Gramática Prática Essencial
Este conjunto cobre as principais regras e dúvidas de gramática da língua portuguesa, sendo útil para estudantes e candidatos a concursos.
Cartões · 60
- Uso de 'mas' vs. 'mais'
- 'Mas' indica oposição (equivale a 'porém'); 'mais' indica quantidade ou intensidade. Exemplo: Ele estudou bastante, mas não passou; precisa ler mais livros.
- Uso de 'mau' vs. 'mal'
- 'Mau' é adjetivo (oposto de 'bom'); 'mal' é advérbio (oposto de 'bem') ou conjunção. Exemplo: Ele é um mau motorista porque dirige mal.
- Por que (separado e sem acento)
- Usado no início ou meio de frases interrogativas diretas e indiretas, ou equivalendo a 'pelo qual'. Exemplo: Por que você não compareceu à reunião ontem?
- Por quê (separado e com acento)
- Usado no final de frases interrogativas ou isolado, antes de pontuação final. Exemplo: Eles cancelaram o contrato de repente e ninguém entendeu por quê.
- Porque (junto e sem acento)
- Conjunção explicativa ou causal, equivale a 'pois', 'já que' ou 'visto que'. Exemplo: Não fui ao treino porque fiquei preso no trânsito.
- Porquê (junto e com acento)
- Substantivo masculino que significa 'motivo' ou 'razão', sempre acompanhado de artigo ou pronome. Exemplo: Nunca entendi o porquê de tanta confusão.
- Crase diante de palavras femininas
- Ocorre a fusão da preposição 'a' com o artigo feminino 'a'. Exemplo: Entreguei o relatório à diretora logo pela manhã.
- Crase proibida antes de verbos
- Nunca ocorre crase antes de verbos, pois não há artigo feminino antes de verbo. Exemplo: A criança começou a chorar assim que a mãe saiu.
- Crase proibida antes de palavras masculinas
- Substantivos masculinos não admitem artigo feminino 'a'. Exemplo: Fizemos o trajeto a pé e depois voltamos a cavalo.
- Crase diante de horas exatas
- Usa-se crase antes de horas exatas e determinadas. Exemplo: A palestra terá início pontualmente às 14 horas.
- Crase em locuções adverbiais femininas
- Locuções formadas por palavras femininas recebem crase obrigatoriamente. Exemplo: Saímos às pressas e chegamos à noite ao hotel.
- Crase facultativa antes de pronomes possessivos femininos
- O uso da crase é opcional antes de pronomes possessivos femininos no singular. Exemplo: Fiz uma dedicatória a minha mãe (ou à minha mãe).
- Crase facultativa antes de nomes próprios femininos
- O artigo antes de nomes próprios de pessoas é facultativo, tornando a crase opcional. Exemplo: Entregou o presente a Mariana (ou à Mariana).
- Crase facultativa após a preposição 'até'
- Após a preposição 'até', o uso do acento grave indicador de crase é opcional. Exemplo: Caminhou até a praia sob o sol (ou até à praia).
- Concordância com 'haver' no sentido de existir
- O verbo haver com sentido de existir ou ocorrer é impessoal e fica no singular. Exemplo: Havia muitos candidatos esperando a divulgação dos resultados.
- Uso de 'fazer' indicando tempo decorrido
- O verbo fazer que expressa passagem de tempo é impessoal e não se flexiona no plural. Exemplo: Faz dois anos que não visito meus avós no interior.
- Diferença entre 'a' e 'há' para tempo
- 'Há' indica tempo passado decorrido; 'a' indica tempo futuro ou distância. Exemplo: Moro aqui há dez anos e viajarei daqui a duas semanas.
- Concordância com a expressão 'a maioria de'
- O verbo pode concordar com o coletivo (singular) ou com o termo especificado (plural). Exemplo: A maioria dos alunos aprovou (ou aprovaram) a nova regra.
- Concordância com 'obrigado' / 'obrigada'
- Adjetivo que deve concordar em gênero com a pessoa que fala. Exemplo: A diretora disse: 'Muito obrigada pelo apoio de toda a equipe'.
- Concordância com 'mesmo' e 'próprio'
- Quando atuam como pronomes de reforço, concordam em gênero e número com o referente. Exemplo: Elas mesmas prepararam o almoço de comemoração.
