Ditadura Militar Brasileira 2

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Fatos, decretos e figuras históricas da ditadura militar brasileira. Indicado para estudantes do ensino médio e concurseiros.

52 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio História do Brasil Publicado
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Cartões · 52

Golpe de 1964
Deposição do presidente João Goulart pelas Forças Armadas com apoio civil, iniciando 21 anos de regime militar no Brasil.
Comício da Central do Brasil (1964)
Discurso de João Goulart anunciando as Reformas de Base, usado pela oposição militar e conservadora como justificativa para o golpe.
Marcha da Família com Deus pela Liberdade
Manifestações civis conservadoras de 1964 que mobilizaram a classe média contra o governo Goulart e apoiaram a intervenção militar.
Operação Brother Sam
Plano dos Estados Unidos para fornecer apoio militar e logístico ao golpe de 1964 caso houvesse resistência armada pró-Goulart.
Ato Institucional nº 1 (AI-1)
Decreto de abril de 1964 que permitiu cassações de mandatos, suspensão de direitos políticos e eleição indireta do presidente.
Castello Branco
Primeiro presidente do regime militar (1964-1967), líder da ala castelista moderada, que institucionalizou o regime autoritário.
Ato Institucional nº 2 (AI-2)
Decreto de 1965 que extinguiu os partidos existentes, estabeleceu o bipartidarismo (ARENA e MDB) e eleições presidenciais indiretas.
ARENA (Aliança Renovadora Nacional)
Partido político governista criado em 1965 para dar sustentação parlamentar e legitimidade legal à ditadura militar.
MDB (Movimento Democrático Brasileiro)
Único partido de oposição consentida permitido pelo regime sob o sistema bipartidário oficial de 1965.
Ato Institucional nº 5 (AI-5)
Decreto de dezembro de 1968 que fechou o Congresso, suspendeu o habeas corpus e deu início ao período de maior repressão do regime.
Costa e Silva
Segundo general a presidir o regime (1967-1969), representante da 'Linha-Dura' e responsável por outorgar o AI-5.
Linha-Dura
Facção militar contrária à abertura democrática que defendia censura severa, combate sem trégua à esquerda e perpetuação do poder.
Castelistas
Grupo militar ligado a Castello Branco que defendia uma intervenção provisória para 'sanear' a política e depois devolver o poder.
Emílio Garrastazu Médici
Presidente militar (1969-1974) cujo mandato coincidiu com o auge da repressão estatal ('Anos de Chumbo') e o 'Milagre Econômico'.
Anos de Chumbo
Período mais violento da ditadura (1968-1974), marcado por censura sistemática, tortura de opositores e prisões clandestinas.
Milagre Econômico
Fase de crescimento acelerado do PIB (1968-1973) impulsionada por obras faraônicas e endividamento externo, gerando forte concentração de renda.
Antônio Delfim Netto
Ministro da Fazenda que conduziu o Milagre Econômico, formulando a política de 'fazer o bolo crescer para depois dividir'.
SNI (Serviço Nacional de Informações)
Órgão central de espionagem e inteligência criado em 1964 por Golbery do Couto e Silva para monitorar a sociedade.
DOI-CODI
Centros integrados de repressão e tortura coordenados pelo Exército para interrogar, torturar e eliminar militantes opositores.
OBAN (Operação Bandeirante)
Centro clandestino de interrogatório e tortura em São Paulo, financiado pelo empresariado paulista a partir de 1969.
Carlos Alberto Brilhante Ustra
Coronel do Exército que comandou o DOI-CODI de São Paulo (1970-1974), reconhecido pela Justiça como torturador do regime.
Doutrina de Segurança Nacional
Ideologia militar baseada na Guerra Fria que definia a oposição interna de esquerda como 'inimigo interno' a ser combatido.
Escola Superior de Guerra (ESG)
Instituição de ensino militar onde foram formulados os fundamentos teóricos da Doutrina de Segurança Nacional no Brasil.
Vladimir Herzog
Jornalista assassinado sob tortura nas dependências do DOI-CODI de São Paulo em 1975, cuja versão de suicídio foi desmentida.
Manuel Fiel Filho
Operário metalúrgico assassinado sob tortura no DOI-CODI em 1976, fato que levou o general Geisel a demitir o comandante do II Exército.
