversivas ou contrárias à moral do regime.
Caso Vladimir Herzog (1975)
Jornalista assassinado sob tortura no DOI-CODI de São Paulo; o Exército forjou versão de suicídio por enforcamento, provocando indignação popular.
Morte de Manuel Fiel Filho (1976)
Operário metalúrgico assassinado pelo DOI-CODI de São Paulo nos mesmos moldes de Herzog, levando o presidente Geisel a demitir o general do II Exército.
Ernesto Geisel
Presidente militar (1974-1979) que iniciou a política de abertura política 'lenta, gradual e segura', enfrentando resistências da linha-dura militar.
Pacote de Abril (1977)
Conjunto de decretos outorgados por Geisel para fechar o Congresso e garantir a maioria legislativa da ARENA criando os 'senadores biônicos'.
Senadores Biônicos
Senadores eleitos indiretamente por colégios eleitorais para impedir a vitória do oposicionista MDB nas urnas a partir de 1977.
Revogação do AI-5 (1978)
Medida do governo Geisel que pôs fim formal ao ato autoritário, restabelecendo o habeas corpus e marcando o avanço da abertura política.
João Figueiredo
Último presidente da ditadura militar (1979-1985), responsável por sancionar a Lei da Anistia e supervisionar o fim do regime em meio a grave crise econômica.
Lei da Anistia (1979)
Legislação ampla e irrestrita que permitiu o retorno dos exilados políticos, mas também perdoou agentes de Estado envolvidos em crimes de tortura e morte.
Fim do Bipartidarismo (1979)
Reforma partidária que extinguiu ARENA e MDB para fragmentar a oposição, gerando partidos como PDS, PMDB, PT, PDT e PTB.
Atentado do Riocentro (1981)
Ação terrorista de setores militares da linha-dura que pretendia explodir uma bomba em um show de música no Rio para incriminar a esquerda.
Greves do ABC Paulista (1978-1980)
Grandes mobilizações operárias de metalúrgicos contra a carestia e o arrocho salarial, projetando nacionalmente o líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva.
Emenda Dante de Oliveira
Proposta de emenda constitucional de 1983 que previa o retorno de eleições diretas para a Presidência da República nas eleições seguintes.
Movimento Diretas Já (1983-1984)
Maior campanha popular civil do período republicano, mobilizando milhões de brasileiros pela aprovação das eleições diretas à presidência.
Colégio Eleitoral de 1985
Órgão que elegeu Tancredo Neves por votação indireta após a rejeição da Emenda Dante de Oliveira, selando a vitória da oposição e o fim da ditadura.
Tancredo Neves
Político da Aliança Democrática eleito presidente indiretamente em 1985; adoeceu na véspera da posse e faleceu sem assumir formalmente o cargo.
José Sarney
Vice-presidente que assumiu o governo em março de 1985 com a internação e morte de Tancredo Neves, inaugurando a Nova República.
Comissão Nacional da Verdade (CNV)
Colegiado oficial instituído em 2011 para apurar e documentar violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar no Brasil.
Operação Condor
Aliança clandestina entre as ditaduras do Cone Sul com apoio dos EUA para monitorar, sequestrar e assassinar opositores políticos entre fronteiras.

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