Escolas Literárias Brasileiras

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Estudo das escolas literárias brasileiras, suas principais características artísticas, contexto histórico e cronologia.

55 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Literatura brasileira Publicado
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Cartões · 55

Quinhentismo: Período e Contexto Histórico
Início em 1500 com a chegada dos portugueses ao Brasil, marcado pelas Grandes Navegações e a expansão da fé católica.
Quinhentismo: Literatura de Informação
Textos descritivos sobre a terra e os povos nativos, com tom de relatório geográfico e econômico, como a Carta de Pero Vaz de Caminha.
Quinhentismo: Literatura Catequética
Produzida pelos jesuítas, com destaque para o Padre José de Anchieta, focada em catequizar nativos por meio de autos e poesia lírica.
Barroco: Período e Marco Inicial
Inicia em 1601 com a publicação do poema épico Prosopopeia, de Bento Teixeira, e estende-se até 1768.
Barroco: Contexto Histórico
Marcado pela Contrarreforma católica, conflito espiritual e a riqueza do Ciclo da Cana-de-Açúcar, sobretudo na Bahia.
Barroco: Dualismo e Conflito
Tensão constante entre corpo e alma, pecado e perdão, paganismo e cristianismo, efemeridade da vida e salvação eterna.
Barroco: Cultismo (Gongorismo)
Jogo de palavras, linguagem rebuscada, figuras de linguagem frequentes (antíteses, metáforas) e foco na forma estilística.
Barroco: Conceptismo (Quevedismo)
Jogo de ideias e conceitos, raciocínio lógico rigoroso, sofismas e argumentação persuasiva, típica dos sermões.
Gregório de Matos (Boca do Inferno)
Maior poeta lírico e satírico do Barroco brasileiro, autor de críticas ferozes à corrupção civil e religiosa na Bahia.
Padre Antônio Vieira
Mestre da prosa barroca e do conceptismo, famoso por sermões apologéticos que defendiam nativos e criticavam a sociedade.
Arcadismo: Período e Marco Inicial
Inicia em 1768 com a publicação de Obras Poéticas, de Cláudio Manuel da Costa, e vai até 1836.
Arcadismo: Contexto Histórico
Ascensão do Iluminismo, Ciclo do Ouro em Minas Gerais e conspirações anticoloniais como a Inconfidência Mineira.
Arcadismo: Racionalismo e Neoclassicismo
Retorno aos ideais greco-romanos de harmonia e clareza, em oposição aos excessos dramáticos do estilo barroco.
Arcadismo: Bucolismo e Pastoralismo
Valorização da vida campestre simples, onde poetas usavam pseudônimos pastoris para compor suas éclogas e liras.
Arcadismo: Lemas Latinos
Inutilia truncat (cortar o inútil), Carpe diem (aproveite o dia), Fugere urbem (fugir da cidade) e Locus amoenus (lugar ameno).
Tomás Antônio Gonzaga
Principal lírico árcade, autor de Marília de Dirceu e da sátira política Cartas Chilenas.
Romantismo: Período e Marco Inicial
Inicia em 1836 com Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães, e estende-se até 1881.
Romantismo: Contexto Histórico
Independência do Brasil (1822) e Primeiro Reinado, gerando a necessidade de construir uma identidade nacional própria.
Romantismo: Características Gerais
Subjetivismo, sentimentalismo exacerbado, nacionalismo, idealização da mulher e da natureza, e busca de liberdade formal.
1ª Geração Romântica: Nacionalista e Indianista
Cria a figura do indígena como herói épico nacional e exalta a natureza exuberante da pátria, como na poesia de Gonçalves Dias.
2ª Geração Romântica: Ultrarromantismo ou Mal do Século
Pessimismo, egocentrismo, atração pela morte, melancolia e tédio existencial, representada por Álvares de Azevedo.
3ª Geração Romântica: Condoreira ou Social
Poesia grandiloquente e engajada nas causas abolicionista e republicana, tendo Castro Alves como maior expoente.
José de Alencar: Prosa Romântica
Consolidou o romance nacional em quatro vertentes: indianista (O Guarani), urbana (Senhora), regionalista (O Gaúcho) e histórica.
Realismo: Período e Marco Inicial
Inicia em 1881 com Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, durando até o início do século XX.
Realismo: Contexto Histórico
Crise da Monarquia, abolição da escravidão, advento da República e circulação de ideias positivistas e materialistas.
Realismo: Características Gerais
Objetividade, foco no presente, análise psicológica profunda de personagens e crítica à hipocrisia burguesa.
Machado de Assis
Mestre realista brasileiro, conhecido pela ironia fina, narradores não confiáveis, metalinguagem e pessimismo lúcido.
