Ditadura Militar no Brasil

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Este conjunto aborda os principais eventos, causas e impactos da ditadura militar no Brasil. É ideal para estudantes que se preparam para vestibulares, ENEM e concursos públicos.

51 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 51

Causa imediata do Golpe de 1964
A crise política sob João Goulart, acirrada pelo Comício da Central do Brasil anunciando as Reformas de Base e a revolta dos marinheiros.
Operação Brother Sam
Apoio logístico e militar planejado pelos Estados Unidos para garantir a vitória dos golpistas contra João Goulart em 1964.
Comício da Central do Brasil (1964)
Evento em que Jango defendeu publicamente reformas agrária, urbana e tributária, alarmando setores conservadores e militares.
Marcha da Família com Deus pela Liberdade
Manifestações civis conservadoras de 1964 contra a suposta ameaça comunista, que deram legitimidade social ao golpe militar.
Doutrina de Segurança Nacional
Ideologia militar que definia opositores políticos internos como 'inimigos da pátria' a serem neutralizados em nome da segurança do Estado.
Ato Institucional nº 1 (AI-1)
Decretado em abril de 1964, cassou mandatos de parlamentares, suspendeu direitos políticos e permitiu demissões de servidores públicos.
Ato Institucional nº 2 (AI-2)
Extinguiu os partidos existentes e instaurou o bipartidarismo obrigatório entre ARENA e MDB.
ARENA (Aliança Renovadora Nacional)
Partido de sustentação política da ditadura militar no Congresso durante o regime bipartidário.
MDB (Movimento Democrático Brasileiro)
Único partido de oposição legalmente tolerado pelo regime militar durante o período de bipartidarismo.
Ato Institucional nº 5 (AI-5)
Baixado em 1968, fechou o Congresso, suspendeu o habeas corpus para crimes políticos e iniciou a fase mais violenta do regime.
Passeata dos Cem Mil (1968)
Grande manifestação popular no Rio de Janeiro contra a violência da ditadura, impulsionada pelo assassinato do estudante Edson Luís.
Morte do estudante Edson Luís
Assassinato de um secundarista pela polícia no restaurante Calabouço em 1968, estopim para intensos protestos estudantis.
Governo Castelo Branco (1964-1967)
Primeira fase da ditadura focada em reformas econômicas conservadoras (PAEG) e institucionalização autoritária pela Constituição de 1967.
Governo Costa e Silva (1967-1969)
Período marcado pelo recrudescimento da oposição civil e pela promulgação do AI-5 no final de 1968.
Governo Emílio Médici (1969-1974)
Fase dos 'anos de chumbo', caracterizada por forte repressão, tortura estatal sistemática e auge do Milagre Econômico.
Governo Ernesto Geisel (1974-1979)
Iniciou a abertura política 'lenta, gradual e segura' e extinguiu o AI-5 ao final de seu mandato.
Governo João Figueiredo (1979-1985)
Último presidente militar, sancionou a Lei da Anistia, restaurou o pluripartidarismo e enfrentou grave crise econômica inflacionária.
Milagre Econômico (1968-1973)
Fase de crescimento acelerado do PIB sustentado por endividamento externo e arrocho salarial, ampliando a desigualdade de renda.
Endividamento externo
Impacto econômico duradouro decorrente de grandes empréstimos tomados pelo regime militar, que culminou na hiperinflação dos anos 1980.
Concentração de renda
Efeito a longo prazo da política de arrocho salarial dos militares, resumida na metáfora do ministro Delfim Netto: 'fazer o bolo crescer'.
Obras faraônicas
Grandes empreendimentos de alto custo e impacto socioambiental realizados pelo regime, como a Usina de Itaipu e a Rodovia Transamazônica.
Impacto sobre povos indígenas
A construção de rodovias e hidrelétricas dizimou comunidades e violou terras indígenas sem demarcação ou proteção estatal.
DOI-CODI
Destacamento de Operações de Informação que atuou como centro de repressão, tortura e interrogatório de opositores políticos.
SNI (Serviço Nacional de Informações)
Órgão de inteligência militar voltado à vigilância de cidadãos, censura de ideias e controle ideológico em órgãos públicos.
Operação Condor
Aliança clandestina entre ditaduras sul-americanas para perseguir, sequestrar e assassinar opositores além de suas fronteiras.
Assassinato de Vladimir Herzog (1975)