Ernesto Geisel
Presidente militar (1974-1979) que iniciou o processo de abertura política 'lenta, gradual e segura' e revogou o AI-5.
João Figueiredo
Último presidente da ditadura militar (1979-1985), responsável por sancionar a Lei da Anistia e concluir a transição política.
Lei da Anistia (1979)
Legislação que permitiu o retorno dos exilados políticos, mas também concedeu perdão irrestrito aos agentes de repressão do Estado.
Atentado do Riocentro (1981)
Ataque a bomba frustrado executado por militares da Linha-Dura durante show de 1º de Maio para tentar barrar a abertura política.
Diretas Já
Movimento popular de massas entre 1983 e 1984 que exigia a volta de eleições diretas para presidente da República.
Emenda Dante de Oliveira
Proposta de emenda constitucional de 1984 que previa eleições presidenciais diretas; foi rejeitada pela Câmara dos Deputados.
Tancredo Neves
Líder político civil eleito indiretamente presidente em 1985 pelo Colégio Eleitoral, marcando o encerramento do regime militar.
José Sarney
Vice de Tancredo Neves que assumiu a presidência em 1985 após a morte do titular, liderando a Nova República.
ALN (Ação Libertadora Nacional)
Organização guerrilheira armada urbana fundada por Carlos Marighella para combater a ditadura militar após o golpe de 1964.
Carlos Marighella
Ex-deputado comunista e líder da ALN, autor do 'Minimanual do Guerrilheiro Urbano', assassinado pelas forças de repressão em 1969.
MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro)
Grupo de luta armada urbana responsável pelo sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick em 1969.
Sequestro de Charles Elbrick (1969)
Ação conjunta de ALN e MR-8 para libertar 15 presos políticos em troca do embaixador dos EUA, fato de grande repercussão internacional.
Guerrilha do Araguaia
Movimento guerrilheiro rural organizado pelo PCdoB na Amazônia (1972-1974), duramente exterminado pelo Exército.
VPR (Vanguarda Popular Revolucionária)
Grupo armado de esquerda liderado por dissidentes das Forças Armadas, incluindo Carlos Lamarca, com atuação entre 1968 e 1971.
Carlos Lamarca
Capitão do Exército que desertou levando armamento para comandar a VPR e combater o regime militar até ser morto na Bahia em 1971.
Passeata dos Cem Mil (1968)
Grande manifestação estudantil e popular no Rio de Janeiro contra a violência da ditadura, catalisada pela morte de Edson Luís.
Edson Luís
Estudante secundarista assassinado pela Polícia Militar no restaurante Calabouço em 1968, gerando revolta popular generalizada.
Censura prévia
Controle estatal imposto sobre jornais, revistas, canções, peças teatrais e programas de TV para barrar críticas ao regime.
Pacote de Abril (1977)
Conjunto de decretos de Geisel que alterou regras eleitorais e criou a figura dos senadores 'biônicos' para garantir maioria governista.
Senadores Biônicos
Senadores eleitos indiretamente por colégios eleitorais estaduais controlados pelo regime, sem voto direto da população.
Frente Ampla (1966)
Movimento de oposição civil que reuniu os ex-adversários Carlos Lacerda, Juscelino Kubitschek e João Goulart; foi logo proibido.
Acordo MEC-USAID
Parceria de cooperação entre o Ministério da Educação e a agência dos EUA para reestruturar o ensino brasileiro segundo o modelo corporativo.
Rodovia Transamazônica
Megaprojeto de infraestrutura viária do governo Médici visando integrar a Amazônia sob o lema 'integrar para não entregar'.
Usina Hidrelétrica de Itaipu
Megaprojeto binacional construído em parceria com o Paraguai durante a ditadura, símbolo do desenvolvimentismo autoritário.
Comissão Nacional da Verdade (CNV)
Comissão oficial (2012-2014) que apurou violações de direitos humanos na ditadura e identificou 434 mortos e desaparecidos.
Operação Condor
Aliança clandestina entre as ditaduras do Cone Sul com apoio dos EUA para rastrear, sequestrar e eliminar opositores políticos.
Fim do Bipartidarismo (1979)
Reforma partidária de Figueiredo que extinguiu ARENA e MDB para fragmentar a oposição, gerando PDS, PMDB, PT, PDT e PTB.

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