Estrutura Atômica e Distribuição Eletrônica
Este conjunto aborda conceitos fundamentais da estrutura atômica e distribuição eletrônica na química geral, sendo ideal para estudantes do ensino médio.
Cartões · 51
- Número atômico (Z)
- Quantidade de prótons presentes no núcleo de um átomo, responsável por determinar sua identidade química.
- Número de massa (A)
- Soma total de prótons (Z) e nêutrons (N) no núcleo atômico: A = Z + N.
- Nêutrons (N)
- Partículas neutras no núcleo; sua quantidade é calculada pela fórmula N = A - Z.
- Isótopos
- Átomos do mesmo elemento que possuem mesmo número de prótons (Z), mas diferentes massas (A) e nêutrons (N).
- Isóbaros
- Átomos de elementos distintos que têm o mesmo número de massa (A), mas diferentes prótons (Z) e nêutrons (N).
- Isótonos
- Átomos de elementos distintos que possuem o mesmo número de nêutrons (N), mas diferentes massas (A) e prótons (Z).
- Espécies isoeletrônicas
- Átomos ou íons distintos que apresentam exatamente o mesmo número de elétrons na eletrosfera.
- Exemplo clássico de isótopos
- Prótio (1H), Deutério (2H) e Trítio (3H), todos com Z=1, mas massas 1, 2 e 3 respectivamente.
- Propriedades químicas dos isótopos
- Geralmente idênticas, pois compartilham a mesma quantidade de prótons e configuração eletrônica.
- Propriedades físicas dos isótopos
- Diferentes, pois variam em massa atômica, densidade e pontos de fusão/ebulição.
- Exemplo de isóbaros
- Carbono-14 (Z=6) e Nitrogênio-14 (Z=7), ambos com massa igual a 14.
- Exemplo de isótonos
- Carbono-14 (Z=6, N=8) e Oxigênio-16 (Z=8, N=8), ambos contendo 8 nêutrons.
- Íon cátion
- Espécie química formada quando um átomo neutro perde um ou mais elétrons, ficando com carga positiva.
- Íon ânion
- Espécie química formada quando um átomo neutro ganha um ou mais elétrons, ficando com carga negativa.
- Átomo neutro
- Estado atômico onde a quantidade de prótons é idêntica à quantidade de elétrons (Z = elétrons).
- Camadas eletrônicas (níveis de energia)
- Regiões onde orbitam os elétrons, denominadas de K, L, M, N, O, P e Q (n = 1 a 7).
- Capacidade máxima da camada K (n=1)
- Comporta no máximo 2 elétrons.
- Capacidade máxima da camada L (n=2)
- Comporta no máximo 8 elétrons.
- Capacidade máxima da camada M (n=3)
- Comporta no máximo 18 elétrons.
- Capacidade máxima da camada N (n=4)
- Comporta no máximo 32 elétrons.
- Capacidade máxima da camada O (n=5)
- Comporta no máximo 32 elétrons.
- Capacidade máxima da camada P (n=6)
- Comporta no máximo 18 elétrons.
- Capacidade máxima da camada Q (n=7)
- Comporta no máximo 8 elétrons (na prática para elementos conhecidos).
- Subníveis de energia
- Divisões dos níveis de energia representadas pelas letras s, p, d e f.
- Capacidade máxima do subnível s
- Comporta até 2 elétrons e possui apenas 1 orbital.
- Capacidade máxima do subnível p
- Comporta até 6 elétrons e possui 3 orbitais degenerados.
- Capacidade máxima do subnível d
- Comporta até 10 elétrons e possui 5 orbitais degenerados.
- Capacidade máxima do subnível f
- Comporta até 14 elétrons e possui 7 orbitais degenerados.
- Diagrama de Linus Pauling
- Ordem diagonal de preenchimento dos subníveis segundo o princípio de energia crescente.
- Sequência inicial do Diagrama de Pauling
- 1s, 2s, 2p, 3s, 3p, 4s, 3d, 4p, 5s, 4d, 5p, 6s...
- Princípio da Construção (Aufbau)
- Os elétrons preenchem os orbitais disponíveis de menor energia antes de ocupar níveis mais energéticos.
- Regra de Hund
- Em um mesmo subnível, cada orbital recebe um elétron antes que ocorra o emparelhamento, maximizando o spin.
- Princípio da Exclusão de Pauli
- Dois elétrons em um mesmo átomo nunca podem ter os quatro números quânticos idênticos.
- Subnível mais energético
- Último subnível preenchido na sequência diagonal do Diagrama de Linus Pauling.
- Camada de valência
- Nível de energia mais externo (maior número principal n) ocupado por elétrons em um átomo.
- Diferença entre mais energético e mais externo
- O mais externo tem maior número n; o mais energético é o último preenchido por ordem de energia (ex: 4s vs 3d).
- Distribuição eletrônica de cátions
- Distribui-se primeiro o átomo neutro e retiram-se os elétrons da camada de valência (mais externa).
- Distribuição eletrônica de ânions
- Adicionam-se elétrons extras no subnível incompleto de menor energia disponível.
- Exceção de distribuição: Cromo (Cr, Z=24)
- Em vez de [Ar] 4s2 3d4, sua configuração estável é [Ar] 4s1 3d5 (subnível d semipreenchido).
- Exceção de distribuição: Cobre (Cu, Z=29)
- Em vez de [Ar] 4s2 3d9, sua configuração estável é [Ar] 4s1 3d10 (subnível d totalmente preenchido).
- Notação de cerne de gás nobre
- Abreviação da distribuição eletrônica usando o gás nobre antecedente entre colchetes, ex: [Ne] 3s1.
- Número quântico principal (n)
- Indica o nível de energia e o tamanho relativo do orbital (valores inteiros positivos de 1 a 7).
- Número quântico secundário ou azimutal (l)
- Determina a forma geométrica do orbital: s=0, p=1, d=2, f=3.
- Número quântico magnético (ml)
- Indica a orientação espacial do orbital, variando de -l passando por 0 até +l.
- Número quântico de spin (ms)
- Representa o sentido de rotação intrínseco do elétron, adotando valores de +1/2 ou -1/2.
- Orbital atômico
- Região do espaço ao redor do núcleo onde é máxima a probabilidade de encontrar um elétron.
- Subnível d incompleto e cor de compostos
- A transição de elétrons entre orbitais d parcialmente preenchidos costuma absorver luz visível, gerando compostos coloridos.
- Elementos diamagnéticos
- Substâncias que possuem todos os seus elétrons emparelhados e são fracamente repelidas por campos magnéticos.
- Elementos paramagnéticos
- Substâncias que possuem um ou mais elétrons desemparelhados e são atraídas por campos magnéticos.
- Cálculo de elétrons no íon Na+ (Z=11)
- O sódio neutro possui 11 elétrons; ao perder 1 elétron (Na+), fica com 10 elétrons.
- Cálculo de elétrons no íon Cl- (Z=17)
- O cloro neutro possui 17 elétrons; ao ganhar 1 elétron (Cl-), passa a ter 18 elétrons.