Lâminas Histológicas

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Este conjunto aborda a identificação e os conceitos microscópicos de necrose e lâminas histológicas, sendo ideal para estudantes de medicina e patologia.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Patologia e doenças Publicado
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Cartões · 52

Definição microscópica de necrose
Morte celular patológica em tecido vivo, acompanhada de colapso de membranas, desnaturação proteica e inflamação circundante.
Eosinofilia citoplasmática na necrose
Aumento da afinidade pela eosina (citoplasma mais rosado) devido à perda de RNA ribossômico citoplasmático basofílico e desnaturação proteica.
Picnose
Alteração nuclear caracterizada por retração, condensação extrema da cromatina e aumento marcante da basofilia.
Cariorrexe
Fragmentação do núcleo picnótico em múltiplos pedaços dispersos pelo citoplasma da célula necrosada.
Cariólise
Desbotamento e desaparecimento progressivo da basofilia da cromatina nuclear devido à degradação por desoxirribonucleases.
Necrose de coagulação: aspecto geral
Preservação transitória do arcabouço estrutural básico do tecido com perda dos núcleos, gerando as chamadas células-fantasma.
Células-fantasma (shadow cells)
Contornos celulares preservados sem núcleo visível e citoplasma intensamente eosinofílico, típicas da necrose de coagulação.
Necrose de coagulação: principal causa
Isquemia tecidual por oclusão arterial na maioria dos órgãos sólidos, como rim, coração e baço.
Necrose no infarto agudo do miocárdio
Miocardiócitos hipereosinofílicos, anucleados, com perda de estriações cruzadas e infiltrado precoce de neutrófilos no interstício.
Bandas de contração no miocárdio
Faixas transversais hipercontraídas e eosinofílicas nos cardiomiócitos decorrentes de influxo maciço de cálcio após reperfusão.
Necrose de liquefação: padrão histológico
Digestão enzimática completa das células mortas, resultando em perda total do arcabouço tecidual e formação de massa líquida viscosa.
Necrose liquefativa no SNC (encéfalo)
Ocorre devido ao alto teor de lipídios e água no tecido cerebral, somado à escassez de matriz extracelular de sustentação.
Células de Gitter
Micróglia e macrófagos com citoplasma vacuolado e espumoso repletos de lipídios fagocitados em áreas de necrose encefálica.
Necrose em abscessos bacterianos
Padrão liquefativo decorrente da liberação massiva de enzimas hidrolíticas por neutrófilos atraídos pela infecção bacteriana.
Necrose caseosa: características microscópicas
Material amorfo acelular, granular, eosinofílico, sem preservação da arquitetura tecidual original, lembrando queijo friável.
Granuloma tuberculoide
Estrutura nodular com centro de necrose caseosa cercado por células epitelioides, células gigantes de Langhans e coroa linfocitária.
Célula gigante de Langhans
Célula multinucleada volumosa com núcleos organizados em semicírculo ou ferradura na periferia citoplasmática.
Células epitelioides no granuloma
Macrófagos modificados, ativados pelo IFN-gama, com citoplasma abundante e núcleos alongados em forma de sola de sapato.
Necrose gordurosa enzimática (esteatonecrose)
Comum na pancreatite aguda, onde lipases pancreáticas digerem adipócitos liberando ácidos graxos que se combinam com cálcio.
Saponificação de gorduras na histologia
Depósitos basofílicos e amorfos azul-arroxeados no citoplasma de adipócitos rompidos resultantes da quelação com cálcio.
Necrose fibrinoide: aspecto ao microscópio
Material homogêneo, intensamente eosinofílico e brilhante na parede de vasos sanguíneos, semelhante à fibrina.
Necrose fibrinoide: patogênese
Depósito de imunocomplexos nas paredes arteriais associado a extravasamento e polimerização de proteínas plasmáticas e fibrina.
Coloração de Hematoxilina e Eosina (H&E) na necrose
A perda da afinidade pela hematoxilina (basofilia) e o ganho da eosina conferem tonalidade predominantemente rósea e pálida ao tecido.
Necrose gangrenosa seca
Necrose de coagulação isquêmica em extremidades com dessecação e mumificação tecidual, sem invasão bacteriana expressiva.
Necrose gangrenosa úmida
Necrose de coagulação sobreposta por proliferação bacteriana e resposta neutrofílica intensa, evoluindo para necrose liquefativa.
Corpúsculo de Councilman
