Escarlatina: Lesões, Quadro Clínico e Tratamento
Estudo sobre a escarlatina, abordando agente etiológico, quadro clínico, exantema e tratamento. Destinado a estudantes e profissionais da saúde.
Cartões · 30
- Agente etiológico da escarlatina
- Streptococcus pyogenes (Estreptococo do grupo A de Lancefield).
- Mecanismo patogênico do exantema
- Ação de toxinas eritrogênicas (pirogênicas) produzidas pela bactéria em indivíduos suscetíveis.
- Faixa etária mais acometida
- Crianças em idade escolar (entre 5 e 15 anos).
- Forma de transmissão principal
- Gotículas respiratórias de secreção da orofaringe de pessoas infectadas.
- Período de incubação da escarlatina
- Geralmente de 2 a 5 dias.
- Sintomas prodrômicos clássicos
- Início súbito de febre alta, odinofagia, calafrios, cefaleia e dor abdominal.
- Achados na oroscopia
- Faringoamigdalite exsudativa ou hiperêmica e petéquias no palato duro e mole.
- Evolução da língua na escarlatina (1º ao 2º dia)
- Língua em saburra branca com papilas hipertrofiadas e proeminentes (língua em framboesa branca).
- Evolução da língua na escarlatina (4º ao 5º dia)
- Descamação da saburra, revelando superfície vermelha brilhante com papilas salientes (língua em framboesa vermelha).
- Característica do exantema da escarlatina
- Micropapular, eritematoso, áspero ao tato, comparado à textura de lixa ou pele de galinha.
- Local de início do exantema
- Inicia-se no pescoço e tronco, difundindo-se rapidamente para os membros.
- Sinal de Pastia
- Acentuação do exantema em linhas hiperemiadas e petequiais nas dobras cutâneas (axilas e fossa cubital) que não empalidecem à pressão.
- Sinal de Filatov
- Palidez perioral contrastando com o eritema intenso nas bochechas e na testa.
- Comportamento da lesão à vitropressão
- O exantema difuso empalidece temporariamente à pressão.
- Padrão de descamação da escarlatina
- Descamação lamelar ou em tiras no tronco e laminar/furfurácea nas extremidades (mãos e pés), após a resolução do exantema.
- Início da descamação cutânea
- Geralmente ocorre no final da primeira semana ou início da segunda semana de doença.
- Diagnóstico primariamente utilizado
- Clínico, baseado na anamnese e no exame físico detalhado.
- Exames laboratoriais para confirmação bacteriológica
- Teste rápido de detecção de antígeno (TRDA) para estreptococo e cultura de orofaringe.
- Alteração frequente no hemograma
- Leucocitose com neutrofilia e desvio à esquerda, além de eosinofilia na fase de convalescença.
- Principal objetivo do tratamento antibiótico
- Acelerar a recuperação, prevenir complicações supurativas e evitar a febre reumática.
- Tratamento de primeira escolha (sem alergia à penicilina)
- Penicilina V oral por 10 dias ou Penicilina Benzatina IM em dose única.
- Alternativa oral comum de primeira linha em crianças
- Amoxicilina por 10 dias devido à boa aceitação e posologia.
- Opções de tratamento para pacientes alérgicos à penicilina
- Macrolídeos (Azitromicina, Claritromicina) ou Cefalosporinas de primeira geração (em alergias não graves).
- Tempo de isolamento do paciente após início do antibiótico
- A criança deixa de ser contagiosa e pode retornar à escola após 24 horas do início do antibiótico adequado.
- Complicações precoces (supurativas)
- Otite média aguda, abscesso periamigdaliano, sinusite e linfadenite cervical.
- Complicações tardias (não supurativas)
- Febre reumática e glomerulonefrite pós-estreptocócica (GNEPE).
- Efeito do tratamento antibiótico na prevenção da GNEPE
- O uso de antibiótico previne a febre reumática, mas não reduz o risco de glomerulonefrite.
- Medidas adjuvantes de suporte no tratamento
- Hidratação adequada, repouso e antitérmicos/analgésicos (como paracetamol ou ibuprofeno).
- Diagnósticos diferenciais principais
- Doença de Kawasaki, síndrome do choque tóxico, sarampo, rubéola e farmacodermias.
- Característica que diferencia a escarlatina da doença de Kawasaki
- Presença de infecção estreptocócica confirmada, resposta rápida ao antibiótico e ausência de conjuntivite sem exsudato.