Modernismo Brasileiro: Fases e Obras

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Estudo sobre as fases, principais autores, manifestos e obras do Modernismo no Brasil, voltado para estudantes.

40 cartões Português Nível: Ensino fundamental e médio Literatura brasileira Publicado
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Cartões · 40

Semana de Arte Moderna (1922)
Marco inaugural da Primeira Fase modernista, realizada em São Paulo para romper com o tradicionalismo acadêmico e parnasiano.
Primeira Fase do Modernismo (1922-1930)
Também chamada de fase Heroica ou de Destruição; focou na ruptura radical, linguagem coloquial, humor e nacionalismo crítico.
Manifesto Antropófago (1928)
Texto de Oswald de Andrade propondo 'devorar' a cultura estrangeira e combiná-la com as raízes nacionais para criar algo novo.
Manifesto Pau-Brasil (1924)
Proposta de Oswald de Andrade para exportar uma poesia brasileira original, ingênua e despida de pedantismo bacharelesco.
Movimento Verde-Amarelo / Anta
Vertente ufanista e nacionalista de direita liderada por Plínio Salgado e Menotti Del Picchia, em oposição ao grupo de Oswald.
Mário de Andrade
Líder da 1ª fase, pesquisador do folclore nacional, autor de 'Pauliceia Desvairada' e do romance rapsódico 'Macunaíma'.
Pauliceia Desvairada (1922)
Livro de poemas de Mário de Andrade que introduz o verso livre e o Prefácio Interessantíssimo, teoria da estética moderna.
Macunaíma (1928)
Obra de Mário de Andrade que retrata o 'herói sem nenhum caráter', sintetizando mitos, lendas e o sincretismo linguístico brasileiro.
Oswald de Andrade
Autor irreverente da 1ª fase, criador do poema-pílula e formulador do conceito de antropofagia cultural na literatura.
Memórias Sentimentais de João Miramar (1924)
Romance de Oswald de Andrade estruturado em fragmentos telegráficos, com humor, linguagem ágil e paródia social.
Manuel Bandeira na 1ª Fase
Poeta que aderiu ao Modernismo com lirismo íntimo e coloquial; autor do poema 'Os Sapos', lido na Semana de 1922 como sátira aos parnasianos.
Poema-piada ou poema-pílula
Forma poética concisa e irônica popularizada na 1ª fase para desmistificar a solene tradição acadêmica.
Segunda Fase do Modernismo (1930-1945)
Fase de consolidação e maturidade, marcada pelo Romance de 30, engajamento social, crise de 1929 e tensões da Era Vargas.
Romance de 30 (Prosa Regionalista)
Vertente que denunciou injustiças sociais, o drama da seca no Nordeste e as tensões agrárias com linguagem realista e direta.
Graciliano Ramos
Principal prosador da 2ª fase, conhecido pela prosa enxuta, tom crítico e análise psicológica da miséria humana.
Vidas Secas (1938)
Romance desmontável de Graciliano Ramos sobre a saga de Fabiano e sua família fugindo da seca no sertão nordestino.
São Bernardo (1934)
Narrativa em primeira pessoa de Paulo Honório, homem endurecido que sacrifica suas relações afetivas pela obsessão pela propriedade.
Jorge Amado
Autor da 2ª fase focado nas contradições da Bahia, retratando trabalhadores do cacau, o povo simples e tradições afro-brasileiras.
Capitães da Areia (1937)
Livro de Jorge Amado que retrata a vida de um grupo de meninos abandonados que vivem de pequenos furtos em Salvador.
Rachel de Queiroz
Pioneira do romance social nordestino na 2ª fase, estreou aos vinte anos abordando a seca e o drama dos retirantes.
O Quinze (1930)
Romance de Rachel de Queiroz que narra o impacto devastador da grande seca de 1915 no Ceará através de Chico Bento e Conceição.
José Lins do Rego
Autor da 2ª fase focado no 'Ciclo da Cana-de-Açúcar', retratando o apogeu e o declínio dos engenhos na Paraíba.
Menino de Engenho (1932)
Primeiro romance de José Lins do Rego, obra autobiográfica sobre o amadurecimento de Carlinhos em um engenho nordestino.
Érico Veríssimo
Prosador do regionalismo gaúcho na 2ª fase, autor da trilogia monumental 'O Tempo e o Vento' sobre a formação do Rio Grande do Sul.
Carlos Drummond de Andrade
Maior poeta da 2ª fase, autor de 'Sentimento do Mundo'; abordou o indivíduo isolado, a solidariedade social e a reflexão filosófica.
Sentimento do Mundo (1940)
Obra de Drummond marcada pelo engajamento político e a dor coletiva diante da Segunda Guerra Mundial e da ditadura do Estado Novo.
Vinicius de Moraes
Poeta da 2ª fase que começou com lirismo místico e evoluiu para a poesia do cotidiano, amorosa e sonetos populares.
Cecília Meireles
Poeta da 2ª fase de vertente neossimbolista, com temas como a efemeridade do tempo, musicalidade e contemplação solitária.
Murilo Mendes e Jorge de Lima
Poetas da 2ª fase conhecidos pela poesia de teor religioso, espiritualista e toques surrealistas.
Terceira Fase do Modernismo (1945-1960)
Chamada de Pós-Modernismo ou Geração de 45; caracterizada pelo rigor formal na poesia e experimentalismo narrativo na prosa.
Geração de 45 na Poesia
Grupo poético que rejeitou a liberdade formal da 1ª fase, retomando métrica clássica, sonetos e erudição vocabular.
João Cabral de Melo Neto
Poeta da 3ª fase conhecido como 'engenheiro do verso', por sua poesia geométrica, substantiva, antirretórica e sem sentimentalismo.
Morte e Vida Severina (1955)
Auto de Natal de João Cabral que acompanha a jornada do retirante Severino da Caatinga ao Recife, confrontando vida e morte.
Clarice Lispector
Escritora da 3ª fase célebre pelo fluxo de consciência, introspecção psicológica feminina e momentos de epifania existencial.
Perto do Coração Selvagem (1943/1944)
Romance de estreia de Clarice Lispector centrado em Joana, inaugurando a prosa intimista e hermética no Brasil.
A Hora da Estrela (1977)
Novela de Clarice Lispector narrada por Rodrigo S.M. sobre a tragédia invisível da alagoana ingênua Macabéa no Rio de Janeiro.
Guimarães Rosa
Grande renovador da prosa na 3ª fase, combinou temas do sertão de Minas Gerais com neologismos, metafísica e oralidade arcaica.
Grande Sertão: Veredas (1956)
Monólogo épico de Riobaldo refletindo sobre o amor por Diadorim, o pacto fáustico e a batalha entre o bem e o mal no sertão.
Sagarana (1946)
Coletânea de contos de Guimarães Rosa que mescla a sabedoria popular sertaneja a uma apurada técnica formal e inovação lexical.
Ariano Suassuna
Dramaturgo da 3ª fase associado ao Movimento Armorial, mesclando literatura de cordel e tradições populares ao teatro clássico.

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