Literatura para o Enem

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Este conjunto aborda as principais escolas, autores e contextos da literatura para estudantes que se preparam para o Enem.

135 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Literatura brasileira Publicado
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Cartões · 135

Trovadorismo: marco inicial em Portugal
Cantiga da Ribeirinha (ou Cantiga da Garvaia), escrita por Paio Soares de Taveirós em 1189 ou 1198.
Trovadorismo: contexto histórico
Idade Média, feudalismo, teocentrismo, sociedade estamental e Cruzadas.
Cantiga de amor: voz lírica e tema
Eu lírico masculino expressa amor cortês idealizado e submisso por uma dama nobre inacessível.
Cantiga de amor: conceito de vassalagem amorosa
Submissão total do trovador à sua senhora (senhor feudal amoroso), originada na Provença.
Cantiga de amigo: voz lírica e tema
Eu lírico feminino lamenta a ausência, saudade ou traição do amigo (amado) para a mãe ou amigas.
Cantiga de escárnio: característica principal
Sátira indireta, uso de duplo sentido, ironia e trocadilhos, sem revelar explicitamente o nome da pessoa satirizada.
Cantiga de maldizer: característica principal
Sátira direta, agressiva, difamatória, com linguagem chula e menção explícita do nome da pessoa atingida.
Trovadorismo: no Enem
Cobrado em diálogo com o cancioneiro popular atual, relações de dependência feudal e a voz feminina arcaica.
Humanismo: período e transição
Séculos XV e início do XVI (1418 a 1527), transição entre a Idade Média teocêntrica e o Renascimento antropocêntrico.
Humanismo: antropocentrismo
Valorização do homem e da razão como centro do interesse cultural e filosófico, sem abandonar a fé cristã.
Gil Vicente: principal mérito literário
Pai do teatro português, autor de autos e farsas que satirizavam todas as classes sociais da época.
Gil Vicente: Auto da Barca do Inferno
Julgamento das almas pelo Diabo e pelo Anjo; crítica moral à corrupção da nobreza, clero e burguesia.
Gil Vicente: 'Rindo corrigem-se os costumes'
Máxima latina adotada para definir a função moralizante e didática do teatro vicentino.
Fernão Lopes: importância histórica
Cronista-mor da Torre do Tombo, pioneiro da historiografia moderna portuguesa com foco no povo como agente da história.
Poesia palaciana: características
Produzida dentro da corte, com ritmo rigoroso, jogos de palavras, redondilhas e ausência de instrumentos musicais.
Classicismo: marco inicial e época
Retorno de Sá de Miranda da Itália com o 'doce estilo novo' em 1527; auge no século XVI.
Classicismo: principais características
Racionalismo, antropocentrismo, imitação dos clássicos greco-latinos, busca pela perfeição formal e universalismo.
Medida nova vs. Medida velha
Medida nova utiliza versos decassílabos (modelo italiano); medida velha usa redondilhas medievais (menor e maior).
Luís de Camões: épica
Autor de 'Os Lusíadas' (1572), celebra as navegações portuguesas e a expansão do império ultramarino com Vasco da Gama.
Os Lusíadas: estrutura formal
10 cantos, 1102 estrofes, todas em oitava rima (ABABABCC) e versos decassílabos heroicos.
Camões lírico: temas centrais
Neoplatonismo amoroso, o desconcerto do mundo, a brevidade do tempo e o conflito entre amor ideal e carnal.
Classicismo: no Enem
Costuma focar na leitura crítica da expansão marítima, eurocentrismo e tensão entre herói clássico e limitações humanas.
Barroco: contexto histórico
Século XVII; Reforma Protestante, Contrarreforma Católica e crise da racionalidade renascentista.
Barroco: dualismo e conflito existencial
Tensão permanente entre fé e razão, corpo e alma, pecado e salvação, efêmero e eterno.
Cultismo (ou Gongorismo)
Vertente do Barroco focada no jogo de palavras, hipérbatos complexos, metáforas rebuscadas e apelo sensorial.
Conceptismo (ou Quevedismo)
Vertente do Barroco focada no jogo de ideias, retórica lógica, silogismos, antíteses e argumentação engenhosa.
Gregório de Matos: 'Boca do Inferno'
Principal poeta barroco brasileiro; produziu poesia satírica contundente, lírico-amorosa, religiosa e filosófica.
Gregório de Matos: sátira à sociedade baiana
Denunciou a corrupção moral e econômica de Salvador, atingindo nobres, padres degradados, mulatos e colonizadores.