Hepatócito apoptoticamente/necroticamente degenerado, reduzido, intensamente eosinofílico e redondo, comum na hepatite viral.
Necrose em saca-bocado (piecemeal)
Erosão da placa limitante hepatocitária ao redor dos espaços-porta por infiltrado linfocitário inflamatório crônico.
Necrose centrolobular hepática
Morte de hepatócitos na zona 3 do ácino hepático (próximo à veia centrolobular) devida a hipóxia ou toxicidade por paracetamol.
Necrose tubular aguda renal (NTA)
Desprendimento de células epiteliais tubulares necróticas para o lúmen, perda da borda em escova e cilindros hialinos/granulosos.
Infiltrado neutrofílico na necrose aguda
Presença maciça de leucócitos polimorfonucleares com núcleos multilobados extravasando dos capilares para a área necrosada.
Células pálidas e tumefeitas
Estágio pré-necrótico reversível (tumefação celular) com balonização citoplasmática por falência de bombas iônicas de sódio/potássio.
Restos celulares e cariorréxicos
Poeira nuclear (fragmentos densos e escuros de cromatina) dispersa em fundo eosinofílico granular amorfo.
Calcificação distrófica pós-necrose
Depósitos endurecidos basofílicos (azuis ou roxos na H&E) de sais de fosfato de cálcio em tecidos previamente necrosados.
Corpúsculos de Psamoma
Estruturas esféricas laminadas de calcificação distrófica concêntrica originadas frequentemente de células necróticas.
Zona de transição marginal no infarto
Região entre o tecido viável e a área necrótica contendo hiperemia vascular, hemorragia e infiltrado leucocitário ativo.
Fagocitose macrofágica tardia
Macrófagos grandes com vacúolos fagocíticos contendo restos celulares necróticos substituindo os neutrófilos após 48-72h.
Coloração de Von Kossa
Coloração histoquímica específica utilizada para destacar depósitos de cálcio em áreas de necrose com pigmento preto-amarronzado.
Necrose no glioblastoma multiforme
Áreas geográficas de necrose tecidual com células tumorais alinhadas densamente em sua margem, formando pseudopaliçadas.
Pseudopaliçada no glioblastoma
Arranjo celular denso na periferia de zonas hipóxicas/necróticas gerado pela migração ativa de células tumorais em fuga da hipóxia.
Necrose hemorrágica
Ocorre em órgãos com dupla circulação (como pulmão) ou drenagem venosa ocluída, com alvéolos e interstício cheios de hemácias.
Coloração de Ziehl-Neelsen e necrose caseosa
Usada para detectar bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR) em vermelho dispersos no fundo azulado ou caseoso granular.
Diferença histológica: Necrose vs. Apoptose
A necrose envolve lise celular difusa com resposta inflamatória; a apoptose afeta células isoladas sem romper membrana nem inflamar.
Degradação da matriz extracelular na necrose
Fragmentação de fibras colágenas e elásticas por proteases neutrofílicas, reduzindo o tecido a debris amorfos.
Necrose nas vilosidades da placenta
Depósito denso de fibrina perivilosa associado a nós sinciciais atípicos e vilosidades hipovascularizadas escleróticas.
Esteatonecrose traumática de mama
Adipócitos anucleados rompidos circundados por células gigantes de corpo estranho, histiócitos espumosos e fibrose cicatricial.
Desmossomos e junções na necrose
Ruptura ultraestrutural e descolamento precoce das junções intercelulares, provocando dissociação do arranjo tecidual.
Vacuolização mitocondrial na transição necrótica
Visualizada na microscopia eletrônica como edema da matriz e densidades amorfas floculentas ricas em cálcio.
Vasculite leucocitoclástica e necrose fibrinoide
Destruição da parede vascular com neutrófilos fragmentados (poeira nuclear) e acúmulo parietal denso de fibrina rosa viva.
Granulação tecidual pós-necrose
Fase de reparo marcada por proliferação de capilares neoformados permeáveis e fibroblastos ativos em matriz rica em edema.
Necrose cortical renal bilateral
Isquemia difusa e necrose de coagulação uniforme de todos os glomérulos e túbulos corticais, poupando a medula renal.
Glomérulo em infarto renal
Tufo glomerular desprovido de núcleos endoteliais ou mesangiais, mantendo apenas a silhueta da cápsula de Bowman e alças capilares.
Formação de cavitações residuais
Espaço oco resultante da reabsorção macrofágica e liquefação de extensa necrose sem proliferação fibroblástica reparadora.

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