Escolas Literárias
Principais escolas literárias do Brasil e de Portugal, com suas características artísticas, contexto histórico e período. Indicado para estudantes do ensino médio e vestibulandos.
Cartões · 28
- Trovadorismo (Portugal)
- Séculos XII a XV (1189-1418). Idade Média e feudalismo. Cantigas líricas (amor e amigo) e satíricas (escárnio e maldizer), teocentrismo e vassalagem amorosa.
- Humanismo (Portugal)
- Século XV a XVI (1418-1527). Transição da Idade Média para o Renascimento. Destaque para o teatro popular de Gil Vicente e a crônica histórica de Fernão Lopes.
- Classicismo (Portugal)
- Século XVI (1527-1580). Renascimento cultural e expansão marítima. Racionalismo, imitação dos clássicos greco-latinos, sonetos e a epopeia Os Lusíadas, de Camões.
- Quinhentismo (Brasil)
- Século XVI (1500-1601). Chegada dos portugueses e início da colonização. Literatura de informação sobre a terra (Pero Vaz de Caminha) e literatura catequética jesuítica (Anchieta).
- Barroco (Portugal)
- Séculos XVII a XVIII (1580-1756). Crise da Contra-Reforma e domínio espanhol. Cultismo (jogo de palavras), conceptismo (jogo de ideias), dualismo e figuras como Padre António Vieira.
- Barroco (Brasil)
- Séculos XVII a XVIII (1601-1768). Ciclo da cana-de-açúcar e início do ciclo do ouro. Tensão entre pecado e salvação; destaque para Gregório de Matos (Boca do Inferno).
- Arcadismo / Neoclassicismo (Portugal)
- Século XVIII (1756-1825). Iluminismo e reconstrução de Lisboa sob Marquês de Pombal. Bucolismo, racionalismo, simplicidade poética e fundação da Arcádia Lusitana.
- Arcadismo (Brasil)
- Século XVIII a XIX (1768-1836). Ciclo do ouro em Minas Gerais e Inconfidência Mineira. Locus amoenus, carpe diem, pseudônimos pastoris e poetas como Tomás António Gonzaga.
- Romantismo - 1ª Geração (Brasil)
- 1836 a 1853. Pós-Independência do Brasil e construção da identidade nacional. Nacionalismo ufanista, exaltação da natureza tropical e indianismo idealizado (Gonçalves Dias).
- Romantismo - 2ª Geração (Brasil)
- 1853 a 1869. Conhecida como Ultrarromantismo ou Mal do Século. Pessimismo profundo, tédio da vida, egocentrismo, atração pela morte e morbidez (Álvares de Azevedo).
- Romantismo - 3ª Geração (Brasil)
- 1870 a 1881. Conhecida como Condoreira. Fortes ideais abolicionistas e republicanos, oratória inflamada e denúncia da escravidão (Castro Alves).
- Romantismo (Portugal)
- 1825 a 1865. Guerra Civil Portuguesa e implantação do liberalismo. Nacionalismo patriótico, medievalidade, melancolia e regeneração moral (Almeida Garrett e Alexandre Herculano).
- Realismo (Portugal)
- 1865 a 1890. Questão Coimbrã e críticas sociais. Ataque à monarquia, à burguesia e ao clero por meio da observação crítica e objetiva (Eça de Queirós).
- Realismo (Brasil)
- 1881 a 1922. Crise do Império, abolição e proclamação da República. Objetividade, análise psicológica dos personagens, crítica aos costumes burgueses e ironia (Machado de Assis).
- Naturalismo (Brasil e Portugal)
- Fim do século XIX (1881-1900). Forte influência do determinismo, darwinismo e positivismo. Ser humano movido por instintos biológicos, zoomorfização e temas patológicos (Aluísio Azevedo).
- Parnasianismo (Brasil)
- 1882 a 1922. República Velha. Culto à forma perfeita, busca da rima rica e métrica rigorosa, arte pela arte, impassibilidade e temas mitológicos (Olavo Bilac e Alberto de Oliveira).
- Simbolismo (Portugal)
- 1890 a 1915. Decadentismo europeu fin-de-siècle. Espiritualidade, misticismo, uso intenso de metáforas, sinestesias, musicalidade e poesia hermética (Camilo Pessanha).
- Simbolismo (Brasil)
- 1893 a 1922. Tensões sociais do início da República. Subjetivismo extremo, transcendentalismo, exploração do inconsciente, rimas sonoras e obsessão pela cor branca (Cruz e Sousa).
- Pré-Modernismo (Brasil)
- 1902 a 1922. Período de transição histórica marcado por revoltas sociais. Denúncia da realidade brasileira, regionalismo crítico e ruptura acadêmica (Euclides da Cunha e Lima Barreto).
- Modernismo - 1ª Fase / Heroica (Brasil)
- 1922 a 1930. Semana de Arte Moderna de 1922. Ruptura radical com o academicismo, nacionalismo crítico, versos livres, linguagem coloquial e manifestos (Mário e Oswald de Andrade).
- Modernismo - 2ª Fase / Consolidação (Brasil)
- 1930 a 1945. Era Vargas e Segunda Guerra Mundial. Romance regionalista e social de 30 (Graciliano Ramos, Jorge Amado) e poesia de questionamento existencial (Carlos Drummond de Andrade).
- Modernismo - 3ª Fase / Pós-Modernismo (Brasil)
- 1945 a 1960. Fim da Segunda Guerra e redemocratização. Inovação formal, rigor estilístico, sondagem psicológica profunda e introspecção (Guimarães Rosa e Clarice Lispector).
- Modernismo - Orfismo / 1ª Fase (Portugal)
- 1915 a 1927. Primeira Guerra Mundial. Publicação da revista Orpheu, cosmopolitismo, vanguarda estética, heteronímia e ruptura com o saudosismo (Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro).
- Modernismo - Presencismo / 2ª Fase (Portugal)
- 1927 a 1940. Ditadura Militar e ascensão do Estado Novo salazarista. Revista Presença, defesa da arte desinteressada, primado do psicológico e crítica literária autônoma.
- Neorrealismo (Portugal)
- 1940 a 1974. Consolidação do Salazarismo e Segunda Guerra. Literatura engajada, denúncia social e política sob influência marxista, retratando trabalhadores rurais e operários.
- Poesia Concreta (Brasil)
- Década de 1950. Desenvolvimentismo de Juscelino Kubitschek. Fim do verso tradicional, ênfase no espaço visual da página, geometrização verbal e apelo sonoro (Décio Pignatari e irmãos Campos).
- Pós-Modernismo e Contemporaneidade (Portugal)
- Pós-1974 (Revolução dos Cravos) até a atualidade. Redemocratização e entrada na União Europeia. Revisão histórica paródica, fragmentação narrativa e realismo mágico (José Saramago).
- Literatura Brasileira Contemporânea
- Década de 1980 até os dias atuais. Globalização e redemocratização. Pluralidade de vozes periféricas e identitárias, autoficção, violência urbana e hibridismo de gêneros narrativos.