- Uso de 'anexo' vs. 'em anexo'
- 'Anexo' é adjetivo e concorda com o substantivo; 'em anexo' é locução invariável. Exemplo: Envio as fotos anexas; os documentos seguem em anexo.
- Uso da palavra 'bastante'
- Como advérbio é invariável; como adjetivo flexiona no plural significando 'muitos'. Exemplo: Havia bastantes motivos para eles ficarem bastante tristes.
- Uso da palavra 'meio'
- Como advérbio (um pouco) é invariável; como numeral concorda com o termo. Exemplo: Ela parecia meio cansada ao beber meia garrafa de água.
- Regência do verbo 'assistir'
- No sentido de ver ou presenciar, exige a preposição 'a'. Exemplo: Nós assistimos a um documentário emocionante sobre a Amazônia.
- Regência do verbo 'obedecer'
- É verbo transitivo indireto e exige a preposição 'a'. Exemplo: Os motoristas prudentes obedecem às leis de trânsito locais.
- Regência do verbo 'visar'
- No sentido de ter por objetivo, rege a preposição 'a'. Exemplo: O novo projeto da prefeitura visa à melhoria do transporte público.
- Regência do verbo 'esquecer-se'
- Quando pronominal, exige a preposição 'de'; sem pronome, é direto. Exemplo: Eu me esqueci do compromisso, mas ele esqueceu o documento.
- Regência do verbo 'preferir'
- Exige preposição 'a' e rejeita expressões intensificadoras como 'mais que'. Exemplo: Prefiro ler um bom livro a assistir a programas ruins.
- Regência do verbo 'simpatizar'
- Não é pronominal e rege preposição 'com'. Exemplo: Simpatizei de imediato com a proposta apresentada pelo coordenador.
- Próclise com palavras negativas
- Palavras com sentido negativo atraem o pronome oblíquo átono para antes do verbo. Exemplo: Ninguém me avisou sobre a mudança no horário do voo.
- Próclise com advérbios sem pausa
- Advérbios sem vírgula subsequente atraem o pronome para a posição proclítica. Exemplo: Aqui se constroem laços verdadeiros e duradouros.
- Próclise com pronomes relativos
- Pronomes relativos como 'que' atraem o pronome oblíquo antes do verbo. Exemplo: Esta é a pessoa que me ajudou durante todo o processo.
- Próclise com conjunções subordinativas
- Conjunções subordinativas atraem o pronome oblíquo para antes do verbo. Exemplo: Embora o criticassem bastante, manteve a calma e continuou.
- Início de frase e próclise
- Pela norma culta, nunca se inicia uma oração com pronome oblíquo átono. Exemplo: Entregaram-me os documentos solicitados logo de manhã.
- Mesóclise com futuro do presente ou pretérito
- Usa-se mesóclise com verbos no futuro caso não haja fator atrativo de próclise. Exemplo: Convidar-te-ei para a cerimônia caso haja vagas suficientes.
- Acentuação das palavras proparoxítonas
- Todas as palavras proparoxítonas são obrigatoriamente acentuadas na língua portuguesa. Exemplo: O médico receitou um analgésico muito eficaz para a dor.
- Acentuação das paroxítonas terminadas em ditongo
- Paroxítonas terminadas em ditongo oral, crescente ou decrescente, levam acento. Exemplo: O relatório continha uma história cheia de mistério e mágoa.
- Acentuação de oxítonas terminadas em a, e, o, em
- Acentuam-se oxítonas que terminam em a(s), e(s), o(s), em e ens. Exemplo: Ele tomou café no armazém e comprou um belo sofá.
- Regra do hiato para as letras 'i' e 'u'
- Acentuam-se as vogais 'i' e 'u' tônicas quando formam hiato sozinhas na sílaba. Exemplo: A saúde do paciente melhorou após a visita ao país vizinho.
- Fim do acento diferencial em 'para' e 'pela'
- O Acordo Ortográfico aboliu o acento diferencial do verbo parar e da contração pela. Exemplo: O ônibus para em frente ao colégio para desembarque.
- Fim do trema na língua portuguesa
- O trema foi extinto de palavras da língua portuguesa, exceto nomes próprios estrangeiros. Exemplo: O réu permaneceu tranquilo durante a leitura da sentença.