Morte sob tortura do jornalista no DOI-CODI, forjada como suicídio, que gerou repúdio público e impulsionou a abertura política.
Morte do operário Manuel Fiel Filho (1976)
Caso de tortura e morte na prisão que levou o presidente Geisel a demitir o general do II Exército, freando os setores da 'linha-dura'.
Luta armada urbana
Estratégia de grupos de esquerda como ALN e MR-8 para combater o regime via assaltos a bancos e sequestros de diplomatas.
Sequestro do embaixador Charles Elbrick (1969)
Ação de guerrilha que exigiu e conseguiu a libertação de quinze presos políticos em troca da vida do embaixador norte-americano.
Guerrilha do Araguaia
Movimento de resistência armada camponesa organizado pelo PCdoB no norte do país, brutalmente aniquilado pelo Exército.
Censura prévia à cultura e imprensa
Controle estatal sistemático sobre jornais, novelas, peças teatrais e músicas, silenciando denúncias e restringindo o debate social.
Movimento Tropicalista
Vanguarda artística que desafiou o conservadorismo moral e político do regime militar, resultando no exílio de artistas como Caetano e Gil.
Lei da Anistia (1979)
Permitiu o retorno de exilados políticos, mas também perdoou agentes estatais acusados de tortura e assassinatos.
Atentado do Riocentro (1981)
Ataque a bomba fracassado planejado por militares de linha-dura contra civis, visando culpar a esquerda e frear a abertura política.
Movimento Diretas Já (1983-1984)
Maior mobilização civil da história brasileira recente pela aprovação da Emenda Dante de Oliveira para eleições diretas.
Emenda Dante de Oliveira
Proposta legislativa para restabelecer o voto direto para a presidência, rejeitada pela Câmara dos Deputados em 1984.
Eleição de Tancredo Neves (1985)
Eleição indireta pelo Colégio Eleitoral que marcou o fim dos governos militares, transferindo o poder à liderança civil.
Constituição Cidadã de 1988
Marco da redemocratização que restabeleceu amplos direitos civis, liberdades públicas e garantias sociais contra abusos de poder.
Comissão Nacional da Verdade (2011-2014)
Órgão que investigou e documentou as graves violações de direitos humanos cometidas pelo Estado brasileiro na ditadura.
Herança de impunidade e militarização policial
A ausência de punição judicial a torturadores consolidou a cultura de violência policial crônica nas periferias até a atualidade.
O papel do Artigo 142 da Constituição
Dispositivo reinterpretado incorretamente por setores autoritários para justificar um papel moderador inexistente das Forças Armadas.
Apoio empresarial ao golpe
Grandes grupos industriais e financeiros financiaram a repressão através de entidades como o IPES e a Operação Bandeirante (OBAN).
IPES e IBAD
Institutos civis conservadores que produziram propaganda anticomunista e financiaram políticos oposicionistas para derrubar João Goulart.
Uso da tortura como política de Estado
Prática institucionalizada que incluiu choques elétricos, pau de arara e violência psicológica contra opositores e familiares.
A 'década perdida' (anos 1980)
Impacto socioeconômico de estagnação do PIB e hiperinflação derivado do modelo de dívida externa e gastos desenfreados dos militares.
Teologia da Libertação e resistência eclesial
Movimento católico progressista que liderou a defesa dos direitos humanos contra os abusos da ditadura em paróquias e favelas.
Pacote de Abril de 1977
Conjunto de manobras políticas outorgadas por Geisel que criou os 'senadores biônicos' não eleitos para manter a maioria governista.
Greves do ABC paulista (1978-1980)
Movimento operário metalúrgico que desafiou a proibição de greves, revitalizou o sindicalismo e originou o Partido dos Trabalhadores.
Linha-dura versus Castellistas
Divisão interna entre militares moderados partidários da transição civil rápida e radicais defensores de repressão irrestrita prolongada.
Desaparecidos políticos
Legado de famílias que até hoje lutam judicialmente para localizar restos mortais de opositores executados e ocultados pelo Estado.
Impacto na educação superior
Expulsão e aposentadoria compulsória de intelectuais críticos das universidades públicas sob decretos como o Decreto-Lei 477.

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