Morfologia dos Fungos

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Este conjunto aborda a morfologia, estrutura celular e patogênese dos fungos de importância médica. É destinado a estudantes de medicina e da área da saúde.

20 cartões Português Nível: Ensino superior Patologia e doenças Publicado
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Características gerais dos fungos
Organismos eucarióticos, heterotróficos por absorção, aclorofilados e com parede celular rígida contendo quitina e glucanos.
Parede celular fúngica
Estrutura externa composta principalmente por quitina, beta-glucanos e manoproteínas, conferindo rigidez, proteção e formato à célula.
Membrana plasmática e ergosterol
Bicamada lipídica que contém ergosterol como principal esterol estabilizador, sendo o principal alvo de antifúngicos como polienos e azóis.
Leveduras
Fungos unicelulares, geralmente ovais ou esféricos, que se reproduzem assexuadamente por brotamento (gemulação) ou fissão binária.
Hifas e micélio
Hifas são filamentos tubulares microscópicos cujo conjunto forma o micélio, responsável pela absorção de nutrientes e sustentação estrutural.
Hifas septadas versus hifas cenocíticas
Hifas septadas possuem septos que dividem o citoplasma em compartimentos; hifas cenocíticas (asseptadas) não têm septos regulares, formando uma massa multinucleada contínua.
Micélio vegetativo versus micélio reprodutivo
O micélio vegetativo penetra no substrato para absorção de água e nutrientes, enquanto o reprodutivo ou aéreo projeta-se para formar e dispersar esporos.
Pseudo-hifas
Cadeias de células de levedura que permanecem unidas após o brotamento, exibindo constrições evidentes nas junções celulares, sem continuidade citoplasmática verdadeira.
Polimorfismo fúngico
Capacidade de um mesmo fungo alterar sua morfologia (como levedura, pseudo-hifa e hifa verdadeira) em resposta a estímulos ambientais, como em Candida albicans.
Dimorfismo térmico
Fenômeno em que o fungo cresce como levedura à temperatura corporal (37 °C) e como bolor filamentoso à temperatura ambiente (25 °C).
Conídios
Esporos assexuados não móveis formados externamente sobre hifas especializadas chamadas conidióforos, comuns em fungos filamentosos.
Esporangiósporos
Esporos assexuados formados dentro de uma estrutura em formato de saco denominada esporângio, característica de fungos como Mucorales.
Exame a fresco com KOH
Método diagnóstico rápido em que o hidróxido de potássio dissolve a queratina celular de tecidos do hospedeiro, permitindo a visualização microscópica direta das paredes fúngicas.
Coloração com tinta da China
Método de contraste negativo no líquor utilizado para evidenciar a cápsula polissacarídica transparente de Cryptococcus neoformans.
Morfologia e patogênese fúngica
A transição de levedura para hifa favorece a invasão tecidual, a penetração mecânica e a evasão da fagocitose celular pelo sistema imune.
Cápsula de Cryptococcus neoformans
Estrutura externa composta de glucuronoxilomanana que inibe a fagocitose, altera a resposta imune celular e confere virulência ao patógeno.
Paracoccidioides brasiliensis (morfologia diagnóstica)
Apresenta leveduras com múltiplos brotamentos periféricos circundantes, exibindo o aspecto microscópico típico de roda de leme.
Mecanismo de ação dos azóis
Inibem a enzima 14-alfa-desmetilase, bloqueando a síntese de ergosterol e comprometendo a integridade e função da membrana fúngica.
Mecanismo de ação das equinocandinas
Inibem a síntese de beta-(1,3)-D-glucano, enfraquecendo a parede celular fúngica e levando à lise osmótica da célula.
Biofilmes fúngicos e virulência
Comunidades estruturadas sésseis envolvidas por matriz extracelular que conferem elevada resistência mecânica, tolerância a antifúngicos e barreira contra a imunidade.

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