Padre Antônio Vieira: sermões
Principal orador da prosa barroca luso-brasileira; utilizava o conceptismo para persuadir e denunciar abusos coloniais.
Sermão da Sexagésima: tese
Crítica à oratória vazia dos pregadores cultistas; defende que a pregação deve converter corações pela razão pura e clareza.
Sermão de Santo Antônio aos Peixes: crítica
Alegoria moral e política que ataca a ganância, voracidade e hipocrisia dos colonizadores no Maranhão.
Barroco: figuras de linguagem essenciais
Antítese, paradoxo, hipérbato e metáfora sensorial representam a dualidade do período.
Arcadismo: contexto histórico
Século XVIII (Século das Luzes), Revolução Francesa, Revolução Industrial e ciclo do ouro em Minas Gerais.
Arcadismo: filosofia central
Iluminismo, valorização da razão, ciência e busca pela simplicidade contra os excessos do Barroco.
Árcades: pseudônimos pastoris
Poetas fingiam ser pastores gregos rústicos (fingimento poético) para celebrar a tranquilidade campestre.
Fugere urbem
Expressão latina que significa fugir da cidade e buscar o refúgio bucólico e simples no campo.
Locus amoenus
Conceito clássico de lugar ameno, bucólico e calmo, cenário ideal para o amor pastoril.
Carpe diem no Arcadismo
Aproveitar o dia presente com moderação e serenidade antes do envelhecimento inexorável.
Inutilia truncat
Cortar o que é inútil; eliminar os exageros e o rebuscamento formal próprios do estilo barroco.
Aurea mediocritas
Equilíbrio de ouro; elogio à vida simples e materialmente modesta, longe de riquezas corruptoras.
Cláudio Manuel da Costa: obra
'Obras Poéticas' (1768), marco inicial do Arcadismo no Brasil; transição poética entre Barroco e estilo árcade.
Tomás Antônio Gonzaga: Marília de Dirceu
Conjunto lírico pastoril dedicado a Maria Doroteia; reflete a transição da idealização bucólica para a dor do cárcere.
Tomás Antônio Gonzaga: Cartas Chilenas
Sátira poética anônima contra os abusos do governador Luís da Cunha Meneses (o 'Fanfarrão Minésio').
Basílio da Gama: O Uraguai
Poema épico que retrata a guerra dos jesuítas e indígenas contra forças luso-espanholas, com destaque para a morte de Lindóia.
Santa Rita Durão: Caramuru
Épica sobre o náufrago Diogo Álvares Correia e a colonização da Bahia com valorização nativista.
Arcadismo: no Enem
Focado nas conexões entre a literatura e a Inconfidência Mineira e na representação da natureza brasileira vs. clichê europeu.
Romantismo: contexto histórico
Início do século XIX, ascensão da burguesia pós-Revolução Francesa, vinda da Família Real ao Brasil (1808) e Independência (1822).
Romantismo: marco inicial no Brasil
Publicação de 'Suspiros Poéticos e Saudades' por Gonçalves de Magalhães em 1836.
Romantismo: características gerais
Subjetivismo, individualismo, sentimentalismo exacerbado, nacionalismo, escapismo e idealização amorosa.
Romantismo: Primeira Geração Poética
Nacionalista e indianista; busca a construção da identidade brasileira pós-independência, tendo o indígena como herói mítico.
Gonçalves Dias: principal poeta da 1ª Geração
Autor de 'Canção do Exílio' e 'I-Juca Pirama'; consagrou o sentimento nativista e a dignidade do indígena.
Romantismo: Segunda Geração Poética
Ultrarromantismo ou 'Mal do Século'; pessimismo radical, melancolia profunda, morbidez, atração pela morte e tédio existencial.
Álvares de Azevedo: representante do Ultrarromantismo
Autor de 'Lira dos Vinte Anos' e 'Noite na Taverna'; alterna idealização inocente com humor macabro e licenciosidade.
Romantismo: Terceira Geração Poética
Condoreira ou social; engajamento político, luta pela abolição da escravidão e pela proclamação da República.
Castro Alves: o 'Poeta dos Escravos'
Autor de 'O Navio Negreiro' e 'Vozes d'África'; oratória exaltada que denunciava o horror moral e físico da escravidão.
Romance indianista: José de Alencar
Obras como 'O Guarani', 'Iracema' e 'Ubirajara' idealizam o indígena como o verdadeiro cavaleiro medieval brasileiro.