Naturalismo: Marco Inicial e Diferenciação
Inicia em 1881 com O Mulato, de Aluísio Azevedo; radicaliza o Realismo sob o prisma do determinismo e do cientificismo.
Naturalismo: Zoomorfização e Determinismo
O ser humano é visto como animal movido por instintos fisiológicos e condicionado fatalmente pelo meio, raça e momento.
Aluísio Azevedo: O Cortiço
Obra-prima naturalista que retrata a promiscuidade social, tensões raciais e a degradação humana numa habitação coletiva.
Parnasianismo: Período e Marco Inicial
Inicia em 1882 com Fanfarras, de Teófilo Dias; vigorou paralelamente ao Realismo e dominou a poesia da Belle Époque.
Parnasianismo: A Arte pela Arte
Busca da beleza formal desinteressada de dilemas sociais, cultuando o rigor métrico, rimas ricas e preciosismo vocabular.
A Tríade Parnasiana
Formada pelos poetas Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira, defensores do soneto alexandrino perfeito.
Simbolismo: Período e Marco Inicial
Inicia em 1893 com Missal e Broquéis, de Cruz e Sousa, estendendo-se até a eclosão do Modernismo em 1922.
Simbolismo: Características Centrais
Misticismo, sinestesia, espiritualidade, musicalidade acentuada, aliterações e rejeição ao racionalismo cientificista.
Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens
Principais nomes do Simbolismo; Cruz e Sousa explorou a dor e a cor branca, e Alphonsus focou na perda e no misticismo.
Pré-Modernismo: Período (1902–1922)
Fase de transição que expõe as fraturas do Brasil arcaico antes das inovações formais da Semana de Arte Moderna.
Pré-Modernismo: Contexto Histórico
República Velha, política do café com leite, revoltas sociais (Canudos, Chibata, Vacina) e início da urbanização paulista.
Euclides da Cunha: Os Sertões
Obra pré-modernista de 1902 que analisa a Guerra de Canudos dividida em: A Terra, O Homem e A Luta.
Lima Barreto: Denúncia Social
Autor pré-modernista de Triste Fim de Policarpo Quaresma, focado na burocracia, hipocrisia urbana e preconceito racial.
Monteiro Lobato e o Jeca Tatu
Autor de Urupês que denunciou o abandono do homem do campo brasileiro, vítima da negligência estatal e de verminoses.
Augusto dos Anjos: Poesia Híbrida
Poeta da transição que fundiu parnasianismo, simbolismo e cientificismo pessimista em sua obra única, Eu.
Modernismo: 1ª Fase (1922–1930)
Fase heroica e destrutiva, iniciada na Semana de Arte Moderna de 1922, focada na ruptura radical com a tradição.
Modernismo de 1922: Características Formais
Verso livre, poema-piada, incorporação da linguagem cotidiana falada, simultaneidade e colagem cubista.
Mário de Andrade e Macunaíma
Lança em 1928 a rapsódia modernista do herói sem nenhum caráter, unindo mitos indígenas, folclore e crítica nacional.
Oswald de Andrade e o Manifesto Antropófago
Proposta de deglutir a cultura estrangeira assimilando suas técnicas, mas recriando-a sob bases autenticamente brasileiras.
Modernismo: 2ª Fase (1930–1945)
Fase de consolidação, maturidade lírica e forte romance de denúncia social impulsionado pela crise de 1929 e a Era Vargas.
Romance de 30 (Regionalismo Nordestino)
Prosa focada no drama da seca, no coronelismo e na migração, com Graciliano Ramos, Jorge Amado e Rachel de Queiroz.
Graciliano Ramos: Vidas Secas
Romance conciso e psicológico de 1938 que retrata a via-crúcis de Fabiano e sua família fugindo da estiagem no sertão.
Carlos Drummond de Andrade: Poesia de 30
Poesia madura que vai da ironia individual à inquietação social e solidariedade humana em tempos de autoritarismo e guerra.
Modernismo: 3ª Fase ou Geração de 45
Inicia em 1945 com retorno ao rigor técnico na poesia e inovações metafísicas e linguísticas profundas na prosa.
Guimarães Rosa e o Sertão Universal
Revolucionou a linguagem com neologismos e oralidade sertaneja, explorando o bem e o mal em Grande Sertão: Veredas.
Clarice Lispector e o Romance de Fluxo
Prosa intimista focada em epifanias existenciais, fluxo de consciência e sondagem dos abismos da psique humana.
João Cabral de Melo Neto: O Engenheiro
Poesia racional, substantiva e antilírica, que rejeita sentimentalismos, célebre pela peça Morte e Vida Severina.
Concretismo (Década de 1950)
Vanguarda poética dos irmãos Campos e Décio Pignatari que uniu som, forma gráfica visual e eliminação do verso linear.

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