Insuficiência Cardíaca na Infância
Este conjunto aborda os sinais clínicos e manifestações da insuficiência cardíaca na infância, sendo útil para estudantes de medicina e residentes.
Cartões · 50
- Taquicardia em repouso
- Mecanismo compensatório precoce mediado pelo sistema adrenérgico para manter o débito cardíaco.
- Taquipneia
- Aumento da frequência respiratória secundário à congestão venocapilar pulmonar e diminuição da complacência.
- Dificuldade para mamar
- Cansaço, interrupção frequente das mamadas e sudorese excessiva durante a alimentação em lactentes.
- Sudorese profusa
- Sudorese fria, especialmente na fronte e couro cabeludo, causada pela hiperatividade simpática.
- Déficit pondero-estatural
- Baixo ganho de peso decorrente de alto gasto metabólico e ingestão calórica insuficiente.
- Hepatomegalia
- Aumento do fígado doloroso ou liso por congestão venosa sistêmica, comum na falência direita.
- Ritmo de galope (B3)
- Presença de terceira bulha por enchimento ventricular rápido em um ventrículo dilatado ou complacente.
- Tiragem intercostal e subcostal
- Retrações da musculatura acessória devido ao aumento do esforço respiratório por congestão pulmonar.
- Batimento de asa de nariz
- Sinal de esforço respiratório moderado a grave decorrente de edema intersticial pulmonar.
- Gemência expiratória
- Tentativa do lactente de manter a capacidade residual funcional alveolar aberta contra o edema pulmonar.
- Estertores creptantes
- Ruídos audíveis nas bases pulmonares decorrentes de transudato alveolar e congestão capilar.
- Sibilância (asma cardíaca)
- Sons decorrentes do edema da mucosa peribrônquica comprimindo as vias aéreas de pequeno calibre.
- Cardiomegalia ao exame físico
- Ictus cordis desviado para a esquerda e para baixo, com impulso ventricular hiperdinâmico ou sustentado.
- Extremidades frias e pálidas
- Sinal de baixo débito cardíaco com redistribuição do fluxo sanguíneo para órgãos vitais via vasoconstrição.
- Tempo de enchimento capilar lentificado
- Perfusão periférica inadequada superior a 2 ou 3 segundos devido à vasoconstrição periférica.
- Pulsos periféricos filiformes
- Pulsos fracos causados pela diminuição do volume sistólico ejetado pelo ventrículo esquerdo.
- Oligúria
- Redução do débito urinário por diminuição da taxa de filtração glomerular e ativação do sistema RAA.
- Edema periorbitário
- Retenção hídrica em lactentes que passam muito tempo deitados, manifestando congestão sistêmica.
- Edema de membros inferiores
- Manifestação de congestão venosa mais comum em crianças maiores que já deambulam.
- Ascite
- Acúmulo de líquido peritoneal por hipertensão venosa sistêmica sustentada na insuficiência direita grave.
- Turgência jugular patológica
- Distensão das veias jugulares visível em crianças maiores sentadas, indicando pressão venosa central elevada.
- Refluxo hepatojugular
- Aumento persistente da turgência jugular após compressão hepática, indicando falência ventricular direita.
- Irritabilidade e choro fraco
- Sinais neurológicos em lactentes secundários à hipóxia tecidual, baixo débito e desconforto.
- Letargia
- Sonolência excessiva e diminuição da reatividade devido à hipoperfusão cerebral crítica.
- Intolerância aos esforços
- Fadiga rápida durante brincadeiras ou atividades físicas em crianças maiores.
- Ortopneia
- Dispneia ao deitar-se decorrente do aumento do retorno venoso e congestão pulmonar, vista em crianças maiores.
- Dispneia paroxística noturna
- Despertar súbito com tosse e falta de ar devido à reabsorção de edema periférico durante o sono.
- Tosse crônica ou noturna
- Tosse seca ou com secreção serosa secundária à congestão e edema das vias aéreas brônquicas.
- Palidez cutânea
- Cor esbranquiçada da pele provocada pela vasoconstrição periférica compensatória adrenérgica.
- Moteamento cutâneo
- Pele marmórea decorrente de hipoperfusão periférica grave e estase microcirculatória.
- Cianose periférica
- Coloração azulada de extremidades por extração aumentada de oxigênio em tecidos hipoperfundidos.
- Hipotensão arterial
- Sinal tardio e grave indicando colapso circulatório iminente e choque cardiogênico.
- Pressão de pulso convergente
- Aproximação entre as pressões sistólica e diastólica devido à redução severa do volume de ejeção.
- Refluxo gastroesofágico secundário
- Regurgitação frequente e vômitos causados pela distensão hepática e aumento do esforço respiratório.
- Saciedade precoce
- Dificuldade de aceitar refeições completas decorrente da congestão esplâncnica e compressão hepática.
- Dor abdominal em hipocôndrio direito
- Desconforto ou dor em crianças maiores pela distensão aguda da cápsula hepática de Glisson.
- Náuseas e vômitos
- Manifestações digestivas causadas pelo edema de alças intestinais e hipoperfusão esplâncnica.
- Esplenomegalia congestiva
- Aumento do baço decorrente da transmissão retrógrada da hipertensão venosa sistêmica crônica.
- Sopro cardíaco de regurgitação
- Sopro sistólico mitral ou tricúspide secundário à dilatação anular ventricular progressiva.
- Hiperfonese de segunda bulha (B2)
- Componente pulmonar da B2 acentuado em casos de hipertensão pulmonar associada.
- Acidose metabólica com hiperlactatemia
- Manifestação laboratorial decorrente do metabolismo anaeróbico tecidual pela hipoperfusão sistêmica.
- Elevação de BNP e NT-proBNP
- Marcador bioquímico liberado pelos miócitos ventriculares em resposta ao estiramento e sobrecarga de volume.
- Inapetência
- Falta de interesse alimentar provocada pela fadiga extrema, hipoperfusão intestinal e citocinas inflamatórias.
- Hipoalbuminemia
- Queda da albumina por enteropatia perdedora de proteínas secundária à hipertensão venosa intestinal.
- Polipneia superficial
- Padrão de respiração rápida e curta para diminuir o trabalho respiratório sobre pulmões rígidos.
- Infecções respiratórias de repetição
- Quadros frequentes de bronquiolite ou pneumonia facilitados pelo acúmulo crônico de líquido pulmonar.
- Anasarca
- Edema generalizado grave envolvendo tecido subcutâneo e serosas em estágios finais da doença.
- Síncope aos esforços
- Perda transitória da consciência por incapacidade de aumentar o débito cardíaco durante atividade física.
- Sensação de palpitação
- Percepção incômoda dos batimentos cardíacos relatada por crianças maiores durante arritmias ou taquicardia.
- Emagrecimento com caquexia cardíaca
- Perda acentuada de massa muscular e gordura pelo estado hipercatabólico e inflamação crônica.