Métodos Coproparasitológicos

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Estudo dos principais métodos coproparasitológicos e seus agentes alvo, destinado a estudantes de medicina e biomedicina.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Patologia e doenças Publicado
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Exame Direto a Fresco
Observação direta de fezes com salina ou lugol; busca trofozoítos móveis de protozoários em fezes diarreicas recentes.
Método de Hoffman, Pons e Janer (Lutz)
Sedimentação espontânea por gravidade em água; detecta ovos pesados de helmintos (ex: Schistosoma mansoni e Ascaris lumbricoides) e cistos.
Método de Faust (Centrifugo-flutuação)
Flutuação em sulfato de zinco (d=1,180 g/mL); ideal para cistos de protozoários (Giardia, Entamoeba) e ovos leves de helmintos.
Método de Willis (Flutuação simples)
Flutuação em solução saturada de cloreto de sódio (d=1,200 g/mL); indicado para ovos leves, especialmente ancilostomídeos.
Método de Rugai, Mattos e Brizola
Hidro-termotropismo positivo em água morna; pesquisa larvas vivas de Strongyloides stercoralis em fezes frescas.
Método de Baermann-Moraes
Termo-hidrotropismo com funil e tela metálica; isolamento de larvas de Strongyloides stercoralis do solo ou fezes.
Método de Kato-Katz
Clarificação com verde malaquiela e glicerina; técnica quantitativa (ovos por grama) para Schistosoma mansoni e geo-helmintos.
Método da Fita Adesiva (Graham)
Aplicação de fita gomada perianal; diagnóstico de escolha para ovos de Enterobius vermicularis e proglotes de Taenia.
Coloração de Ziehl-Neelsen Modificada
Coloração álcool-ácido resistente em esfregaço fecal; pesquisa oocistos de Cryptosporidium, Cystoisospora e Cyclospora.
Método de Ritchie (Formol-Éter)
Centrifugo-sedimentação bifásica com éter e formol; concentra cistos de protozoários e ovos de helmintos eliminando gordura.
Coprocultura de Harada-Mori
Incubação em papel de filtro e tubo com água; diferenciação de larvas filarioides de ancilostomídeos e Strongyloides.
Coprocultura em Placa de Ágar
Semeadura em ágar para rastreio do rastro de bactérias deixado por larvas em movimento de Strongyloides stercoralis.
Coloração Tricrômica de Wheatley
Coloração permanente de esfregaço fecal; padrão-ouro para identificação morfológica detalhada de trofozoítos e cistos de amebas.
Hematoxilina Férrica
Coloração permanente clássica para esfregaço fecal; evidencia estruturas nucleares e corpúsculos cromatoides de protozoários.
Método de Sheather
Centrifugo-flutuação em solução saturada de sacarose; técnica muito usada para recuperação de oocistos de Cryptosporidium.
Método de MIFC (Mertiolato-Iodo-Formol-Concentração)
Centrifugo-sedimentação que preserva e cora simultaneamente; indicado para cistos de protozoários e ovos de helmintos.
Tamisação fecal
Passagem de fezes lavadas por tamises de malha fina; recuperação e identificação de vermes adultos e proglotes de Taenia.
Lactofenol de Amann
Solução clarificadora rápida de ovos e larvas em lâmina; não é um método de enriquecimento, mas sim de montagem diagnóstica.
Centrifugação simples de fezes
Lavagem e centrifugação direta em água; rápida concentração de ovos pesados de helmintos e cistos.
Método de Stoll-Hausheer
Contagem direta de ovos diluídos em hidróxido de sódio decinormal; técnica quantitativa de intensidade parasitária de helmintos.
Método de Faust: principal limitação
Pode deformar temporariamente trofozoítos e não é eficiente para ovos muito pesados como os de Schistosoma e Taenia.
Método de Hoffman: principal vantagem
Baixo custo, fácil execução e excelente sensibilidade para ovos pesados e operculados de helmintos.
Método de Graham: por que não usar fezes?
Enterobius vermicularis deposita ovos na pele perianal à noite, raramente misturando-os ao bolo fecal interior.
Método de Rugai: amostra ideal
Fezes frescas emitidas sem conservantes, para garantir que as larvas estejam vivas e com motilidade ativa.
Método de Kato-Katz: limitação temporal
A leitura deve ser feita entre 30 e 60 minutos para evitar o clareamento excessivo e lise de ovos de ancilostomídeos.