Romance urbano: José de Alencar
Retrata os costumes, casamentos por conveniência e a hipocrisia da alta sociedade carioca (ex.: 'Senhora', 'Lucíola').
Romance regionalista: José de Alencar
Explora costumes, paisagens e a fala do interior do Brasil (ex.: 'O Gaúcho', 'O Sertanejo').
Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um Sargento de Milícias
Romance de transição romântica com tom picaresco, humor coloquial e o primeiro malandro da literatura brasileira (Leonardo).
Realismo: marco inicial no Brasil
Publicação de 'Memórias Póstumas de Brás Cubas' por Machado de Assis em 1881.
Realismo: contexto histórico
Segunda metade do século XIX, Positivismo, Marxismo, Darwinismo, crise da Monarquia e abolição da escravidão.
Realismo: características centrais
Objetividade, verossimilhança, análise psicológica minuciosa, crítica à hipocrisia burguesa e aos casamentos de conveniência.
Machado de Assis: fase realista
Narrador em primeira pessoa não confiável, ironia refinada, pessimismo filosófico, metalinguagem e diálogo com o leitor.
Memórias Póstumas de Brás Cubas: inovação
Narrador 'defunto autor' que conta sua vida de mediocridade, livre dos julgamentos e hipocrisias dos vivos.
Dom Casmurro: temática principal
O ciúme obsessivo de Bentinho e a impossibilidade de comprovar a infidelidade de Capitu através do relato unilateral dele.
Quincas Borba: filosofia do Humanitismo
Paródia da seleção natural e positivismo criada por Quincas Borba sintetizada em: 'Ao vencedor, as batatas!'.
Memorial de Aires: último romance machadiano
Tom melancólico, reflexivo e pacífico sobre a velhice, a passagem do tempo e as relações afetivas residuais.
Realismo vs. Romantismo
O Realismo desmascara a idealização romântica, mostrando as relações humanas pautadas pelo interesse econômico e vaidade.
Naturalismo: marco inicial no Brasil
Publicação de 'O Mulato' por Aluísio Azevedo em 1881.
Naturalismo: características essenciais
Determinismo biológico e social, zoomorfização das personagens, cientificismo, patologias sociais e foco no coletivo.
Aluísio Azevedo: O Cortiço
Romance emblemático em que a habitação coletiva atua como personagem viva que transforma e degrada os indivíduos.
Zoomorfização no Naturalismo
Tendência de descrever os seres humanos sob aspectos puramente instintivos, biológicos e animais.
Determinismo no Naturalismo
Crença de que as ações do indivíduo são estritamente condicionadas pelo meio ambiente, raça e momento histórico.
Raul Pompeia: O Ateneu
Romance memorialista e expressionista/naturalista que retrata um internato como microcosmo da corrupção moral da sociedade.
Parnasianismo: marco inicial e lema
Marco: 'Fanfarras' de Teófilo Dias (1882); lema central herdado da França: 'A arte pela arte'.
Parnasianismo: características formais
Rigor métrico, busca por rimas ricas e raras, forma fixa preferencialmente no soneto e vocabulário rebuscado.
Parnasianismo: temática
Descrições de objetos de arte (vasos, estátuas), mitologia clássica, impassibilidade e negação do sentimentalismo.
Tríade Parnasiana brasileira
Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia.
Olavo Bilac: 'Príncipe dos Poetas'
Poeta mais lido do Parnasianismo, celebrou o lirismo contido, a perfeição do verso ('Profissão de Fé') e o nacionalismo cívico.
Simbolismo: marco inicial no Brasil
Publicação simultânea de 'Missal' (prosa poética) e 'Broquéis' (poesia) por Cruz e Sousa em 1893.
Simbolismo: contexto e reação
Crise da fé na ciência fria do final do século XIX; reação contra a objetividade parnasiana e o mecanicismo naturalista.
Simbolismo: características formais
Sinestesia, aliterações e assonâncias contínuas, musicalidade do verso, uso de letras maiúsculas alegorizantes.
Simbolismo: temas recorrentes
Espiritualidade, transcendência da alma, angústia metafísica, mistério cósmico, sonho e dor existencial.
Cruz e Sousa: 'Cisne Negro'
Maior poeta simbolista brasileiro, explorou a angústia da transcendência e o sofrimento pessoal com a dor do preconceito racial.
