Morfologia e Patologia Inicial

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Este conjunto aborda conceitos fundamentais de morfologia humana e processos patológicos iniciais, voltado para estudantes de medicina e da saúde.

52 cartões Português Nível: Ensino superior Patologia e doenças Publicado
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Cartões · 52

Homeostase
Estado de equilíbrio fisiológico mantido pelas células diante de estímulos constantes do meio interno e externo.
Adaptação celular
Respostas estruturais e funcionais reversíveis a estresses fisiológicos excessivos ou estímulos patológicos.
Hipertrofia
Aumento do tamanho das células que resulta no aumento do volume do órgão, sem proliferação celular.
Hiperplasia
Aumento no número de células em um órgão ou tecido, frequentemente induzido por hormônios ou fatores de crescimento.
Atrofia
Redução do tamanho e da atividade metabólica celular, levando à diminuição do tamanho do tecido ou órgão.
Metaplasia
Mudança reversível em que um tipo celular adulto é substituído por outro tipo celular mais resistente ao estresse.
Lesão celular reversível
Alterações celulares patológicas que retornam ao normal quando o estímulo nocivo é removido precocemente.
Lesão celular irreversível
Ponto de não retorno biológico onde o dano persistente inviabiliza a sobrevivência da célula, culminando em morte.
Hipóxia
Deficiência no aporte de oxigênio aos tecidos, prejudicando a respiração oxidativa mitocondrial.
Isquemia
Redução do fluxo sanguíneo arterial ou venoso em um tecido, causando déficit de oxigênio e de nutrientes essenciais.
Tumefaçâo celular
Primeira manifestação da lesão reversível, caracterizada pelo acúmulo intracelular de água devido à falha da bomba de sódio-potássio.
Degeneração gordurosa (esteatose)
Acúmulo anormal de triglicerídeos no citoplasma de células parenquimatosas, frequentemente no fígado.
Espécies reativas de oxigênio (ERO)
Radicais livres derivados do oxigênio que causam peroxidação lipídica, danos proteicos e mutações no DNA celular.
Necrose
Forma desregulada de morte celular associada à perda de integridade da membrana, digestão enzimática e inflamação.
Picnose
Condensação da cromatina com retração e aumento da basofilia do núcleo celular durante a necrose.
Cariorrexe
Fragmentação do núcleo celular picnótico resultante da degradação do DNA por endonucleases.
Cariólise
Dissolução da cromatina e perda da basofilia nuclear decorrente da ação de desoxirribonucleases lisossômicas.
Necrose de coagulação
Padrão de necrose típico de infartos isquêmicos (exceto no cérebro), onde o arcabouço tecidual permanece preservado por dias.
Necrose de liquefação
Digestão enzimática rápida do tecido morto, transformando-o em uma massa líquida viscosa, comum no encéfalo e em abscessos.
Necrose caseosa
Área de necrose esbranquiçada e friável, com aspecto de queijo seco, característica da infecção por tuberculose.
Necrose gordurosa
Destruição focal do tecido adiposo mediada por lipases ativadas, comum na pancreatite aguda, formando sabões de cálcio.
Necrose fibrinoide
Padrão de lesão vascular imunológica caracterizado pelo depósito de imunocomplexos e fibrina na parede das artérias.
Apoptose
Via de morte celular programada e geneticamente controlada, sem perda de integridade precoce da membrana nem inflamação.
Corpos apoptóticos
Fragmentos celulares envolvidos por membrana que contêm porções do citoplasma e do núcleo, fagocitados por macrófagos.
Caspases
Cisteína-proteases intracelulares que atuam como os principais efetores enzimáticos da clivagem proteica na apoptose.
Autofagia
Processo de digestão lisossômica dos próprios componentes celulares para reciclagem de nutrientes em períodos de privação.
Calcificação distrófica
Deposição de sais de cálcio em tecidos necróticos ou degenerados, ocorrendo com níveis séricos normais de cálcio.
Calcificação metastática
Deposição de cálcio em tecidos previamente normais, causada primariamente por um estado sistêmico de hipercalcemia.
Lipofuscina
Pigmento intracelular insolúvel de desgaste, castanho-dourado, resultante da peroxidação lipídica e do envelhecimento celular.
Hemossiderina
Pigmento granular derivado da degradação da hemoglobina que armazena ferro nos tecidos após hemorragias.
Inflamação aguda
Resposta inicial e imediata do tecido vascularizado a uma agressão, com exsudação de fluidos e predomínio de neutrófilos.
Vasodilatação inflamatória
Abertura de novos leitos capilares mediada por histamina e óxido nítrico, gerando calor e rubor local.
Aumento da permeabilidade vascular
Abertura de junções endoteliais venulares que permite o escape de líquido rico em proteínas plasmáticas para o interstício.
Exsudato
Líquido inflamatório extravasado com alta concentração de proteínas e debris celulares, característico do aumento de permeabilidade.
Transudato
Líquido extravasado com baixo teor proteico, decorrente de desequilíbrios hidrostáticos ou coloidosmóticos sistêmicos.
Edema
Acúmulo anormal de excesso de líquido nos compartimentos teciduais intersticiais ou nas cavidades serosas.
Diapedese
Transmigração ativa dos leucócitos através da parede vascular em direção ao sítio tecidual da lesão.
Quimiotaxia
Migração celular orientada ao longo de um gradiente químico de mediadores inflamatórios ou produtos bacterianos.
Opsonização
Revestimento de partículas ou antígenos por opsoninas (como IgG e C3b) para facilitar o reconhecimento e fagocitose.
Histamina
Amina vasoativa liberada principalmente por mastócitos, indutora de vasodilatação arteriolar e aumento da permeabilidade vascular.
Prostaglandinas
Metabólitos do ácido araquidônico via ciclooxigenase responsáveis por dor, febre e vasodilatação no processo inflamatório.
Citocinas inflamatórias
Proteínas sinalizadoras (como TNF e IL-1) secretadas por células de defesa que orquestram a resposta inflamatória e recrutamento leucocitário.
Inflamação crônica
Resposta inflamatória prolongada caracterizada pela coexistência de lesão tecidual, infiltrado mononuclear e angiogênese com fibrose.
Granuloma
Agregado nodular de macrófagos ativados (células epitelioides) delimitado por linfócitos para conter agentes indigeríveis.
Regeneração tecidual
Proliferação de células residuais diferenciadas ou células-tronco que restaura a arquitetura tecidual original de forma perfeita.
Cicatrização (reparo por fibrose)
Substituição do parênquima lesado não regenerável por tecido conjuntivo fibroso, formando uma cicatriz estrutural.
Tecido de granulação
Tecido fibrovascular inicial de reparo composto por capilares neoformados frágeis, fibroblastos e matriz extracelular frouxa.
Angiogênese
Formação de novos vasos sanguíneos a partir de capilares preexistentes durante o processo de cicatrização tecidual.
Tecido epitelial de revestimento
Estrutura morfofuncional celular com pouca matriz extracelular responsável por cobrir superfícies e delimitar cavidades corporais.
Lâmina basal
Camada acelular delgada composta por colágeno tipo IV e laminina que ancora o epitélio ao tecido conjuntivo subjacente.
Tecido conjuntivo frouxo
Tecido vascularizado com distribuição equilibrada de células, fibras e substância fundamental, suportando epitélios.
Tecido conjuntivo denso
Tecido caracterizado pela predominância maciça de fibras colágenas, conferindo elevada resistência mecânica a forças de tração.

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