Lugol parasitológico no exame a fresco
Cora o glicogênio e núcleos de cistos de amebas e flagelados, auxiliando na identificação taxonômica.
Solução salina 0,85% no exame a fresco
Mantém o equilíbrio osmótico permitindo observar a motilidade original e pseudópodes de trofozoítos vivos.
Detecção de Cryptosporidium parvum
Oocistos álcool-ácido resistentes detectados por Ziehl-Neelsen modificado, Kinyoun ou imunofluorescência direta.
Detecção de Giardia duodenalis
Cistos encontrados por centrifugo-flutuação (Faust) ou MIFC; trofozoítos móveis no exame direto a fresco diarreico.
Detecção de Strongyloides stercoralis
Pesquisa de larvas rabditoides por Rugai, Baermann-Moraes ou coprocultura em placa de ágar.
Detecção de Ascaris lumbricoides
Ovos férteis e inférteis facilmente detectados por sedimentação espontânea (Hoffman) ou Kato-Katz.
Detecção de Schistosoma mansoni
Ovos volumosos com espículo lateral visíveis por Hoffman-Pons-Janer e quantificados pelo método de Kato-Katz.
Detecção de Taenia saginata e Taenia solium
Ovos esféricos com casca radiada por sedimentação/Graham; identificação de espécie exige tamisação e proglotes.
Detecção de Ancilostomídeos
Ovos com blastômeros detectados por flutuação (Willis ou Faust); Kato-Katz requer leitura rápida.
Detecção de Trichuris trichiura
Ovos com formato de barril e tampões polares mucosos identificados por Hoffman, Willis ou Kato-Katz.
Detecção de Fasciola hepatica
Ovos operculados pesados e grandes encontrados principalmente por técnicas de sedimentação espontânea.
Detecção de Entamoeba histolytica
Cistos tetranucleados por Faust ou hematoxilina; trofozoítos com hemácias fagocitadas no exame direto diarreico.
Detecção de Cystoisospora belli
Oocistos elípticos visualizados a fresco ou corados por técnicas de Ziehl-Neelsen modificado e autofluorescência.
Detecção de Hymenolepis nana
Ovos com filamentos polares entre o embrióforo e a casca, visualizados por sedimentação ou flutuação.
Detecção de Diphyllobothrium latum
Ovos operculados visualizados por sedimentação espontânea; eliminação frequente de proglotes longos.
Coprocultura de carvão vegetal
Incubação de fezes misturadas com pó de carvão úmido para eclosão e diferenciação de larvas de nematoides.
Princípio da centrifugo-flutuação
Diferença de densidade entre parasitos e o reagente denso acelerada pela centrifugação, fazendo-os flutuar à tona.
Princípio da sedimentação espontânea
Diferença de densidade onde partículas parasitárias mais densas que o meio aquoso decantam pela força da gravidade.
Diferença de Faust para Willis
Faust usa sulfato de zinco e centrifugação; Willis usa NaCl saturado por flutuação simples sem centrifugar.
Termotropismo parasitário
Atração biológica de certas formas larvares (como Strongyloides) pelo calor, usada para concentrá-las no fundo do tubo.
Hidrotropismo parasitário
Atração em direção à umidade e meio líquido que estimula o deslocamento ativo de larvas de fezes sólidas para água.
Fixador SAF (Sódio-Acetato-Formol)
Preservante fecal livre de mercúrio; compatível com esfregaços corados e técnicas de concentração de protozoários.
Fixador MIF (Mertiolato-Iodo-Formol)
Fixador e corante temporário que preserva cistos, oocistos, ovos e larvas para exames microscópicos posteriores.
Método de Blagg (MIFC)
Nome clássico do método de centrifugo-sedimentação com mertiolato-iodo-formol e éter etílico.
Coloração de Safrina-Azul de Metileno
Técnica alternativa a quente para identificação diferencial de oocistos de Cyclospora cayetanensis.
Exame macroscópico fecal
Avaliação de consistência, cor, muco, sangue e presença de parasitos visíveis a olho nu como vermes adultos e proglotes.
Pesquisa de trofozoítos: restrição crítica
Fezes não podem ser refrigeradas nem conservadas por longo tempo; o exame deve ocorrer até 30-40 minutos da coleta.

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