Alphonsus de Guimaraens: poesia
Marcada por temas místicos marianos, espiritualização da amada morta (Constança) e atmosfera fúnebre dolorida.
Pré-Modernismo: delimitação temporal
Período de transição cultural e política compreendido entre 1902 e 1922 (Semana de Arte Moderna).
Pré-Modernismo: caráter inovador
Denúncia das contradições do Brasil real, regionalismos profundos, crítica à República Velha e marginalizados em foco.
Euclides da Cunha: Os Sertões (1902)
Análise dividida em 'A Terra', 'O Homem' e 'A Luta' sobre o massacre da Guerra de Canudos no sertão baiano.
Euclides da Cunha: 'O sertanejo é, antes de tudo, um forte'
Frase icônica que desafia o determinismo racial clássico ao reconhecer a capacidade adaptativa do homem sertanejo.
Lima Barreto: Triste Fim de Policarpo Quaresma
Sátira pungente ao nacionalismo ingênuo de Policarpo Quaresma e crítica feroz à burocracia e ao militarismo florianista.
Lima Barreto: Clara dos Anjos
Denúncia do preconceito racial, da vulnerabilidade social e da hipocrisia patriarcal nos subúrbios do Rio de Janeiro.
Monteiro Lobato: Urupês e o Jeca Tatu
Retrata o caboclo do Vale do Paraíba inicialmente como indolente, revelando depois que ele 'não é assim, está assim' por doença.
Augusto dos Anjos: Eu (1912)
Poesia singular que mescla vocabulário médico-científico, pessimismo schopenhaueriano, simbolismo e rigor formal parnasiano.
Semana de Arte Moderna de 1922
Ocorrida em fevereiro no Teatro Municipal de SP; rompeu com o academicismo e lançou as bases da vanguarda moderna.
Vanguardas Europeias: Futurismo
Celebração da velocidade, das máquinas, da tecnologia moderna e destruição do passado museológico (Marinetti).
Vanguardas Europeias: Cubismo
Fragmentação geométrica do espaço, sobreposição de planos, simultaneidade e colagens (Picasso, Apollinaire).
Vanguardas Europeias: Dadaísmo
Culto ao absurdo, nonsense, deboche total, caos racional e destruição dos valores burgueses de arte (Tristan Tzara).
Vanguardas Europeias: Surrealismo
Exploração do inconsciente, da lógica dos sonhos, da escrita automática e das pulsões psíquicas (André Breton).
Modernismo: Primeira Fase (1922-1930)
Fase heroica ou destrutiva; destruição do passado acadêmico, nacionalismo crítico, humor, verso livre e paródia.
Mário de Andrade: Pauliceia Desvairada
Marco inaugural da poesia modernista (1922), celebra o ritmo caótico e cosmopolita da metrópole paulistana.
Mário de Andrade: Macunaíma (1928)
Rapsódia que sintetiza o mito brasileiro com o 'herói sem nenhum caráter', mestiço, preguiçoso e multifacetado.
Oswald de Andrade: Manifesto Antropófago (1928)
Proposta de devorar a cultura estrangeira, digeri-la e combiná-la com raízes indígenas e populares locais.
Oswald de Andrade: 'Tupi, or not tupi that is the question'
Frase célebre do Manifesto Antropófago que apropria e deglute o dilema shakespeareano pelo prisma indígena.
Modernismo: Segunda Fase Poética (1930-1945)
Fase de consolidação; lirismo maduro, questionamento existencial, reflexão social ampla e combate ao fascismo.
Carlos Drummond de Andrade: 'No meio do caminho'
Poema de 1928 que gerou escândalo pela repetição formal obsessiva e que simboliza os obstáculos intransponíveis da vida.
Carlos Drummond de Andrade: Sentimento do Mundo (1940)
Poesia marcada pela angústia social provocada pela Segunda Guerra Mundial e solidariedade política ativa.
Cecília Meireles: traços da poesia
Poesia intimista, sensorial, musical e transcendental, associada a ecos simbolistas e reflexão sobre a efemeridade.
Vinicius de Moraes: lírica
Produziu sonetos de amor com métrica clássica e temática sensual/espiritual, aproximando a poesia da canção popular.
Modernismo: Segunda Fase Prosa (Romance de 30)
Foco no regionalismo crítico, denúncia das desigualdades econômicas, da seca no Nordeste e das opressões políticas.
Graciliano Ramos: Vidas Secas (1938)
Romance despojado sobre a fuga de Fabiano e sua família da seca brutal, com forte redução da linguagem à animalidade.
