Histologia: Respiratório e Imunológico

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Este conjunto aborda a histologia dos sistemas respiratório e imunológico, explicando a função biológica de estruturas teciduais para estudantes de medicina.

50 cartões Português Nível: Ensino superior Patologia e doenças Publicado
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Epitélio respiratório
Revestir as vias aéreas de condução e realizar a depuração mucociliar, umedecendo e filtrando o ar inspirado.
Células ciliadas respiratórias
Mover o muco e partículas retidas em direção à faringe por meio de batimentos ciliares coordenados.
Células caliciformes respiratórias
Sintetizar e secretar mucinas que formam uma camada protetora para capturar patógenos e detritos inalados.
Células basais respiratórias
Atuar como células-tronco precursoras que proliferam e se diferenciam nos outros tipos celulares do epitélio respiratório.
Células em escova respiratórias
Funcionar como quimiorreceptores sensoriais e transmitir estímulos aferentes relacionados à qualidade do ar.
Células neuroendócrinas respiratórias
Secretar fatores parácrinos e peptídeos vasoativos para regular o tônus vascular e broncomotor local.
Epitélio olfatório
Detectar moléculas odoríferas dispersas no ar e transduzir sinais químicos em potenciais de ação neuronais.
Glândulas de Bowman
Produzir uma secreção aquosa que dissolve substâncias odoríferas e limpa os cílios dos neurônios sensoriais olfatórios.
Anéis cartilaginosos da traqueia
Garantir a rigidez estrutural da luz traqueal para impedir o colapso da via aérea durante a expiração forçada.
Músculo traqueal
Constringir a luz traqueal durante reflexos como a tosse, aumentando a velocidade do fluxo de ar exalado.
Músculo liso bronquiolar
Regular a resistência da via aérea e o fluxo de ar para os alvéolos por meio de broncodilatação ou broncoconstrição.
Células club (bronquiolares exócrinas)
Secretar proteínas surfactantes protetoras, metabolizar toxinas inaladas e regenerar o epitélio dos bronquíolos.
Pneumócitos tipo I
Formar uma barreira celular extremamente delgada que viabiliza a rápida difusão gasosa entre o ar e o sangue.
Pneumócitos tipo II
Sintetizar e secretar surfactante pulmonar, além de atuar como progenitores para restaurar o epitélio alveolar lesado.
Surfactante pulmonar
Reduzir a tensão superficial na interface ar-líquido alveolar para prevenir o colapso dos alvéolos ao final da expiração.
Macrófagos alveolares
Fagocitar poeira, microorganismos patogênicos e excesso de surfactante no interior dos espaços alveolares.
Barreira hematoaérea
Permitir a hematose por difusão passiva de oxigênio e gás carbônico entre os capilares contínuos e o lume alveolar.
Poros de Kohn (poros alveolares)
Equalizar a pressão aérea entre alvéolos adjacentes e permitir ventilação colateral caso um bronquíolo seja obstruído.
Pleura visceral
Revestir intimamente o parênquima pulmonar e secretar líquido pleural para reduzir o atrito nos movimentos respiratórios.
Timo
Fornecer o microambiente indutor primordial para maturação, recombinação do TCR e seleção positiva e negativa de linfócitos T.
Córtex tímico
Promover a seleção positiva de timócitos imaturos através do reconhecimento restrito a moléculas de MHC próprio.
Medula tímica
Promover a seleção negativa de linfócitos T autorreativos por exposição a antígenos teciduais próprios.
Células epiteliais reticulares tímicas
Apresentar peptídeos próprios e produzir quimiocinas e citocinas que guiam o desenvolvimento dos timócitos.
Corpúsculos de Hassall
Produzir linfopoietina estromal tímica (TSLP) que instrui a diferenciação de células T reguladoras na medula tímica.
Barreira hematotímica
Impedir a entrada precoce de antígenos exógenos circulantes no córtex tímico durante a seleção positiva.
Medula óssea vermelha
Gerar células precursoras hematopoéticas e promover a maturação inicial completa dos linfócitos B.
Linfonodo
Filtrar a linfa carreadora de antígenos periféricos e servir de sede para ativação clonal de linfócitos B e T virgens.
Seio subcapsular do linfonodo
Receber a linfa efluente dos vasos linfáticos aferentes e iniciar a filtragem mecânica e captura de patógenos.
Folículo linfoide primário
Abrigam linfócitos B virgens em repouso organizados em redes de células dendríticas foliculares.
Folículo linfoide secundário
Abrigam centros germinativos ativos envolvidos em proliferação clonal, hipermutação somática e seleção de linfócitos B.
Centro germinativo
Local onde ocorrem a recombinação de troca de classe de anticorpos e a maturação de afinidade dos linfócitos B.
Paracórtex do linfonodo
Zona rica em linfócitos T onde células dendríticas migrantes apresentam antígenos associados a MHC.
Vênulas de endotélio alto (HEV)
Permitir a diapedese e o influxo seletivo de linfócitos virgens do sangue para o interior do tecido linfóide.
Cordões medulares do linfonodo
Conter plasmócitos secretores ativos de anticorpos, macrófagos e linfócitos antes da drenagem da linfa.
Polpa branca esplênica
Desencadear respostas imunes humorais e celulares contra antígenos presentes na corrente sanguínea sistêmica.
Bainha linfoide periarteriolar (PALS)
Acomodar primariamente linfócitos T ao redor das arteríolas centrais para monitoramento antigênico hematogênico.
Zona marginal do baço
Capturar bactérias capsuladas circulantes por meio de células B de zona marginal e macrófagos especializados.
Polpa vermelha esplênica
Promover a depuração e hemocaterese de eritrócitos senescentes, anormais ou opsonizados por macrófagos esplênicos.
Cordões de Billroth (esplênicos)
Formar uma malha reticular onde hemácias e leucócitos são inspecionados por macrófagos quanto à sua integridade.
Sinusoides esplênicos
Possibilitar a passagem seletiva de eritrócitos flexíveis entre fendas endoteliais de volta à circulação venosa.
Placas de Peyer
Monitorar antígenos luminais entéricos no íleo e induzir a produção e diferenciação de plasmócitos secretores de IgA.
Células M (microfold)
Transportar ativamente macromoléculas e patógenos da luz intestinal por transcitose para células imunes subjacentes.
Amígdalas (tonsilas)
Amostragem de antígenos inalados ou ingeridos na orofaringe para inicialização precoce de defesas imunes.
Criptas tonsilares
Aumentar a área de contato entre o epitélio e os patógenos orofaríngeos para facilitar a captação antigênica.
Células dendríticas foliculares
Reter complexos antígeno-anticorpo intactos por longos períodos para testar a afinidade de linfócitos B ativados.
Plasmócitos
Sintetizar e secretar ativamente grandes volumes de imunoglobulinas solúveis na corrente circulatória e nos tecidos.
Mastócitos teciduais
Desgranular mediadores vasoativos como histamina e heparina após ligar antígenos via receptores Fc de IgE.
Neutrófilos extravasados
Fagocitar e destruir patógenos piogênicos primariamente por explosão oxidativa e liberação de redes de NETs.
Células NK teciduais
Reconhecer e lisar células infectadas por vírus ou tumorais que apresentem expressão anormal ou ausência de MHC-I.
Células de Langerhans
Captar antígenos na epiderme e migrar aos linfonodos regionais como células apresentadoras de antígeno profissionais.

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