- Hífen com prefixos e vogais iguais
- Usa-se hífen quando o prefixo termina na mesma vogal que inicia o segundo termo. Exemplo: O aluno comprou um micro-ondas em promoção na loja online.
- Sem hífen com prefixos e vogais diferentes
- Não se usa hífen quando a vogal final do prefixo é diferente da vogal inicial da outra palavra. Exemplo: Ele possui uma autoestima elevada e segurança profissional.
- Duplicação de 'r' e 's' após prefixo terminado em vogal
- Se o prefixo terminar em vogal e a palavra iniciar com r ou s, essas letras dobram. Exemplo: A empresa investiu em uma nova política de antirruído na fábrica.
- Hífen com o prefixo 'sub' diante de 'r'
- O prefixo sub exige hífen quando o segundo termo se inicia com as letras b ou r. Exemplo: O sub-reitor organizou o simpósio acadêmico da instituição.
- Uso de 'ao encontro de' vs. 'de encontro a'
- 'Ao encontro de' indica acordo ou conformidade; 'de encontro a' indica colisão ou oposição. Exemplo: A decisão veio ao encontro dos interesses gerais da turma.
- Uso de 'a fim de' vs. 'afim'
- 'A fim de' exprime propósito ou finalidade; 'afim' denota afinidade, semelhança. Exemplo: Estudou bastante a fim de passar, pois tinha ideia afim com a matéria.
- Uso de 'acerca de' vs. 'a cerca de'
- 'Acerca de' significa sobre ou a respeito; 'a cerca de' denota distância aproximada. Exemplo: Discutimos acerca do contrato que fica a cerca de cem metros daqui.
- Uso de 'onde' vs. 'aonde'
- 'Onde' expressa permanência física; 'aonde' indica movimento, exigindo verbo de destino. Exemplo: Não sei onde deixei a chave nem aonde você planeja ir hoje.
- Uso de 'senão' vs. 'se não'
- 'Senão' equivale a caso contrário ou exceto; 'se não' introduz condição negativa. Exemplo: Apresse-se, senão perderá a prova; se não puder ir, me avise.
- Uso de 'em vez de' vs. 'ao invés de'
- 'Ao invés de' indica estrita oposição; 'em vez de' indica mera substituição ou escolha. Exemplo: Em vez de café, pediu suco; ao invés de subir, ele desceu.
- Voz passiva sintética com a partícula 'se'
- O verbo concorda em número com o sujeito paciente quando acompanhado do pronome apassivador 'se'. Exemplo: Alugam-se salas comerciais no centro da cidade.
- Índice de indeterminação do sujeito com 'se'
- Com verbos transitivos indiretos e intransitivos, o 'se' indetermina o sujeito e o verbo fica no singular. Exemplo: Precisa-se de funcionários qualificados na área de vendas.
- Uso de pronomes retos como sujeito
- Pronomes do caso reto como 'eu' e 'tu' exercem função de sujeito, não de objeto direto. Exemplo: O professor pediu para eu ler o primeiro parágrafo do texto.
- Uso de pronomes oblíquos tônicos após preposição
- Após preposições que exigem objeto indireto, usam-se formas oblíquas como 'mim' ou 'ti'. Exemplo: Ele comprou um belo livro para mim na feira literária.
- Concordância com 'é proibido' / 'é proibida'
- A expressão varia se o sujeito for determinado por artigo; sem determinante, fica no masculino. Exemplo: É proibida a entrada de estranhos; é proibido entrada.
- Concordância com 'é necessário' / 'é necessária'
- Sem artigo ou pronome modificador, a locução permanece invariável no masculino singular. Exemplo: É necessária a paciência neste caso; paciência é necessário.
- Regência do verbo 'implicar'
- No sentido de acarretar ou resultar, é transitivo direto e não aceita a preposição 'em'. Exemplo: A nova reforma tributária implica mudanças no orçamento fiscal.
- Regência do verbo 'lembrar-se'
- Quando usado na forma pronominal, exige complemento regido pela preposição 'de'. Exemplo: Todos nós nos lembramos daquele dia memorável na faculdade.
- Uso do particípio duplo: 'aceito' vs. 'aceitado'
- Usa-se a forma regular com os auxiliares ter/haver, e a irregular com ser/estar. Exemplo: O diretor havia aceitado a renúncia, e o termo foi aceito por todos.