Graciliano Ramos: Baleia em Vidas Secas
A cachorra Baleia é humanizada no romance, sonhando com um mundo cheio de preás antes de ser sacrificada.
Jorge Amado: Capitães da Areia (1937)
Retrata a infância abandonada nas ruas de Salvador, com tom lírico e engajamento ideológico em defesa dos desvalidos.
Rachel de Queiroz: O Quinze (1930)
Romance pioneiro que retrata o drama humano dos retirantes durante a devastadora seca cearense de 1915.
José Lins do Rego: Ciclo da Cana-de-Açúcar
Romances como 'Menino de Engenho' e 'Fogo Morto' retratam a decadência patriarcal e aristocrática dos engenhos nordestinos.
Érico Veríssimo: O Tempo e o Vento
Trilogia épica memorialista ('O Continente', 'O Retrato', 'O Arquipélago') que constrói a história formativa do Rio Grande do Sul.
Modernismo: Terceira Fase (Geração de 45)
Preocupação estética rigorosa, pesquisa profunda da linguagem, renovação formal e densidade psicológica universal.
Clarice Lispector: estilo literário
Romance de fluxo de consciência, introspecção profunda, desestabilização da sintaxe clássica e o momento de epifania.
Clarice Lispector: A Hora da Estrela (1977)
Narra a miséria de Macabéa contada pelo alter ego Rodrigo S.M., refletindo sobre o ato de escrever e a pobreza urbana.
Epifania na obra de Clarice Lispector
Revelação súbita de sentido ou estranhamento profundo da realidade desencadeado por um evento cotidiano banal.
João Guimarães Rosa: Sagarana (1946)
Coletânea de contos que recria a linguagem do sertão mineiro com erudição filosófica e invenção vocabular única.
João Guimarães Rosa: Grande Sertão: Veredas (1956)
Monólogo de Riobaldo com um interlocutor mudo sobre sua vida de jagunço, o amor por Diadorim e o pacto com o Diabo.
Guimarães Rosa: 'O sertão é o mundo'
Conceito de que o sertão mineiro reflete todas as questões existenciais, morais e metafísicas universais da humanidade.
João Cabral de Melo Neto: características poéticas
'Poeta-engenheiro', rejeição do sentimentalismo lírico, objetividade descritiva, substantivação e imagens de secura.
João Cabral de Melo Neto: Morte e Vida Severina
Auto de Natal pernambucano em versos redondilhos narrando a jornada de um retirante da morte até o milagre da vida.
Literatura Contemporânea: marco e contexto
A partir da década de 1960 até hoje; ditadura civil-militar, globalização, pós-modernidade e periferias urbanas no centro.
Poesia Concreta (Década de 1950)
Fundada pelos irmãos Campos e Décio Pignatari; fim do verso tradicional, valorização do espaço gráfico e visual da palavra.
Poesia Marginal (Geração Mimeógrafo)
Anos 1970; poesia rápida, coloquial, rebelde, distribuída de mão em mão para furar a censura do regime militar.
Rubem Fonseca: conto brutalista
Pioneiro da narrativa da violência urbana contemporânea, expondo o submundo, o crime, a crueldade e a divisão de classes.
Dalton Trevisan: 'O Vampiro de Curitiba'
Mestre do microconto minimalista e irônico sobre as neuroses domésticas, o erotismo reprimido e o cotidiano miúdo da classe média.
Carolina Maria de Jesus: Quarto de Despejo (1960)
Diário real de uma catadora de papel na favela do Canindé; denúncia crua e urgente da fome e do abandono estrutural.
Literatura Indígena contemporânea: expoentes
Ailton Krenak ('Ideias para adiar o fim do mundo') e Daniel Munduruku; crítica à destruição ecológica e saberes ancestrais.
Conceição Evaristo: conceito de escrevivência
Escrita nascida do cotidiano, lembranças e vivências de mulheres negras marginalizadas no Brasil.
Itamar Vieira Junior: Torto Arado (2019)
Romance sobre a luta secular por terra, ancestralidade quilombola e exploração trabalhista no sertão baiano.
Literatura no Enem: intertextualidade
Capacidade constante da prova de associar textos de épocas clássicas com letras de MPB, rap, tirinhas e memes.
Literatura no Enem: representatividade social
Ênfase na leitura de minorias historicamente silenciadas: mulheres, negros, indígenas e classes trabalhadoras.

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